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7 de Setembro

respeitoPor Inácio Augusto de Almeida 

Engana-se redondamente quem imagina esta manifestação do dia 7 de setembro ser de apoio a determinado grupo político.

Este movimento é um grito de alerta do povo brasileiro a ouvidos insensíveis.

O Brasil já não suporta ver, passivamente, o bate cabeça de poderes que não se respeitam e, por não se respeitarem, perderam o respeito do povo brasileiro.

O Brasil já não suporta tanta fome, desemprego, carga absurda de impostos, privilégios descabidos, corrupção e impunidade.

O Brasil vai mostrar a sua cara neste 7 de setembro, inundando ruas e avenidas, para clamar:

CHEGA!

Os que têm ouvidos, que ouçam. E não façam como Maria Antonieta.

A história recente do país nos deixou um legado de dor e sofrimento. Os fatos ainda presentes na memória das gerações que vivenciaram aqueles anos gritam que tudo aconteceu porque viver na anarquia é impossível.

Lágrimas ainda rolam em muitos corações, mas a desestruturação social vigente à época, causadora da miséria e do atraso, exigiu o remédio amargo.

O povo, na sua sabedoria, grita ainda existir tempo de tudo corrigir e evitar tanta dor e sofrimento.

A mensagem é clara.

Do jeito que está não continua.

Não pode e não vai continuar.

Viver na miséria num país rico é revoltante. E esta revolta se agiganta quando se sabe que a fome existe por conta da impunidade.

Todos os brasileiros sabem que os seus direitos não são respeitados.

Por ter consciência desta falta de respeito é que dia 7 de setembro estará nas ruas.

RESPEITEM O POVO BRASILEIRO.

Inácio Augusto de Almeida é jornalista e escritor

Curiosidades sobre o 7 de Setembro

Por Ney Lopes

Terça próxima, em clima de tensão política, a independência do Brasil estará sendo comemorada.

O historiador Laurentino Gomes escreveu o livro “1822”, em que aborda o 7 de setembro histórico.

Neste livro há fatos pitorescos sobre o grito do Ypiranga. A seguir algumas transcrições de relatos ligados à nossa Independência.quadro independência ou morte, Dom Pedro I, pintor Pedro Américo“O destino cruzou o caminho de D. Pedro em situação de desconforto e nenhuma elegância.

Ao se aproximar do riacho do Ipiranga, às 16h30 de Sete de setembro de 1822, o príncipe regente, futuro imperador do Brasil e rei de Portugal, estava com dor de barriga.

Testemunha da ocorrência, o coronel Manuel Marcondes de Oliveira Melo, subcomandante da guarda de honra e futuro Barão de Pindamonhangaba.

“A montaria usada por D. Pedro nem de longe lembrava o fogoso alazão que, meio século mais tarde, o pintor Pedro Américo colocaria no quadro “Independência ou Morte”.

O coronel Marcondes se refere ao animal como uma “baia gateada”.

Acompanhavam D. Pedro o coronel Marcondes; o padre Belchior; o secretário itinerante Luís Saldanha da Gama, futuro Marquês de Taubaté; o ajudante Francisco Gomes da Silva e os criados particulares João Carlota e João Carvalho. (Todos eles se tornaram testemunhas da Independência).

“Só ao cair da tarde daquele Sete de setembro, a comitiva chegou à colina do Ipiranga. D. Pedro ainda estava no alto da colina quando chegou a galope, vindo de São Paulo, o alferes Francisco de Castro Melo e Canto.

Ao se encontrar com a comitiva real, Melo e Canto trazia notícias inquietantes.

A notícia dizia que informações vindas de Lisboa davam conta do embarque de 7 100 soldados que, somados aos 600 que já tinham chegado à Bahia, tentariam atacar o Rio de Janeiro e esmagar os partidários da Independência.

“Quatro anos mais tarde, em depoimento por escrito, o padre Belchior registrou o que havia testemunhado a seguir:

“D. Pedro, tremendo de raiva, arrancou de minhas mãos os papéis e, amarrotando-os, pisou-os e deixou-os na relva. Depois, virou-se para mim e disse: – “E agora, padre Belchior?”

Eu respondi prontamente: “Se Vossa Alteza não se faz rei do Brasil será prisioneiro das Cortes e, talvez, deserdado por elas. Não há outro caminho senão a independência e a separação.

“D. Pedro caminhou alguns passos, silenciosamente, acompanhado por mim, Cordeiro, Bregaro e Carlota.

