ABC segue vencendo; Potiguar e Baraúnas perdem

Dos Blogs do Edinaldo Moreno e F9

Quatro jogo e quatro vitórias. Esta é a campanha do ABC na Copa Rio Grande do Norte, equivalente ao segundo turno do Campeonato Estadual.

A vítima da vez foi o Assu. Na tarde deste domingo, 2, o alvinegro bateu o Camaleão do Vale por 2 a 1. Com isso, o clube natalense permanece com 100% de aproveitamento no segundo turno.

Time natalense segue sequência de vitórias no segundo turno (Foto: divulgação ABC)

Os gols dos donos da casa no Estádio Frasqueirão foram marcados por Gegê, logo aos dois minutos do primeiro tempo, e Caio Mancha, aos 31 minutos da etapa final. Fábio Faquinha ainda chegou a empatar o duelo aos 30 minutos do primeiro tempo.

Com a vitória, o ABC chegou a 12 pontos e continua na liderança da Copa RN. Já os assuenses permanecem na vice-liderança com nove pontos ganhos, um a mais do que Globo e Potiguar, terceiro e quarto colocados, respectivamente. Saiba mais detalhes AQUI.

Globo passa pelo Potiguar

Com um início amador, onde venceu os dois primeiros jogos no segundo turno do Campeonato Estadual, o Potiguar completou o terceiro jogo sem vitória na derrota deste domingo diante do Globo por 2 a 0. A partida foi disputada no estádio Barretão, em Ceará-Mirim, e válida pela quinta rodada da Copa Rio Grande do Norte.

Os gols da Águia de Ceará-Mirim foram marcados por Bismarck, Tiago Lima e Romarinho. O primeiro ocorreu aos 37 minutos do primeiro tempo. Já o segundo foi marcado aos 38 minutos da etapa complementar. O terceiro gol saiu nos acréscimos, aos 46 minutos. Saiba mais detalhes AQUI.

Baraúnas perde em casa

As pouquíssimas chances do Baraúnas de ainda chegar a final do segundo turno do Campeonato Estadual foram encerradas na tarde deste domingo ao ser derrotado por uma das piores equipes do certame nesta edição.

Atuando no estádio Nogueirão, o Leão do Oeste perdeu por 2 a 1 para o Santa Cruz. A partida foi válida pela quinta rodada da Copa Rio Grande do Norte e foi a primeira vitória do tricolor natalense na competição.

O tricolor natalense abriu o placar através do atacante Hudson, aos 37 minutos do primeiro tempo, escorando de peito, cruzamento da esquerda que o goleiro Érico não conseguiu interceptar. O empate do tricolor mossoroense veio com um minuto de jogo no segundo tempo, através do lateral esquerdo Deivinho, que pegou sobra de bola dentro da área e colocou na saída do goleiro William.

O gol da vitória do Santa saiu dos pés de Jean Natal, que acionado pelo atacante Hudson, chutou de dentro da área no canto esquerdo de Érico.

Saiba mais detalhes AQUI.

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“Cidade Junina” exige mudanças nas mãos de quem o criou

Por Carlos Duarte

O Mossoró Cidade Junina (MCJ), deste ano, começou a ser discutido pela prefeita Rosalba Ciarlini, no sábado (01/04). Na prática, a exiguidade de tempo, cerca de sessenta dias, é um fator altamente negativo para que se possa executar, com eficácia, um projeto dessa magnitude.

O que dá para ser feito nesse curto espaço de tempo são, apenas, os mesmos arranjos paliativos e gambiarras das edições anteriores – suscetíveis às críticas, desconfianças, denúncias e às fiscalizações exaustivas de sempre.

A prefeita tem a oportunidade de mudar o formato do evento, tornando-o maior e verdadeiramente autossustentável. Para isso, precisa elaborar um planejamento de caráter plurianual, que se estenda além de seu mandato, criando as condições necessárias e imprescindíveis para a captação de recursos, com objetivos predefinidos e integrados que contemplem cultura, entretenimento, turismo e economia, entre outros.

Um dos primeiros passos para atrair captações de recursos privados é o estabelecimento de normas que regulem e garantam segurança jurídica aos investimentos dos patrocinadores. É imperativo também que as licitações ocorram com antecedência suficiente capaz de garantir que os prazos recursais e de contratação não atrapalhem o cronograma de execução do evento.

Esse procedimento diminuirá os custos e poderá gerar maior transparência.

Para edição de 2017, o tempo que resta só vai dar para corrigir e ajustar alguns pontos polêmicos e negativos do evento. Mas, há um ponto que, sugerimos, não deverá ser negligenciado e nem poupado os seus recursos de execução: Trata-se do Plano Estratégico de Segurança Pública do evento.

Rosalba, que criou o MCJ, há vinte anos, tem agora a chance de repaginá-lo, inclusive expurgando-o do objetivo prioritário de promoção midiática de gestores, para torná-lo um evento cultural grandioso que insira Mossoró, definitivamente, na rota dos destinos turísticos de época, em âmbito nacional e internacional.

Isso fará do MCJ um projeto de viabilidade econômica, com fomento de sustentabilidade para o ano inteiro. Não, apenas, o incremento sazonal de subemprego da economia informal, como acontece atualmente.

SECOS & MOLHADOS

Milton – Pensamentos positivos e orações para o ex-reitor da Uern e empresário Milton Marques que passa por sérias complicações de saúde. Pessoa iluminada, competente e de bom coração. Deus está ao seu lado, Milton!

Segurança – Os números da violência, traduzidos pelos homicídios no RN, mostram a falta de eficácia do governo da Segurança contra o crime instalado. Na verdade, um verdadeiro fiasco que continua expondo o cidadão potiguar à própria sorte. Até o último dia 31 de março, foram 601 homicídios no estado do RN. Em Mossoró, 63.

TCU – A Operação Lava Jato continua revelando práticas do submundo do crime, que causam perplexidade e desesperança: quatro dos nove ministros titulares do Tribunal de Contas da União (TCU) são investigados ou citados em inquéritos que apuram praticas de corrupção. Lembrando que esses ministros são os responsáveis por analisarem e julgarem as contas dos administradores de recursos públicos federais.

Páscoa – Uma pesquisa nacional feita pela Fecomercio-RJ/Ipsos aponta um aumento de 2% no número de brasileiros que pretendem ir às compras de Páscoa. Um aumento tímido, mas que é visto como um sinal indicador de confiança do consumidor.

Rotativo – Entra em vigor, a partir da segunda-feira (03/04), a nova regra para o pagamento da fatura do cartão de crédito. Agora, o consumidor só poderá permanecer no crédito rotativo até o vencimento da fatura seguinte. Ou seja, o limite do crédito rotativo será de apenas 30 dias. Se atrasar, o valor será pago ou financiado por meio de linha de crédito parcelada, oferecida pela operadora do cartão. A expectativa é que melhorem as condições de pagamento do débito, com juros menores e prazos maiores.

