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Palavras para dias bons e dias difíceis

Livro sai em português e inglês (Fotomontagem do BCS/Foto do autor de Brunno Martins)
Livro sai em português e inglês (Fotomontagem do BCS/Foto do autor de Brunno Martins)

Nem nos maiores dos meus sonhos imaginei que receberia como presente, de um filho, livro de sua própria autoria para me ensinar tanto. Um beijo já me realiza, um abraço sempre me preenche…

“Mais perto de você (Closer to you) – Notas de amor e cura”, de Carlos Júnior (@carlosoliveira.coo), é reflexo de sua jornada pelo caminho da ansiedade, depressão, desilusões, luto e reencontro.

Lançado em português e inglês, esse livro não é uma publicação de autoajuda, ou manual de sobrevivência.

“Se você está atravessando a dor da perda, buscando paz ou simplesmente desejando se sentir inteiro, este livro é para você”, prescreve o autor.

Para mim é um filho que me faz continuar vivo, intensamente vivo.

Palavras constroem mundos.

Serviço:

Como adquirir? //closertoyou.co/pt/buy

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Ambiente de trabalho é inundado por remédios para saúde mental

Arte ilustrativa
Arte ilustrativa

Por Martha Gabriel (O Futuro dos Negócios)

O uso de remédios para lidar com estresse, ansiedade e Burnout mais que dobrou no Brasil em 2025: 52% dos líderes e 59% dos liderados recorrem a psicofármacos.

O dado, revelado por pesquisa da The School of Life e da consultoria Robert Half, mostra que o sofrimento emocional não é restrito a cargos ou perfis específicos, tornou-se um problema generalizado dentro das empresas.

Entre os principais fatores estão:

✅ SOBRECARGA de trabalho (37%)

✅ PRESSÃO excessiva por resultados (33%)

✅ CONFLITOS interpessoais (31%)

A automação, muitas vezes até com base em diagnósticos via ChatGPT, agrava o problema. Some-se a isso o tabu em falar sobre saúde mental no trabalho (73% dos gestores ainda escondem o uso dos medicamentos) e a falta de preparo das lideranças para criar ambientes psicologicamente seguros.

O impacto vai além das pessoas: afastamentos por questões emocionais cresceram mais de 140% e já custam trilhões à economia global.

O desafio não é apenas tratar sintomas, mas repensar a cultura organizacional, valorizando prevenção, apoio e equilíbrio.

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Curso de PNL e Hipnose será realizado no mês de março

Curso de PNL e Hipnose - Carlinhos Silveira - março de 2023O curso PNL e Hipnose – Aplicação para o sucesso pessoal e profissional, do hipnólogo Carlinhos Silveira, vai ter nova turma para imersão nos dias 4,5,11 e 12 de março. Será em Mossoró, em dois fins de semana consecutivos, com 32 horas em seu total, no Hotel Íbis, Ilha de Santa Luzia.

O curso é dirigido a todas as pessoas que tenham interesse em utilizar ferramentas de Programação Neurolinguística (PNL) e Hipnose na busca do autoconhecimento e enfrentamento dos mais diversos problemas, como fobias, depressão, ansiedade, vícios diversos, dores, insônia etc.

O curso já foi promovido em outras edições, alcançando centenas de participantes. Carlinhos tem densa formação profissional e atua há cerca de 22 anos na área.

Informações: (84) 9-9893-5554.

Leia também: Conheça um pouco sobre Hipnose.

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Programa ouve psicóloga sobre multidão de ansiosos e deprimidos

O Brasil vive uma segunda pandemia na saúde mental, com multidão de ansiosos e deprimidos.PodFalar com Lígia Sousa, psicóloga, Super TV 03-08-2022

Sobre esse assunto, o PodFalar desta quarta-feira (3) recebe a psicóloga Lígia Sousa.

O programa começa às 20h, na Super TV – canal 14.1 da tv aberta em Mossoró, 173 da Brisanet, além de todas as redes sociais da emissora.

É apresentado pelo jornalista Saulo Vale e pelo advogado Jailton Magalhães.

Sintonize.

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Pandemia amplia casos de doenças psicológicas e afastamentos

Rotinas exaustivas, assédios e insatisfação com o cargo ocupado têm sido os principais motivos de afastamento dos postos de trabalho no Brasil. Com isso, psicólogos, especialistas, órgãos públicos e empresas privadas tentam minimizar riscos de doenças mentais entre os colaboradores.onda-de-doenças-mentais-covid

O país fecha o mês de setembro, destinado à Campanha Setembro Amarelo, com aumento nos afastamentos por doenças mentais.

De acordo com dados do Ministério da Economia, no ano passado foram 576,6 mil afastamentos, uma alta de 26% em relação a 2019, e em 2021 os números devem aumentar. A pandemia da Covid-19 é o principal ‘motor’ dessa arrancada estatística.

