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Federação União Progressista anuncia afastamento do Governo Lula

Antônio Rueda fez anúncio da posição dos partidos (Foto: SIdney Júnior/19-08-2025)
Antônio Rueda fez anúncio da posição dos partidos (Foto: SIdney Júnior/19-08-2025)

Os partidos União Brasil e Progressistas, que juntos formam a federação União Progressista, com mais de 100 parlamentares no Congresso Nacional, anunciaram nesta terça-feira (2) que “detentores de mandato” filiados às legendas devem renunciar a qualquer cargo ocupado no governo federal. A medida formaliza o desembarque dos partidos da base de apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Em caso de descumprimento desta determinação, se dirigentes desta federação em seus estados, haverá o afastamento em ato contínuo. Se a permanência persistir, serão adotadas as punições disciplinares previstas no estatuto”, diz o comunicado.

A nota foi lida pelo presidente do União Brasil, Antônio Rueda, ao lado do presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), em um pronunciamento na Câmara dos Deputados. Mais cedo, os dois líderes partidários já haviam acertado os detalhes deste rompimento em reunião com aliados.

“Esta decisão representa um gesto de clareza e de coerência. É isso que o povo brasileiro e os eleitores exigem de seus representantes”, completa o comunicado.

A medida pode impactar a permanência dos ministros do Turismo, Celso Sabino (União-PA), e do Esporte, André Fufuca (PP-MA). Ambos são deputados federais, ou seja, detentores de mandatos filiados aos partidos da federação.

Até o momento, não houve manifestação dos dois ministros mais diretamente impactados pelo comunicado da federação União Progressista. Além disso, o União Brasil, por meio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), tem indicações em outras duas pastas: Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico de Siqueira (Comunicações).

O PP também ocupa o comando da Caixa Econômica Federal, com Carlos Vieira, indicado pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL).

Em nota postada nas redes sociais, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, responsável pela articulação política do governo federal, diz respeitar a decisão da federação, mas cobrou compromisso de quem se mantiver nos cargos.

“Respeitamos a decisão da direção da Federação da UP. Ninguém é obrigado a ficar no governo. Também não estamos pedindo para ninguém sair. Mas quem permanecer deve ter compromisso com o presidente Lula e com as pautas principais que este governo defende, como justiça tributária, a democracia e o estado de direito, nossa soberania. Precisam trabalhar conosco para aprovação das pautas do governo no Congresso Nacional. Isso vale para quem tem mandato e para quem não tem mandato, inclusive para aqueles que indicam pessoas para posições no governo, seja na administração direta, indireta ou regionais”, escreveu a ministra.

Com informações da Agência Brasil.

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Federação União Progressista chega com 109 federais e 15 senadores

Evento ocorreu em Brasília juntando duas legendas que já são muito fortes (Foto: Vinícius Júnior)
Evento ocorreu em Brasília juntando duas legendas que já são muito fortes (Foto: Vinícius Lima)

União Brasil e Progressistas firmaram a federação partidária União Progressista (UPb), em cerimônia com a presença de integrantes dos dois partidos, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, nessa terça-feira (19). E os desdobramentos nos estados e plano nacional começam a mexer com os federados e a politica nacional.

A convenção instalou a Federação União Progressista com a ratificação do seu Estatuto, do programa e a composição do órgão nacional por aclamação. A condução da Federação, até o fim de 2025, será compartilhada entre o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda. Entre 2026 e 2029, a presidência do grupo ficará a cargo de Rueda.

A UPb soma 109 deputados federais dos 513 na Câmara Federal e 15 dos 81 senadores no Senado. É a maior bancada nas duas casas legislativas. Também conta, por enquanto, com 1.335 prefeitos, 1.183 vice-prefeitos, 12.398 vereadores, seis governadores, quatro vice-governadores e 186 deputados estaduais e quatro distritais (parlamentares de Brasília).

