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Sindicatos preparam luta contra venda de ‘campos maduros’

Reunidos no último fim de semana (5 e 6/03), em Salvador (BA), os sindicatos de petroleiros dos Estados da Bahia, Ceará/Piauí, Espírito Santo, Sergipe/Alagoas e Rio Grande do Norte decidiram deflagrar uma ampla campanha de sensibilização da opinião pública. Tem o propósito de mobilizar a sociedade civil para a “defesa da permanência da Petrobras nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás em campos terrestres”.

A deliberação foi tomada após um amplo debate de avaliação da conjuntura econômica e política nacional e internacional, no qual foi identificado um intenso açodamento das forças políticas entreguistas, ávidas por desconstruir a Petrobrás e abrir a exploração do petróleo brasileiro, especialmente, nas áreas do pré-sal, para grupos privados e grandes empresas petrolíferas estrangeiras.

Fato relevante

Durante o encontro, que teve a participação dos diretores Márcio Dias e Pedro Lúcio, pelo SINDIPETRO-RN, os representantes sindicais também traçaram estratégias e diretrizes para a construção de um plano de ação conjunta a fim de barrar a entrega dos campos terrestres em seus respectivos estados, assim como o processo de alienação de ativos.

Na última quarta-feira, 4, a Petrobras anunciou ao mercado financeiro, por meio de um boletim denominado “Fato Relevante”, que deu início ao processo de “cessão dos direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural”. Além desta operação, a Diretoria da Companhia também informou a aprovação da venda de ativos ligados às concessões dos mesmos campos terrestres.

Doação

De acordo com o Jornal “Valor Econômico”, com a cessão da exploração em campos terrestres a Petrobrás espera arrecadar cerca de R$ 800 milhões. No entanto, segundo a análise feita pelos Sindicatos, apenas nessa primeira “liquidação” serão subtraídos ao povo brasileiro cerca de 257 milhões de barris de óleo e gás em reservas provadas.

Considerando que “reservas provadas” são aquelas já descobertas, em plena produção, e que o barril de petróleo ainda não extraído vale, hoje, cerca US$ 3, ou R$12, o volume repassado pela Petrobrás estaria avaliado em mais de R$ 3 bilhões. Para os petroleiros, essa diferença representa uma verdadeira “doação”, sem contar que, de brinde, os beneficiários ainda levarão toda a infraestrutura de escoamento, bombeamento, tratamento e transferência do petróleo e do gás para Refinarias e Terminais.

Com informações do Sindipetro/RN.

Nota do Blog – Esse assunto foi objeto de entrevista do Blog com o deputado federal Beto Rosado (PP), nesse domingo (7), dando outra versão para o caso dos “campos maduros”. Veja AQUI.

Petroleiros vão parar e relatam quase 300 demissões em 2015

Do Agorarn

Os cerca de 2100 petroleiros que atuam no Rio Grande do Norte cruzam os braços a partir de domingo (1º de novembro). O motivo?

A classe é contrária ao plano de negócios 2015/2019 da Petrobrás que – segundo José Antônio de Araújo, coordenador geral do Sindipetro-RN – aponta para a redução de investimentos no estado, gerando desemprego. Só em Mossoró foram 280 demissões em 2015.

De acordo com dados do Sindipetro, nos últimos anos a estatal já demitiu cerca de 30% dos terceirizados. Inicialmente, foram demitidos colaboradores de funções administrativas.

Segundo José Antônio, se a filosofia da empresa continuar sendo a mesma, os próximos a serem demitidos serão trabalhadores ligados à funções operacionais. “Ao todo, são cerca de 11 mil pessoas que prestam serviço à Petrobrás”, computa.