Agricultura – A Central de Agricultura Familiar, inaugurada na última segunda-feira (27), para comercialização direta do pequeno agricultor, deverá diminuir o impacto do atravessador e aumentar a renda em até 40%. Bem que o governo Robinson Faria poderia trazer essa ideia para Mossoró, como forma de minimizar os percalços dos agricultores da região oeste. No RN a agricultura familiar concentra cerca 91,3 mil agricultores (considerando apenas os assistidos pela Emater). Em 2016, o setor movimentou R$ 136 milhões, apenas pela via do BNB. Os principais arranjos produtivos estão no polo Assu-Mossoró.

Desinvestimento – A Petrobras vai anunciar, daqui a duas semanas, os procedimentos de desinvestimentos da empresa. A meta é atingir U$ 21 bilhões no período 2017-2018. Entre os projetos, estão as sessões de direitos de um conjunto de campos terrestres, nos quais estão inclusos a produção da estatal no Rio Grande do Norte (maior produtor do Brasil). De acordo com o projeto original de desinvestimento, a Petrobras previa que os ativos colocados à venda no RN representariam cerca de 23% de toda a produção em terra no estado. Equivalente a aproximadamente 15.000 por dia.

Retração – De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE, o comercio do Rio Grande do Norte entrou pelo 19º mês consecutivo em retração de vendas. A queda, em janeiro, foi de 8,8%. São sinais preocupantes da economia do RN. Os principais fatores são: aumento do desemprego e diminuição de renda.

Corte – A frustração de receitas foi o principal motivo que levou o governo do RN a proceder o corte de R$ 43,1 milhões na execução orçamentária do Estado, no primeiro bimestre deste ano.

Previdência – O presidente Michel Temer fechou questão e diz que a idade mínima de 65 anos para aposentadoria é fundamental e que não negocia esse ponto na reforma previdenciária proposta pelo seu governo. Na proposta de reforma enviada ao Congresso, o tempo mínimo de contribuição é de 25 anos.

Veja coluna anterior clicando AQUI.

Carlos Duarte é consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

A indivisibilidade da chapa Dilma-Temer e novas eleições

Por Odemirton Firmino de Oliveira Filho

É grande a expectativa sobre o início do julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral(AIJE) em face da ex-presidente Dilma (PT) e do presidente Michel Temer (PMDB) que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Brasil espera ansioso os desdobramentos desse julgamento, uma vez que podemos ter novas eleições presidenciais.

Cumpre esclarecer que o art. 81 da Constituição Federal prevê a possibilidade novas eleições da seguinte forma: se a vacância dos cargos de Presidente e Vice-Presidente da República se der nos dois primeiros anos do mandato, a eleição seria direta, isto é, através do voto popular.

Temer e Dilma: juntos e misturados

Por outro lado, se a vacância ocorrer nos dois últimos anos do mandato, o que é acontece no momento, a eleição seria indireta, ou seja, o Congresso Nacional elegeria, em 30(trinta) dias, o novo Presidente.

O objeto da referida ação, em linhas gerais, centra-se na arrecadação e prestação de contas da campanha de 2014. Segundo a defesa da ex-presidente, a prestação das contas teria sido realizada pelo Comitê Central. Noutra ponta, as alegações da defesa do Presidente Temer sustenta que as prestações de contas seriam independentes e que não teria usado recursos financeiros arrecadados pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Passando ao largo da discussão do mérito da Ação, discute-se neste artigo se, advindo a cassação da Chapa DILMA/TEMER, haverá a cassação do mandato do Presidente Temer, porquanto a ex-presidente já foi afastada do mandato pelo processo de Impeachment.

O Código Eleitoral, no art. 91, diz: “O registro de candidatos a Presidente e Vice-Presidente, Governador e Vice-Governador, ou Prefeito e Vice-Prefeito, far-se-á sempre em chapa única e indivisível, ainda que resulte a indicação de aliança de partidos”.

É o que no Direito Eleitoral chama-se de indivisibilidade ou unicidade da chapa. Deste modo quando o registro de candidatura é feito para concorrer às eleições se faz de forma una, indivisível, o titular ao cargo majoritário, Presidente, Governador e prefeito e seus respectivos vices.

O Tribunal Superior Eleitoral(TSE) tem entendimento pacificado no sentido de que havendo a cassação do mandato do titular, o respectivo vice também tem o seu mandato cassado.

Nestes termos, assim se manifestou a ministra Luciana Lóssio no julgamento do processo n AC – 45364:

“Na linha da remansosa jurisprudência bem como da mais abalizada doutrina, a cassação do mandato de vice-prefeito decorre de consequência lógico-jurídica da indivisibilidade da chapa majoritária”.

No mesmo sentido são as palavras do  Min. Ayres Britto, “ocorre que essa majoritariedade, essa chapa majoritária se caracteriza por uma unidade monolítica: não há como separar o presidente do vice se o vício que se imputa ao titular decorreu do processo eleitoral. Ou seja, o titular chegou ao poder – não estou antecipando o voto quanto ao mérito – viciadamente; isso contamina a subida conjunta ao poder do vice-presidente. Ou seja, o acessório segue a sorte do principal”.

Se, ao contrário, o Tribunal Superior Eleitoral acatar o pedido de defesa de Michel Temer a chapa será fracionada, fatiada, tornando somente a ex-presidente Dilma inelegível.

Mantendo o Tribunal sua linha jurisprudencial, caso procedente o pedido da AIJE, deve ser cassada a chapa totalmente, afastando do Poder o Presidente Michel Temer por arrastamento.

Nesse caso as eleições seriam diretas ou indiretas?

Seguindo-se a literalidade do que diz a Constituição da República as eleições seriam indiretas, pois estamos nos dois últimos anos do atual mandato presidencial, a ser feita, pelo Congresso Nacional, no prazo de 30(trinta) dias, assumindo, neste espaço de tempo, o Presidente da Câmara dos Deputados.

Ocorre que há entendimento que o art.81 da Carta Maior refere-se à eleição oriunda de crime de responsabilidade, não sendo aplicável ao caso concreto, uma vez que a ação que tramita no TSE é fruto do processo eleitoral de 2014.

Do exposto, percebe-se que tudo pode acontecer, pois a insegurança jurídica tem sido marca registrada nos últimos tempos nesta República.

Odemirton Firmino de Oliveira Filho – Professor de Direito e oficial de Justiça.

O catador no monturo de esterco

Por François Silvestre

Uma obra que põe na boca de um adolescente imaginário inúmeras diatribes, injúrias e gozações, sobre tudo e quase nada, foi denominada por seu autor “O apanhador no campo de centeio”.

