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Letra e Música – 221 – (Onde Deus possa me ouvir)

Ele foi embora tão cedo. Mas, que bom, que fica eternizado em sua arte perene. Vander Lee, o mineiro de Belo Horizonte canta Onde Deus possa me ouvir, no programa Sr. Brasil, ao lado de outra figura incrível, que nos disse bye: Rolando Boldrin.

A data? 15 de Março de 2015.

Na série Letra e Música, essa pérola da Música Popular Brasileira (MPB), mensagem lançada ao fundo d’alma:

Sabe o que eu queria agora, meu bem?
Sair, chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também

Que me oferecesse um colo ou um ombro
Onde eu desaguasse todo desengano
Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém

Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber

Meu amor
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir

Minha dor
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui, pode sair

Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender por que se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber

Meu amor
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir

Minha dor
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui, pode sair

Meu amor
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir

Minha dor
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui, pode sair
Adeus.

*Vander Lee estaria fazendo 58 anos hoje. Numa incrível coincidência, selecionei essa Letra e Música para esta data, sem que soubesse previamente. Divino.

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Diário de um Voluntário – XIII

Por Francisco Edilson Leite Pinto Júnior

Heráclito chorava: “Todas as coisas são misérias”; Demócrito ria: “Todas as coisas são ignorâncias”. Miséria e ignorância mataram mais de 419.000 pessoas nesse país. E parece-me que esse triste enredo não terá fim, afinal, a “estupidez humana é eterna”, nos alertou o grego Aristófanes.

Paciência, se lhes faltar a justiça dos homens, não lhes faltará a justiça divina: terceira Lei de Newton, Ação – Reação…Médico em UTI faz sinal de positivo, em crônica de Francisco Edilson Leite Pinto Júnior no Blog - -9-05-21O imortal Vander Lee, na sua bela canção, CONTRA O TEMPO, nos ensina: “Onde vou? Onde estou? Tempo de silêncio e solidão”… Silêncio e solidão. Fatores essenciais para conhecermos a nós mesmos. Afinal, mais cedo ou mais tarde, esse encontro terá que acontecer, e tenho muita pena daqueles que se surpreenderão consigo mesmo…

Ah, o mundo gira sempre em seu sentido. No entanto, o tempo pode, nas nossas mentes, correr ao contrário.
Há um ano, mais um susto. Sanderson Surg – meu eterno aluno, amigo, e uma das mais belas pessoas que já conheci, pegou Covid-19.

Bateu um desespero. Internado às pressas, começamos a batalha entre os amigos de orações diárias pela sua recuperação.

Em uma das nossas conversas, (sim, Sanderson ficou com o celular, pois a tecnologia, quando bem utilizada, é pura humanização).

Ele revelou-me:

– “Professor, é tão incrível. Se respiro muito, piora a saturação; se respiro pouco, piora mais ainda. Percebi que o remédio era respirar direito. O ar, assim como a salvação, é de graça”.  Lembrei-me da lenda grega de “Faetonte e o carro do sol” – o caminho do meio…

Sanderson venceu a Covid-19, graças a Deus!

Passado quase um ano, encontro inesperadamente o Dr. Paulo D’Aurel, juiz do TJ/RN, praticante do “Kriya Yoga”, e um dos seres mais espiritualizado que conheço.

– “Edilson, na Abadia de Westminster tem um escrito dizendo que o ar vai para o norte, depois para o sul e volta para o norte. Assim deve ser a nossa respiração consciente: o equilíbrio da meditação”.

Meditar, ter paciência de ver as pessoas se mostrarem tão desumanas, vazias de sentido, vazias de amor, vazias de bondade, eis o exercício que deveremos praticar nessa pandemia.

Segue o jogo e o VAR de Deus está vendo tudo…

Francisco Edilson Leite Pinto Júnior é professor, escritor e médico