Arquivo da tag: Amazonino Mendes

Apoio de Carlos Eduardo a Bolsonaro pode causar sua expulsão

Do Blog Saulo Vale

O Integrantes do PDT nacional pedem ao Conselho Nacional de Ética da legenda o pedido de expulsão e de cassação de registro de candidatura de Carlos Eduardo (PDT) da legenda. O motivo é o apoio do pedetista potiguar ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

Campanha de Carlos já ostenta Bolsonaro (Foto: reprodução)

O colegiado tem poder consultivo. Segundo a nota, a decisão do ex-prefeito de Natal contraria a orientação da Executiva Nacional, que fechou as portas a qualquer diálogo com o capitão da reserva em todo o país e que declarou ‘apoio crítico’ ao presidenciável Fernando Haddad (PT).

“Não é apenas uma suposta nota. É o pedido de expulsão lançado na Comissão Nacional de Ética, enviado por mim e endossado por companheiros de grande valor no Diretório Nacional como Rafael Galvão e Júlio Rocha e quadros de várias partes do país. O pedido não apenas se atém ao Carlos Eduardo, mas envolve candidatos a governador como Odilon de Oliveira [do Mato Grosso do Sul] e Amazonino Mendes [de Amazonas] que declararam o apoio público a Jair Bolsonaro (PSL), contrariando as deliberações oficiais da Executiva Nacional do PDT em 10 out 2018”, afirmou o presidente do Conselho Nacional de Ética do PDT, Wendel Pinheiro, do Rio Grande do Sul, em contato com o Blog Saulo Vale, na manhã desta terça-feira (16).

Ele confirmou a veracidade da nota abaixo.

“Resistir ao fascismo é preciso! Pelo trabalhismo”

Na longa nota datada de 13/10/2018, assinada por todos os membros do Conselho Nacional de Ética, há um apelo à identidade ideológica do partido. “Em relação a Carlos Eduardo Alves, já foi expresso em sites locais do Rio Grande do Norte as tentativas de articulação do candidato a Jair Bolsonaro no 2º turno, para se contrapor à Fátima Bezerra (PT). A necessidade de vencer as eleições não é maior que a IDENTIDADE IDEOLÓGICA EM DEFESA DO TRABALHISMO.

Portanto, é inconcebível qualquer flerte ao neofascismo, em tempos graves como este, sob a iminência da vitória de Jair Bolsonaro. Para agravar a situação, o mesmo faria declaração pública a favor de Jair Bolsonaro no programa eleitoral do PDT do RN no segundo turno.

Em outro trecho,  o colegiado chega a pedir a cassação do registro de candidatura de Carlos Eduardo.

“Logo, solicitamos a expulsão imediata dos três candidatos a governador e a cassação imediata dos seus registros de candidatura, em defesa do trabalhismo. […] Seria vergonhoso, na História do Brasil, um Partido com a história de lutas como o PDT abrigar em seu seio notórios oportunistas que flertam, paqueram e transam abertamente com o fascismo”.

Outro trecho explica. “A expulsão de todos é em defesa dos Direitos Humanos do povo brasileiro. Defender a expulsão de todos os supracitados é defender a causa da mulher, do negro, do índio, da população LGBT, do jovem, do nordestino, do inválido e dos aposentados”.

Nota do Blog Carlos Santos – No segundo turno, Carlos Eduardo tinha pelo menos três opções em relação à disputa presidencial: Equidistância das duas candidaturas, apoio crítico à de Fernando Haddad (PT), que é apoiado por sua adversária Fátima Bezerra (PT), ou ficar com Jair Bolsonaro (PSL).

A opção pró-Bolsonaro não é por acaso. Seu marketing aposta no combustível do embalo do candidato do PSL, para puxar o pedetista pro alto, atropelando a contendora.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUI.