Não há campo, nem centeio, nem apanhador. J. D. Salinger não era mais adolescente, quando voltou à adolescência para escarrar na cara da hipocrisia. E como tal não precisou do campo posto no título. Nem do centeio, nem do apanhador.

Tudo no estuário exclusivo da reflexão. Numa fonte de jorrar imagens, aparentemente sem nexo. O mundo e suas paisagens, tendo o homem no centro delas, na visão pura e crítica de um jovem sem qualquer compromisso ou filiações.

A alienação intuitiva, desalienando para iluminar. Ou apagar luminosidades opacas.

Foi um tempo ingênuo, em que o autor cuspiu no prato da bonança. Imagine se fosse hoje. A ingenuidade cedeu lugar à pilantragem. A Inteligência foi vencida pela esperteza.

A depressão ocupou o espaço da melancolia. E a saudade foi desancada pela nostalgia. Tempos de burrice humana, com o pensamento substituído pela programação.

Basta programar no computador e não perder tempo no pensar. E se o computador não souber descobrir as veredas do existencial ou explicar a trilha, tropeça-se na ignorância.

Pra que pesquisar se tudo está devidamente inexplicável? Ou pensar, se o pensamento custa o gasto do tempo à desnecessidade de refletir? Aposenta-se a mente, aprisiona-se a razão e entrega-se a chave do cárcere à primeira mentira que passar.

A estupidez semeia no meio do monturo. E a colheita do esterco oferece-se ante a luminosidade do eletrônico. A rima com histriônico não será mera coincidência.

Teria dito, mais ou menos assim, o personagem adolescente de Salinger: “Até achei bom o invento da bomba atômica. Se houver outra guerra, juro por Deus que sentarei o rabo sobre a bomba… e tudo”.

O adolescente de hoje, imitaria: “foi bom terem inventado essas bombas, vou amarrá-las em torno de mim e explodir pessoas… e nada”.

O personagem de Salinger: “As pessoas estão sempre batendo palmas para o erro… e tudo”. O de hoje: “Preciso errar muito para ser aplaudido… e nada”.

O personagem de Salinger: “Fico imaginado um bando de crianças brincando num campo de centeio, só eu de adulto, para salvá-los do abismo… Apanhando cada um que vai cair, pois sou apenas um apanhador no campo de centeio… e tudo”.

O personagem de hoje: “Se eu soubesse imaginar, o que é imaginar? Pensaria num bando de garotos e garotas no esterco de um monturo, com todos caindo no lambuzar-se do excremento… Eu ficaria onde estava ou me lambuzaria junto, rindo deles e de mim, jogando mais esterco na cara deles… e tudo”.

“Sou o maior mentiroso do mundo”. Diz o de Salinger.  O de hoje: “Eu não minto. Sou burro assim mesmo”.

Té mais.

François Silvestre é escritor

* Texto originalmente publicado no Novo Jornal.

Tobias or not Tobias: eis a questão

Por Paulo Linhares

Tobias Barreto não deixa de ser, mais de um século de sua morte, o mais singular dos pensadores brasileiros. Sergipano de nascimento, transmudou-se para o Recife no terceiro quartel do século XIX, de princípio como aluno e depois na condição de lente da então aristocrática e não menos bolorenta Faculdade de Direito do Recife, para se tornar em importante vetor do debate filosófico das doutrinas europeias então em voga, sobretudo, o confronto das diversas feições do pensamento evolucionista em face do positivismo comtiano e suas variações.

Efetivamente, Tobias foi o primeiro brasileiro a merecer o título de filósofo, além de se tornar o expoente máximo dos debates da academia que o acolheu e que, no futuro, seria chamada de “Casa de Tobias”. Perambulou por diversas doutrinas filosóficas europeias para, finalmente, se fixar numa visão filosoficamente monista muita própria, embora com sólida base no pensamento de Kant.

A partir desse patamar, seria o mais ácido crítico do positivismo que, aliás, serviu de base à configuração do Estado brasileiro após a proclamação da República, algo que não chegou a presenciar, eis que falecera precocemente aos 50, anos, em 1889.

Autodidata no estudo do alemão, Tobias redigiu e publicou neste idioma o jornal Deutscher Kaempfer (O lutador alemão), Brasilien wie est ist (1876) e Ein Brief na diedeutsche Presse (1878), ademais de ter sido um incansável polemista, inclusive no campo do discurso poético, pois,  sem dúvida fora  o contraponto do igualmente “condoreiro” Antônio de Castro Alves que, por breve e luminoso tempo, se abrigara na Faculdade de Direito do Recife.

O polêmico Tobias Barreto literalmente ‘escapou’ do positivismo muito cedo quando passou a propagar as teses do evolucionismo e, finalmente, assumiu uma postura monista de fortes raízes kantianas, o que nem de longe impediu a hegemonia dos positivistas, em especial quando a elite brasileira resolveu implantar um Estado liberal, republicano, para substituir a extenuada monarquia brasileira.

Um gênio desconcertante esse ‘cabeça-chata’ sergipano cuja lembrança, longe de quaisquer comparações, remete-nos à atuação do jurista brasileiro contemporâneo, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, ele também divulgador, no Brasil, das doutrinas constitucionais alemãs, mormente, as orientações jurisprudenciais da Corte de Karlsruhe. Com efeito, Mendes é herdeiro de uma longa tradição de juristas germanófilos, em sua grande maioria de credo positivista (Rui Barbosa, Pontes de Miranda, Clóvis Beviláqua, Nelson Hungria, José Carlos Moreira Alves etc.), sendo um dos mais renomados constitucionalistas brasileiros contemporâneos, embora mereça restrições de cunho politico-ideológico por parte do público esquerdista ou assemelhado, na imprensa e na academia, tudo por enxergá-lo como um avatar do PSDB, “líder da bancada do PSDB no STF” etc.

A conjuntura institucional e política brasileira, na atual quadra da História, mostra um grau critico de esgotamento do modelo de Estado introduzido pela Constituição de 1988, sobretudo, em razão das mirabolantes ‘promessas’ que o seu texto alberga (“… educação é direito de todos e dever do Estado”) e nesse mesmo diapasão a saúde da população, a segurança, o meio-ambiente, blá, blá, blá) e que a estrutura econômica não pôde realizar.

Outro desarranjo político  monumental foi a revelação de um típico segredo de  Polichinelo: as relações espúrias entre políticos e empresários na sustentação dos governos, tendo como pano de fundo um emaranhado de esquemas corruptos presentes em todos os níveis da Administração Pública brasileira.