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Fátima Bezerra defende Lei da Partilha do Pré-sal

Coordenadora da bancada do Nordeste na Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras, a senadora Fátima Bezerra (PT/RN) participou sábado (16), em Natal, do 30º Congresso Estadual dos Petroleiros do RN, realizado pelo Sindipetro/RN. Na fala, a senadora Fátima expôs sua posição favorável em relação a manutenção da Lei da Partilha (Marco Regulatório do petróleo do Pré-sal), que determina a participação mínima (não poderá ser inferior a 30%) da Petrobras nos consórcios de exploração

Fátima disse que será iniciada caravana (Foto: divulgação)

“Com a Lei da Partilha o país passou a ter mais soberania sobre a produção do petróleo. Essa mudança no regime de exploração garante mais investimentos para o desenvolvimento social e regional, a exemplo da Lei dos Royalties que destina recursos para educação e saúde”.

“Revogar a Lei da Partilha é inaceitável, é não apostar na defesa da Petrobras enquanto empresa com a trajetória e experiência profissional que tem, e pelo que representa: 10% do PIB e 19% dos investimentos do país. Desse modo, a posição estratégica da empresa precisa ser reforçada para garantir o fortalecimento da indústria do petróleo e gás, bem como o fortalecimento do setor energético no Brasil”, afirmou a senadora.

Reforma

Fátima Bezerra também opinou sobre temas como a derrubada do PL 4330, que trata da Terceirização. A petista evidenciou ainda a necessidade do Brasil realizar a sua reforma política popular e democrática, com o fim do financiamento empresarial a campanhas e partidos, eleições proporcionais em dois turnos, proporcionalidade na representação por homens e mulheres e fortalecimento da participação da sociedade em decisões nacionais importantes.

“Temos que lutar para que não prosperem iniciativas como voto distritão, e a constitucionalização do financiamento empresarial de campanhas, pois essa combinação aprofundará mais ainda as distorções, os vícios, os desvios éticos e a desigualdade no processo político brasileiro”, acrescentou Fátima.

Sobre a Frente Mista, a senadora informou que será iniciada uma caravana nos estados para discutir os temas que estão na pauta nacional e, na próxima semana, a coordenação se reunirá com o ministro de Minas e Energia para reafirmar a posição de defesa do Marco Regulatório do Pré-e sal.

Presentes no evento: deputado estadual Fernando Mineiro (PT), vereador Eraldo Paiva (São Gonçalo do Amarante), Moacir Soares (CTB), Marquinhos (CUT) Valdik (FUP), Canindé Soares (PCdoB) e George Câmara (sec RN).

Crise no setor petrolífero afeta também outras áreas

Identificar causas, dimensionar efeitos e propor alternativas de enfrentamento para o problema do desemprego no setor petrolífero do Rio Grande do Norte. Estes são os principais objetivos da Audiência Pública que a Câmara Municipal de Mossoró promoverá, na próxima sexta-feira (12/04), a partir das 15 horas.

A iniciativa, que teve o Sindicato dos Petroleiros (SINDIPETRO-RN) como um dos principais articuladores, conta com o apoio de várias entidades sindicais e populares, e vem despertando crescente interesse de empresários e lideranças políticas, preocupados com os desdobramentos da crise na economia local.

Na região, o crescimento do desemprego vem sendo percebido desde 2012. No Sindicato dos Petroleiros, entre janeiro/12 e março/13, foram homologadas 1.123 demissões de trabalhadores e trabalhadoras de empresas contratadas da Petrobrás.

Na construção civil, entre outubro/12 e fevereiro/13, o sindicato da categoria estima terem sido 1.500 desempregos.

Já no setor de transporte rodoviário, segundo informa o Sintrom, foram 256 demissões de trabalhadores terceirizados nos últimos 13 meses, sendo que, em 12 empresas abrangidas pela entidade há trabalhadores sob Aviso-Prévio.

Os efeitos da retração de investimentos e da diminuição da atividade produtiva da Petrobrás no RN levaram à criação do Fórum da Cadeia Produtiva do Petróleo. A articulação reúne empresários e representantes de entidades e instituições como o Banco do Nordeste, Sebrae, Redepetro, Senai e Sindicatos, mas o tema já não tem interesse restrito. A “crise”, como o fenômeno já vem sendo descrito pela mídia local, afeta diversos segmentos econômicos e preocupa toda a região oeste do Estado, que aguarda ansiosamente por um pronunciamento da Petrobras.

Com informações do Sindipetro.