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Irmãos se dividem e se distanciam em luta política municipal

Anax divergiu frontalmente do irmão e atual prefeito Arthur (Fotomontagem do BCA)
Anax divergiu frontalmente do irmão e atual prefeito Artur (Fotomontagem do BCA)

Do Blog da Chris

O ex-prefeito Anax Vale anunciou que manterá posição de independência em relação ao mandato de seu irmão, o prefeito reeleito Artur Vale, ambos do União Brasil e filhos do ex-prefeito Adail Vale.

O distanciamento tem a ver com a eleição para a presidência da Câmara Municipal, onde o ex-prefeito advogava pelo nome de Stepherson Jaime, primo deles. Já Artur abraçou a candidatura de Adonias Melo, que acabou sendo o eleito.

Leia na íntegra nota abaixo:

Prezados amigos e amigas de Governador Dix-Sept Rosado, venho a público, por meio desta carta aberta, fazer alguns esclarecimentos sobre a nossa atual posição política, com o objetivo de acabar com suposições, boatos e alegações inverídicas em torno deste assunto.

Como todos sabem, faço política em Governador Dix-Sept Rosado há mais de 20  anos, seja como candidato ou apoiando os amigos e correligionários. Fui vereador,  prefeito e, por último, candidato a deputado estadual, sempre tentando fazer a melhor política possível.

Estive com Dr. Artur Vale em suas campanhas como candidato a prefeito, sendo ele eleito e reeleito. Na primeira oportunidade, em 2020, coordenei o processo de forma tranquila até a vitória. Em 2022 ele esteve comigo na minha campanha a deputado estadual. Infelizmente, em 2024, passei por situações desagradáveis,
envolvendo o andamento da campanha, que trouxe repercussões negativas familiar e política.

Mesmo não sendo da forma mais adequada, continuei ajudando a campanha, tocando o barco quando necessário, mesmo sentindo que fui, de certa forma, isolado. Felizmente, apesar de tudo, Dr. Artur Vale saiu vitorioso das urnas.

E não enfrentei dificuldades apenas para coordenar a campanha majoritária. Assisti
a candidatura a vereador de Stepherson Jaime sendo rifada por correligionários e pessoas muito próximas do prefeito, já que esse não era um projeto do seu agrado, me obrigando a um enorme esforço para levar o projeto de Stepherson adiante.

Mas já com a campanha em andamento, a reciprocidade já não era a mesma, principalmente com relação à candidatura de Stepherson a vereador e, mais ainda, à presidência da Câmara Municipal, quando o prefeito, abruptamente e sem conversas definiu os nomes que concorreriam ao legislativo municipal, determinando, inclusive, a antecipação da eleição para o biênio 2027-2028, o que é inconstitucional e foi até contestado na justiça, por terceiros.

Stepherson não concordou, até porque, assim como eu, ele entendeu que o prefeito estava tirando o direito dele de ser candidato a presidente, ou seja, o prefeito estava interferindo em assuntos da Câmara Municipal, que a meu ver, eram exclusivos do Legislativo. O correto era deixar os vereadores tomarem suas próprias decisões internas. Mas não, o prefeito interferiu intransigentemente na eleição da Câmara.

A truculência com que o processo foi conduzido levou até o presidente reeleito da Casa, vereador Adonias Melo, um histórico correligionário nosso, a me negar a fala na Sessão de Posse dos candidatos eleitos, mesmo depois de o próprio Adonias já ter dado o aval para essa fala. Isso pra mim foi à gota d’água.

Terei, de hoje em diante muita dificuldade de fazer política com o prefeito, pois pessoas no entorno dele, pessoas muito próximas a ele, não querem isso. Me sinto sendo chutado pra fora da base de apoio. Tanto eu, como o vereador Stepherson, entendemos que não somos bem-vindos.

Quero deixar claro que não tenho desejo de ser candidato, não tenho desejo de ser prefeito, meu único propósito era ajudar no projeto político do nosso grupo e ajudar os amigos, como já fizemos nas duas vezes em que Dr. Artur Vale foi vitorioso. Também não tenho desejo de ter benefícios da Prefeitura do Governador Dix-Sept Rosado, até porque não o tenho, não tenho cargo, não tenho indicações.

As indicações que ainda estão na gestão foram negociadas diretamente pelo próprio prefeito. Quero que isso fique muito claro, para as pessoas não pensarem que eu queria isso ou queria aquilo. Nunca fiz nenhuma exigência e nem pautei nenhum projeto político meu à frente dessa nossa aliança.