Há décadas que se sabe do poder que têm as grandes empreiteiras de obras públicas no Brasil e os detentores do capital financeiro. Com o início de um ciclo que começou com o ruidoso processo judicial conhecido como “Mensalão” (Ação Penal 470), no STF, e sequenciado pelos tantos processos da “Operação Lava Jato”, foram desnudados vários esquemas de corrupção que envolvem grandes empresários e políticos da maioria dos partidos políticos brasileiros.

Todos têm, literalmente, muita “culpa no cartório”.

Essas revelações – feitas no contexto de delações premiadas – foram crescendo em proporções geométricas e transformaram esses processos num grande pântano político-institucional que vem engolindo inteiros alguns segmentos vitais da economia brasileira, como é o caso das grandes empreiteiras de construção civil, as do setor petrolífero e, mais recentemente, os grandes holdings de agronegócio voltado à produção de carnes.

O último desse setores de grande performance econômica, no Brasil, ainda não atingido, é o produção/exportação de soja. É previsível que a próxima ‘operação’ a ser deflagrada na República de Curitiba seja chamada apenas “Tofu com shoyu”… Esta postura, ressalte-se, não traduz mera visão conspiratória do mundo, nem tampouco algo de nacionalismo extremado ou exacerbadamente ‘patrioteiro’, mesmo porque até que nos parece razoável, a depender da circunstância, a conhecida assertiva de Samuel Johnson, pensador inglês do século XVIII, para quem “o patriotismo é o último refúgio do canalha“…

Embora esses processos passem uma ideia de empoderamento do Poder Judiciário e de seu partner, o Ministério Público, no contexto do mais que imprescindível combate à corrupção, os efeitos colaterais começam a se mostrar bem mais danosos, em especial com a destruição de empresas brasileiras importantes e perdas em setores estratégicos no mercado global.

A reação aos excessos da “Lava Jato” começam a surgir, também, onde não era de se esperar: no seio do próprio Poder Judiciário, sobretudo, com algumas críticas de ministros do Supremo Tribunal Federal – o saudoso ministro Teori Zavascki fez dura repreensão ao juiz Sérgio Moro pela divulgação ilícita de interceptação telefônica da então presidenta da República – capitaneadas pelo ministro Gilmar Mendes que fez duras críticas à atuação da Procuradoria Geral da República no vazamento de dados das investigações:

o haverá justiça com procedimentos à margem da lei. As investigações devem ter por objetivo produzir provas, não entreter a opinião pública ou demonstrar autoridade. Quem quiser cavalgar escândalo porque está investido do poder de investigação está abusando do seu poder e isso precisa ser dito em bom tom“, advertiu Mendes.

Em entrevista ao Globo, edição de 21/03/2017, completou afirmando que “isso tem um propósito destrutivo, como acabam de fazer com o ministro da Justiça, ao dizer que ele deu um telefonema para uma autoridade envolvida nesses escândalos. É uma forma de chantagem implícita, ou explícita. É uma desmoralização da autoridade pública (…) Com violações perpetradas na sede da PGR, como esta que está aqui documentada, quem vai segurar o guarda da esquina?“, finalizou.

O atual presidente do TSE trouxe à baila a famosa frase de Pedro Aleixo, vice-presidente da República do governo Costa e Silva, o único presente à reunião que decidiu pela adoção do AI-5 que discordou:

Não tenho nenhum receio em relação ao presidente, eu tenho medo do guarda da esquina”.

O Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reagiu asperamente contra as declarações de Gilmar Mendes, dizendo cobras e lagartos dele.

O clima é de guerra e as nuvens de Brasília se tornam mais carregadas com o julgamento, no TSE, presidido por Gilmar Mendes, da ação em que o PSDB tenta cassar a chapa Dilma-Temer, em que se tem como perspectiva uma decisão que poderá impactar muito a cena política brasileira e que inevitavelmente fará uma previsível vítima: Dilma Rousseff será condenada sozinha e ficará inelegível por oito anos. Simples assim, com toda falta de escrúpulos do mundo.

Por isto, não se pode duvidar que os ministros do TSE sejam mais perigosos que o guarda rua esquina. Contudo, resta saber como Gilmar Mendes se posicionará.

Se acatar a proposta dos tucanos, que livra Temer da cassação e igualmente tem a chancela do Ministério Público Eleitoral, haverá um monumental chute-em-cachorro-morto, ou aquele bizarro jogo de espelhos e absurdas mitificações apenas para salvar aparências, coisa muito ao gosto desta  República de Banana que não é nem deixa de ser. Eis a questão.

Paulo Linhares é professor e advogado

Prefeitura começa a organizar “Mossoró Cidade Junina”

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) reuniu secretários municipais, neste sábado, 01, para discutir o “Mossoró Cidade Junina.” Foram discutidas novas ideias e dados encaminhamentos para a festa que terá este ano um caráter mais cultural.

Reunião ocorreu nesse sábado (Foto: Luciano Lellys)

No encontro que contou com a participação do vereador Francisco Carlos ficou decidido que a programação será aberta dia 10 de junho com o Pingo da Mei Dia. O projeto começará a ser montado na próxima semana.

A PMM convidará artistas e barraqueiros para tratar da formatação do espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró, dos festejos na Estação das Artes Elizeu Ventania e em toda área do evento.

Iniciativa Privada

As atrações de shows serão contratadas dentro da realidade econômica do município e dependendo da captação de recursos, através de parcerias, com a valorização dos talentos locais. A PMM buscará colaboração na iniciativa privada e em órgãos governamentais e já conseguiu recursos da ordem de R$ 500 mil no Ministério do Turismo.

“Mesmo com todas as dificuldades faremos uma grande festa com criatividade e cooperação de parceiros”, adiantou a prefeita Rosalba Ciarlini.

Nota do Blog – O Cidade Junina é importante fomentador da economia local, potencializando o meio circulante. Mas precisa deixar de ser um artefato prioritariamente de propaganda personalista dos governantes que ganham assento no Palácio da Resistência, para representar a expressão cultural de um povo.

Não confundamos política de eventos com política cultural.

É importante ainda que a PMM cumpra papel à parte e não de protagonista, atraindo apoio da iniciativa privada para um evento cíclico organizado e sério, que está consolidado como marca. Mas ele está longe de ter o fôlego e respeitabilidade como os realizado por Caruaru-PE e Campina Grande-PB, por exemplo. Exemplo do ano passado diz tudo, quando faltando poucos dias para começar, prefeitura ainda catava meios para realizá-lo.

Com informações da Prefeitura Municipal de Mossoró.

Letra e Música – 213

A poesia de Oswaldo Montenegro está muito presente em “Eu quero ser feliz agora”.

Aproveite esse clip. Sua letra é instigante. Leva-nos à reflexão.