De repente, estacou já no meio da estrada, dizendo-me:

“Padre Belchior, eles o querem, eles terão a sua conta. As cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de rapazinho e de brasileiro. Pois verão agora quanto vale o rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações. Nada mais quero com o governo português e proclamo o Brasil, para sempre, separado de Portugal”.

Respondemos imediatamente, com entusiasmo: – Viva a Liberdade! Viva o Brasil separado! Viva D. Pedro!

“Pela descrição do padre Belchior não houve sobre a colina do Ipiranga o brado “Independência ou Morte”.

  1. Pedro arrancando do chapéu que ali trazia a fita azul e branca, a arrojou no chão, sendo nisto acompanhado por toda a guarda que, tirando dos braços o mesmo distintivo, lhe deu igual destino.

– “E viva o Brasil livre e independente! ”, gritou D. Pedro.

“Acompanhado pela guarda de honra, desde aquele momento rebatizada com o pomposo nome de “Dragões da Independência”, D. Pedro chicoteou a sua “baia gateada” para vencer os últimos cinco quilômetros do total de setenta que percorria naquele dia.

Faltava uma hora para o pôr do sol, quando entrou em São Paulo saudado pelos sinos das igrejas e pelos escassos moradores que se aglomeravam nas ruas de terra batida”.

Ney Lopes é jornalista, ex-deputado federal e advogado

Independência, um sonho a ser alcançado

Por Gutemberg Dias

No dia 7 de setembro parte dos munícipios brasileiros e mais o Distrito Federal comemoraram o dia da Independência do Brasil com a apresentação do desfile cívico-militar. Vale ressaltar que reduzido em número de participantes, tanto daqueles que desfilaram como dos que foram para assistir.

Já participei várias vezes desses desfiles, principalmente, na infância quando ainda o regime militar mantinha o controle rígido desse ato. Lembro da ansiedade de ir às ruas e fazer a marcha bem feita para que não fosse recriminado pelas professoras. Estava ali porque era obrigado e sem saber efetivamente qual o propósito. Era a época da escola sem partido!?

Hoje talvez não seja muito diferente. Tenho a certeza que muitos que fazem parte desse cortejo estão presentes devido o chamamento da escola que por outro lado é chamada pela gestão municipal a se fazer presente. E qual é o sentimento de cada jovem daquele? Será que o propósito da Independência está assentada nos seus corações?

Depois dos quarenta e poucos anos de vida, tenho a convicção que a Independência é um sonho a ser alcançado. Basta vermos que desde o famoso Grito do Ipiranga dado por D. Pedro I, em 7 de setembro de 1822,  que estamos lutando por ela. D. Pedro I ao exclamar “Independência ou morte” entrou para a história, mas o nosso Brasil quanto ao uso real da palavra ainda não conseguiu se ver na fala do imperador.

Não consigo ver Independência, pois quando fazemos uma análise da construção do estado brasileiro o que mais vemos são golpes dados nos momentos que o Brasil procura ser independente. Desde a Proclamação da Independência que toda vez que o país se prepara para ser protagonista no cenário mundial, alguém em nome do Brasil toma o poder do povo. Será que isso é independência?

Não vejo Independência quando a maior parte do povo desse país não tem acesso a uma educação ou uma saúde de qualidade. Parece besteira, mas a dependência vem a tona nos momentos de precisão quando muitos que fazem a política usam o poder de acesso aos equipamentos para amarrar o cidadão a seus projetos, que, por vezes, são sórdidos. Onde está o povo independente?

Que Independência é essa onde o cidadão não pode se quer caminhar sem ter medo de ser assaltado pelas ruas de seu bairro? São coisas assim que mostram que não atingirmos nossa plenitude de liberdade. Ainda estamos subjugados a algo que D. Pedro I não foi capaz, no ato de seu grito, de proporcionar ao povo brasileiro.

Olhar para a corrupção que assola esse país, consumindo todos os poderes (judiciário, legislativo e executivo – em letras minúsculas, sim) que por regra deveriam resguardar o Estado brasileiro, não é algo comum e, sobretudo, não condiz com uma nação independente.

Acredito que chegou a hora de ser dado um novo Grito do Ipiranga. Dessa vez, quem deve dar é o povo brasileiro sem ter medo do amanhã. Conviver com tudo que está acontecendo nesse Brasil não pode ser projeto desse povo e, sem pestanejar, as ruas precisam ecoar o grito da Independência que, lá em 1822, D. Pedro I “ensaiou” às margens do Riacho Ipiranga.

