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Casa Durval Paiva é eleita a Melhor ONG do RN

A Casa Durval Paiva foi escolhida como a Melhor ONG do Rio Grande do Norte, na edição 2021 do Prêmio Melhores ONGs, realizada nesta quinta-feira (9). A iniciativa da premiação é do Instituto Doar, em parceria com a agência de projetos socioambientais “O Mundo Que Queremos” e pela Ambev, que receberam mais de 1.000 inscrições de todo o país.CDP Melhor ONG do RN

A equipe julgadora é formada por professores, doutorandos, mestrandos da FGV, jornalistas e lideranças sociais. O prêmio contou com o respaldo técnico de pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o apoio da Fundação Toyota do Brasil.

A Casa Durval Paiva foi reconhecida, pelo quinto ano consecutivo, como uma das 100 Melhores ONGs do Brasil. Em 2017, a instituição foi contemplada como a melhor ONG do Nordeste e, em 2018, como a melhor ONG do país. Desde 1995 acolhe a criança e o adolescente com câncer e doenças hematológicas.

“A premiação é resultado do trabalho de muitos que abraçaram a causa e ajudam na busca da cura dos pacientes e transformação da realidade social de centenas de famílias assistidas. Esse prêmio é o somatório de forças de centenas de doadores, parceiros, voluntários, colaboradores e simpatizantes da nossa causa”, destaca Rilder Campos, presidente da instituição.

O prêmio Melhores ONGs foi criado para valorizar as organizações filantrópicas que se destacam pelo trabalho em prol da sociedade, com boas práticas de gestão e transparência.

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Empresas devem R$ 896,2 bilhões aos cofres públicos estaduais

Um levantamento encomendado pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (FENAFISCO) aponta que a dívida ativa das empresas com os entes federados soma R$ 896,2 bilhões. Ao longo de um ano, a Federação investigou a composição dos débitos estaduais e elaborou uma lista com os 100 maiores devedores. Os dados estão presentes no Atlas da Dívida dos Estados Brasileiros.imposto, dívida ativa, débito, dinheiro, economia, fisco, tributação

O estudo, coordenado pelo doutor em economia, Juliano Goularti, com a participação da economista Talita de Messias, identificou que a dívida ativa sob administração das procuradorias gerais dos estados ou das secretarias de fazenda aumentaram 31,40% entre 2015 e 2019.

Para o pesquisador, a maior dificuldade na produção do estudo foi a disponibilização dos dados. Ao todo, dez estados negaram as informações.

Em 14 estados, a dívida ativa supera a arrecadação anual com o recolhimento de impostos. Os estoques acumulados do Distrito Federal e Rio de Janeiro equivalem a mais de 200% da arrecadação, enquanto o Mato Grosso quase supera 300%. Outros quatro estados possuem a dívida ativa equivalente a mais de 80% da arrecadação tributária anual.

Barões da dívida

Os valores devidos pelas empresas aos estados totalizam 13,18% do PIB nacional. Ao passo em que os estoques da dívida ativa aumentam, o pagamento delas é tímido. Em 2016, foram recuperados R$ 4 bilhões, no ano seguinte, em 2017, o montante pago chegou a R$ 5,1 bilhões. A média nacional de recuperação da dívida ativa estadual gira em torno de 0,6%.

O Atlas também traz os cem maiores devedores de cada estado. As dez maiores devedoras são: Refinaria de Petróleo de Manguinhos (R$ 7,7 bilhões), Ambev (R$ 6,3 bilhões), Telefônica – Vivo (R$ 4,9 bilhões), Sagra Produtos Farmacêuticos (R$ 4,1 bilhões) e Drogavida Comercial de Drogas (R$ 3,9 bilhões), Tim Celular (R$ 3,5 bilhões), Cerpasa Cervejaria Paraense (R$ 3,3 bilhões), Companhia Brasileira de Distribuição (R$ 3,1 bilhões), Athos Farma Sudeste (R$ 2,9 bilhões) e Vale (R$ 2,8 bilhões). O estudo também aponta que os maiores devedores também recebem isenções fiscais em suas áreas de atuação.

Para impulsionar o conhecimento da sociedade sobre a dívida ativa e os maiores devedores estaduais, a Fenafisco lançou o site baroesdadivida.org.br que reúne informações contidas no Atlas. Os dados serão atualizados de acordo com o avanço do acesso às informações dadas pelos entes federados.

