O escritor e jornalista cearense Lira Neto posta no Twitter um conselho, sábio, para sobrevivermos no mundo tóxico em que estamos mergulhados, sobretudo nesse ambiente virtual.Um leitor lhe perguntou como seguir saudável nessa maré de obscurantismo.
“Ler literatura, assistir bons filmes, frequentar exposições de arte, ir à roda de samba, dançar forró, amar”.
É importante “cultivar subversiva alegria”, afirma Lira. É a “anarquia da felicidade”.
Conheci Lira Neto primeiro em formato impresso; pessoalmente, depois. Consumi alguns livros sob sua assinatura, como a série “Getúlio”. José de Alencar, Castello Branco, Maysa Matarazzo e Padre Cícero também foram biografados por ele.
No dia 11 de agosto de 2012, há quase sete anos, conversei com Lira Neto sobre jornalismo e literatura na 8ª Feira do Livro de Mossoró (no Expocenter), além de intermediar bate-papo dele com leitores e curiosos no mesmo evento (veja AQUI como foi).
O restante da noite e parte da madrugada foram melhores ainda: boa prosa à mesa etílica do Bistrô Lyon na Praça da Convivência, com os jornalistas Larissa Gabrielle, Carlão de Souza e Cid Augusto, além do próprio autor.
Como se diz por aí…”bom demais, Júnior!”
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Observações que li agora à tarde nas redes sociais, do jornalista e escritor (autor da série biográfica “Vargas”, por exemplo), o cearense Lira Neto, vão ao encontro do que penso.
Lira Neto e o editor desta página na Feira do Livro de Mossoró em 2012 (Foto: arquivo)
Por estar trabalhando em novo material, admitiu que tem navegado pouco na Internet, mas resolveu se pronunciar nesta sexta-feira (4).
Leia esse trecho:
Detesto o fla-flu ideológico, a irracionalidade partidária, as pregações de profetas arrebatados para convertidos de ouvido seletivo.
Tenho sentido imensa falta de vozes ponderadas, de opiniões equilibradas, de algum apelo à sensatez. Assusta-me esta polarização excessiva, a histeria coletiva de parte a parte, a impossibilidade do diálogo, a prevalência do xingamento sobre o argumento, do panelaço sobre a escuta.
Nota do Blog – Exatamente isso, sem tirar nem colocar nada, meu caro.
Há muito pouco a se aproveitar dessa arenga entre militantes de lado a lado.
Nenhum, com raras exceções, está interessado no combate à corrupção, mas na punição ao adversário (estando ele errado ou não).
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A 8ª Feira do Livro de Mossoró deu-me oportunidade, ontem à noite, de mediar e conduzir bate-papo literário com o jornalista e escritor Lira Neto. Ocorreu no Expocenter, às 20h30.
Foi uma conversa leve e solta sobre as atividades do jornalista e escritor. Em seguida, um debate com a plateia.
Passeamos pelos bastidores da produção de livros biográficos, focando personagens riquíssimos como José de Alencar, Castello Branco, Maysa Matarazzo, Padre Cícero e Getúlio Vargas.
Lira Lira (à direita) fala sobre a trilogia de Getúlio Vargas durante bate-papo com o editor desta página (Foto: divulgação)
Quanto a Getúlio Vargas, a certeza de uma trilogia literária densa e reveladora. Dos três volumes, o primeiro (Getúlio: Dos anos de formação à conquista do poder) está entre os mais vendidos do país nos últimos meses. Os títulos seguintes virão nos próximos anos. Vão fechar o ciclo de vida desse vulto da história política brasileira.
– É um trabalho exaustivo – classificou o autor.
O escritor, de antemão, disse que os livros vão revelar bastidores e facetas interessantes da luta de titãs entre Getúlio Vargas e Carlos Lacerda (jornalista e político). Assinalou, por exemplo, que o leitor vai descobrir que o presidente-ditador tinha admiração pessoal por seu principal verdugo.
Lacerda era definido por Vargas como uma figura de notável inteligência, mas que infelizmente estava em lado oposto ao seu na política.
Lira informou ainda que biografias de Vargas e Padre Cícero devem se transformar em produções cinematográficas. E foi claro: não pretende exercer qualquer tipo de exigência à fidelização do que textualizou. Nenhuma ingerência.
Conformado, reconheceu que essa transposição de conteúdo do papel para as telas não costuma ser muito fiel.
Lembrou, por exemplo, que “Maysa: Só numa multidão de amores” (que se transformou numa minissérie da Rede Globo de Televisão) é uma experiência que prova muito bem essa visão. O roteiro da TV, em certos aspectos, conflitou com o dissertado no livro.
Como diria o cronista Antônio Maria… “a noite é uma criança”. A madrugada, então, foi de prosa à mesa do Bistrô Lyon, com os jornalistas Larissa Gabrielle, Carlão de Souza e Cid Augusto, além do próprio Lira.
Ninguém é de ferro. Merecíamos essa confraria sem pauta, após o compromisso na Feira do Livro.