Eu quero ser feliz agora

Se alguém disser pra você não cantar
Deixar teu sonho ali pr’uma outra hora
Que a segurança exige medo
Que quem tem medo Deus adora

Se alguém disser pra você não dançar
Que nessa festa você tá de fora
Que você volte pro rebanho.
Não acredite, grite, sem demora…

Eu quero ser feliz Agora (2x)

Se alguém vier com papo perigoso de dizer que é preciso paciência pra viver.
Que andando ali quieto
Comportado, limitado
Só coitado, você não vai se perder
Que manso imitando uma boiada, você vai boca fechada pro curral sem merecer
Que Deus só manda ajuda a quem se ferra, e quando o guarda-chuva emperra certamente vai chover.
Se joga na primeira ousadia, que tá pra nascer o dia do futuro que te adora.
E bota o microfone na lapela, olha pra vida e diz pra ela…

Eu quero ser feliz agora (2x)

Se alguém disser pra você não cantar
Deixar teu sonho ali pr’uma outra hora
Que a segurança exige medo
E que quem tem medo deus adora

Se alguém disser pra você não dançar
E que nessa festa você tá de fora
Que volte pro rebanho.

Não acredite, grite, sem demora…

Eu quero ser feliz Agora (3x).

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Quando tudo vale, nada vale; quando nada vale, tudo vale

Por Honório de Medeiros

O combate meritocracia é a ponta-de-lança da defesa do relativismo moral. O relativismo moral apregoa que os valores são relativos, ou seja, o que é certo para mim, pode não ser certo para você; o que é justo para você, pode não o ser para mim, e não há nada, absolutamente nada, nesse sentido, que a ciência possa dizer quanto a essa questão, e que possa erradicar nossas dúvidas.

Tirando a ciência, que descreve o que algo é, e quando o faz, revela algo que você somente não aceita se não tiver juízo, tal como a lei da gravidade, ou a lei da entropia, sobra a religião, o senso comum, e por aí vai, mas quanto a isso cada um tem a sua, e acredita no que lhe der na telha, portanto a conclusão possível, segundo esses parâmetros, é que a moral seria relativa, e se assim o é, não existiriam valores absolutos aos quais devêssemos reverências definitivas.

Se não há valores absolutos então não podemos falar em mérito, pois este pressupõe que sejamos capazes de avaliar os outros e reconhecer, neles, qualidades que mereçam respeito, elogio, e, claro, confiança para lhes entregar responsabilidades que não estão ao alcance dos que não foram avaliados com o mesmo reconhecimento. Se não é possível estabelecer critérios para reconhecer o mérito, então todos estamos no mesmo barco, ninguém pode avaliar quem quer que seja, e, dessa forma, a conclusão óbvia é que desapareceria a civilização como a conhecemos, e é bem possível que então somente sobrassem escombros, ruínas, o caos, enfim.

Voltemos ao ponto-de-partida.

É válida a hipótese do relativismo moral, de que todos os valores são relativos? Se acreditarmos  que os valores estão por aí, no espaço e no tempo, se acreditarmos que o certo, o errado, o bem, o mal, o justo, e o injusto existem por si mesmos, como entidades fora-de-nós, bastando que os encontremos onde estiverem e as colhamos, qual frutas maduras, e os utilizemos, então, sinto dizer, isso não tem o menor fundamento.

É essa vertente filosófica, derivada de Platão, melhor dizendo, de sua Teoria das Formas e das Ideias, que os relativistas morais criticam e com razão, embora de forma oblíqua e a grande maioria da  vezes sem conhecerem seu fundamento, seus pressupostos teóricos.

Mas os valores não são entidades, fenômenos físicos aguardando algum iluminado que as descreva e os coloque a serviço da humanidade. Não são objetos da matemática, física, química ou biologia. Não são, em si mesmos, objetos da ciência. É por isso, e não por outra razão, que Jesus calou quando Pilatos lhe perguntou: “o que é a verdade?”.

Pilatos lhe fez uma pergunta de natureza ontológica. Provavelmente era um cético, quanto à moral, e somente acreditava no Poder pelo Poder. Se sua pergunta dissesse respeito à fé, Jesus teria lhe respondido: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, e o seu silêncio não perturbaria tanto os filósofos através do tempo.

Entretanto se compreendermos que os valores são construções do homem ao longo do seu processo civilizatório, são estratagemas adaptativos, estratégias de sobrevivência, então a questão muda completamente de perspectiva. E a ciência nos dá razão porque, aqui, vamos estudar não o valor em si mesmo, mas os comportamentos que os criaram, sua finalidade, sua natureza.

É o mundo da Sociologia.

É científico conceber que em algum momento da história o Homem, a nossa espécie, teve um “insight” que lhe permitiu dar um passo à frente no processo evolutivo: descobriu a cooperação. Percebeu, ele, que podia até mesmo enfrentar seus predadores naturais, e os vencer, caso cooperassem entre si. Percebeu, ele, trocando em miúdos, que a união faz a força. Naquele momento nasceu o que hoje chamamos de pacto social.

O pacto social, para existir, constrói e impõe direitos e deveres, e, em decorrência, valores, para que o grupo social, a Sociedade, possa avançar. Ele foi um “meme”, uma invenção do processo evolutivo. Ou seja, foi uma construção humana, uma elaboração social, claro que sempre dependente de sua circunstância histórica.

Muito embora possamos rastrear a ideia de pacto social até Protágoras de Abdera bastando, para tanto, ler o diálogo platônico homônimo, é de se considerar que sua melhor descrição, de forma alegórica, está em “Leviatã”, de Hobbes.

Homo homini lupus, escreveu Thomas Hobbes, o primeiro dos grandes contratualistas. O homem é o lobo do homem, Frase de Plauto, em “Asinaria”, textualmente Lupus est homo homini non homo, que expõe a causa-síntese, a constatação que impele o Homem a optar pelo pacto social: em o assegurando, a sociedade regula o indivíduo, o coletivo se impõe sobre o particular, e fica, assim, assegurada a sobrevivência da espécie.

Caso não aconteça o pacto social, bellum omnium contra omnes, guerra de todos contra todos até a auto-aniquilação no Estado de Natureza, é o que ocorreria se imperasse a liberdade absoluta com a qual nasciam os homens, diz-nos, ainda, Hobbes, no final do Século XVI, início do Século XVII – recuperando a noção de contrato social exposta claramente por Protágoras de Abdera, a se crer em Platão.

Essa noção, de pacto ou contrato social, até onde sabemos, foi pela primeira vez exposta por Licofronte, discípulo de Górgias, como podemos ler na “Política”, de Aristóteles (cap. III):

De outro modo, a sociedade-Estado torna-se mera aliança, diferindo apenas na localização, e na extensão, da aliança no sentido habitual; e sob tais condições a Lei se torna um simples contrato ou, como Licofronte, o Sofista, colocou, “uma garantia mútua de direitos”, incapaz de tornar os cidadãos virtuosos e justos, algo que o Estado deve fazer.

