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Rodoviária administrada por Governo do RN é uma vergonha

 O vereador Lucas das Malhas (MDB) reclamou da situação da Rodoviária de Mossoró, durante a sessão ordinária de hoje, terça-feira (09). Para o vereador, a porta de entrada da cidade está em estado deplorável. “reinauguraram a Central do Cidadão (veja AQUI) e esqueceram da rodoviária, que está em completo abandono”, afirmou.

Lucas expôs um problema que é, também, uma vergonha que atravessa todo o atual governo (Foto: Edilberto Barros)
Lucas expôs um problema que é, também, uma vergonha que atravessa todo o atual governo (Foto: Edilberto Barros)

A rodoviária e a Central do Cidadão ficam na estrutura conhecida como Centro Administrativo Integrado Diran Ramos do Amaral. A área está tomada por matagal denso e os banheiros estão quebrados e interditados, lembrou o vereador.

A promessa do Governo do RN de restauração desse prédio não é nova. No dia 29 de março de 2019, início do Governo Fátima Bezerra (PT), o diretor do Departamento de Estradas e Rodagens (DER/RN), engenheiro Manoel Marques Dantas, e o diretor de Transportes Manoel Pascoal, visitaram o Centro Administrativo a convite do então deputado estadual Allyson Bezerra (SDD).

Dia 29 de março de 2019, o deputado Allyson com representantes do DER/RN, ouviu muitas promessas e o abandono chega a 2022 (Foto: arquivo)
Dia 29 de março de 2019, o deputado Allyson com representantes do DER/RN, ouviu muitas promessas e o abandono chega a 2022 (Foto: arquivo)

Viram in loco a situação do local, repleto de problemas como falta de segurança e limpeza, banheiros, iluminação precária, matagal, cercas rompidas, teto depreciado etc. Garantiram que iriam agir, mudando essa realidade.

De lá para cá tudo ficou muito pior.

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A grande miséria

Por Inácio Augusto de Almeida

Se a maior tragédia que pode acontecer a um homem é o abandono, a maior miséria é a renúncia.

Observem que a vida do infeliz se resume a um eterno renunciar.

E de renúncia em renúncia vai se fazendo a vida daquele a quem nem ser bom é permitido, já que para ser bom é necessário estar em harmonia consigo mesmo.E isto não lhe é permitido.

De forma muito sutil o empurram para uma estagnação total.

Isolado, tende a atrofiar-se e, sem desenvolver-se, estacionado literalmente, mergulha num mundo onde não caminha.

Mas não só os pobres de bens materiais conhecem a grande miséria.

Os miseráveis de espírito, os que dão a vida por um centímetro de ascensão social, estes são os que mais afundam na grande miséria.

Por ambição renunciam a tudo, até mesmo ao direito de existir.

Torturam-se de uma forma monstruosa, negando a si mesmo qualquer coisa, num processo anulatório que, animado pelo medo, termina por afogá-los na mais extrema das degradações.

Deixam de existir e passam a viver uma ilusão que não permite sequer sonhar os próprios sonhos. Não mais pensam, apenas obedecem e aceitam absurdos como verdades indiscutíveis. Absurdos tão estapafúrdios que ferem a todos os que não estão envolvidos pelo sistema que os transformou em seres desprovidos de senso.

E não pensem que são somente os iletrados que se deixam envolver pela máquina destruidora que esmaga todos os sentimentos e anula por completo a personalidade.

Letrados, sim, doutores, também, que na busca por reconhecimento público, negam-se de forma violenta e desumana, tornando-se carrascos de si mesmos.

Trocam o direito de bem dormir pelo riso sardônico e apenas passam a mostrar os dentes, já que o riso só é permitido aos que têm alma.

Sabem, sim, sabem que levamos sempre conosco o céu e o inferno.

E fazem a opção de forma consciente,

Acham que o céu não é muito claro e na busca por mais e mais luzes terminam indo ao inferno, inferno de onde não mais conseguem retornar.

E se perdem no amontoado de mentiras, tropeçam nas próprias artimanhas e terminam mergulhando na grande miséria, que é a renúncia.

A renúncia de si mesmo.

E como a renúncia sempre vem acompanhada do abandono, quem renuncia, renuncia a si mesmo e aos outros, temos o quadro completo, a imagem nítida da miséria em toda a sua plenitude, o retrato perfeito da grande miséria.

