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Olavo de Carvalho…

Olavo, o sofista (Foto: arquivo)

Por François Silvestre

..o bazófio. Essa figura tem planado nas nuvens da marginalidade filosófica. Aquele tipo de pensador que chupa conceitos clássicos de pensadores consagrados, distorcendo-os ou podando-os. Uma esperteza bem comum entre leitores de si mesmos, no exercício aprendido e apreendido nas mumunhas do sofisma. O sofista foi o primeiro marginal da filosofia.

O arauto da bazófia.

Essa é a escola clássica de Olavo de Carvalho. Não deixa de ser clássica, posto que é o classicismo da desonestidade filosófica.

Sua incursão pelo aristotelismo não passa da conclusão primária de que até os macacos intuem que o conjunto das bananas é maior do que o conjunto das bananas maduras. Ele não conseguiu sequer alcançar o aproveitamento que Tomás de Aquino fez de Aristóteles, na Escolástica. E muito menos da incorporação ao tomismo do pensamento de Platão, que o fez Santo Agostinho, na Patrística.

Olavo de Carvalho é um analfabeto “erudito”. Um inútil à humanidade, que vive do financiamento dos seus discípulos e de organizações fascistas espalhadas pelo mundo. Nunca deu um nó num saco de estopa.

Fala do Brasil, mas foge daqui como o cão da cruz.

Sua pátria é o dinheiro e sua coragem é um fuzil que atira em alvos de papelão.

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A dialética da mediocridade

Por François Silvestre

Vivemos tempos da miséria dialética. A considerar-se dialético tudo que se confronta, se enfrenta, se afirma e se nega.

Hegel resgata da era clássica a dialética empírica e lhe dá feição idealista. A lógica, então dominante, passou a ser um método investigativo superado.

Um discípulo de Hegel, Karl Marx, repensou a dialética e revisou Hegel. Dizia ele que Hegel acertara na superação da lógica, mas pusera a dialética de cabeça para baixo. E o marxismo não só distanciou-se como passou a ser a negação crítica do hegelianismo.

Mesmo que o marxismo deteste o revisionismo, não foi outra coisa o que Marx fez com Hegel. Retirando a dialética do idealismo para sua concepção materialista. Aliás, nesse aspecto Engels foi mais a fundo do que Marx.

A negação dos marxistas ao revisionismo vem dos diversos momentos em que foi preciso justificar o poder, mesmo negando princípios originários do próprio marxismo. Até Fustel de Coulanges, equivocadamente chamado de positivista, foi tachado de “precursor” do revisionismo.

Daí negou-se a importância da sua obra clássica, “A Cidade Antiga”, que se debruçou sobre a religião, organização política e vida familiar nas Cidades-Estados da Grécia e Roma.

É verdade que a dialética tem vida muito mais antiga, desde os pensadores da era clássica. Aristóteles, Demóstenes, Heráclito de Éfeso são alguns ensaístas da dialética primitiva. Também operada por Tomás de Aquino, na Escolástica.

A tese, antítese e síntese superam e substituem as deficiências simplistas da lógica. Hegel tem o mérito histórico da sua transposição para o pensamento moderno.

MARX e Engels cumpriram papel semelhante, na aplicação do método dialético ao pensamento político de transformação. Isto é, no materialismo histórico. Cuja práxis prometida, negadora do idealismo, produziu o mais fantástico fracasso histórico de quantas revoluções houve.

Pois bem. O Brasil conseguiu, sem revolução, o feito de aprimorar a dialética do fracasso. A política brasileira é “A boneca de uma menina que não tem braços”, como a felicidade que Humberto de Campos definiu.

Socialismo, no Brasil, não é distribuição de renda ou divisão de propriedade. É repasto de esmola. Demagogia.

A dialética, no Brasil, não tem tese. Só antítese, sem síntese. Desordem institucional, bagunça política, desonestidade administrativa e farsa de controle.

O único governo que propôs reformas de base, inclusive agrária, foi João Goulart. E caiu por isso. Imprensado no meio da guerra fria, travada pelo império capitalista americano contra o império militarista da burocracia soviética.

A pátria dos quartéis vendeu-se. A pátria dos políticos prostituiu-se. O povo recebeu a sucata da pátria, cujo conserto, hoje, atropela-se na dialética da mediocridade.

Té mais.

François Silvestre é escritor