A prefeita de Natal, jornalista Micarla de Sousa (PV), deverá anunciar ainda esta semana sua postulação à reeleição à prefeitura. Para muitos, um suicídio.
É um Harakiri (suicídio oriental) para sacramentar seu ocaso, que na verdade ocorreu há muito tempo.
Com mais de 92% de reprovação de governo, mais de 75% de rejeição à própria sucessão e números ínfimos em termos de intenção de votos à reeleição, Micarla desenha um final tétrico para si e, talvez, ajudando a quem tanto deseja impor uma derrota.
A presença de Micarla na campanha municipal é um ‘reforço’ supimpa para o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT). Ela foi sua vice vice (2005-2008), transformada logo em adversária e inimiga pessoal.
Micarla é o sparring (pugilista que ajuda no treinamento de um outro pugilista) perfeito para Carlos numa campanha. A própria prefeita foi seu melhor cabo eleitoral nos últimos anos, com uma gestão catastrófica.
Sem Micarla na campanha, Carlos passaria a ser o único alvo do canhoneio verbal de adversários, devido sua posição privilegiada em todas as pesquisas, de primeiríssimo colocado. Com ela na disputa, digamos assim, ele não tem do que reclamar.