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Bolsonaro dispara contra “esquerdalha” e “bandidos do passado

Do Blog Carol Ribeiro

Num palanque repleto de correligionários e apoiadores sem máscaras, na agenda oficial em Pau dos Ferros/RN, nesta quinta-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a prorrogação do auxílio emergencial e de um novo bolsa família que deve entrar em vigor em 2022.

Exaltou o General Heleno, e disse que é “imbrochável e incomível”.

“Não adianta inventarem CPI para me tirarem do poder” foi o que disse além de criticar o relator da Comissão Renan Calheiros (MDB-AL).

Bolsonaro também criticou as denúncias de supostas irregularidades na compra da vacina Covaxin (veja AQUI). “Me acusam de quase tudo até de comprar uma vacina que nunca chegou no Brasil”.

Como de praxe, ele criticou o que chamou de “esquerdalha e os amigos de Cuba e da Venezuela”, com gestos fez menção ao opositor Lula (PT).

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Saída de ministro e escândalo de vacina perturbam governo

Ricardo Salles é um problema que só cresce para o governo (Foto: EBC)
Ricardo Salles é um problema que só cresce para o governo (Foto: EBC)

Do Canal Meio e Blog Carlos Santos

O Governo Bolsonaro teve uma quarta-feira (23) terrível. Um dia para não esquecer e que seus desdobramentos podem ter consequência muito nefastas.

A decisão de exonerar o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles veio, segundo fontes da investigação, porque o governo foi alertado de que uma leva de novas provas contra eles foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e poderia ‘contaminar o presidente da República. Além disso, o celular do ministro foi aos Estados Unidos para passar pela quebra de senha. Também estaria próxima a chegada, no STF, das quebras de sigilo bancário de Salles e da mãe dele. (Coluna Radar, Veja)

Salles foi substituído por Joaquim Álvaro Pereira Leite, até então secretário da Amazônia e Serviços Ambientais no ministério. A troca não indica mudanças na política ambiental.

Escândalo da vacina

Em entrevista aos repórteres Natália Portinari, Julia Lindner e Thiago Bronzatto, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Fernandes Miranda disse ter se encontrado com o presidente no Palácio da Alvorada no dia 20 de março e mostrado a ele documentos com pedido para pagamento antecipado fora do contrato para importar doses perto do vencimento.

A Covaxin foi a única vacina comprada com um intermediário, a Precisa Medicamentos, e custou R$ 80 por dose, o imunizante mais caro adquirido pelo Brasil. O encontro no Alvorada foi arranjado pelo deputado bolsonarista Luís Miranda (DEM-DF), irmão do servidor, que sustenta as afirmações. Bolsonaro teria dito aos dois que encaminharia o caso à Polícia Federal, mas o diretor-geral à época, Rolando Alexandre de Souza, disse não se lembrar de qualquer pedido nesse sentido. (Globo)

Miranda sustenta que presidente sabia da situação suspeita (Foto: Web)
Miranda sustenta que presidente sabia da situação suspeita (Foto: Web)

O presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmou ter aconselhado Luís Miranda a levar a público a história. Até aqui, Lira vinha atuando apenas em favor do presidente. (Poder 360)

Com a denúncia na rua, o governo enfim acionou a PF — contra os denunciantes. Em tom agressivo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, disse que Bolsonaro mandou PF, CGU e MPF investigarem o deputado e seu irmão. “Quero alertar o deputado Luis Miranda de que o que foi feito hoje é no mínimo denunciação caluniosa e isso é crime tipificado no Código Penal”, disse Onyx. “Deputado Luís Miranda, Deus está vendo. Mas o senhor não vai só se entender com Deus, mas com a gente também.” (Estadão)

Miranda reagiu dizendo que pedirá à CPI da Pandemia a prisão do ministro por coação de testemunha. Na sexta-feira, ele e o irmão prestarão depoimento à comissão do Senado. O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pedirá segurança para os dois e seus familiares. (Metrópoles)

O relator da CPI, senador Renan Calheiros, cogita pedir prisão de Onyx por coação de testemunha. (G1)

Durante seu pronunciamento, Onyx negou que o governo já tenha feito algum pagamento à Precisa, mas, como revela Valdo Cruz, o Ministério da Saúde já empenhou (reservou) R$ 1,6 bilhão para a compra da vacina, cujo contrato foi anunciado em fevereiro pelo próprio ministério. (G1)

O ministro também disse que o documento apresentado pelos irmãos Miranda era falso, diferente das duas versões enviadas pela Precisa. A empresa, porém, já havia admitido mais cedo ter enviado uma terceira versão, desmentindo Onyx. (Globo).

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