Eu entendo que todo político tem o seu espaço. E na medida em que esse espaço político é invadido de dentro pra fora, é chegada a hora de abrir os braços para não ser engolido.

Dessa forma, declaro ao final desse esclarecimento, a minha independência política em relação ao projeto político do prefeito Dr. Artur Vale, assim como a do vereador Stheperson Jaime, ao mesmo tempo em que reafirmamos nosso irrestrito compromisso com a população de Governador Dix-sept Rosado e com a esperança que novos dias virão. A caminhada continua.

Fiquem todos com Deus.

Anax Vale

Gov. Dix-Sept Rosado, 14 de janeiro de 2025.

Rosalba Ciarlini fecha dobradinha Beto Rosado-Dr. Anax

Sem disputar qualquer candidatura este ano, após insucesso eleitoral à reeleição à Prefeitura de Mossoró em 2020, Rosalba Ciarlini (PP) declarou apoio a dois nomes a deputado federal e estadual. Um, já conhecido, seu sobrinho-afim Beto Rosado (PP); outro, a novidade, Anax Vale (União Brasil), médico e ex-prefeito de Governador Dix-sept Rosado.

Reunião em torno de Anax marcou apoio de Rosalba e seu grupo (Foto: Assessoria)
Reunião em torno de Anax marcou apoio de Rosalba e seu grupo (Foto: Assessoria)

A ex-governadora, ex-senadora e ex-prefeita de Mossoró discursou na primeira atividade de campanha de “Dr. Anax”, à noite dessa terça-feira (16), em Mossoró. “É Beto lá e Dr. Anax cá”, referindo-se à ocupação de cadeiras na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, respectivamente.

O ex-deputado federal Betinho Rosado (PP), pai de Beto Rosado, também participou do encontro com lideranças de Mossoró e reforçou o pedido de voto para Anax.

O candidato agradeceu o apoio de Rosalba, Betinho e de todas as lideranças que estavam presentes na reunião. “Isso aumenta ainda mais a minha responsabilidade, ter ao nosso lado pessoas que têm história de trabalho por Mossoró e diversas outras cidades do estado”, destacou.

Anax é casado com Isaura Rosado, prima de Beto Rosado. O atual prefeito de Governador Dix-Sept Rosado, médico Artur Vale, é seu irmão. Os dois são filhos do médico e ex-prefeito Adail Vale.

Ex-prefeito sonda possíveis apoios para ser candidato em 2022

Anax: ex-prefeito (Foto: Web)
Anax: ex-prefeito (Foto: Web)

Do Blog Tio Colorau

O ex-prefeito de Governador Dix-sept Rosado, Anaximandro Vale (União Brasil), o “Anax”, despertou a vontade de ser candidato a deputado estadual no ano que vem.

Já começou a circular pelos municípios da região sondando possíveis apoios.

Nota do Canal BCS – Anaximandro é filho do também médico e ex-prefeito Adail Vale, além do atual prefeito do município, Arthur Vale (União Brasil).

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.

Prefeito e ex-prefeito são condenados pelo TJRN

O Pleno do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) apreciou na sessão desta quarta-feira (22), ação penal sob a relatoria desembargador Vivaldo Pinheiro. O processo tem como autor o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN).

Anax: condenação do passado (Foto: Governador em Foco)

O MPRN requereu a condenação dos ex-prefeitos do município de Governador Dix-Sept Rosado, Anaximandro Rodrigues do Vale Costa e seu pai Francisco Adail Carlos do Vale Costa, em face da ocultação e supressão de documentos públicos que tinham sob guarda, em virtude do cargo de prefeito. Anaximandro, “Anax”, cumpre novo mandato atualmente.

Após ampla discussão, leitura de relatório, concessão do parecer do Ministério Público do Rio Grande Norte e discutidas as preliminares, foi tratado o mérito da ação. O relator votou pela condenação de ambos os réus à prisão em regime inicialmente aberto, com pena de dois anos e três meses, cada um. Além da prisão, ambos terão que pagar individualmente multa diária de dois salários mínimos por 30 dias, totalizando R$ 46.668,00, cada um.

Posto o caso em votação, os desembargadores acolheram a decisão do relator, à unanimidade, acrescentando ainda, por maioria de votos, a suspensão dos direitos eleitorais e políticos e a perda de cargos públicos, a ser aplicado após o trâmite em julgado.

O caso

Segundo os autos, a então prefeita do município de Governador Dix-Sept Rosado, Lanice Ferreira de Macedo (PMDB), percebeu a ausência de documentos essenciais à administração pública, tais como notas fiscais, comprovantes de fornecedores, documentos contábeis, todos necessários para a prestação de contas públicas, repasse de verbas federais e até para firmar convênios.