E muito embora um estudioso outsider do legado grego tal qual I. F. Stone defenda que a primeira aparição da teoria do contrato social está na conversa imaginária de Sócrates com as Leis de Atenas relatada no “Críton”, de Platão, há quase um consenso acadêmico quanto à hipótese Licofronte estar correta. É o que se depreende da leitura de “Os Sofistas”, de W. K. C. Guthrie, ou da caudalosa obra de Ernest Barker.

Tudo isso significa que o  conteúdo dos direitos e deveres pode variar no tempo e espaço, mas a noção da “fôrma”, do “ambiente” que os contém, não. Ou seja, a ideia de pacto social é onipresente, mas seu conteúdo muda ao sabor das circunstâncias históricas.

É por essa razão que certas condutas anteriores ao tempo atual eram consideradas erradas, e hoje já  não o são, mas a regulação, as normas morais, o ambiente que as contém, não. Sempre existiram normas que regulassem a conduta humana. Repetindo: mudou o conteúdo, mas não mudou a forma.

Ainda: o que é certo e errado pode mudar no tempo e no espaço, mas a compreensão de que deve existir um conjunto de regras que mesmo de forma difusa diga o que é certo e errado, em cada época, isso aí não, por uma razão muito simples, tão bem apontada por Hobbes, qual seja a de que sem ele (o conjunto de regras) a civilização deixa de existir.

Quando não temos um “norte” moral, tudo vale, e se tudo vale, nada vale.

Então, embora seja relativo o conteúdo da norma moral, a necessidade da existência de normas morais é absoluta,  um fenômeno sociológico, pelo menos no que diz respeito à realidade social conforme conhecemos, e não há como conceber outra.

É preciso que entendamos que a construção do conteúdo da norma moral é sempre resultante do entrechoque de ideias, interesses, crenças, etc., daqueles que integram a Sociedade. Mas ao contrário do que se supõe, o conflito social, a interação social é fundamental para a elaboração da “Constituição” moral á qual nos apegamos para sobrevivermos em Sociedade.

Por fim, o discurso do relativismo moral é sabidamente ilógico. Argumentar contra os valores também é uma postura moral. Não há alternativa à existência dos valores morais.

O que há é a possibilidade de aperfeiçoamento desse instrumento social, das normas morais. É isso que estamos tentando fazer desde aquele remoto momento no qual o Homem se deu conta de que a cooperação permite sua sobrevivência.

No final das contas, ninguém foge da moral, seja contra ou a seu favor. Quem a critica, duvidando de seu papel social, questionando sua eficácia, quer apenas mudar as regras do jogo para se beneficiar, ou favorecer aquilo que defende. Nada mais.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

Quadrilha perde 7 membros e caçada continua no Ceará e RN

Do jornal O Povo (Fortaleza-CE) e Blog Carlos Santos

Membros de quadrilhas que realizam ataques a bancos e carros-fortes na Paraíba e no Rio Grande do Norte estavam em grupo que tentou levar dinheiro das agências do Bradesco e do Banco na cidade de Jaguaruana (veja também AQUI), na madrugada deste sábado, 1º. Eles vinham sendo investigados desde setembro em integração da Polícia Civil, Polícia Federal e Polícia Militar, com trabalho coordenado em Mossoró e abrangendo também ações no Ceará e em Pernambuco.

Dados foram apresentados em coletiva de imprensa neste sábado, 1º (Foto: Tatiana Fortes/O POVO)

Nas últimas três semanas, as forças policiais rastreavam possíveis rotas de atuações do grupo. A informação de que o município de Jaguaruana seria invadido chegou no início da noite desta sexta-feira, explicou o coronel Aginaldo de Oliveira, comandante do Policiamento Especializado da Polícia Militar no Ceará.

A reação foi o envio de seis equipes do Comando Tático Rural (Cotar), que chegou à cidade quando o grupo estava posicionado na praça central e nas duas agências.

Os policiais foram recebidos a tiros por volta das 0h30min e revidaram, disse Oliveira em entrevista coletiva na tarde deste sábado, na sede da Superintendência da Polícia Federal no Ceará, em Fortaleza. Na entrevista, foram atualizadas as informações sobre o confronto: foram sete mortos, incluindo um homem que morreu pela manhã em unidade hospitalar no município de Aracati.

Identidade dos mortos

Outro membro da quadrilha segue internado na mesma cidade. Nenhum policial ficou ferido. A Polícia descarta que algum morador tenha sido atingido.

Ediondas: morte em Jaguaruana (Foto: redes sociais)

Até agora, a confirmação é da identidade de dois mortos. Um deles é de Campina Grande (PB), conhecido apenas por Eric. O outro é Ediondas Duarte Júnior, que era de Mossoró e atuava manuseando e ativando os explosivos em diversos ataques.

É possível que ele esteja vinculado a ações anteriores nos municípios de Icapuí, no Ceará, e em Baraúna, na Rio Grande do Norte. Este último ataque data de 2014.

Conhecido como Júnior Bombado, Ediondas começou a se envolver com o crime em São Paulo e era peça-chave das quadrilhas no Nordeste, informou o delegado Samuel Elânio, chefe da Delegacia da Polícia Federal em Mossoró e coordenador das investigações.

Os corpos não identificados estão na Perícia Forense do Ceará (Pefoce).

Próximos passos

As quatro pessoas presas não tiveram a identidade divulgada nesta tarde. Conforme o delegado Samuel Elânio, as investigações vão continuar para que os integrantes da ação em Jaguaruana sejam identificados, bem como a atuação de cada um no grupo. Não há o número exato para quantos participaram do ataque.

Das três caminhonetes que transportavam os criminosos até a cidade, uma conseguiu fugir após o confronto. O grupo também estava em 12 motocicletas, algumas delas abandonadas no Centro.

A Polícia não descarta que outros membros tenham se ferido e buscado atendimento em hospitais das cidades vizinhas.

Prisões

Uma prisão foi efetuada em Mossoró, no início da tarde de hoje. A pessoa estava numa casa próxima à Igreja São José, no bairro Bom Jardim.

Mais dois elementos foram levados até Tibau (42 quilômetros de Mossoró), presos na mesma operação, para identificação de local de um dos esconderijos do bando.

Dois homens (foto acima) foram levados a Tibau onde havia esconderijo; outro homem (embaixo) foi preso em Mossoró

Esses dois homens tinham a tarefa de resgatar os assaltantes que foram escalados para o ataque a bancos em Jaguaruana.