Doenças e sintomas

Segundo pesquisa divulgada pelo órgão, o transtorno misto ansioso e depressivo, como é identificado na Classificação Internacional de Doenças (CID), é a principal consequência apontada nos pedidos de benefícios ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

“As empresas devem estar atentas a sintomas como: cansaço extremo, angústia, ansiedade, problemas de sono, irritabilidade, distanciamento e sensação de frustração constante. Caso identifique algum desses indicativos, deve-se buscar ajuda profissional com um psicólogo ou psiquiatra”, recomenda  a psicóloga Karen Fantine.

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Covid-19 eleva risco de doenças mentais e neurológicas

Do DW Brasil

Uma em cada três pessoas que foram infectadas com o novo coronavírus desenvolveu problemas neurológicos ou mentais, como ansiedade e depressão, em até seis meses após a cura, revelou o maior estudo já realizado sobre sequelas mentais causadas pela covid-19.

Há prevalência de acidente vascular cerebral e de casos de demência entre pessoas que estiveram em estado grave (Foto: Pascal Rossignol/Reuters)
Há prevalência de acidente vascular cerebral e de casos de demência entre pessoas que estiveram em estado grave (Foto: Pascal Rossignol/Reuters)

Os pesquisadores afirmaram que ainda não está claro como o vírus estaria relacionado a doenças psicológicas, sendo ansiedade e depressão as mais comuns entre as 14 enfermidades analisadas. Já casos de demência e outros distúrbios neurológicos são mais raros, mas mesmo assim significativos entre pacientes que tiveram um quadro grave de covid-19.

Publicado na revista especializada Lancet Psychyatry e realizado por pesquisadores da Universidade de Oxford, o estudo analisou dados de 236.379 pacientes americanos que tiveram covid-19 e revelou que 34% deles desenvolveram algum distúrbio neurológico até seis meses depois de terem se recuperado da doença.

Entre os distúrbios mais comuns estão ansiedade (17%) e transtornos de humor (14%). Segundo o estudo, esses tipos de sequela não aparentam ter relação com o quão leve ou grave foi a infecção. Já entre aqueles que estiveram internados em estado grave, há uma prevalência de acidente vascular cerebral (7%) e de casos de demência (2%).

“Estes são dados reais de um grande número de pacientes. Confirmam a alta taxa de diagnósticos psiquiátricos após a covid-19 e mostram que também ocorrem problemas sérios no sistema nervoso”, afirmou o principal autor do estudo, Paul Harrison, professor de psiquiatria na Universidade de Oxford.

Mais estudos são necessários

Os pesquisadores afirmam que os resultados são preocupantes. “Embora os riscos individuais para a maioria desses distúrbios sejam baixos, o efeito na população pode ser substancial e sentido nos sistemas de saúde e social”, acrescentou Harrison.

Outros diagnósticos entre os que tiveram covid-19 foram o abuso de álcool ou outras substâncias (7%) e insônia (5%). Os riscos de problemas neurológicos são maiores em pacientes que tiveram formas graves de covid-19, por exemplo, em 62% do que sofreram de encefalopatia durante a infecção.

O estudo mostrou ainda que estes diagnósticos são mais comuns em pacientes com covid-19 do que em outros que tiveram gripe ou outras infecções respiratórias durante o mesmo período, sugerindo um impacto direto da doença provocada pelo vírus SARS-CoV-2.

“Agora, precisamos ver o que acontece para além dos seis meses. O estudo não consegue revelar os mecanismos envolvidos, mas evidencia a necessidade de investigar urgentemente para identificar, prevenir ou tratar esses casos”, acrescentou um dos coautores do estudo, Max Taquet.

Mais estudos sobre esse tipo de sequela da covid-19, no entanto, são necessários, pois muitos dos infectados não desenvolvem sintomas ou não entram em registros de sistema de saúde. Os pesquisadores também destacam que a análise de dados não identificou o grau de gravidade das sequelas registradas.

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Ansiedade e pânico numa sociedade que impõe o ‘ser feliz’

Por Roncalli Guimarães

“O meu coração está acelerado; os pavores da morte me assaltam, temor e tremor me dominam; o medo tomou conta de mim”. Essa narrativa não é de um paciente no consultório psiquiátrico ou de algum consultório de um terapeuta, trata-se de texto bíblico do livro dos Salmos, escrito possivelmente há 1.400 anos antes de Cristo.

Assim como esse relato bíblico que narra conturbado período da saída do povo de Israel do Egito, outras descrições na literatura também tratam desses sobressaltos. É o caso de Giovanni  Boccaccio no seu clássico Decamerão – escrito no período renascentista, século XIV. Ele descreve a tragédia da peste negra que assombrou a Europa (não é um livro erótico como muitos imaginam) e narra logo no seu início o pânico e ansiedade vividos pelos florentinos na época.Ansiedade e pânico acompanham a história do homem, estão inseridas na evolução da sociedade. O medo faz parte do arsenal de sobrevivência. A ansiedade é um mecanismo natural e adaptativo ao perigo, uma forma de se antecipar para programar respostas de defesa. Sem ele, com certeza, não teríamos chegado onde chegamos.