Acredito que o brasileiro é um povo lutador. Mas, parece que anda meio entorpecido com tudo que anda acontecendo. Termino esse texto citando Vandré  que diz: “vem, vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

O Brasil Independente só depende de nós!!!!

Gutemberg Dias é graduado em geografia, mestre em Ciências Naturais e empresário

Vaias marcam, novamente, exposição pública de prefeito

O prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior (PSD),voltou a ser vaiado em público.

Em outro evento marcante, ouviu mais vaias saídas do público.

Hoje, quando chegava à Avenida Alberto Maranhão para o desfile cívico do 7 de Setembro, sobre um carro da Guarda Civil Municipal (GCM), Francisco foi ‘recepcionado’ por vaias.

Na Festa do Bode foi assim.

Durante a abertura do Mossoró Cidade Junina, idem.

Veja bastidores políticos e notas em primeira mão em nosso Twitter AQUI.

Motoristas param transporte de estudantes por falta de salários

Motoristas que prestam serviços à empresa Art Service, terceirizada da Prefeitura de Mossoró, paralisaram suas atividades hoje.

Tomaz buscará apoio do Ministério Público (Foto: cedida)

Montaram “plantão” em frente ao Centro Administrativo Prefeito Alcides Belo, bairro Aeroporto, cobrando pagamento de seus serviços.

A empresa alega que não recebe repasse desde julho.

Eles são responsáveis pelo transporte de alunos da zona rural, cerca de 200 crianças e adolescentes, diariamente.

Desfile

Convocado para atestar a situação e colaborar na busca de uma solução, o vereador Tomaz Neto (PDT) conversou com os manifestantes. De um total de 23 motoristas, pelo menos 13 estavam no protesto na manhã de hoje, até às 10h30.

– Infelizmente, essa não é uma situação isolada. A gente sabe que é generalizado na Prefeitura, com centenas de terceirizados com salários em atraso – comentou Tomaz Neto.

O vereador informou ao Blog que acionará o Ministério Público sobre o assunto.

Os motoristas, sem uma resposta à altura de seus interesses, mantêm manifestação e ameaçam não transportar alunado para o desfile do dia 7 de setembro, segunda-feira.

 

Rosalba fica ausente de desfile para evitar manifestantes

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) não participou do desfile de 7 de setembro em Natal. Coisa raríssima para um governante estadual na história desse evento na República brasileira.

A cerimônia começou às 8h30 com a presença do prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), militares, outras autoridades e o secretário estadual de Segurança Pública, Aldair da Rocha, representando a governadora.

A informação para justificar a ausência da governante, é de que ela optou por não participar para evitar mal-estar com manifestantes contra seu governo.

O desfile de Sete de Setembro ocorreu na  Praça Cívica e Avenida Prudente de Morais – com comparecimento muito reduzido de platéia, ao contrário de anos anteriores.

Houve protesto de grevistas, sobretudo da Polícia Civil, mas sem nenhum tipo de exacerbação.

P.S – (13h40) – Um homem foi preso no cruzamento da Avenida Floriano Peixoto com a Rua Assu durante protesto realizado no local na manhã deste sábado. Ele  teria depredado uma placa de sinalização. Houve confusão entre policiais militares e outros manifestantes que tentaram impedir a prisão do mascarado. O jovem detido foi identificado como John Kenedy da Silva, de 18 anos.

A polícia chegou a ser hostilizada por manifestantes que jogaram tijolos e garrafas de vidro contra eles. Um carro da polícia teve vidro traseiro quebrado à pedra.

Os policiais revidaram com cassetetes e spray de pimenta.

Com informações do portal G1.

Agressão desproporcional, repressão indevida

Da coluna Notas e Comentários (Tribuna do Norte)

Agressão desproporcional

Os atos de agressão cometidos por policiais militares na sexta-feira (7), durante as comemorações do 7 de Setembro em Natal, revelaram um despreparo e descontrole que não são dignos da corporação que integra a “segurança pública” no Estado. Os manifestantes não cometeram qualquer ato que justificasse uma reação tão desproporcional e antidemocrática. Estavam lá para pedir melhorias na saúde.

Impressiona que tantos policiais tenham se ocupado em agredir a vice-presidente da Comissão de Saúde do Conselho Federal da OAB e procuradora da Fazenda Nacional Elke Cunha, exatamente quando os demais manifestantes não estavam por perto. Não foi um ato que se possa apontar como corajoso. Ao contrário, quando alguns se juntam contra alguém que não estava provocando danos a outros e visivelmente não tinha condições de reagir na mesma proporção, não se pode usar outro termo se resuma tal ato: Sim, trata-se de uma “covardia”.