Na gíria de submundo, eles são denominados de “Cavalo”. Souberam do confronto e não chegaram a salvar os comparsas.

Saiba mais clicando AQUI.

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Prefeitura paga empresa terceirizada de plantões em UPA’s

A Prefeitura de Mossoró realizou ontem, (sexta-feira, 31), o pagamento de R$ 687.908,00 à empresa Serviços de Assistência Médica e Ambulatorial Ltda (SAMA), que presta serviços de plantões médicos nas Unidades de Pronto Atendimento (Upas) do município.

De acordo com o secretário de Saúde, Benjamim Bento, também foi efetuado o pagamento de R$ 51 mil aos patologistas do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO).

O secretário destacou a preocupação da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) com relação ao pagamento dos serviços. “No que tange à nossa gestão, há uma preocupação com relação ao pagamento em dia, para que os profissionais se sintam motivados”, disse Benjamim Bento.

No decorrer da próxima semana, a PMM paga às demais especialidades como ginecologia, pediatria, anestesiologia e ortopedia.

Nota do Blog – Que os anjos da boca mole digam amém. O caso tinha sido noticiado nesta página (veja AQUI). Os médicos iriam paralisar atividades na segunda-feira (30

Agora, vamos correr atrás para sanar deficiência relativa à ortopedia e insulina. Vidas estão em jogo. Crianças, adultos e idosos caminham para ficar sequelados por falta de cirurgias reparadoras.

Isso tudo é prioridade e não time de futebol e festa.

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Milton Marques enfrenta delicado problema de saúde

O ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN), empresário e médico Milton Marques de Medeiros, passa por situação delicada de saúde. Está internado no Hospital Monte Klinikum em Fortaleza-CE.

Milton está em Fortaleza (Foto: arquivo)

“Eu, Milton e família estamos de coração reconhecidos pela força da amizade de muitos dos amigos que conquistamos, recebendo mensagens e orações pela recuperação dele”, comentou nas redes sociais a diretora geral da TV Cabo Mossoró (TCM) e mulher do ex-reitor, Zilene Marques.

Alta infecção

Segundo relato de boletim médico do Monte Klinikum, Milton Marques enfrenta “uma alta infecção pulmonar atípica, identificada nitidamente no RX (…). Hoje, a nossa principal preocupação é a falta de diagnóstico, pois a medicina ainda não consegue descobrir o que está causando a infecção, se é uma bactéria, um fungo ou um vírus mutante ou variante.”

A família garante que seu quadro é “estável. Sem dor e consciente com tudo que está acontecendo com ele e ao redor. Porém, não consegue respirar sozinho sem o auxílio das máquinas de monitoração cardíaca (por segurança) e do oxigênio (por necessidade).”

Nos resultados de exames de laboratório houve melhora do processo inflamatório no sangue. Mesmo assim, os resultados dos exames complementares acusam mesmo, assim, a infecção.

Nota do Blog – Deus proteja-o, Milton. Sairás dessa.

Estamos na torcida e na fé.

Saúde.

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Paixão de Cristo fará outro espetáculo de inserção social

Definido como “O maior espetáculo teatral ao ar livre de Mossoró”, a encenação “Paixão de Cristo” chegará este ano à sua 13ª edição. Está definida para acontecer no pátio da Fundação Sócio-Educativa do RN (FUNSERN), no Santuário de Santa Clara, no bairro Dom Jaime Câmara.

Espetáculo envolve pessoas da comunidade (Foto: cedida)

A Paixão de Cristo faz parte da Programação da Semana Santa do Santuário de Santa Clara. Desde 2013 integra o “Calendário Oficial de Eventos Culturais do Município de Mossoró”.

Vai ser apresentado nos dias 13 e 14 deste mês, a partir das 20h, com direção de Júnior Félix, coordenação geral do padre Sátiro Dantas, Erika Nolasco como assistente de direção e coreografia de Adriano Duarte. Ainda compõem a equipe técnica, Flávio Tácito e Elio D’Angelis com figurino e adereços. Deilson Pereira é responsável pela maquiagem e Flávio Tácito fica com a produção geral.

Violência

Além de incentivar o resgate cultural e artístico, o Paixão de Cristo promove o maior envolvimento de crianças, adolescentes e jovens da comunidade (em idade de risco), diante da constante elevação dos índices de violência e o avanço das drogas, o que vem se tornando uma ameaça cada vez mais presente em nossa realidade, sobretudo em áreas periféricas da nossa cidade.

“O espetáculo artístico tem por trás de si um espetáculo ainda maior, que é o alcance social, mobilizando comunidades pobres e de risco em torno do Santuário de Santa Clara, atuando e cumprindo outras tarefas nesse trabalho”, comenta Flávio Tácito, que também é vereador em Mossoró.

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Garibaldi Filho estranha rebeldia de Renan Calheiros

Coluna Expresso Época, por Murilo Ramos (Revista Época)

O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) está impressionado com a reação contrária do líder do partido no Senado, Renan Calheiros, aos projetos de interesse do Planalto em tramitação na Casa.

“Se continuar assim, vai ser uma explosão. O governo não pode [esperar consenso em tudo]. E precisa ter cuidado porque o líder [Renan] está rebelado. Ninguem sabe por quê. Mas está rebelado com o governo. Se a terceirização [projeto] está incomodando, imagina só a Previdência [reforma]…”

Muitos sabem o porquê de Renan estar assim: quer mais poder na Esplanada dos Ministérios.

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Operação policial surpreende quadrilha e mata 5 integrantes

Operação conjunta que envolveu Polícia Militar, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Civil no Ceará surpreendeu numerosa e bem-armada quadrilha que “invadiu” literalmente a cidade de Jaguaruana-CE (região do Vale do Jaguaribe, a 180 quilômetros de Fortaleza-CE, conheça AQUI). O incidente aconteceu à madrugada de hoje (sábado, 1º).

Um dos cinco bandidos inicialmente mortos ficou com corpo estirado no leito de uma rua (Foto: redes sociais)

Pelo menos cinco bandidos foram mortos. Cerca de três deles seriam originários de Mossoró. Notícia ainda sendo apurada, checada, para divulgação segura.

A perseguição ao restante do bando continua com uso até de helicóptero e reforço policial em Jaguaruana e municípios vizinhos.

Segundo informações preliminares, por volta de 2h40 cerca de 20 homens com uso de oito veículos de pequeno e grande porte ocuparam pontos estratégicos do centro comercial de Jaguaruana. Visavam agências bancárias e dos Correios.

Os alvos dos criminosos eram prioritariamente as agências do Bradesco e do Banco do Brasil. Mas também cercaram delegacia policial, objetivando frear qualquer reação das forças de segurança. Apostavam que a cidade estaria desprotegida diante do seu poderio bélico e “surpresa”.

