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Rodadas de negócios serão destaque do Mossoró Oil & Gas Energy

PetroSupply Meeting será um canal para grandes negócios (Foto: divulgação)
PetroSupply Meeting será um canal para grandes negócios (Foto: divulgação)

Conectar empresas compradoras e fornecedoras em busca de parcerias estratégicas e oportunidades comerciais. Esse é o propósito do PetroSupply Meeting, que compreende as rodadas de negócios da 10ª edição do Mossoró Oil & Gas Energy (MOGE) 2025, de terça-feira (25) a quinta-feira (27), na Arena Partage. Organizadas pelo Sebrae RN, os encontros ocorrerão diariamente, das 15h às 19h, prometem ser um dos destaques do evento.

Até o momento, 11 empresas âncoras já confirmaram presença como compradoras: Brava, Mandacaru, Decola Noronha, Perbras, Petrorecôncavo, Subsea Drilling, Braserv, Alvopetro, Phoenix, Voltalia e SLB. Elas estarão frente a frente com cerca de 60 fornecedores de bens e serviços, em reuniões previamente agendadas. O objetivo delas é acelerar negociações e fomentar o desenvolvimento da cadeia produtiva de petróleo, gás e energia.

Para Robson Matos, gestor do projeto de Petróleo e Gás do Sebrae RN, o PetroSupply Meeting é uma das ações mais estratégicas do evento. Ele ressalta que as rodadas de negócios têm papel fundamental na dinamização da cadeia produtiva regional, ao aproximar pequenos e médios fornecedores de bens e serviços dos grandes players da indústria.

Segundo Matos, essa conexão direta entre quem produz e quem consome é decisiva para fortalecer o ecossistema local e gerar oportunidades reais de crescimento. Ou seja, resultados concretos para o segmento.

“As rodadas de negócios já viraram tradição no Mossoró Oil & Gas Energy. Nosso objetivo é criar um ambiente favorável para que empresas locais possam se inserir de forma competitiva no mercado de petróleo e gás, contribuindo para o desenvolvimento econômico da região”, destaca o gestor.

Referência

Realizado anualmente, o Mossoró Oil & Gas Energy é considerado o maior fórum da indústria onshore brasileira, reunindo profissionais, pesquisadores e empresários para debater temas como inovação, sustentabilidade e transição energética. Com o tema “Ampliando sinergias numa terra de negócios e mar de oportunidades”, a edição de 2025 reforça o papel estratégico do Rio Grande do Norte no cenário energético nacional.

Na edição anterior, o evento atraiu 9.941 participantes de 22 estados e 17 países, evidenciando seu alcance internacional. Realizado pela Associação Redepetro RN, com apoio do Sebrae RN e da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), a edição 2025 promete ampliar ainda mais as conexões entre empresas e fortalecer o ecossistema de negócios do setor de energia. Mais informações, como a programação completa, está disponível no site do evento: //www.mossorooilgas.com.br/

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Saneamento pode ter caminho viável na iniciativa privada

Por Josivan Barbosa

O Rio Grande do Norte precisa avaliar a possibilidade de recorrer ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a exemplo do que fizeram os Estados de Alagoas, Amapá e Acre. Nessas três unidades da federação a instituição modelou a concessão dos serviços de saneamento à iniciativa privada.Nos três casos, são previstos contratos de 35 anos entre governos estaduais e concessionárias, com metas de investimento para universalização dos serviços que somam R$ 8,05 bilhões.

Há, também, projeções para redução das altas taxas de inadimplência entre os consumidores e o desperdício de água nas redes de distribuição – na faixa de 60%.

Esses dois fatores e a incorporação de novos clientes, que serão parâmetros de avaliação por agências reguladoras, são encarados pelo BNDES como alavancas necessárias para rentabilizar os negócios.

Agroquímicos

O Ministério da Agricultura encontrou inconformidades em 8% das 4.828 amostras de produtos vegetais analisadas entre 2015 e 2018. O uso de agrotóxicos não autorizados para as culturas avaliadas é a principal causa das irregularidades.

Na análise exclusiva de resíduos de agrotóxicos, o índice foi de 11% de inconformidades. Desses, 6,6% por uso de produtos não permitidos para a cultura, 2,8% com produtos acima do limite máximo de resíduos e 1,5% por uso de agrotóxicos proibidos no Brasil. O ministério informou que trabalha para registrar defensivos para culturas sem suporte suficiente, como as minor crops, e para diminuir as inconformidades.

