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Mais uma ideologia batida

anarquismoPor François Silvestre

E eu deixando mais uma fora das minhas crenças. Qual? O anarquismo, a graciosa ideologia de Bakunin e de Proudhon. Era o anarquismo uma espécie de segundo time, onde desaguavam todas as tendências progressistas.

Assim o era o América do Rio para vascaínos, flamenguistas, fluminenses e botafoguenses. Nos tempos em que havia futebol no Rio de Janeiro.

Mas o assunto é outro. Escrevi certa vez que o poder é o abatedouro das ideologias. Nenhuma resiste à prática de sua aplicação. Até o capitalismo se vira nos trinta pra sobreviver, e olhe que o capitalismo não é uma ideologia do ponto de vista filosófico.

É uma relação social de sobrevivência entre poderosos e dominados, exploradores e explorados, tudo no invólucro onde cabem ganância, caridade, negociação, esmola, pressão. Por isso e só por isso sobrevive.

Pois bem. O anarquismo acaba de entrar no abatedouro. Onde? No Brasil. Vivemos ou não vivemos num país sem governo? E onde não há governo, qual a ideologia praticada? O anarquismo. Anarquismo administrativo, anarquismo na saúde pública, anarquismo diplomático, anarquismo social, anarquismo na segurança pública e privada, anarquismo político, anarquismo econômico.

Uma caricatura “governamental” chefiada por um biltre, acolitado por néscios, numa súcia caricata da sua própria fisionomia deformada.

Pobre Bakunin, revira-se na cova e se assombra com a morte da sua outrora graciosa ideologia.

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O indivíduo manipulado

Por François Silvestre

regimes ditos socialistas a individualidade é rebotalho do “coletivo”, para justificar a falsidade social do regime. E em nome da fantasiosa igualdade todas as brutalidades contra o indivíduo são consumadas. E o coletivo é apenas o ajuntamento de indivíduos atrofiados.

Nos regimes “democráticos” do capitalismo a diferença é de retórica. A prática muda apenas de feição e de feitura. O indivíduo cantado e decantado do liberalismo é tão somente um seguidor do manípulo.

Manípulo é um pequeno feixe da capim, amarrado na ponta de uma vara, que o condutor põe à frente da carroça para enganar o burro condutor. O pobre animal tenta alcançar a ração, que nunca chega ao seu alcance.

O Estado brasileiro é a fisionomia dessa aberração. Qual capitalismo é o nosso? Que nem consegue oferecer as poucas vantagens do capitalismo.

Vejamos: A iniciativa e propriedade privadas são princípios liberais do capitalismo. O indivíduo possui esses dois bens? A iniciativa privada só é bem sucedida no conluio promiscuo com o Estado. Grandes empreiteiras corruptoras aliciando o Estado passivamente corrupto. E vice-versa.

O médio e pequeno empresário é prisioneiro da insegurança, da burocracia e da rapinagem tributária.

Proprietários efetivos só ladrões, assaltantes e trambiqueiros. O posseiro honesto apenas pastora a posse precária do “seu” patrimônio. Sob o risco permanente da bandidagem privada e da roubalheira pública.

O Estado atual é o estuário da legalidade corrompida. A Lei é mãe para os donatários do Estado. E madrasta para o restante, que só é parte do todo nas obrigações. O indivíduo é a barata de Kafka.

Povo só é substantivo concreto na presença repressiva do Estado. No momento dos direitos e garantias individuais o Poder transforma a regra constitucional num rolinho de papel higiênico. Que vai limpar o concreto monossilábico.

O resto do todo, que se reparte em pessoas concretas, vira abstração na privada. Cada um de nós é um substantivo abstrato, ante a concretude repressiva do Estado.

O Estado brasileiro é uma patifaria sócio-institucional. Legalista sem a segurança da legalidade.

A mesma Constituição que “garante” a dignidade da pessoa humana como seu esteio, atribui poderes de falsa ética a quem nega a prescrição fundamental. Fica o dito na parte fundamental descartado pela esperteza do secundariamente estabelecido.

O Anarquismo aponta o dedo acusador contra a bagunça instituída. Contra essa cavilação hipócrita de que os tribunais são condutores das soluções estruturais.

É o Estado resultante da anarquia institucional, triturador do indivíduo. O dito “interesse público” é o disfarce para a opressão individual. Somos burros de carroça, sem saber pra onde nos leva o manípulo. Constituinte Originária já.

Té mais.

François Silvestre é escritor

* Texto originalmente publicado no Novo Jornal.

Baderneiros e ladrões não representam o povo brasileiro

Violência em Pernambuco e outros estados não é protesto ou a gênese da anarquia, como sistema político de negação da ordem e da tutela governamental.

É puro caso de polícia: são baderneiros e ladrões.

Vagabundos!!

Muitos deles até possuem o hábito de criticar a classe política de forma generalizada, considerando-a culpada por tudo.

O Estado deve tratar quem depreda para roubar, saqueia bem público ou privado, como bandido.

Só.

A lei alcança-os.

Eles não representam o povo brasileiro.

Veja mais sobre o tema AQUI.