Inácio Augusto de Almeida é jornalista e escritor

Pediatra aponta abandono do Hospital da Mulher

Prezado Carlos Santos,

Gostaria de apoiar as colocações do dr Manoel Nobre (veja clicando AQUI). Chega de ficarmos calados, aceitarmos trabalhar com pagamento atrasado e sem a minima condição para tal.

Falo também pela Pediatria.

Chegamos ao absurdo de comprar material para que este ou aquele leito funcionasse. Fazemos todos os dias, sob estresse, uma ciranda nos leitos, analisando cada recém nascido, se está pior ou melhor que outro.

As vagas são limitadas pois existem incubadoras e berços aquecidos quebrados… Formamos uma equipe, onde uma dá apoio à outra, entre Maternidade Almeida Castro e até UTI Pediatrica, tentando salvar vidas.

Quando vejo as conversas no nosso grupo fico até emocionada por tanta dedicação. Estamos falando de vidas. Vidas esperadas! E mais… As condições são indecentes no que se refere ao mínimo de conforto ao médico.

Comida intragável. A maioria dos plantonistas pede comida de fora. O estar médico feminino está em sucateamento. Um lençol serve de cortina.

O ar condicionado não funciona, um calor infernal. Desumano.

Se fosse detalhar aqui as faltas que existem seria uma lista grande. Fica aqui meu apoio ao depoimento do colega obstetra.

Infelizmente ou felizmente não sei ficar calada por muito tempo.

Daniela Maia – Pediatra

Trabalhadores na Agricultura protestam contra governo

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Norte (FETARN), representante de 163 sindicatos rurais no estado, está revoltada com o Governo do Estado. Avalia que a atual gestão é desastrosa para o homem do campo.

É a síntese do que diz uma “Nota de Repúdio” apresentada à opinião pública, retratando seu pensamento sobre o governo e as políticas públicas voltadas ao setor ruralista. Veja abaixo:

Nota de Repúdio

A FETARN – Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Norte, entidade que representa 163 Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais – STTR filiados, em reunião do Conselho Deliberativo com a maioria desses Sindicatos, nos dias 21 e 22 de março do corrente ano, vem a público, manifestar o seu repúdio contra o tratamento dispensado pelo governo do Estado do Rio Grande do Norte, às reivindicações da categoria dos trabalhadores rurais consignadas na Pauta do Grito da Terra RN – 2011, onde até a presente data não apresentou nenhuma resposta para os problemas e solicitações ali apresentadas e pela falta de diálogo com o Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais.

Expressamos, ainda, a nossa indignação contra o descaso do Governo Estadual no gerenciamento das políticas públicas de apoio a agricultura familiar e abandono dos órgãos governamentais que atuam no setor agrícola do Estado, principalmente, o desmantelamento da estrutura da EMATER-SAPE-SEARA, a descontinuidade do Programa de Aquisição de Alimentos – Modalidade Compra Direta e Programa do Leite, a omissão, e falta de providências concretas para o devido funcionamento da Central de Comercialização da Agricultura Familiar – CECAFES, que está ameaçada de demolição pelas obras municipais de mobilidade para a Copa, ameaça de retorno da Febre Aftosa, a falta de dotação orçamentária de contrapartidas em projetos do Governo Federal, a exemplo do PRONAF Infraestrutura, a falta de participação social no processo de elaboração e gestão do Programa de Combate a Pobreza Rural/RN Sustentável dentre outras e a dificuldade na condução dos conselhos, comitês e comissões, no qual destaca-se o CEDRUS – Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável, que até o momento não realizou nenhuma reunião no ano de 2012, em que ressalta o completo descaso deste Governo para com a agricultura familiar potiguar.

Portanto repudiamos veementemente o descaso e a forma pelo qual o Governo do Estado vem se comportando no tratamento aos agricultores e agricultoras familiares, que produzem alimentos, geram renda e ocupação no campo, bem como contribuem para garantir a soberania e segurança alimentar e nutricional das populações do campo e da cidade. Reivindicaremos e lutaremos por um tratamento digno para os trabalhadores e
trabalhadoras rurais do nosso Estado.

Natal, 22 de marco de 2012.