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Reservas hídricas do RN acumulam apenas 38,08% da capacidade total

Açude Itans, em Caicó, está completamente seco (Foto: Blog do Toscano Neto)
Açude Itans, em Caicó, está completamente seco (Foto: Blog do Toscano Neto)

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio do Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (IGARN), monitora atualmente 69 reservatórios responsáveis pela segurança hídrica da população potiguar. De acordo com o relatório dos volumes dos principais reservatórios do RN as reservas hídricas superficiais do Estado acumulam 2.014.368.759 metros cúbicos de água, o que corresponde a 38,08% da capacidade total de armazenamento, estimada em 5.290.123.351 m³.

No final de 2024, o volume acumulado dos reservatórios monitorados era de 2.857.983.339 m³, representando 62,82% da capacidade total à época, que era de 4.549.292.240 m³. A redução percentual atual também é influenciada pela inclusão da barragem de Oiticica no sistema de monitoramento após a conclusão de sua obra. O reservatório acumula atualmente 108.866.553 m³, equivalentes a 14,66% de sua capacidade total de 742.632.840 m³.

A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do Estado, acumula 1.074.906.759 m³, o que representa 45,30% de sua capacidade total, estimada em 2.373.066.000 m³. No final de 2024, o volume armazenado era de 1.612.995.770 m³, correspondendo a 67,97% da capacidade.

Santa Cruz

Já a barragem Santa Cruz do Apodi registra atualmente 333.449.695 m³, o equivalente a 55,60% de sua capacidade total de 599.712.000 m³. No último relatório de 2024, o manancial acumulava 429.286.900 m³, ou 71,58% da capacidade total.

A barragem Umari, localizada no município de Upanema, acumula 155.682.032 m³, correspondentes a 53,17% de sua capacidade total, que é de 292.813.650 m³. No final de 2024, o volume armazenado era de 228.670.088 m³, o equivalente a 78,09%.

Atualmente, a região do Seridó apresenta o menor percentual de acúmulo de reservas hídricas superficiais do Estado. Os reservatórios monitorados na região acumulam, juntos, 161.693.607 m³, o que corresponde a apenas 14% da capacidade total de armazenamento, estimada em 1.192.646.324 m³.

Entre os principais reservatórios do Seridó, a barragem Marechal Dutra, conhecida como Gargalheiras, acumula 21.463.935 m³, correspondentes a 48,32% de sua capacidade total de 44.421.480 m³. No final de 2024, o volume armazenado era de 33.195.934 m³, o que representava 74,73%.

O açude Dourado, localizado em Currais Novos, acumula atualmente 1.433.371 m³, o equivalente a 13,89% de sua capacidade total, que é de 10.321.600 m³. Em dezembro de 2024, o reservatório registrava 5.571.821 m³, correspondendo a 53,98% da capacidade.

Menos de 10% ou seco

O levantamento do Igarn aponta ainda que 18 reservatórios monitorados apresentam volumes inferiores a 10% de sua capacidade total. São eles: Itans, em Caicó, que se encontra seco; Sabugi, em São João do Sabugi (1,12%); Passagem das Traíras, em São José do Seridó (0,03%); Esguicho, em Ouro Branco (0,67%); Carnaúba, em São João do Sabugi (1,99%); Japi II, em São José do Campestre (7,26%); Bonito II, em São Miguel (6,15%); Apanha Peixe, em Caraúbas (7,33%); Gangorra, em Rafael Fernandes (3,50%); Jesus Maria José, em Tenente Ananias (0,33%); Tourão, em Patu (2,64%); Brejo, em Olho D’Água do Borges (0,43%); 25 de Março, em Pau dos Ferros (5,74%); São Gonçalo, em São Francisco do Oeste (2,57%); Mundo Novo, em Caicó (1,06%); Inspetoria, em Umarizal (6,41%); Dinamarca, em Serra Negra do Norte (8,30%); e Lulu Pinto, em Luís Gomes (0,01%).

