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Fenômeno do rádio, morre em Mossoró o grande J. Belmont

Dia começa com mais uma notícia triste. Morreu o radialista, ex-vereador e ex-deputado estadual José Janildo Belmont, o Jota Belmont. Faria 77 anos no próximo dia 17. Ele nasceu dia 17 de dezembro de 1944, no município de São José do Campestre-RN. A causa do óbito não foi divulgada pela família, mas Belmont enfrentava um câncer.

Informações sobre velório e sepultamento ainda serão detalhadas (atualizaremos nessa mesma postagem).

Belmont em entrevista ao jornalista Tárcio Araújo, que apronta livro sobre o rádio local (Foto: arquivo)
Belmont em entrevista ao jornalista Tárcio Araújo, que apronta livro sobre o rádio local (Foto: arquivo)

Belmont era casado com a nutricionista Jarda Jacinta e pai de duas filhas com e, Helena Jacinta Belmont e Eloah Jacinta Belmont, mas também tinha outros filhos advindos de relações anteriores.

Um dos primeiros trabalhos de J. Belmont foi de vendedor da Loja Big Lar, em Natal, uma comércio de eletrodomésticos. Depois ingressou no rádio em 1964, quando passou a trabalhar na Rádio Trairi, em Natal; em seguida Rádio Cabugi, em 1967, onde permaneceu até 1974.

Sua vida deu uma guinada exponencial em meados dos anos 70, quando começaria uma relação de afeto com Mossoró e grandes êxitos profissionais e na política, outra atividade na qual ingressou.

Chegou em Mossoró em 1975, se destacando na Rádio Difusora, mas também atuando anos depois na Libertadora e Tapuyo.

Foi um dos maiores sucessos do rádio mossoroense em todos os tempos, apresentando alguns programas bem populares, como o “Show J. Belmont”, “A Discoteca do Belmont” e “Cidade Aflita”. Foi um fenômeno da radiofonia, o que acabou o catapultando para a política.

Política

Na politica, ele em 1976 foi eleito vereador pelo MDB e em 1978 concorreu a uma vaga de Deputado Federal, sem êxito.

Já em 1982, Belmont foi eleito deputado estadual, não se reelegendo em 1986.

Antes disso, Jota Belmont percorreu o RN como locutor de comícios e outras concentrações políticas, um papel importante para criar apetite e identidade com essa sua outra paixão.

Nota do Canal BCS – Mais um amigo que se vai. Grande “Bele-mon“, como eu costumava soletrar, lembrando que era a pronúncia que o ex-governador Tarcísio Maia (in memorian) repetia ao falar seu sobrenome.

Descanse em paz, meu querido.

  • Base das informações biográficas do Relembrando Mossoró de Lindomarcos Faustino.

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Ex-governador Lavoisier Maia morre aos 93 anos em Natal

Do G1RN

O ex-governador do Rio Grande do Norte Lavoisier Maia Sobrinho morreu nesta segunda-feira (11) aos 93 anos, em sua casa em Natal, segundo informou sua assessoria. A causa do óbito foi uma sepse – infecção generalizada, que estava sendo tratada.

A família chegou a divulgar um boletim médico sobre a doença no início do mês.

Lavoisier Maia completou 93 anos no último sábado, mas faleceu hoje (Foto: reprodução)
Lavoisier Maia completou 93 anos no último sábado, mas faleceu hoje (Foto: reprodução)

Médico e Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Lavoisier foi o 44º governador do Rio Grande do Norte, exercendo o mandato no período de 15 de março de 1979 a 14 de maio de 1982. Também foi senador da República, deputado federal por dois mandatos e deputado estadual.

“É um momento difícil, não só para a família, mas para todo o Rio Grande do Norte que reconhece até hoje o serviço prestado de Lavoisier ao longo de toda a sua vida pública. Perdemos um grande homem público e um ser humano de virtudes admiráveis”, declarou a viúva Teresinha Maia, casada com o político há 15 anos.

Além da esposa, Lavoisier deixa quatro filhos: Ana Cristina, Márcia, Lauro e Cintia Maia, 13 netos e 3 bisnetos. Lavoisier completou 93 anos no último sábado, 9 de outubro.

Perfil

"Lavô", governador, substituiu o primo Tarcísio Maia (Foto: arquivo/JB)
“Lavô”, governador, substituiu o primo Tarcísio Maia (Foto: arquivo/JB)

Natural de Almino Afonso, Lavoisier era filho de Lauro Maia e Idalina Maia.

Formou-se em medicina pela Universidade Federal da Bahia, com especialização em Planejamento de Saúde na Universidade de São Paulo e especialização em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

No Rio Grande do Norte, seguiu na carreira médica e foi professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, chefiando o Departamento de Tocoginecologia.

Foi diretor da maternidade Januário Cicco e presidiu ainda a Fundação Dinarte Mariz de Estudos e Pesquisas. Durante o governo do seu primo Tarcísio Maia, Lavoisier foi secretário estadual de Saúde, cargo que exerceu de modo simultâneo com a presidência da Comissão de Fiscalização Estadual de Entorpecentes do Ministério da Saúde.

Nesse mesmo período esteve como titular da secretaria de Justiça.

Mandatos

Indicado governador do Rio Grande do Norte pelo partido Arena, em 1978, pelo presidente Ernesto Geisel, nomeou seu primo José Agripino Maia prefeito de Natal. Extinto o partido governista, ingressou no PDS, sendo presidente da executiva regional e também membro do diretório nacional da legenda.

Na campanha de 1982, Carlos Alberto de Sousa, Lavoisier, Tarcísio e Agripino Maia (Foto: arquivo)
Na campanha de 1982, Carlos Alberto de Sousa, Lavoisier, Tarcísio e Agripino Maia (Foto: arquivo)

Nas eleições de 1982, ele apoiou o engenheiro e filho de Tarcísio Maia, José Agripino Maia, como seu sucessor. Após deixar o governo foi nomeado assessor do Ministério da Saúde no estado do Rio Grande do Norte e apoiou Paulo Maluf na sucessão presidencial indireta de 1985.

Em 1986, Lavoisier foi eleito senador pelo PDT. Em 1998, foi eleito deputado federal pelo PFL e primeiro suplente nas eleições de 2002, sendo efetivado ao final da legislatura, após a eleição de Iberê Ferreira para vice-governador do Rio Grande do Norte.

Em 2006, foi eleito deputado estadual pelo PSB, encerrando sua vida pública.

Nota do Canal BCS – Blog Carlos Santos – “Lavô” era uma pessoa adorável, de fácil trânsito em todas as correntes sociais e políticas. Figuraça, que se diga. Foi um governador operoso, também. Que descanse em paz.

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