Eleitor diz no Tocantins o que está “guardado” para outubro

No domingo (3), o estado do Tocantins realizou eleições suplementares para governador e vice, em seu primeiro turno. O resultado final desse pleito que chamou mais nossa atenção, sem causar qualquer estranheza, foi o total de votos extraviados. É o chamado “não voto”.

Simplificando: 43,54% dos eleitores não compareceram ou deixaram de escolher um candidato. Isso representa 443.414 votantes, quase a metade do eleitorado.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/TO), as abstenções chegaram a 306.811 (30,14%). Os votos nulos somaram 121.877 (17,13%) e os votos em branco 14.660 (2,06%). O candidato mais bem votado, Mauro Carlesse (PHS), teve 174.275 votos.

Carlesse e Vicentinho vão disputar o segundo turno (Foto: Infográfico: Alexandre Mauro/G1)

Num comparativo com as eleições de 2014 ao governo, é fácil perceber o abalo nos números. Àquela ocasião, conforme o TRE/TO, abstenção-branco-nulo somados ficaram em 31,84%. Aumento de 11,7% nessa dispersão de votos.

Fenômeno parecido ocorreu ano passado no Amazonas, quando a evasão de eleitores também fora expressiva. À ocasião, o não voto totalizou 49,61% do colégio eleitoral do estado. O eleito, ex-governador Amazonino Mendes (PDT), empalmou menor votação do que a soma de votos nulo/branco e as abstenções. (veja boxe mais abaixo nesta postagem).

Sinal dos tempos. Como comentamos à época do pleito amazonense ocorrido no dia 27 de agosto de 2017, ele agora se repete em outro estado da federação e tende a se revelar como uma “onda” para as eleições deste ano em outubro.

Repulsa popular é crescente

Segue crescente a repulsa popular à política, aos políticos e aos partidos.

É algo de modo generalizado, sem controle e antídoto a curto prazo. Da direita à esquerda, de governismo à oposição, boa parcela da população só enxerga piratas e corsários.

Infelizmente, para quem se propõe a protestar contra tudo, todos e o que aí está, o não voto é um movimento inócuo. Sacramenta exatamente esse modelo e seus personagens.

No Rio Grande do Norte, estamos prevendo há muito e muito tempo: teremos situação muito parecida, com baixa renovação política e expressivo distanciamento do eleitor das urnas em outubro próximo.

As próprias eleições suplementares no Tocantins reiteram essa metástase da política e das instituições de estado e da “república” brasileira.

“Não voto” supera votos válidos no Amazonas no 2º Turno

Branco: 70.441 (4,06%);
Nulos: 342.280 (19,73%) nulos;
Abstenções: 603.914 (25,82%);
Total: 1.016.635 (49,61%).

Amazonino Mendes (PDT): 782.933 votos (59,21%);
Eduardo Braga (MDB): 539.318 (40,79%).

* A soma do total de abstenções, brancos e nulos é superior à votação do candidato vencedor, Amazonino Mendes (PDT).

A eleição suplementar de domingo foi convocada após a cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB) e da vice dele, Cláudia Lelis (PV). Os dois foram considerados culpados por captação ilegal de recursos para a campanha eleitoral de 2014 pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Chegaram ao segundo turno, o atual governador interino Mauro Carlesse e Vicentinho Alves (PR). Na campanha e dia da votação, não faltaram denúncias de uso do poder econômico, compra de votos, gente detida por cooptação ilegal de eleitores e outras acusações do gênero.

Tudo como sempre, do mesmo jeito, para não ser diferente. E assim continuará, pois haverá sempre quem se proponha à venda do voto e gente comprando, nesse mercado eleitoral.

Vai piorar. Ainda não chegamos ao subsolo do fundo do poço.

Leia também: Protesto maciço de eleitor mantém o mesmo de sempre;

Leia também: O Amazonas está aí para dar o norte (sujos e mal-lavados);

Leia também: É cedo para se afirmar que o “novo” chegará ao RN em 2018.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

O Amazonas está aí para dar o norte (sujos e mal-lavados)

A política do Rio Grande do Norte está um “salve-se quem puder”. As eleições do próximo ano impõem uma pressão indizível às forças políticas mais tradicionais e às oligarquias familiares e partidárias.