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A conta que o povo paga na infindável guerra eleitoral

Parece sem fim a eleição estadual do ano passado no Rio Grande do Norte.

Depois de dois turnos eleitorais, acompanhamos neste 2015 outro duelo – que tem as redes sociais como principal ambiente entre os duelistas.

Uma corrente promove permanente linchamento do governador Robinson Faria (PSD) e do seu Governo.

Outra, o defende com o mesmo vigor míope. As exceções existem no debate. Exceções.

Nenhum tema sobrevive ao maniqueísmo.

O caso mais recente é quanto ao iminente fechamento da fábrica da cervejaria Ambev (Companhia de Bebidas das Américas).

Um lado, garante que a culpa é do governador e seu Governo.

Os que o escudam, não.

Quase nenhum argumento técnico é apresentado ou caminho à reversão do quadro.

De verdade, a Ambev usa do seu poder de pressão para obter mais vantagens fiscais.

Desde a gestão Rosalba Ciarlini que essa estratégia já vinha sendo usada. Estourou agora.

A Ambev tem unidades industriais em Pernambuco e na Paraíba. No RN, há tempos que trabalha com capacidade reduzidíssima.

O Governo é inocente e foi surpreendido pela decisão?

Não.

Poderia ter se antecipado, buscado um caminho para segurá-la e seus cerca de 300 empregos.

“Não existe almoço grátis” no mundo empresarial. Nem na política.

Nessa guerra infindável, a “conta” vai continuar saindo do bolso do povo do RN.

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Ambev anuncia fechamento de fábrica e Governo emite nota

O grupo Ambev, cervejaria que é a maior do país no seu ramo, anunciou que vai fechar sua unidade no Rio Grande do Norte. Na verdade, desde a gestão Rosalba Ciarlini que essa ameaça era feita.

Ela trabalha com capacidade bastante reduzida e foi beneficiada com vantagens fiscais para instalação no Rio Grande do Norte.

O Governo Robinson Faria (PSD) emitiu nota sobre o caso, dando posição oficial sobre o assunto.

Em relação ao anúncio do provável fechamento de unidades da Ambev no Rio Grande do Norte, assim como também em São Paulo e Sergipe, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte lamenta a decisão da empresa, principalmente pelos empregos que serão perdidos. Mas é preciso prestar os seguintes esclarecimentos:

1. Desde 2013 a Ambev vem anunciando sua intenção de encerrar suas atividades industriais no Rio Grande do Norte, que hoje se restringem à produção do litrão de cerveja com expediente de uma a duas vezes por semana;

2.       Em agosto desse ano, novamente a Ambev tornou pública essa pretensão. Nessa ocasião, a empresa alegou a falta de concessão do benefício fiscal do Proadi, um incentivo de natureza industrial, concedido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, que dispensa o pagamento do ICMS pelo produtor;

3.       O Governo do Estado está de portas abertas para a concessão de tal benefício a esta e outras empresas de natureza industrial, inclusive anunciando que o Proadi ampliou-se no formato que está sendo apreciado pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte;

4.       Por outro lado, sublinhamos que o ajuste fiscal estadual adotado pelo Rio Grande do Norte e demais estados brasileiros, o qual foi aludido como uma das motivações que influenciou a decisão, não tem peso algum sobre a atividade industrial. Ele alterou alíquotas somente nas operações de consumo local. A esmagadora maioria do abastecimento de nosso consumo é produzida fora de nossas fronteiras, e onde quer que seja fabricado, o tratamento interno será o mesmo para qualquer fornecedor. Caso a indústria resolva produzir dentro do nosso estado, somente nesses casos haverá um regime profundamente diferenciado de tributação, o Proadi, que alivia por completo a carga tributária do ICMS que seria arrecadada diretamente pelo estado.

Por fim, destacamos que é uma política estrutural do Governo o total apoio às atividades econômicas e à geração de emprego. Trata-se de um princípio que norteia todas as ações do Estado. O Governo do Estado está aberto ao entendimento com a Ambev, com vistas à manutenção e, até, ampliação, dos empregos gerados por esta indústria no estado.

Governo do RN