Nada de pesquisa, coisa nenhuma de Campeonato Estadual de futebol ou a hipotética prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O assunto central no RN e que dirá muito sobre o futuro político de vários personagens importantes, de forma direta ou indireta, é o “terceiro turno” das eleições municipais de Natal.
O pleito do ano passado, vencido pelo então deputado federal Paulinho Freire (UB), está nas mãos do Poder Judiciário.
Mas, paralelamente, está em marcha a guerra da comunicação. É uma mistura de fatos, versões, disse me disse, fake news, opiniões e manifestações de vontade – tudo numa mesma centrífuga.
Lula e Bolsonaro polarizam novamente noutro ambiente político (Fotomontagem de arquivo)
Quase como um “terceiro turno”, a eleição para a presidência do Senado vai ganhando contornos de um novo embate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL). Por seu lado, Lula vai devolver ao Congresso seus 11 ministros com mandato parlamentar, cinco dos quais são senadores, para votarem na reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no Senado e Arthur Lira (PP-AL), na Câmara — mesmo não havendo risco entre os deputados. No dia seguinte, voltam todos para a Esplanada.
Já Bolsonaro, conta Bela Megale, vem telefonando dos EUA na tentativa de virar votos em favor de seu candidato, o senador Rogério Marinho (PL-RN). A cúpula do PL atribui ao ex-presidente a possível virada de pelo menos três indecisos. Ontem, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro chegou a aparecer pessoalmente, de surpresa, num jantar em apoio à candidatura de Marinho. E, numa mostra de empenho, pôs o ex-presidente em uma ligação de vídeo com os senadores. (Globo)
Moeda de troca
Dentro do Congresso, as eleições de amanhã viram também moeda de troca e combustível para rivalidades. Segundo Guilherme Amado, senadores, alguns deles ligados a Pacheco, ameaçam votar em Marinho, pelo menos num primeiro turno, em protesto contra o acordo do mineiro para manter à frente da poderosa CCJ Davi Alcolumbre (UB-AP). Mesmo com essa movimentação, a conta do governo é que Pacheco terá entre 51 e 55 votos, garantindo o a reeleição em uma votação só. (Metrópoles)
Michelle e Bolsonaro
Ontem, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro apareceu de surpresa num jantar em apoio à candidatura de Marinho.
E, numa mostra de campanha aberta, ela pôs o ex-presidente Jair Bolsonaro em uma ligação de vídeo com os senadores.
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