O reconhecimento de pânico e ansiedade como entidades nosológicas surgiram a partir de observações clínicas no período moderno. Antes, sintomas de pânico e ansiedade eram descritos em situações de instabilidade como em períodos de guerra, fome devido a prejuízos de colheitas ou no surgimento de doenças de caráter coletivo como as “pestes.”

Após a revolução industrial houve um recrudescimento desses motivos psicológicos para desenvolvimento de transtorno de pânico e ansiedade. Houve um momento de “segurança” em relação ao futuro, porém novos motivos surgiram com a mudança da nova ordem mundial.

Necessidades de pertencimento social, adequação a modelos sociais determinados, sensação de inadequação a padrões impostos por propagandas que estimulam consumo de industrializados ou de “industrialização” e busca de um corpo perfeito mexem com o indivíduo. Também temos o esforço para retardar o envelhecimento físico, necessidade extrema de produzir, de acumular riqueza para garantir felicidade futura, a crescente relação incestuosa com o tempo onde não temos o direito de cultuar o ócio saudável, não podemos parar para pensar porque tempo é dinheiro e não interessa se isso cause prejuízo às relações sociais.

A nova ordem impõe suas regras onde a vida é secundária ao capital ou subserviente a ele.

Novas profissões surgiram enxergando o adoecimento das pessoas e a queda da  produtividade. É o caso do “coaching”, que tenta mostrar que a felicidade é possível quando aprendemos a usar nosso potencial neural de forma adequada, utilizando conhecimento de neurociências e filosofia dos estoicos e meditação dos budistas, o que pode ajudar, mas nunca será formula da felicidade.

Os valores do pensamento filosófico ocidental e oriental antigos não cabem no nosso mundo acelerado e competitivo moderno.

Nesse contexto sabemos que o homem desde o tempo da dominação dos hebreus pelos babilônios, como descrito em texto bíblico, é o mesmo homem da era da alta conectividade do 5G. Temos o mesmo genoma e mesmos circuitos cerebrais para ativação da ansiedade e pânico.

A ansiedade e pânico são doenças crônicas, limitantes, que causam sofrimento psíquico apesar de não causarem risco a vida. Medo irracional e desmotivado de aparecimento súbito ou sensações de perigo iminente que podem estar associados a sintomas físicos como palpitações ou falta de ar, fazem parte dos critérios. Isso tem tratamento e se tem, tem eficácia? Sim tem tratamento.

Pesquisas em novos medicamentos e novas técnicas de psicoterapia mostram resultados surpreendentes mas não podemos ser relapsos e deixar de esclarecer que o homem é na sua essência um ser sociável. A base da sua evolução foi o desenvolvimento da linguagem tanto falada, como escrita ou mesmo corporal.

Nascemos com receptores em todo corpo, que funcionam como sensores que detectam num simples abraço, aperto de mão, ou num olhar, toda uma resposta emocional, algo que não podemos obter da mesma forma através de celulares.

A tecnologia ainda não conseguiu criar amor no toque dos teclados.

Roncalli Guimarães é psiquiatra

Só tem ansiedade por futuro aquele cujo presente é vazio

Por Sêneca

O principal defeito da vida é ela estar sempre por completar, haver sempre algo a prolongar. Quem, todavia, quotidianamente der à própria vida “os últimos retoques” nunca se queixará de falta de tempo; em contrapartida, é da falta de tempo que provém o temor e o desejo do futuro, o que só serve para corroer a alma.

Não há mais miserável situação do que vir a esta vida sem se saber qual o rumo a seguir nela; o espírito inquieto debate-se com o inelutável receio de saber quanto e como ainda nos resta para viver.

Qual o modo de escapar a uma tal ansiedade?

Há um apenas: que a nossa vida não se projete para o futuro, mas se concentre em si mesma. Só sente ansiedade pelo futuro aquele cujo presente é vazio.

Quando eu tiver pago tudo quanto devo a mim mesmo, quando o meu espírito, em perfeito equilíbrio, souber que me é indiferente viver um dia ou viver um século, então poderei olhar sobranceiramente todos os dias, todos os acontecimentos que me sobrevierem e pensar sorridentemente na longa passagem do tempo!

Que espécie de perturbação nos poderá causar a variedade e instabilidade da vida humana se nós estivermos firmes perante a instabilidade?

Apressa-te a viver, caro Lucílio, imagina que cada dia é uma vida completa.

Quem formou assim o seu caráter, quem quotidianamente viveu uma vida completa, pode gozar de segurança; para quem vive de esperanças, pelo contrário, mesmo o dia seguinte lhe escapa, e depois vem a avidez de viver e o medo de morrer, medo desgraçado, e que mais não faz do que desgraçar tudo.

Sêneca (Lucius Annaeus Seneca) – Foi filósofo e escritor romano

* Texto extraído de “Cartas a Lucílio’.