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Bolsonaro usa “vaquinha” de mais de R$ 17 milhões para investimento

Ex-presidente não pagou multas, fez investimento e não detalhou nada publicamente (Foto: Wilton Júnior/Estadão)
Ex-presidente não pagou multas, fez investimento e não detalhou nada publicamente (Foto: Wilton Júnior/Estadão)

O Globo, Terra e outras fontes

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aportou R$ 17 milhões em investimento em renda fixa, segundo um relatório Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), órgão de combate à lavagem de dinheiro ligado ao Ministério da Fazenda.

O valor é semelhante aos R$ 17,2 milhões que o ex-presidente arrecadou de apoiadores em uma “vaquinha” promovida por aliados no primeiro semestre, cujas doações seriam supostamente direcionadas para pagar multas devidas por Bolsonaro. O ex-presidente deve quase R$ 1 milhão em multas em cinco processos que tramitam em São Paulo.

No entanto, o ex-mandatário ainda não efetuou os pagamentos. Segundo reportagem do jornal O Globo, que citou o relatório do Coaf, Bolsonaro, em vez de pagar as multas, aparentemente usou a soma milionária para investir em títulos de Certificado de Depósito Bancário (CDB) e Recibo de Depósito Bancário (RDB), duas das principais modalidades de investimentos de renda fixa no Brasil.

Segundo O Globo, esse tipo de transação está atrelada à taxa básica de juros, a Selic, atualmente de 13,75% ao ano.

O valor arrecadado de R$ 17,2 milhões na “vaquinha” de Bolsonaro foi tornado público na quinta-feira (27/07), após a divulgação do relatório do Coaf. Bolsonaro não divulgou as contas da campanha de arrecadação voluntariamente. No fim de junho, ele havia se limitado a afirmar que havia arrecadado o suficiente para quitar as multas, acrescentando que pretendia detalhar os valores “mais para frente”. No entanto, um mês depois, o ex-presidente não tinha nem detalhado a escala das doações nem quitado as multas.

Campanha de arrecadação

Segundo o Coaf, foram 769.717 operações de Pix efetuadas em seis meses que acabaram beneficiando o ex-presidente.

No início do ano, a chave Pix de Bolsonaro foi divulgada nas redes sociais por ex-ministros da sua administração e alguns parlamentares do PL, como os deputados Mário Frias e Nikolas Ferreira. A campanha foi lançada após a Justiça determinar um bloqueio de R$ 87 mil nas contas do ex-mandatário pelo não pagamento de multas aplicadas contra ele em São Paulo durante a pandemia, em 2021, por promover aglomerações e não usar máscara. Ao todo, Bolsonaro deve R$ 936.839,70 em multas em São Paulo, referentes a cinco processos. Mesmo de posse de pelo menos R$ 17,2 milhões em doações de seus apoiadores entre os dias 1º de janeiro e 4 de julho, Bolsonaro ainda não efetuou o pagamento das multas.

Segundo o relatório, as maiores transações vieram de um grupo de 18 pessoas, formado por advogados, empresários, militares, agricultores, pecuaristas e estudantes, que pagaram entre R$ 5 mil e R$ 20 mil cada ao ex-presidente. Entre esses doadores estão Admar Gonzaga Neto, ex-ministro do TSE que chegou a atuar como advogado de Bolsonaro. Ele transferiu R$ 5 mil para a conta de Bolsonaro. Outro doador foi o bilionário Marcos Ermírio de Moraes, herdeiro do Grupo Votorantim, que fez uma transferência de R$ 10 mil.

Mas o grosso das doações via Pix que beneficiaram o ex-presidente constituiu em valores individuais menores. Alguns doadores propagandearam suas transações nas redes sociais, entre eles Fabrício Queiroz, o “ex-faz-tudo” do clã Bolsonaro, e suspeito de ser o operador de um esquema de desvio de salários de funcionários-fantasmas do senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente. Em junho deste ano, Queiroz, que em sua própria conta movimentou milhões de reais antes de Bolsonaro chegar ao Planalto, divulgou um comprovante de Pix no valor de R$ 10 para o ex-presidente.

Clã reclama de “vazamento”

O relatório do Coaf se tornou público após ser enviado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos golpistas do 8 de Janeiro.