A apreensão é compreensível.

O cenário é realmente confuso, pois vários fatores pesam e pesarão nas escolhas a serem feitas por elas até o pleito, que podem determinar eleição/reeleição ou o fracasso.

A cabeça do eleitor, em si, é uma incógnita. Uma enorme interrogação.

Em todos os segmentos sociais há revolta contra a política, os políticos e os partidos.

Há desalento.

Esse estado de espírito está generalizado e pode resultar no mais do mesmo ou em profundas mudanças de nomes, mas  não necessariamente de modelo e práticas de atuação política e gestão pública.

Que direção tomará essa multidão (ou turba raivosa)?

Talvez a resposta a gente encontre num resultado eleitoral recente, no distante estado do Amazonas. Por lá, após dois turnos eleitorais de uma eleição suplementar ao governo, o resultado foi uma volta ao passado e à manutenção do mesmo de sempre.

Os candidatos que se digladiaram no segundo turno foram Eduardo Braga (PMDB) e Amazonino Mendes (PDT), que há décadas dominam a política local.

Eleição no Amazonas no 2º Turno

Branco: 70.441 (4,06%);
Nulos: 342.280 (19,73%) nulos;
Abstenções: 603.914 (25,82%);
Total: 1.016.635 (49,61%).

Amazonino Mendes: 782.933 votos (59,21%);
Eduardo Braga: 539.318 (40,79%).

* A soma do total de abstenções, brancos e nulos foi superior em 233.702 à votação do candidato vencedor.

Venceu Amazonino.

O eleito empalmou 782.933 votos. Ou seja, ele teve 233.702 votos a menos do que a soma dos votos inválidos e abstenções.

A indignação popular com a política, os políticos e os partidos não deu em nada. Essa repulsa foi mal calibrada e mal destilada, sendo canalizada para votos em branco/nulo e as abstenções que somaram 1.016.635 (49,61%) votos. Não mudaram coisíssima nenhuma, reitere-se.

“Virar a chave”

O Rio Grande do Norte pode experimentar essa forma mais fácil e ineficiente de contestação em 2018, principalmente se observando a essa distância do pleito a descrença do eleitor e a movimentação tensa e angustiada de potenciais candidatos e grupos, do governismo à oposição.

Diferentemente dos sonhos de muitos, não é tão fácil assim “virar a chave” para o modo “eficiência/honestidade”. O voto não tem esse poder mágico, mas pode concorrer para pelo menos o começo do fim de um ciclo que parece esgotado.

Se a escolha ficar entre sujos e mal-lavados, talvez a saída seja repetir o compositor Sílvio Brito, que nos anos 70 bradava: “Pare o mundo que eu quero descer” (veja e ouça AQUI).

O Amazonas está aí para dar o norte.

Leia também: Protesto maciço de eleitor mantém o mesmo de sempre AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Protesto maciço de eleitor mantém o mesmo de sempre

A eleição suplementar ao governo do estado, no Amazonas, realizada ontem (domingo, 27), é um alerta e ao mesmo tempo uma confirmação do que temos analisado no Blog Carlos Santos sobre o que nos aguarda nas eleições do próximo ano. É difícil identificar como vai ecoar o desalento do eleitor em relação a políticos e partidos em 2018, mas ninguém espere mudança radical.

O eleito para mandato-tampão foi o ex-governador Amazonino Mendes (PDT). Seu adversário foi outro velho conhecido da política nacional e amazonense, Eduardo Braga (PMDB). Ou seja, para onde o pêndulo se inclinasse, o resultado seria o mesmo: nenhuma mudança.

Protesto

Porém há retumbante protesto com multidão que adotou o chamado “não voto” (branco/nulo e abstenção). Só em Manaus, capital, mais de 45% dos eleitores disseram “não” aos dois. Branco/nulo e abstenção tiveram essa dimensão.