Repressão indevida

A Polícia Militar tem a obrigação de preservar a ordem. Mas nunca usar a violência contra manifestantes que se expressam de forma pacifica e democrática para fazer, apenas e tão somente, um apelo: “Melhorem a saúde pública”. Quem há de negar que esse pedido, ao contrário de violência física, merece se escutado e, mais do que isso, levar à reflexão e a medidas urgentes?

Nota do Blog do Carlos Santos – Episódio lamentável. Vez por outra temos espasmos de “saudades” do regime militar. Independentemente de quem seja o inquilino do poder, ele (ela, no caso) não pode apoiar a violência com o silêncio.

A própria Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nacional emitiu nota considerando o caso reprovável e afirmando que o governo deve um “pedido de desculpas” à sociedade.

Trabalho e ócio no feriado de cada um de nós

Para quem curte o feriado, ótimo. Meu caso é de aproveitamento misto: trabalho e lazer episódico. Estudar também é preciso. Mesmo que tantinho assim, ó.

No Twitter – www.twitter.com/bcarlossantos – ou no Blog – www.blogdocarlossantos.com.br – nada de folga.

 

Sol do meu sertão dá contorno à vida; brilha para todos. Astro-rei

Ritmo lento, sim. Quase parando? Não. Passo a passo, para seguir com o compromisso prazeroso de fazer o que gosto.

Por isso que lembro sempre o sábio Confúcio. Como escolhi fazer tudo movido à paixão, na atividade laboral, não trabalho há mais de 26 anos.

É um entretenimento que se renova todos os dias, a cada manhã, estando ou não o solzão lá em cima.

Se o céu está embaciado, sem problema. Cá embaixo, modestamente, lanço luz à espera do astro-rei. “Eu, passarinho”, repito Quintana. Um pintassilgo resfriado, diria rindo da própria cara.

E se chover? Chove não, creio, espiando o céu lá no alto. Rastreio nuvens com pescoço escangotado e cubro a “vista” com a mão empalmada, como se fosse um toldo.

Sou inverno faz tempo; nunca chuva de verão.

Bom-dia. Ao trabalho.

Depois, quem sabe, esbarro aqui novamente em outra “edição extraordinária” ou quando bater saudade.

Aguarde.

Policiais farão protesto durante o 7 de Setembro

As entidades representativas dos policiais e bombeiros militares, entre elas a Associação dos Cabos e Soldados da PM/RN, realizam protesto amanhã em Natal, durante o Desfile de 7 de Setembro.

É pela morte do Cabo Osmar e de mais 11 policiais no decorrer de 2011.

Fitas pretas serão utilizadas as fardas por policiais e bombeiros para demonstrar o luto pelos companheiros mortos. A maior parte desses policiais foi morta em serviço ou realizando algum bico para complementar a renda familiar, como o Cabo Osmar, morto segunda-feira (5) em confronto com bandidos ao realizar um trabalho extra-PM. Justamente o chamado “bico”.

Grito dos Excluídos

A Federação dos Trabalhadores em Administração Pública do Rio Grande do Norte (FETAM-RN) apóia e participa do Grito dos Excluídos, que esta ano viverá a sua 17ª edição e contará com o tema “Pela vida grita a terra… por direitos todos nós!”

A concentração será às 7h de amanhã (7 de setembro), ao lado do Ginásio Poliesportivo Pedro Ciarlini, iniciando com uma celebração em defesa da vida, com cânticos, faixas, bandeiras, simbologia da juventude se contraponto ao uso do veneno na alimentação do povo brasileiro, encerrando no Alto da Conceição na Associação das Comunidades Fraternas com peças de teatro e  uma confraternização.

Michel Temer volta ao Rio Grande do Norte

O vice-presidente Michel Temer (PMDB) é hóspede do deputado federal Henrique Alves (PMDB), a partir de hoje, no Rio Grande do Norte.

Ele tem desembarque aguardado nesta segunda-feira (5), para passar o feriado do 7 de setembro no litoral Sul, em endereço do próprio deputado potiguar.

A última vez que esteve no Rio Grande do Norte, Temer participou de evento da Federação das Câmaras Municipais do RN (FECAM), no dia 5 de maio.

Ele esteve no 7º Encontro de Vereadores do RN, quando fez palestra sobre a “reforma política”.