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Poço passa a garantir, com qualidade, abastecimento em município

Azevedo assegurou qualidade da água (Foto: Cedida)
Azevedo assegurou qualidade da água (Foto: Cedida)

Na tarde desta sexta-feira (08), o prefeito de Serra do Mel, Kênio Azevedo (PP), anunciou a liberação oficial do poço da Vila Brasília. Equipamento enseja o atendimento às vilas Brasília, Rio Grande do Norte e Goiás. A medida foi tomada após a emissão do laudo técnico da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), que confirmou a qualidade da água para consumo humano.

O documento atestou que a água está dentro de todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888, de 4 de maio de 2021, que regulamenta os padrões de potabilidade no Brasil. A análise técnica descartou qualquer risco de contaminação ou odor desagradável, desmentindo boatos recentes sobre a qualidade da água, que foram classificados pela gestão como infundados.

Antes da liberação, foi realizada a purga do poço, um procedimento técnico de limpeza obrigatório que garante a pureza e a segurança da água. A Prefeitura assegura que todas as etapas seguiram rigorosamente os protocolos exigidos pelas autoridades sanitárias.

Ao lado do ex-prefeito Josivan Bibiano, atual secretário de Articulação com as Vilas, do secretário de Recursos Hídricos, Jairton Azevedo, e do secretário de Infraestrutura, Iranilson Lopes, o prefeito Kênio Azevedo acionou oficialmente o poço, liberando o abastecimento para as comunidades.

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Contas surreais assustam e revoltam consumidores

Dívida, devedor, contas a pargar, economia,A Companhia de Águas e Esgotos do RN (CAERN) tem filas diárias em seu escritório na cidade de Mossoró. Muitos consumidores assustados e, revoltados, empunham contas com valores surreais.

O detalhe repugnante e revoltante é que seus respectivos endereços quase não recebem o “precioso líquido,” como falavam antigos repórteres do rádio.

A saga da água em Mossoró parece sem fim.

Vivo, o professor, pesquisador e escritor Vingt-un Rosado teria muito a relatar sobre essa epopeia.

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Cacimba, cabaça e…

Cadê a água? (Foto ilustrativa)
Cadê a água? (Foto ilustrativa)

Por François Silvestre

…terceira via.

Pelo que diz o pesquisador de águas do subsolo, com seu triângulo, segurando as duas pontas de um gancho de catingueira, que treme sem controle ao informar água naquele lugar, a bacia da propriedade assim está distribuída: Um riacho com trinta a quarenta por cento de água, da capacidade da bacia, chamado riacho Lula.

Um córrego com vinte a vinte e cinco por cento da capacidade hídrica do terreno, chamado córrego Bolsonaro. E depois, pois pois, uma cacimba debaixo de uma oiticica de água escassa, em tempos de seca, cavada diariamente por buscadores de água, cuja fundura aumenta, mas não aumenta a capacidade hídrica. É a cacimba da “terceira via”.

Cabaças em excesso indo buscar água em cacimba de água escassa. Agora, apareceu mais um catador d’água. Tem água suficiente pra todos? Não. Há sinais de que alguém tope quebrar a própria cabaça pra ajudar no suprimento de cabaça alheia? Até agora, não.

Enquanto isso a propriedade continua em seca de água, em escassez de saúde, em ausência de alimentos, em pendência de crédito, sem sinal de segurança, sem luz no fim do bueiro, sem vergonha na cara. Mas esbanja ignorância, esparrama intolerância e diariamente homenageia a estupidez. Viva a república do “Caga raiva”, como nomeou Orlando Martins.

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Governo municipal aponta ações para convivência com seca

Perfuração de poços, manutenção preventiva e corretiva dos dessalinizadores, oferta de carros-pipas, concessão de insumos aos agricultores, orientação técnica para o plantio, colheita da cultura cultivada e campanha para o uso consciente dos recursos hídricos são algumas das ações efetivadas pela Secretaria Municipal de Agricultura e dos Recursos Hídricos (SEMARH) para a convivência com a seca.

Água é matéria de alto valor agregado (Foto: PMM)

O período de estiagem se prolonga há quase quatro anos e é o pior das últimas cinco décadas no Município. Diante desse quadro, a Semarh se mostra empenhada para elaborar e colocar em prática medidas que assegurem a qualidade de vida das famílias do campo e com condições de trabalharem na sua terra.

