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O fim do modelo político-partidário brasileiro

O estrago promovido pelos mais recentes arremedos de reforma política que o Congresso Nacional produziu acaba de vez o modelo partidário que temos desde a chamada “redemocratização do país”, nos anos 80. Está esgotado, em queda livre.Reforma política - teaser

Nem os denominados “partidos ideológicos” conseguem preservar identidade e princípios, sob a pressão pela sobrevivência.

Deram tiro de misericórdia na coligação, decisão acertadíssima, mas pariram a permissividade da “federação partidária”, um quebra-galho capaz de manter arranjos oportunistas e nada sérios.

Organização de direito privado, o partido político brasileiro é hoje uma empresa rica, mantida por fundos partidário-eleitorais multibilionários – bancado com o suor do cidadão.

Nem tudo é democrático como tenta parecer. Todos têm donos.

Em Sociologia dos Partidos Políticos, no início do século passado, o sociólogo Robert Michels já descrevia a tendência à oligarquização das siglas. Parecia antecipar o que seriam o sistema partidário e o político do Brasil algumas décadas depois.

De um lado, os dirigentes; embaixo, os dirigidos. Lá fora, o povo.

E tudo pode ficar muito pior até às eleições e depois delas.

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