O escritor e jornalista cearense Lira Neto, autor de biografias de nomes como a cantora Maysa, Padre Cícero, José de Alencar, Castelo Branco e trilogia já iniciada de Getúlio Vargas, é a grande atração de hoje da Feira do Livro de Mossoró.
Lira: jornalismo e literatura
O evento chega à sua oitava edição.
A iniciativa ocorre no Expocenter, com expressiva presença de público.
Lira Neto participa da Feira do Livro num quadro denominado de bate-papo com o autor, a partir das 20h.
O editor deste Blog será o mediador.
Nascido em Fortaleza, Lira Neto é um dos autores nacionais mais lidos nos últimos anos, ao mergulhar na difícil tarefa de produzir biografias.
Antes de dedicar-se ao jornalismo, trabalhou como professor de História, Redação e Literatura, em vários colégios de Fortaleza. Tem formação acadêmica em Filosofia, Letras e Jornalismo. Muito jovem, porém, já obtivera diploma de “técnico em topografia” no antigo Cefet-CE, sem nunca exercer a profissão.
O autor foi agraciado com o Prêmio Jabuti de Literatura em 2007, pelo livro O inimigo do Rei: Uma biografia de José de Alencar ou a mirabolante aventura de um romancista que colecionava desafetos, azucrinava D. Pedro II e acabou inventando o Brasil (Editora Globo) título que guarda biografia do escritor cearense José de Alencar.
Livros publicados:
Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão (Companhia das Letras, 2009) – Biografia do sacerdote Cícero Romão Batista, figura carismática e polêmica que foi excomungado, mas arrebatou milhões de fiéis.
Getúlio: Dos anos de formação à conquista do poder – Primeira fase de uma densa biografia de Getúlio Vargas, de uma série de três livros. É seu novo trabalho e campeão de vendas no país.
Maysa: Só numa multidão de amores (Editora Globo, 2007) – Biografia da cantora Maysa Matarazzo, um dos maiores nomes da música popular brasileira, ícone das canções de “fossa” e uma das pioneiras da bossa nova.
O Inimigo do Rei: Uma biografia de José de Alencar (Editora Globo, 2006) – Biografia do escritor, jornalista e político brasileiro José Alencar, autor de obras-primas como O Guarani, Iracema e Lucíola.
Castello: A marcha para a ditadura (Contexto, 2004) – Biografia do ex-presidente Humberto de Alencar Castello Branco, o primeiro dos generais a assumir o poder após o movimento militar deflagrado em 1964.
A herança de Sísifo: Da arte de carregar pedras como ombudsman na imprensa (EDR, 2000) – Relato da experiência do autor como ombudsman do jornal cearense O Povo. O livro discute uma série de questões éticas relacionadas ao exercício do jornalismo.
O poder e a peste: A vida de Rodolfo Teófilo (EDR, 1999) – Biografia do escritor, farmacêutico e pioneiro da saúde pública Rodolfo Teófilo, personagem histórico que, na virada do século XIX para o século XX, enfrentou a grande epidemia de varíola, que vitimou um quinto da população da capital cearense.
A 8ª Feira do Livro de Mossoró terá nessa sexta-feira (10) uma tarde coletiva de autógrafos no Estande da Cultura, a partir das 16h.
Estarão presentes os seguintes nomes: Maria Helena Silva (autora da obra Tiradeiras de Bendito); Graça Cavalcante (Dadi e o Teatro de Bonecos – Memória, Brinquedo e Brincadeira); Aucides Sales (História da Cultura Indígena); Luís Elson (História do RN em Quadrinhos) e o escritor José Lacerda Felipe.
Além do lançamento das publicações, também em destaque a Revista da Academia Norte-riograndense de Letras, contando com a presença de Benedito Vasconcelos Mendes e a Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN), com presença de Geraldo Maia.
Todos os livros são publicações da Coleção Cultura Potiguar, da Gráfica Manimbu, selecionados via Edital de Publicações da Secretaria Extraordinária de Cultura do RN e Fundação José Augusto (Secultrn/FJA).
Começa hoje à noite no Expocenter, a 8ª edição da Feira do Livro de Mossoró. Vai funcionar com diversas atividades até o domingo (12).
O evento ocorria anteriormente na Estação das Artes Eliseu Ventania no centro da cidade. Agora aporta num pavilhão climatizado, envolvendo os mais variados públicos ligados à leitura, de jornalistas a estudantes.
Durante cinco dias, os visitantes terão oficinas temáticas, palestras, bate-papos, lançamentos de livros e quadrinhos, apresentações teatrais e musicais, exposições e comércio de livro, quadrinhos e cordéis.
A programação da 8ª Feira do Livro de Mossoró se dividirá entre quatro ambientes diferentes: os miniauditórios, setor para oficinas, palestras e discussões; o Pavilhão de Livros, espaço para negociação de títulos; Espaço do Autor, destinado ao encontro com os escritores, que lançarão e autografarão suas obras, e o Espaço Literário, dedicado às palestras.
Entre os convidados especiais deste ano, o jornalista e escritor Lira Neto. Também se registra o jornalista e escritor potiguar João Batista Machado. O músico, poeta e escritor Humberto Gessinger (da banda Enngenheiro do Hawaii) é outra atração na condição de autor-palestrante.