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Quatro pessoas morrem em acidente na BR-110 hoje

Do Fim da Linha e Blog Carlos Santos

Na manhã deste sábado (9) foi registrado um grave acidente de trânsito na BR-110, entre os municípios de Mossoró e Upanema, região Oeste do estado.

Gol bateu violentamente na traseira do caminhão, mas não foi atingido por fogo (Foto: Fim da Linha)

De acordo com informações, num veículo Gol, vermelho, placas NIK – 3550, de Santa Cruz do Capibaribe-PE, estavam cinco pessoas e apenas uma mulher sobreviveu ao grave acidente. Entre as vítimas está uma criança.

A sobrevivente ainda não identificada foi socorrida por uma equipe do SAMU para o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

O carro bateu na traseira de um caminhão carregado de Cilindro de Gás Natural. No impacto, caminhão e carga pegaram fogo. O motorista desse veículo conseguiu sobreviver ao sinistro.

Socorro e Itep

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada para fazer isolamento dos veículos sinistrados, facilitando atuação do socorro médico e peritos do Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (ITEP).

Caminhão e sua carga de gás natural foram consumidos pelo fogo após batida (Foto: Fim da Linha)

Numa avaliação preliminar, a versão corrente para o acidente aponta que o Gol estaria em alta velocidade e o caminhão pode ter feito uma freada brusca, levando o motorista do carro de passeio à colisão em sua traseira.

Imprudência e imperícia podem ter levado o Gol ao choque.

* Depois traremos mais detalhes, atualizados nesta mesma postagem.

P.S – 14h14 – No local morreram: o motorista do Gol, Everaldo José da Penha, 40 anos, Valdilene Arruda de Lima, 36 anos, natural de Barra de São Miguel/PB, possivelmente esposa de Everaldo, Vanderlânia Arruda de Lima, 28 anos, natural de Santa Cruz do Capibaribe/PE e uma criança de aproximadamente 7 anos, ainda sem identificação. O quinto ocupante do Gol, Wedja Stefany Silva Penha, 18 anos, escapou com vida e está no HRTM.

Vítimas estavam no Gol vermelho e não perceberam o caminhão parado (Foto: redes sociais)

A carreta com placas, MYR-5184 CARÚBAS/RN, estava carregada com GNV (Gás Natural Veicular). Trafegava pela BR 110, com destino a Caraúbas, quando incendiou por volta de 00h30min da madrugada de hoje, a pouco menos de 15 Km de Upanema.

O motorista que conseguiu sobreviver, deixou o veículo na rodovia e foi embora, sem colocar nenhuma sinalização de advertência na via. O motorista do Gol não percebeu a carreta e quando tentou frear o carro já foi em cima, não havendo tempo para evitar a colisão. O impacto foi tão violento que o motor do Gol foi arrancado e ficou em baixo da carreta.

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Os cordões

Por François Silvestre

Ivo de Cidinha é do cordão encarnado, organiza sua barraca embandeirada de rubro vivo.

Canindé de Olavo é do cordão azul, nem põe a lona de cobertura para usar o céu como teto da sua barraca.

Na hora da dança, no patamar, eles nem se cumprimentam. Desdenham um do outro. Detestam-se. Entre eles, a Diana, cujas vestes ostentam as duas cores; a banda da saia azul virada para o cordão encarnado e a banda vermelha da saia virada para o cordão celeste.

Ivo ver tudo vermelho, na sua vida. Gosta de carne quase crua, de beterraba e suco de melancia. Prefere os dias nublados pra não ver o azul do céu. E gosta de apreciar o por do sol, quando as quebradas do Poente fazem as nuvens avermelhadas e tingem de chumbo o sossego do Nascente.

Canindé detesta carne vermelha, de melancia só aprecia a fruta intacta, pra não ver seu miolo. O céu é sua paisagem preferida, principalmente com as nuvens recolhidas, onde o azul se espalha como lona perene da sua barraca. Seu carro é azul e as portas da sua casa também.

Os dois se odeiam. Nos tempos normais, sem a festa das barracas, odeiam-se cordialmente. Na época da festa, a desavença torna-se incontrolável.

A Diana, com suas duas cores, não merece a confiança de nenhum dos dois. Cada um acha que ela se rebola mais animada para o lado da saia do cordão contrário.

“Ela é azulada”, diz Ivo. E a olha com desdém. “Ela nunca desencarnou”, afirma Canindé. E a trata com desconfiança.

E assim, intolerantes, levam a vida num inferno de disputa sem trégua. Não há bandeira branca, que é mistura das cores; nem preta, ausência dos matizes.

Ou o céu escancarado ou o sangue derramado. Não frequentam o mesmo bar, a mesma igreja nem torcem pelo mesmo time. Nas Copas do Mundo, um veste camisa azul e o outro camisa amarela. Ivo reclama de não ter vermelho na nossa bandeira. E Canindé adora quando o Brasil joga com o terno azul.

Se o padeiro português deixar o pão mais tostado, Canindé o acusa de barraqueiro avermelhado. Se o pão ficar pálido, Ivo o acusa de traíra. “É preciso tostar bem pra casca ficar vermelha”.

A vida deles não comporta neutralidade nem isenção. Ou é tudo do seu lado, ou é tudo do lado oposto. Ninguém pode apreciar mérito algum nos dois cordões. Nem defeitos. Ou cada cordão é a cor agregada feito tatuagem ou é a cor a ser expelida, sem a menor chance de convivência. Té mais.

François Silvestre é escritor