Investigação aberta pelo Ministério Público Estadual chegou à informação de que tais documentos se encontrariam sob a guarda dos ex-prefeitos do município. A Polícia Federal, em operação, encontrou nas residências de ambos os acusados, inclusive em Mossoró, 3.274 documentos públicos do município de Governador Dix-Sept Rosado, do período de 2006 a 2008, época em que Anaximandro era o gestor.

Decisão cabe recurso.

Veja matéria completa AQUI, no próprio site do TJRN.

Ex-prefeito dá versão sobre fechamento de maternidade

Caro Canindé Souza (Webleitor) e Carlos Santos (Editor deste Blog).

Venho por meio deste apenas repor a verdade em relação a seus comentários neste Blog tão prestigiado e respeitado que é o do Jornalista Carlos Santos.

Primeiro o Senhor Canindé Souza diz que a Prefeitura de Governador Dix-sept Rosado não tem culpa pelo fechamento da Maternidade Onzieme Rosado.

Eu, em momento nenhum atribuí culpa ao Senhor prefeito pelo momento que passa a APAMI, tenho sempre explicado a população que as dificuldades são resultados da política do SUS que há anos não reajusta a tabela de remuneração de seus serviços levando ao fechamento diversas instituições Filantrópicas a fecharem as portas, vejam o exemplo da Elisa Simões em Caraúbas.

O que tenho colocado é que a Prefeitura tem a responsabilidade de manter os serviços de saúde da população de Gov. Dix-sept, que a APAMI e seus funcionários não podem continuar se sacrificando para cumprir com aquilo que é responsabilidade do Município.

Para quem não sabe, aproveito para informar, que a APAMI tem recebido nos últimos meses uma receita de apenas R$ 8.000,00 (oito mil reais) que não é suficiente sequer para cobrir a folha dos servidores, imagine pagar médicos e cumprir outras obrigações, mesmo assim atendeu a toda população de Governador até o dia 14-03-2013.

Sendo a APAMI a única estrutura capaz de atender a população e a prefeitura a maior responsável por prestar serviços de saúde a esta população, imaginávamos poder contar com a parceria do município.

Após a posse do Prefeito Anaxmandro Vale, tivemos a oportunidade de conversarmos com o mesmo e oferecemos a possibilidade de alugar o prédio sede da Maternidade Onzieme Rosado com todos os seus equipamentos, deixamos claro ao prefeito que o aluguel seria para quitar a dívida da APAMI com seus servidores e após o pagamento de todos os débitos, que ocorreria em 2 anos, a APAMI doaria o referido prédio ao Município.

O Senhor Canindé diz que a prefeitura nunca deixou de repassar recursos à APAMI, isso não se traduz na verdade. A verdade é que Dr. Adail Vale, repassou apenas alguns meses, cerca de 3 ou 4, que haviam sido comprometidos pela gestão de Lanice Ferreira, e isso depois de determinação judicial, os quatro anos da gestão foram mantidos com a ajuda da população. Então não é verdade que a prefeitura sempre repassou.

Informo também ao Sr. Canindé Souza, que em março de 1996 me licenciei da Presidência da APAMI para disputar a Prefeitura de Gov. Dix-sept Rosado, portanto já fazem 16 anos que deixei de exercer a presidência da APAMI, faço sim parte de sua diretoria, portanto é injusta a afirmativa que usei os recursos da APAMI de forma indevida, é mais uma inverdade do Sr. Canindé Souza.

Fechamento

O Sr. Canindé diz ainda que eu não fiz o repasse, se já fazem 16 anos que não presido a APAMI como poderia reter ou me apropriar dos recursos? É mais uma afirmativa maldosa do Sr. Canindé.

O Sr. Canindé questiona por que não fechamos na época da gestão de Lanice Ferreira? Tenho todos os funcionários da APAMI como testemunhas que eu defendi o fechamento da APAMI já na gestão de Lanice, infelizmente o presidente da época José Soares e alguns servidores não concordaram. Depois na gestão de Chaguinha, atual presidente, voltei a defender o fechamento, para pressionar por uma solução, mais uma vez não contei com o apoio de todos por isso não fechou naquele momento.

O Sr. Canindé Souza, disse ainda mais duas inverdades, que Dr. Adail fez repasses para a APAMI durante seus quatro anos de gestão, é fácil verificar a através dos documentos contábeis do município, que isto não aconteceu.

