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Minério de ferro pode ganhar novo fôlego no RN

Por Josivan Barbosa

Os preços do minério de ferro no mercado internacional podem ser um fator decisivo para a antecipação do retorno da exploração do produto no Rio Grande do Norte (Jucurutu).

De acordo com a publicação especializada “Fastmarkets MB”, a tonelada do minério com pureza média de 62% entregue no porto de Qingdao avançou 0,4% na sexta-feira, para US$ 118,47 por tonelada. Já o insumo com teor de 65% teve ganho de US$ 0,60 ou 0,5%, para US$ 128, 10 a tonelada.

A alta da commodity siderúrgica beneficia fortemente as produtoras de minério de ferro com operações no Brasil. Além da Vale, que compensa grande parte de suas perdas de vendas no ano, terão ganhos em seus resultados a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a Anglo American e até Usiminas, que voltou a exportar boa parte do excedente que consome na usina Ipatinga.

No exterior, os preços na casa de US$ 120 a tonelada favorecem as australianas Rio Tinto, BHP e Fortescue Metals, respectivamente segunda, terceira e quarta no ranking mundial, além da Anglo, que atua também na África do Sul.RN tem jeito 2

Vale a pena o Estado do Rio Grande do Norte interagir com a Gigante BP tentando atrair os seus investimentos na área de energia solar. A Lightsource BP, joint venture de energia solar que tem como sócia a petroleira britânica BP, deu um passo importante em sua estratégia de expansão no Brasil, ao fechar acordo para adquirir cerca de 2 gigawatts (GW) em projetos de geração solar fotovoltaica a serem construídos. O volume de energia é expressivo e corresponde praticamente à totalidade da capacidade instalada da fonte solar no país hoje.

A Lightsource BP tem nesse portfólio adquirido outros projetos que podem ser enquadrados em leilões futuros, inclusive para o A-6 que acontece em outubro e vai vender energia para entrega em 2025.

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A gigante Mitsui procura novas oportunidades de investimentos em infraestrutura no Brasil, o que pode ser uma oportunidade para que o RN possa acelerar o processo de instalação de usinas solares. Na área de energia, a Mitsui adquiriu neste ano participação de 17% na Órigo Energia, empresa de geração solar distribuída. Na última semana, a empresa iniciou a operação de uma fazenda solar em Francisco Sá (MG), com 19.920 placas solares e capacidade de 5 megawatts (MW).

Venda de refinarias

A Petrobras mudou o formato da venda das refinarias. No novo plano de desinvestimentos em refino, além de possibilitar a participação de tradings, o que não era permitido na versão anterior, prevê agora a venda integral das oito refinarias. O plano anterior previa apenas a venda de 60% de quatro refinarias, em dois grupos, um na região Nordeste e outro no Sul.

Na primeira fase do programa, a Petrobras ofertará as seguintes refinarias: Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco; Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul; e Landulpho Alves (RLAM), na Bahia. A etapa seguinte, cujos “teasers” (alertas de venda) deverão ser divulgados ainda neste ano, incluirá as seguintes refinarias: Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais; Isaac Sabbá (Reman); Unidade de Industrialização de Xisto (SIX), no Paraná; e Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará.

Emprego

Não é preciso recuar muito no tempo para se encontrar um período bastante favorável para o mercado de trabalho. Entre 2004 e 2014, embora a economia tenha passado por períodos mais favoráveis e outros nem tanto, houve uma combinação virtuosa de crescimento do emprego e dos salários, redução da informalidade e, consequentemente, redução da taxa de desemprego, que mal passava de 6% no final do período.

A partir do aprofundamento da recessão de 2014 e da forte crise que se instalou no país em 2015 e 2016, houve redução do nível de emprego e a taxa de desemprego mais que dobrou. Nos últimos dois anos, a economia continua patinando, trazendo dificuldades para o mercado de trabalho, que vem se recuperando muito lentamente.

O emprego em números

O volume de empregos formais passou de 29,5 milhões em 2003 para 46,3 milhões em 2017. Sem dúvida, um crescimento expressivo. Os dados do período 2003/2017 podem ser separados em dois subperíodos: 2003/2010, de maior crescimento, quando o PIB aumentou 33,6%; e 2010/2017, de desaceleração e crise da economia, quando o aumento foi de apenas 3,4%. O objetivo é diferenciar a geração de empregos em anos melhores e piores.