Tiroteio

O modus operandi já é muito comum nessa modalidade de crime na região. Tem dado certo em incontáveis roubos a Correios e bancos.

Agência do BB foi pelos ares (Foto: redes sociais)

A agência do Banco do Brasil chegou a ser dinamitada e os bandidos se espalharam por pontos estratégicos.

Cerrado tiroteio foi travado entre eles e os policiais, que não tiveram qualquer baixa (feridos ou mortos). O bando não esperava tamanho cerco. A quadrilha perdeu inicialmente cinco homens e há suspeita de que outros estejam feridos e em fuga.

Parte da quadrilha seria originária do Rio Grande do Norte. A própria polícia potiguar estaria ajudando à cearense na operação, com homens e informações privilegiadas. Esse colaboração foi decisiva para se impor o elemento surpresa nesse caso.

Até o início da manhã foram apreendidos um fuzil AK-47 (conheça AQUI), um AR-15 (conheça AQUI), pistolas Ponto 40 (conheça AQUI), uma espingarda calibre 12 (conheça AQUI), farta munição, muito explosivo e dois carros.

Carros-fortes

Conforme foi apurado até aqui, os quadrilheiros teriam feito assaltos recentes no Rio Grande do Norte. Carros-fortes da empresa de transporte de valores Prossegur foram atacado em Apodi (BR-405) e Mossoró (BR-304), respectivamente nos dias 17 de fevereiro e 14 de março.

Mas há outro caso que pode ter relação direta com o mesmo bando: ataque a carro-forte na divisa entre Ceará e Rio Grande do Norte, na BR-304, no dia 20 de fevereiro.

A atuação deles não se limitaria ao Rio Grande do Norte. O registro em Jaguaruana atesta essa visão da polícia dos dois estados, de que o raio de ação dos marginais é bem mais ampliado, atacando agências bancárias, carros-fortes e unidades dos Correios.

Na madrugada de sexta-feira (31), a agência do Banco do Brasil de Cedro-CE (conheça AQUI) foi atacada pela madrugada (veja AQUI), provavelmente por esse mesmo bando, com ocupação semelhante à ocorrida em Jaguaruana nesta madrugada. A quadrilha fugiu com produto do roubo, sem ser molestada pela polícia.

Depois traremos detalhes.

Veja AQUI como foi o ataque ao carro-forte na BR-405, no dia 17 de fevereiro.

Veja AQUI como foi ataque a carro-forte na BR-304, divisa entre Ceará e Rio Grande do Norte, no dia 20 de fevereiro.

Veja AQUI como foi o ataque ao carro-forte na BR-304, no dia 14 de março.

P.S – Notícia atualizada às 12h19 – Fonte da Polícia Militar do Ceará informa que mais dois bandidos estão mortos. Um deles foi deixado em Aracati pelos comparsas, ferido, mas morreu quando recebia atendimento hospitalar. Outro já fora abatido no confronto no centro de Jaguaruana. Portanto, por enquanto, sete mortos.

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Prefeita vai reiterar apoio de ministro para passarelas

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) agendou reunião para segunda-feira (03) em Natal com o ministro dos Transportes, Maurício Quintella.

O representante do Governo Federal cumpre agenda na capital do estado. Entre os pontos de pauta estão as obras de construção de três passarelas na área que compreende o Complexo Viário da Abolição.

Em visita a Brasília em fevereiro deste ano, a prefeita pediu urgência na construção das passarelas e na iluminação dos 17 Km do Complexo Viário, argumentando os riscos de acidentes no local. Na ocasião, o ministro se comprometeu a dar agilidade ao processo de licitação para início das obras (veja AQUI).

O Ministério Público Federal (MPF), em Mossoró, provocou o tema, realizando audiência pública e cobrando medidas para a grave situação de insegurança em trechos urbanos da rodovia, que faz parte da BR-304 (veja AQUI).

Com informações da Prefeitura Municipal de Mossoró e MPF.

RN já contabiliza mais de 600 homicídios em três meses

Os cadáveres vão se amontoando. O Rio Grande do Norte contabiliza mais de 600 homicídios só este ano, sem a inserção de crimes letais ocorridos à madrugada e início da manhã de hoje.

Em Mossoró, por exemplo, em menos de 48 horas foram cinco homicídios, totalizando 62 só em 2017. O mais recente aconteceu na Favela do Velho, à madrugada deste sábado (01 de Abril de 2017).

Esse homicídio ainda não está contabilizado pelo Observatório da Violência Letal Intencional do RN (OBVIO), serviço derivado do Grupo de Pesquisa da Universidade Federal Rural do Semi-Àrido (UFERSA).

Mas os dados do Obvio revelam cenário estarrecedor. Em relação a igual período de 2016, o índice de homicídios aumentou 25,73%, dados coletados até às 22h de ontem (sexta-feira, 31 de Março).

Está ruim. Tende a ficar muito pior.

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Ex-prefeito é denunciado por usar oxigênio em barril de chope

Do G1

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou denúncia criminal contra José Claudio Pol (PMDB), ex-prefeito de Luiziana, no Centro-Oeste do estado, por desviar o único cilindro de oxigênio móvel da Unidade Básica de Saúde (UBS) do município para ser usado em um barril de chope, durante uma festa particular, na passagem de ano de 2012 para 2013.

Foto publicada em uma rede social mostra o cilindro sendo usado em um barril de chope (Foto: Ministério Público do Paraná)

À época, fotos publicadas por familiares do ex-prefeito em uma rede social mostraram o cilindro sendo utilizado. Uma análise técnica atestou que a falta do equipamento contribuiu para a morte de uma paciente, conforme a denúncia.

G1 não conseguiu contato com José Claudio Pol até a publicação da reportagem. O ex-prefeito ainda não tem advogado constituído no processo.

Morte

De acordo com o MP-PR, na madrugada de 1º de janeiro de 2013, quando o cilindro era usado para bombear chope, uma paciente com quadro grave precisou ser transferida para Campo Mourão, a 30 km de Luiziana, e deveria ter o suporte para respirar.

Como o cilindro portátil não estava disponível, ela foi transportada sem oxigênio e chegou à cidade vizinha com parada cardiorrespiratória, segundo a denúncia. No dia seguinte, a mulher morreu.

Pol foi denunciado pelos crimes de peculato, que é o desvio de patrimônio público para uso particular, e homicídio qualificado, por motivo fútil, com dolo eventual, quando se assume o risco de produzir o resultado morte.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Nota do Blog – E você ainda nutre algum tipo de esperança em relação a essa escória. Ela se multiplica pelo país como ratos, sem um pingo de pudor, tomando conta do destino de milhões de pessoas.

Essa terra um dia ainda vai cumprir seu ideal.

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