Diz também o Sr. Canindé que Dr. Adail queria a municipalização, pois também é o que estou defendendo, no entanto, para municipalizarmos a APAMI precisamos antes quitar a dívida com os servidores, por isso propus o aluguel do prédio.

Como o Prefeito declarou que não tem interesse, mesmo sabendo que a APAMI é imprescindível para a assistência a saúde da população, então a diretoria, os sócios e a maioria dos servidores resolvemos fechar as portas por não contarmos com a parceria do município.

Aceitamos a opinião de todos, mas, por favor, usem da verdade.

Finalizo me colocando a disposição de todos para qualquer esclarecimento.

Gilberto Martins – Ex-prefeito e dirigente da Apami (Governador Dix-sept Rosado), mantenedora da Maternidade Onzieme Rosado

Veja AQUI matéria sobre fechamento da maternidade em foco, publicada por este Blog.

 

Promotora e polícia atuam para garantir cirurgia em hospital

Por Cézar Alves (Nominuto.com)

A história da dona de casa Rita Maria Batista, de 56 anos, residente no Sítio Pindoba, distante 10 km da área urbana de Felipe Guerra, que está internada em estado grave no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, é um retrato do caos que vivenciamos na saúde.

Rita não teve acesso a qualquer atendimento de saúde preventiva, em Felipe Guerra. Segundo a filha dela, “quando sente alguma coisa ruim vai ao hospital da cidade, que geralmente não tem médico e as enfermeiras enviam para o HRTM, em Mossoró”.

Foi o caso. Rita, com ‘megacolo’ (privação), chegou ao HRTM terça-feira. Ficou agonizando num ambiente chamado ‘repouso feminino’ por quase 20 horas. “Minha mãe gritava de dor e olhavam pra gente e nem sinalizava. A gente pedia socorro e nada”, diz Talita Bezerra Batista.

O primeiro diagnóstico foi de um clínico geral. Já apontava um quadro muito grave, necessitando urgente de cirurgia. Foi solicitado um diagnóstico de um cirurgião. Este diagnóstico só foi feito nesta quarta-feira, apesar da urgência. Previa cirurgia imediatamente.

E, apesar de o HRTM ter três cirurgiões de plantão e um centro cirúrgico vazio, a cirurgia não foi realizada. No final da tarde, um deles chegou a dizer à família da vítima que não iria fazer porque estava quase no fim de seu plantão. Ia sair e pronto.

O caso chegou ao conhecimento da promotora de Justiça Ana Ximenes e deste repórter. Confirmada a história, a promotora Ana Ximenes chamou o delegado Antônio Caetano Baumann de Azevedo, para investigar suposto crime de omissão de socorro.

O cirurgião Wagner Langue, ao assumir o plantão da noite, imediatamente levou sozinho (tinham que ser 2) a paciente para o centro cirúrgico (o médico Adail Vale faltou ao trabalho). Até meia-noite, não tínhamos o resultado da cirurgia, se Rita teria sobrevivido.

Enfermeiros e técnicos de enfermagem disseram que este tipo de comportamento dos médicos é comum no HRTM e que foi muito boa a ida da promotora, do delegado e deste repórter ao HRTM para presenciar pessoalmente uma das razões do caos, de mortes.

Ou seja, além da falta de estrutura, de espaço, medicamentos, outros fatores deixam a população sem o tão valioso atendimento médico para viver. Este é o cenário que enfrenta um cidadão de baixa renda. “Se fosse um cidadão rico, não faltava atendimento. Mas como é carente, viram as costas”, reclama a promotora de Justiça Ana Ximenes.

Nota do Blog do Carlos Santos – Deparo-me com um relato jornalístico como este e fico me perguntando se é mesmo verdade que tudo isso esteja ocorrendo em Mossoró, ‘a terra da liberdade’ e de outros epítetos fantasiosos.

Francamente.

Rosalba é contra renúncia. Em Governador Dix-sept Rosado

Se a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) for razoavelmente coerente, não deve estimular, trabalhar ou endossar a iminente renúncia da prefeita mossoroense e sua sucessora, enfermeira Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”.

Por quê?

Um episódio narrado pelo Blog no dia passado, de dupla renúncia no município de Governador Dix-sept Rosado, em 2008 (veja AQUI), serve para ilustar o que Rosalba pensava há tão pouco tempo.

Ela demonstrou ‘indignação’ com a renúncia do prefeito Adail Vale (PSB) e o vice Nelson Moraes (DEM), numa manobra que visava – e conseguiu – entronizar na prefeitura o médico Anax Vale (filho de Adaíl), então presidente da Câmara Municipal.