PPP

A existência de fontes de financiamento de projetos tem atraído o setor privado para o mercado de iluminação pública através de PPP. O potencial de mercado representado por sistemas de iluminação pública obsoletos espalhados por milhares de prefeituras brasileiras é outro atrativo para as companhias privadas. A substituição de lâmpadas que empregam tecnologias ultrapassadas – como as de vapor de mercúrio e de sódio, por exemplo – por aquelas do tipo LED pode representar economia de energia superior a 50%. Entre janeiro e junho, 23 projetos dessa natureza foram iniciados no país.

Obras públicas

Um levantamento do feito pela Transparência Brasil e pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) mostrou que as pendências judiciais não representam a principal motivação das paralisações de obras públicas. De acordo com o TCU, apenas 3% das paralisações das grandes obras federais se devem a problemas judiciais.

No Rio Grande do Norte, o projeto de construção do Perímetro Irrigado Santa Cruz do Apodi está parado desde 2015. A Bancada Federal continua silente diante de tão importante obra para o desenvolvimento da agricultura irrigada do Semiárido.

Outra obra importante para o desenvolvimento de Mossoró e região metropolitana (como gostaríamos que fosse) é a construção da adutora de Santa Cruz. Os canos chegaram há tempo em Mossoró, mas a água ainda demora muito.

Melão

A empresa espanhola  Staay Food Group está otimista com a próxima safra de melão brasileiro a partir da semana 34. O grupo espanhol trabalha em parceria com os nossos produtores de melão a mais de 20 anos e os seus fornecedores aqui plantam mais de 3 mil hectares da cultura por safra.

Atum

O Rio Grande do Norte está perdendo de 7 a 1 na competição com o vizinho Ceará na atração de duas indústrias da cadeia produtiva do atum, apesar do potencial da atividade pesqueira no nosso litoral de Areia Branca e arredores.

Os espanhóis da Crusoé pretendem ampliar seu complexo de São Gonçalo, que ganharia – se as conversações tiverem êxito – uma fábrica de embalagens para o atum e outra de farinha de peixe, para o que contam com os incentivos fiscais do governo estadual cearense.

Cimento

As perspectivas de aumento de postos de trabalho nas três fábricas localizadas na nossa microrregião (Mizu, Apodi e Nassau) não são animadoras.

Após obter crescimento de 1,5% nas vendas do primeiro semestre, o setor ainda mantém sua projeção de 3% a 3,3% volume comercializado em 2019. Para isso, as entregas de julho a dezembro teriam de ser 4,5% superior sobre igual semestre de 2018.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

As famílias que dominam o Congresso Nacional

Da revista Galileu e Blog Carlos Santos

Já sabe em quem votar nas próximas eleições? Se depender do histórico recente, é provável que os pais, avôs ou primos do seu candidato já ocupem cargos públicos.

Levantamento recente da ONG Transparência Brasil mostra que quase metade dos parlamentares (47%) que começaram a última legislatura têm parentes próximos* na política. São membros de famílias que há décadas dominam a vida pública no Brasil.

O cenário é ainda mais concentrado quando se trata dos mais jovens — justamente de onde se espera renovação. Dos que foram eleitos com 30 anos ou menos, 79% são filhos ou netos de políticos.

Veja abaixo todos deputados e senadores eleitos com conexões familiares na política e descubra quais são os partidos e Estados onde as “dinastias” — que já preparam novos herdeiros para estas eleições — mais dominam o Congresso.

Os cinco estados com mais “aparentados” ficam no Nordeste. O Rio Grande do Norte ocupa a segunda posição, só perdendo para a Paraíba. Alagoas, Piauí e Pernambuco vêm depois.

O estado potiguar tem 91% dos congressistas com laços de família, os Maia, Rosado e Alves, mas os paraibanos quase fecham a casa dos 100%, com 93% do seu colegiado federal.

Senado de parentes

O que menos tem representatividade baseada em dinastias é o Rio Grande do Sul, considerado um estado de largos avanços sociais e povo muito politizado. Antes dele, em escala decrescente, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Pará e Mato Grosso.

O DEM é onde se concentra maior número de políticos com laços de família, ficando mais atrás o PMDB, PP, PTB e PSC.