No primeiro turno, os brancos e nulos somaram 15,8% (280 mil votos), quase o dobro do registrado nos primeiros turnos das últimas três eleições gerais. A abstenção foi de 24%, média de 4 pontos percentuais acima das anteriores.

“Não voto” supera votos válidos no Amazonas no 2º Turno

Branco: 70.441 (4,06%);
Nulos: 342.280 (19,73%) nulos;
Abstenções: 603.914 (25,82%);
Total: 1.016.635 (49,61%).

Amazonino Mendes: 782.933 votos (59,21%);
Eduardo Braga: 539.318 (40,79%).

* A soma do total de abstenções, brancos e nulos é superior à votação do candidato derrotado e também do governador eleito Amazonino Mendes (PDT).

Eles foram os dois mais votados entre nove candidatos que disputaram o primeiro turno, em 6 de agosto.

Agora, no segundo turno, deixando para trás sete adversários, eles conviveram com uma disputa que em boa parte foi de apelo para comparecimento do eleitor às urnas. Pesquisas mostravam afastamento do eleitor da política e da campanha. Um distanciamento que se confirmou no dia passado.

Pelo amor de Deus, se encontrarem alguém que vai votar nulo, pede para ele pensar no que estamos falando (…) Na democracia só tem um jeito, é no voto”, chegou a apelar Eduardo Braga em reunião com militantes, durante a campanha do segundo turno.

O eleitor que ignorou os dois terminou colaborando para manter um modelo de décadas ainda vivo. Seu protesto foi inócuo, pois sequer tentou votar no “menos ruim”.

Amazonino e Braga já foram governadores e representam grupos políticos que se revezam no poder há 30 anos.

Seis e meia dúzia, sem tirar nem por.

Leia também: Estado do Amazonas tem novo governador eleito AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Estado do Amazonas tem novo governador eleito

Do G1

Amazonino Mendes, do PDT, está eleito matematicamente, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas. Às 19h32, com 91,41% dos votos apurados, a diferença de votos a favor de Amazonino chegou a 228.606, e ele não podia mais ser alcançado por Eduardo Braga (PMDB). Faltavam, naquela hora, 201.012 votos a ser apurados.

Amazonino: volta ao poder (Foto: Web)

O político retorna ao poder após cinco anos longe da vida pública – seu último cargo havia sido o de prefeito de Manaus, em 2012. Na ocasião, ele não tentou a reeleição. O vice dele é Bosco Saraiva.

Amazonino Armando Mendes, 77 anos, nasceu em Eirunepé. Em 1983, Mendes chegou à Prefeitura de Manaus. Em 1986, um ano após o término do seu mandato de prefeito, ele foi eleito pela primeira vez Governador do Amazonas.

Senado e prefeitura

Em 1990, o político chegou ao Senado. Dois anos após ser eleito Senador, Amazonino retornou à Prefeitura de Manaus.

Desta vez, o mandato do político durou somente dois anos. Isso porque, em 1994, ele deixou o cargo para assumir, pela segunda vez, a função de Governador do Amazonas. Ele ficou no cargo de Governador até o ano de 2002, pois foi reeleito em 1998.

Em 2004, tentou candidatura à Prefeitura de Manaus, mas foi derrotado por Serafim Corrêa. Em 2006, amargou outra derrota, desta vez para o Governo do Estado. Ele foi vencido por Eduardo Braga, no primeiro. Em 2008, Amazonino voltou a se candidatar à Prefeitura, sendo eleito no 2º turno. Após o fim do mandato, não tentou a reeleição e chegou a descartar novas candidaturas.

A eleição hoje, em segundo turno, ocorre devido cassação da chapa vitoriosa em 2014, por compra de votos: José Melo (PROS) e Henrique Oliveira (Solidariedade).

Acompanhe a apuração clicando AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.