Do Blog Saulo Vale
Líder da oposição na Câmara Municipal de Mossoró, o vereador professor Francisco Carlos (Progressistas), aliado da ex-prefeita Rosalba Ciarlini (Progressistas), disse que o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) tem uma oposição “light, diet e soft”.

A autocrítica foi durante entrevista ao podcast PodFalar, da Super TV, nesta quarta-feira (4). O programa semanal é apresentado pelo jornalista Saulo Vale e pelo advogado Jailton Magalhães.
- O senhor me disse, em uma outra entrevista, que a oposição a Allyson é light e diet. Continua assim?, questionei.
“É light (leve), diet (de dieta) e soft (suave). Não é um erro da oposição. É uma característica. Nós somos respeitosos, procuramos ser elegantes nas críticas. Escolhemos as palavras que vão se utilizadas. Então, você ter uma oposição que se preocupa com a forma com que faz oposição já é uma vantagem enorme”, disse.
“Inclusive na Câmara quem dá murro na mesa é a situação, não é a oposição. Eu nunca vi uma coisa dessa. É diferente de todo canto. Aqui em Mossoró, é a situação jogando gasolina e a oposição jogando água. Nós não fizemos ainda o que seria muito próprio e legítimo da oposição fazer: denúncias [na Justiça, contra a gestão Allyson]”.
Atualmente, a bancada de oposição é composta, além de Francisco Carlos, por Marleide Cunha (PT) e Larissa Rosado (PSDB).
Outros 10 vereadores, que eram da base de Allyson, se declaram hoje “independentes”.
Na verdade são os neooposicionistas.
Nota a Allyson
Francisco Carlos teceu ainda críticas ao prefeito. Mas fez ressalva de que “ainda é cedo para analisar”.
Disse que, se fosse dar uma nota, daria um “cinco ou seis”.
Ele disse ainda temer pela organização do Mossoró Cidade Junina, acrescentando que torce e frequenta o evento.
Nota do Canal BCS – Recentemente, na defesa de greves de servidores municipais, a vereadora oposicionista e sindicalista Marleide Cunha (PT) tratou o prefeito por “mentiroso”, “maquiavélico”, “imoral”, “covarde” e “destruidor da educação”.
Horas depois, ele recebeu-a no Palácio da Resistência para mais uma das muitas reuniões para tratar de questões do funcionalismo.
Pelo visto, o polido professor Francisco Carlos excluiu a colega de bancada desse perfil ameno e fidalgo. Mas, como ele mesmo falou, é cedo para avaliarmos e ainda há tempo para que todos possam melhorar – inclusive no quesito “civilidade”.
Torçamos.
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