Deficiências no sistema de Saúde do município foram objeto de reunião hoje, no gabinete do titular dessa pasta, enfermeiro Benjamim Bento, em Mossoró. Ele recebeu vereadores da oposição (à exceção de Isolda Dantas-PT) e os governistas Emílio Ferreira (PSD) e Toni Cabelos (PSD).
Vereadores questionaram problemas no repasse de recursos assegurados judicialmente, ao Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC). Foram contestados por Bento, que assegurou que está “tudo em dia”.
Repórter é convidado a se retirar
O secretário foi lembrado da falta de insulina para atendimento a pacientes cadastrados, dificuldade que se arrasta (e permanece) desde o governo Francisco José Júnior (PSD). Disse que aguarda nova remessa.
O inusitado da reunião, foi que o único repórter que a acompanhava à cobertura, João Marciliano, o “Joãozinho GPS” da Rádio Difusora de Mossoró, foi “convidado” a se retirar do local pelo vereador oposicionista Alex do Frango (PMB).
A justificativa foi de que eles tratariam de um assunto que não poderia ser testemunhado pela imprensa.
Nota do Blog – Entendo…
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Em uma audiência pública realizada na manhã desta segunda-feira (6) na sede do Ministério Público Federal (MPF) em Mossoró, representantes dos governos federal e municipal apontaram os caminhos e os entraves à instalação de itens de segurança no trecho de 17 quilômetros de extensão da BR-304 que foi duplicado e corta a cidade de Mossoró. É o Complexo Viário da Abolição.
Audiência aconteceu hoje e revelou dificuldades para atendimento às necessidades (Foto: cedida)
Eles ouviram de moradores das proximidades da rodovia os problemas enfrentados e reconheceram a necessidade de implantação de passarelas, redutores de velocidade e iluminação, porém alegaram que questões orçamentárias devem retardar as obras.
A audiência foi comandada pelo procurador da República Emanuel Ferreira e contou com a participação do superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Walter Fernandes Júnior; o chefe da delegacia local da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ygor Cavalcante; a secretária Municipal de Infraestrutura, Kátia Pinto; e, pelos moradores do bairro Dom Jaime, o vereador Antônio José Costa, o “Tony Cabelos”; além de técnicos, engenheiros e cidadãos que atravessam a BR diariamente.
Obra delegada
A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) anunciou, via sua assessoria, que irá esta semana a Brasília ao lado da secretária Kátia Pinto, onde espera articular apoio no Ministério dos Transportes para projetos complementares à duplicação. Mas a realidade dos fatos e dos números depõe contra esperanças a curto e médio prazos.
A obra do Governo Federal foi iniciada em 2009 na gestão Wilma de Faria (PSB, hoje PTdoB) e do presidente Lula da Silva (PT), e concluída no final de 2015 (veja AQUI), nos governos Robinson Faria (PSD) e da presidente Dilma Rousseff (PT).
É uma “obra delegada”, ou seja, da União, com contrapartida do Estado, a quem coube ‘tanger’ o empreendimento. Custou mais de R$ 72,3 milhões.
Sem recursos
Na audiência pública de hoje, o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Walter Fernandes, mostrou a realidade sem fantasias ou propagandas enganosas, sobre uma questão em especial. A construção de passarelas:
– Hoje, não temos recursos para isso na LOA (Lei Orçamentária Anual), LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) nem no PPA (Plano Plurianual)”.
Complexo Viário da Abolição - Quinto Viaduto foi inaugurado em dezembro de 2015 (Foto: arquivo)
Acrescentou, que em todo o Rio Grande Norte há 1.700 km de rodovias federais e existem, atualmente, apenas sete passarelas, sendo que são necessárias outras 63 por todo o estado, estimadas em torno de R$ 2 milhões cada uma. “Obviamente não temos recursos para tudo isso de uma vez, mas iremos atrás tentando justificar essa necessidade e, quem sabe através até de emendas parlamentares, viabilizar a construção de algumas.”
Veja mais detalhes esclarecedores dessa audiência e das dificuldades – clicando AQUI.
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