“Percorremos diariamente as comunidades rurais de Mossoró, conversando com os moradores e os agricultores para juntos buscarmos as melhores saídas para esse período de estiagem. O Poder Municipal levantou como bandeira de trabalho no setor da Agricultura e dos Recursos Hídricos, a garantia da oferta de água satisfatória e de qualidade para consumo do ser humano, animal e na atividade agrícola”, disse o secretário da Semarh, Rondinelli Carlos.

Óleo diesel

Atualmente, a Prefeitura Municipal administra mais de cinquenta poços com dessalinizadores e oferta gratuitamente a energia elétrica para o funcionamento dos poços, com investimento mensal de quase R$ 70 mil alocados para o pagamento da energia elétrica e a manutenção dos dessalinizadores. Os moradores rurais recebem orientação da Semarh para utilizarem as cisternas quando tiver água na rede, evitando o uso do motor elétrico.

O incentivo aos agricultores vem também através da distribuição do óleo diesel, pelo Projeto Semear, que oferta gratuitamente o combustível utilizado no corte de terra, contemplando mais de cinco mil famílias. O projeto Garantia Safra é uma segurança financeira para o agricultor, em casos de excesso ou falta do recurso hídrico. O incentivo injeta na economia local mais de 1,6 milhão.

Nas suas parcerias, o Poder Municipal, aliado a empresas como o Sebrae e a Petrobras, colocaram em prática projetos como os quintais produtivos, que são alternativas de renda para o agricultor, ao plantar culturas diversificadas e propícias ao solo do semiárido. O funcionamento de tanques que reaproveitam a água dos dessalinizadores evitou o desperdício e deixou propício à criação de tilápias.

Com informações da Prefeitura de Mossoró.

 

 

Câmara discute orçamento; comunitários pedem água

A Câmara Municipal de Mossoró realiza nesta quarta-feira (14), audiência pública para discutir “Políticas e Orçamento Público para a Educação em 2014”, atendendo proposição do vereador Francisco Carlos (PV).

O objetivo é discutir, antes da elaboração da peça orçamentária do próximo ano, as prioridades para o investimento orçamentário em 2014 na área da educação. “Estaremos realizando uma discussão sobre o investimento público da educação, despesa com pessoal, custeio, além de receber propostas para serem inseridos no orçamento da educação em  2014”, afirmou o autor da proposição.

A audiência pública será realizada a partir das 9 horas, no Plenário da Câmara Municipal de Mossoró. Foram convocados a participar da discussão, Prefeitura de Mossoró, Governo do Estado, Ministério Público, Conselho Municipal de Educação, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Igrejas, Universidades, OAB, entre outras. Toda a população está convidada a participar e apresentar suas reivindicações.

Maria Nazaré relatou drama da falta de água e promessas vazias

Zona rural pede socorro

A precariedade no abastecimento de água nas comunidades da zona rural foi tema do pronunciamento de hoje do vereador Tomaz Neto (PDT) na Câmara Municipal de Mossoró, nessa terça-feira (13). Por iniciativa dele, numa iniciativa que denomina de “Gabinete nos Bairros”, vários moradores do sítio Barrinha foram ao plenário do legislativo pressionar no sentido de que o serviço seja realizado com mais eficiência.

Dois representantes da comunidade rural da Barrinha falaram na Tribuna Popular: John Carlos e Maria Nazaré, que se emocionou ao microfone, retratando drama na zona rural.

Também foram feitos vários outros apelos. Houve princípio de bate-boca entre Tomaz Neto e Francisco Carlos, mas logo contornado até com uma conversa amistosa entre ambos nos bastidores, quando o integrante do PV pediu desculpas por alguma exasperação.

Betinho Segundo

“Nós levamos nosso gabinete até a zona rural, ouvimos a população e convidamos para hoje comparecer a Câmara. Deu certo, e vamos manter o trabalho, inclusive, com a presença de qualquer vereador que queira participar, é aberto a todos”, disse Tomaz em plenário.

Como fruto desse movimento, foi agendada ainda ontem uma audiência com o subsecretário do Desenvolvimento Rural, Betinho Rosado Segundo. Ele recebeu os manifestantes  encaminhados por Tomaz, que contou ainda com a presença do vereador Narcízio Silva, por delegação do presidente da Casa, Francisco José Júnior (PSD).