O clã Bolsonaro e aliados criticaram a divulgação do documento. O ex-ministro e atual advogado de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, se limitou apenas a reclamar do “vazamento” do documento. “São inadmissíveis os vazamentos de quebras de sigilos financeiros de investigados no inquérito de 8/1 e ou de qualquer outra investigação sigilosa. Faz-se necessário identificar quem está entrando na tal sala cofre para que as medidas judiciais sejam tomadas. Quem vazou será criminalizado”, escreveu em suas redes sociais.

“Sabe o que assusta? O tamanho da vaquinha espontânea feita por milhões de brasileiros ao presidente mais popular do país para ajudá-lo a pagar multas milionárias por estar na linha de frente na pandemia salvando vidas e empregos”, disse, por sua vez, o senador Flávio Bolsonaro.

Os R$ 17,2 milhões via Pix correspondem a grande parte do valor que circulou nas contas de Bolsonaro em 2023. No total, o ex-presidente movimentou R$ 18,5 milhões. Entre as transações que não parecem ter relação com a campanha de arrecadação, está uma transferência de R$ 3,6 mil para Walderice Santos da Conceição, a Wal do Açaí, que em 2018 foi apontada como funcionária-fantasma do então candidato à Presidência Jair Bolsonaro, e que acabou exonerada após o caso vir a público.

Na campanha de 2022, quando tentou sem sucesso se reeleger, Bolsonaro declarou ter um patrimônio de R$ 2,3 milhões no registro de sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A quantia foi apenas um pouco superior à informada no pleito de 2018, quando Bolsonaro declarou R$ 2,2 milhões.

Nota do BCS – O que me impressiona não é o destino das doações, mas a força do fanatismo. Caso típico de um sabido que faz milhares de pessoas de trouxas. Francamente!

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Criança de 2 anos tem bazar e vaquinha para comprar insulina

Do Portal do Oeste

Uma família realiza bazar na Internet (Facebook) para conseguir dinheiro à compra de insulinas e outros  insumos para uma pequena paciente de dois anos com diabetes tipo 1, Flávia Giovanna. É mais uma vítima anônima do desabastecimento de remédios na gestão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), em Mossoró.

Família de criança apela à Internet como canal à sensibilização para comprar equipamento (Reprodução: BCS)

“A última (vez) que recebi foi em setembro, só as insulinas Tresiba e Novorapid. Os insumos faz tempo que não recebemos e quando recebemos não é o suficiente”, relata Grislaynne Valentim, mãe da criança.

A família também faz uma vaquinha na internet para compra de sensores. Você pode colaborar. Clique AQUI.

Nota do Blog Carlos Santos – Que situação angustiante. Como essa gente consegue flanar pela Europa ao lado de marido e filhos, sem ter a dimensão do mal que causa a tantas pessoas.

Incrível é que boa parte da população acha tudo normal e é, também, indiferente à dor alheia.

Minha Mossoró, o que estão fazendo com você? Lamentável!

Bazar também é uma forma de arrecadação na luta pela vida de uma criança de apenas dois anos (Foto: reprodução PO)

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Servidores fazem “vaquinha” para ajudar terceirizados

Nem tudo está perdido, mesmo que quase tudo na administração municipal mossoroense piore a cada dia.

Um bom exemplo, um mau exemplo?

Relatemos abaixo:

Servidores efetivos da Saúde que trabalham no Centro Clínico Evangélico Edgardo Burlamaqui (centro da cidade) estão fazendo uma ”vaquinha” para possibilitar um Natal mais digno para os trabalhadores terceirizados que nessa unidade sanitária. Eles estão com quatro meses de salários atrasados.

Vale ressaltar que os próprios efetivos ainda não receberam sua remuneração completa, mas se sensibilizaram com o final de ano dramático daqueles que tão bem contribuem para o desenvolvimento dos serviço no local.

Esse fato evidencia duas coisas. Uma, digna de aplausos: solidariedade entre os trabalhadores que conseguem se colocar no lugar do outro em dificuldade. A outra, digna de repúdio: o descaso a vida de milhares de famílias é tratada.

Tapume, tendas, festas e privilégios para um elenco de servidores são mais importantes.

Pobre Mossoró!