Agronordeste exclui o RN

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, investirá R$ 7 milhões em inovação tecnológica na produção de caprinos e ovinos no Nordeste, uma das principais fontes de renda na região.

O programa vai trabalhar com polos produtivos de caprinos e ovinos da Bacia do Jacuípe (BA), Cariri Paraibano (PB), Sertão de Pernambuco (PE), Sertão dos Inhamuns (CE) e Vale do Itaim (PI), abrangendo uma rota de apoio tecnológico de mais de 3 mil quilômetros, além da montagem de 20 unidades de referência tecnológica.

FUNDEB

A ideia do Ministério da Educação (MEC) de apresentar um projeto próprio para a reformulação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), principal fonte de recursos da educação básica, não agradou à Dorinha Seabra (DEM-TO), relatora da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema na Câmara dos Deputados.

Criado em 2006, o Fundeb é responsável por 63% das verbas da educação básica e, caso não seja aprovado seu novo modelo, termina no fim de 2020.

Do orçamento do Fundeb em 2019, de R$ 156,3 bilhões, a contribuição da União representa a menor parte, cerca de R$ 14 bilhões. Esta é a chamada complementação, correspondente a 10% da verba do fundo, que é destinada aos Estados que não atingem o valor mínimo de investimento por aluno, definido pelo MEC.

Empréstimos a Estados

O Rio Grande do Norte ainda precisa esperar um pouco pela possibilidade de conseguir empréstimos com aval do Tesouro Nacional.

O projeto caminhou muito lento no Congresso Nacional e pelas últimas colocações na imprensa feitas pelo relator, a tendência é que seja facilitada a tomada de empréstimos pelos Estados em melhor situação fiscal (com notas A e B pela classificação do Tesouro) e que ocorra  redefinição de algumas regras no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), chamada de “lei de falência dos Estados”. Até hoje só conta com a adesão do Rio de Janeiro, enquanto outros estados ainda estão negociando para ver se conseguem aderir, como é o caso do nosso RN Sem Sorte.

Revalida

O texto do Programa Mais Médicos sofreu apenas um veto de conteúdo. Trata-se de alteração feita pela Câmara, que aprovou projeto paralelo possibilitando a aplicação dos exames do Revalida por universidades privadas. Desta forma, a responsabilidade sobre a revalidação de diplomas de formados fora do país seguirá restrita às instituições públicas.

A mudança tinha o apoio do ministro da Educação, Abraham Weintraub, mas sofria resistências entre os médicos.

Royalties

É muito instável a situação dos royalties dos campos maduros no país e, por consequência na nossa região.  Não dá para fazer previsão de como serão explorados e se trará benefícios para os municípios. Isto pode se complicar pela própria natureza da legislação dos royalties.

Os royalties são regressivos, ou seja, quanto maior a receita, menor o valor proporcional pago. Assim, eles não acompanham a rentabilidade do campo, isto é, quanto menor ou menos lucrativo for um campo, maior a parcela dos royalties sobre a receita líquida. Consequentemente, campos maduros que já possuem uma rentabilidade menor por sua natureza econômica, acabam sendo prejudicados desde o início.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Multinacional de energias tem Mossoró como ponto estratégico

Clerc: nome de proa da Voltalia (Foto: Web)

A empresa transnacional francesa Voltalia, especializada em energias renováveis, transforma gradualmente Mossoró num centro de comando estratégico. Sébastien Clerc, CEO (principal executivo) do grupo, é a peça-chave dessa aposta crescente de negócios.

Há poucos dias, a Voltalia começou a fase de comissionamento das turbinas nos parques eólicos Ventos Serra do Mel 1 & 2 (VSM), localizados no município de Serra do Mel.

Os ativos fazem parte do cluster Serra Branca e têm capacidade de 291 MW.

Vinte países

A Voltalia foi criada em 2005 e está presente em 20 países, mas com capacidade de alcance e capilaridade em todo o mundo, oferecendo serviços na produção de energia renovável como a solar, eólica, hídrica e de biomassa.

No Brasil, ela atua no mercado livre e participa de leilões da União.

Há pouco tempo, ela adquiriu a empresa Helexia, outro braço deve ter atuação no mercado nacional. Na Europa, ela é voltada para a instalação de painéis solares.

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