O PT é o último colocado nessa relação política consanguínea.

No Senado da República, 52 dos 81 ocupantes da Casa são originárias de famílias que vivem da política há muitas décadas. Percentual chega a 64%.

Na Câmara Federal, ocupada por 513 deputados, 44% vêm de famílias de políticos.

Estudo da Organização Não-governamental (ONG) “Transparência Brasil” (veja no Link colocado no segundo parágrafo desta postagem) diz o seguinte:

“(…) A transferência de poder de uma geração a outra da mesma família, tanto provoca a formação de uma base parlamentar avessa a mudanças significativas, como a perpetuação no poder de políticos tradicionais desgastados, ou até impedidos de concorrer em eleições”.

Outra situação clarividente desse poder, é que na Câmara Federal, 64% dos seus ocupantes são de famílias concessionárias de rádio e TV. No Senado da República, chegamos a 89% controlando rádios e emissoras de televisão. Boa parte, na região nordestina.

A propósito, o Nordeste é o suprassumo do atraso político. Está travado por oligarquias em todos os seus nove estados. No Ceará é onde desponta um sinal de renovação de hábitos, onde as oligarquias têm hoje uma menor força, apesar de ainda muito influentes da capital ao sertão.

Por lá, 44% dos parlamentares federais advêm de famílias tradicionais da política, que continuam despejando seus “filhotes” e outros parentes em Brasília, com a força dos meios disponíveis, republicanos ou não. Tudo aparentemente de modo democrático:  pelo voto.

No Rio Grande do Norte… bem, no Rio Grande do Norte, tudo parece continuar funcionando em capitanias hereditárias.

Oligarquia

A palavra oligarquia é um termo que tem origem na palavra grega “oligarkhía“. Significa em sentido literal, “governo de poucos” e que designa um sistema político no qual o poder está concentrado em um pequeno grupo pertencente a uma mesma família, um mesmo partido político ou grupo econômico.

A oligarquia é caracterizada por pequeno grupo que controla as políticas sociais e econômicas em benefício de interesses próprios. Desde a antiguidade que é considerada a mais atrasada forma de governo/poder. Seu conceito é sempre pejorativo.

O filósofo Aristóteles definia a oligarquia como “a depravação da aristocracia” (organização sociopolítica baseada em privilégios de uma classe social formada por nobres que detém, geralmente por herança, o monopólio do poder, onde o poder é exercido para o benefício de um grupo ou classe e não da população em geral).

Platão, outro filósofo grego, identifica os integrantes do do mandonismo oligárquico como um “bando de exploradores”.

Norberto Bobbio

Num tempo contemporâneo, a filosofia política apenas reitera o que o passado já apontara. Caso do filósofo italiano, gênio planetário, Norberto Bobbio.

Ele via os oligarcas como pessoas que “gozam de privilégios particulares, servindo-se de todos os meios que o poder pôs ao seu alcance para os conservar”.

Qualquer semelhança com a fauna potiguar, não é mera coincidência. Veja os exemplos de vantagens que eles produzem em favor dos seus, em detrimento da maioria da população. Para a parentada, vantagens; para a massa-gente, os rigores da lei e as dificuldades inerentes à própria vida dos comuns.

* Observação quanto à metodologia empregada nesse levantamento: por “parentes próximos” foram considerados: pais, filhos, irmãos, avôs, tios, primos, sobrinhos, cônjuge, genro, nora ou cunhado. Destacou deputados e senadores que começaram a última legislatura, em 2010. Não contempla portanto, mudanças ocorridas desde então.

Veja AQUI página original desse levantamento por partidos, nomes, famílias, estados etc. Vá clicando nos quadros que aparecem e obtenha maiores resultados.

O bom exemplo de Júlia Arruda

Do Blog Território Livre (Laurita Arruda)

A vereadora Júlia Arruda (PSB) é a parlamentar com melhor produção legislativa da Câmara Municipal de Natal.

Quem atesta é a organização Transparência Brasil.

De acordo com os dados do projeto Excelências, que analisa  atuação dos parlamentares do país, Júlia possui o maior percentual de projetos considerados relevantes para a sociedade.

Das 26 matérias apresentadas por ela, 25 foram consideradas importantes para a população, representando um total de 96,2%.