Próximo alvo da fúria do bolsonarismo delirante, aquele que vai às ruas e rodovias, falando em “intervenção militar”, serão as Forças Armadas. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acuada à bala e pedras segunda-feira (7) no Pará (veja AQUI).
Em Santa Catarina (veja AQUI), também saíram na porrada com a corporação que antes era sua aliada, mas agora é inimiga.
Caso não é de política ou polícia, mas de psicologia social/psiquiatria.
Essa gente é movida por crenças recalcitrantes, resistentes à argumentação racional. Não vai retroceder. E a frustração por não ver as Forças Armadas dando golpe, atendendo sua vontade, a levará à nova paranoia, fazendo-as também sua inimiga.
Basta acompanhar os primeiros surtos diante da frustração do relatório do Ministério da Defesa quanto às urnas eletrônicas. Como não encontraram mínimo indício de fraude, a piração só aumenta, além do desapontamento com a força verde-oliva.
Quem venceu nas urnas, quem está distante, se alimenta de um monte de bizarrices desses bolsonaristas, ao deboche. Mas, entenda: temos algo mais sério do que mimimi, choro de derrotado. Esse delírio afeta famílias, amizades, coabitação civilizada e a democracia rasa que temos.
Vai piorar. Anote.
* Cena do vídeo é no muro do Centro de Instrução de Operações Especiais (C I Op Esp) em Niterói-RJ. Trata-se de uma unidade militar do Exército. Na sequência, cena de uma mulher que usa mordaça e apelo para Forças Armadas salvarem país, no Rio de Janeiro-RJ.
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