Quem narra um episódio de bastidores, revelando a postura à época de Rosalba, é o advogado trabalhista e militante político no município, Antônio Pedro, nome de larga respeitabilidade no universo jurídico e social.

Vamos ao seu relato:

Carlos Santos,

Alguns dias após o fatídico episódio ocorrido em Governador Dix-sept Rosado, ao qual você se reporta agora com propriedade, eu e outros membros do PT local estávamos numa reunião na casa de Lanice Ferreira (ex-prefeita e pré-candidata à prefeitura), com a própria e outros integrantes do PMDB, discutindo a possibilidade de uma composição dos dois partidos para as eleições de 2008 daquele município.

No meio da conversa entra na sala, a então senadora Senadora Rosalba Ciarlini (DEM), se dizendo indignada com a renúncia do prefeito e do vice e oferecendo solidariedade à então futura candidata Lanice Ferreira.

Na oportunidade Rosalba desqualificou a atitude de Adail e de Nelson Morais, com adjetivos nada recomendáveis. Inclusive solicitou o uso do telefone da residência de Lanice e, na presença de todos, falou ao vivo para a rádio RPC (de propriedade do seu grupo político), registrando sua indignação para aquele ato que dentre outros adjetivos, qualificou de ‘antidemocrático’, oportunista etc.

Lembrou que até então tinha Nelson Morais na conta de seu liderado político, mas estava decepcionada com o mesmo, pois ele não a consultou sobre a renúncia, pois sabia da sua posição. E mais: Nelson estava evitando enfrentá-la, Rosalba, a ponto de não atender sequer suas ligações telefônicas. Foi um verdadeiro teatro.

Vamos aguardar como Rosalba agora vai se comportar com a história agora se repetindo em Mossoró.

Antônio Pedro, advogado e webleitor.

Governador Dix-sept Rosado e o novo exemplo de Mossoró

No dia 4 de abril de 2008, o prefeito Adail Vale (PSB) e o vice-prefeito Nelson Moraes (DEM), de Governador Dix-sept Rosado, renunciaram conjuntamente aos seus respectivos mandatos. A formalização do ato foi à noite na Câmara Municipal. Houve sessão extraordinária.

A renúncia dupla permitiu que o presidente da Câmara Municipal, Anaximandro Vale (PSB), filho de Adail, assumisse a prefeitura. Assim, ele viabilizou-se à sucessão municipal. Mas perdeu o pleito para Lanice Ferreira (PMDB) em outubro do mesmo ano.

O município completou 45 anos de emancipação política àquela data, com essa dupla renúncia.

Parcela considerável da imprensa de Mossoró rosnou e pôs em desconfiança a arrumação estranha, ensejando uma série de notinhas capsiosas, que indicavam uma negociata.

Em caso parecido, agora, na própria Prefeitura de Mossoró, o comportamento é diametralmente oposto. Fala-se em “sacrifício”, acomodação para “fortalecimento do grupo” governista e outros eufemismos e escapismos.

Risível.

Só Rindo (Folclore Político)

“Merda!”

Seu Luiz Ferreira é aquele sertanejo típico. E, uma de suas marcas pessoais, é soltar a interjeição “merda” em suas conversas, que tanto serve para expressar alegria como reprovação a algo.

Dix-septiense da gema, trabalhador, sem meias-verdades, ele passa por fase de preocupações: sua mulher está doente.

Daí, resolve recorrer ao médico e político Adail Vale.

– E aí, doutor?

– Olha, não é nada demais. O tratamento é simples. Tenha cuidado principalmente com a alimentação e logo ela estará muito bem – procura aliviar.

– Mas doutor, ela pode tomar um refrigerantezinho?

– Pode, claro – assente Adail, calmamente, diante do interlocutor.

– E uma Coca-cola?

– Sem problema… pode!

– Fanta, ela também pode beber quando quiser? – insiste

– Sem dúvidas, que a Fanta não lhe causará mal – responde Adail, já inflando.

– Doutor Adail, Pepsi eu posso dar à bichinha?

Aí, o médico troveja, com as mãos agarradas à mesa: “Seu Luiz, Coca-cola, Pepsi, Fanta, Guaraná, Grapette, tudo é refrigerante!”

À saída do consultório, Luiz vira-se para a causa de suas aflições e solta seu bordão, retorcendo o pescoço e coçando a orelha com a ponta do dedo indicador:

– Merda! Que homem impaciente, né não?!