“Desde o dia 9 deste mês que pedi audiência para esse povo à prefeita Cláudia Regina (DEM), mas o seu gabinete preferiu transferir o encontro para Betinho Segundo”, lamentou Tomaz.

Falta de água prejudica até mesmo funcionamento escolar

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM), que tem tido uma presença efetiva em Mossoró nas últimas semanas, apresentando uma série de projetos e ações de governo, precisa agir com a prioridade noutra direção mais importante.

Falta abastecimento de água em vários pontos da cidade, há semanas.

No Santa Delmira, por exemplo, tem colégio da rede pública sem receber seus alunos há diversos dias, porque não possui água para serviços elementares de higiene.

Será possível que não haja condição mínima de pelo menos abastecimento com carro-pipa, para que escolas e outros equipamentos públicos essenciais possam funcionar?

É falta de prioridade ou de ação mesmo?

Bacana anunciar reconstrução de estádio de futebol, restauração de teatro, duplicação de estrada etc. Mas faltar água em escola, na casa do cidadão comum, é uma completa inversão de valores.

Bote esse povo para trabalhar, governadora. A campanha passa já, mas precisamos de água antes, durante e depois das eleições.

Nota do Blog – Em meu moquiço, ontem à tarde foi o último “vômito” de água do chuveiro. Zeramos.

Mesmo com economia de guerra e quase não aparecendo em meu próprio endereço nas últimas semanas, não consegui economizar mais.

Sobrou algo em minha geladeira, também conhecida como “chafariz”: só tem água.

Um pincel e cuspe podem me socorrer numa urgência.

Walfredo Gurgel quer água, água, água…

Bom dia meu amigo,

Não vou falar de politica e gostaria de através do seu Blog fazer um desbafo, já que há 21 dias a ‘senhora Caern’ não cumpre com suas obrigações para com os moradores do Walfredo Gurgel (Mossoró).

Alô Caern estamos precisando de agua não é todo mundo que tem R$100,00 para pagar um caminhão pipa.em vez de ficarem dando desculpas resolvam o problema sr Neilton estamos cansados desse lengalenga.

Neste ano não tivemos um mês sequer de água normal ou um dia e outro não.

Fica aí toda minha indignação.

Obrigado pelo espaço e um abraço.

Luiz Júnior.

Nota do Blog – Tenho sofrido igual problema, meu caro. Imagine só se não existisse a Adutora Jerônimo Rosado, como estaria Mossoró.

Mas continuemos a cobrar melhorias.

Abração.

Adutora do Alto Oeste tem serviços retomados

Do Blog Serra de Luís Gomes

Parados há quase dois anos, os trabalhos de conclusão da adutora Alto Oeste finalmente foram retomados do início desta semana. Os serviços começaram entre as cidades de Rafael Fernandes e José da Penha, trecho que depois de concluído levará água até o município de Luís Gomes, uma das cidades afetadas com a escassez que assola o Nordeste brasileiro e que vive há mais de 200 dias a agonia de ser abastecida através de carros-pipas.

Ainda com poucos homens trabalhando e com apenas uma máquina operando na abertura de valas, o serviço já mostra bom rendimento nos poucos dias de trabalho. Um trecho de cerca de 500 metros já foi cavado e recebeu nova tubulação.

Canos de grande espessura, motores e peças para serem montadas nas estações também já começam a chegar aos locais de trabalho. Valas já foram abertas no interior da estação de José da Penha e operários estão no trabalho de montagem das peças que compõe o complexo de bombeamento de água. Parte do serviço está concentrada na zona urbana de José da Penha entre calçamentos e pontes.

Nota do Blog do Carlos Santos – Vale lembrar que esse empreendimento de suma importância ficou parado porque o Governo do Estado não disponibilizou pelo menos R$ 8 milhões para fazê-lo ser retomado. E olhe que o Orçamento Geral do Estado para 2011 foi de quase R$ 10 “bilhões”.

Precisou o abastecimento de Luís Gomes chegar a zero e uma mobilização se agigantar sobretudo através da Internet, para o Governo do Estado abrir o cofre, mais de 500 dias depois.

Lamentável.