Rio Grande do Norte

No RN, a Federação União Progressista terá um peso também expressivo.

São 48 prefeitos dos dois partidos – por enquanto. Na soma, 20 do Progressistas e 28 do UB, entre os quais os prefeitos Paulinho Freire (Natal) e Allyson Bezerra (Mossoró).

A federação conta com três deputados federais – Benes Leocádio (UB), Carla Dickson (UB) e João Maia (PP), além de três deputados estaduais: Taveira Júnior (UB), Ivanilson Oliveira (UB) e Neilton Diógenes (PP).

Fundos

R$ 953,8 milhões em Fundo Eleitoral (números de 2024) — maior fatia da distribuição e R$ 67 milhões a mais do que o segundo colocado, o PL

R$ 197,6 milhões em Fundo Partidário (números de 2024) — maior volume de recursos, superando o PL.

O que é uma federação partidária – É uma aliança formada por dois ou mais partidos políticos que se unem para atuar como um só por pelo menos quatro anos, com validade em todo território nacional. Tem permissão de formar uma coligação com outros partidos para disputa de cargos majoritários (como para governador, prefeito, presidente). Porém, não é permitido se coligar a outros partidos em eleições proporcionais.

Já a coligação é formada para uma eleição específica e se dissolve logo após o pleito. Essa união só tem permissão para ocorrer {a disputa de cargos majoritários. Para proporcionais como vereador, deputado federal e deputado estadual, não.

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União Brasil recebe dirigentes nacionais para evento

Antônio Rueda é presidente do União Brasil Foto : (Brenno Carvalho/Agência O Globo)
Antônio Rueda é presidente do União Brasil Foto : (Brenno Carvalho/Agência O Globo)

O presidente e o vice-presidente nacional do União Brasil (UB), Antônio Rueda e ACM Neto, participam nesta quinta-feira (11) de programação política comandado pelo ex-senador José Agripino Maia, dirigente do partido no RN.

Haverá lançamento de uma cartilha do União Brasil, sobre planos de governo para prefeitos.

O evento do União Brasil ocorre às 14h, no Hotel Holliday Inn, em Natal. Contará com as presenças deles e de José Agripino, dos deputados federais Benes Leocádio e Paulinho Freire, do prefeito de Mossoró Allyson Bezerra, da vice-prefeita de Parnamirim Kátia Pires, do deputado estadual Ivanilson Oliveira e diversos outros políticos do União Brasil no estado.

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Deputado, membro de TCE e ex-delegado são presos como mandantes

Chiquinho e Domingos Brazão, além de Rivaldo Barbosa, estão presos (Fotomontagem do UOL)
Chiquinho e Domingos Brazão, além de Rivaldo Barbosa, estão presos (Fotomontagem do UOL)

Do Canal Meio e outras fontes

Mais de seis anos depois do crime, a Polícia Federal prendeu na manhã de ontem três acusados de encomendarem o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), em 14 de março de 2018 – o motorista dela, Anderson Gomes, também morreu no atentado. Os presos são os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e Chiquinho Brazão, deputado federal pelo União Brasil, e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa, denunciados pelo ex-PM Ronnie Lessa, autor confesso das mortes.

De acordo com a PF, os Brazão idealizaram o crime e Barbosa, que assumiu o cargo de chefia na véspera, o planejou meticulosamente, além de prometer impunidade aos cúmplices.

Segundo Lessa, os irmãos lhe ofereceram lotes de terra e um posto de comando em uma milícia em troca do assassinato. Marielle, dizem os agentes, foi morta por combater a expansão territorial das milícias que controlam grandes áreas na capital fluminense. As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para onde o caso subiu pelo deputado ter foro especial.

Fim de sigilo

Durante a tarde, ele retirou o sigilo sobre o relatório final da PF. Os agentes federais assumiram o inquérito em fevereiro do ano passado. (g1)

A Executiva Nacional do União Brasil expulsou Chiquinho Brazão, por unanimidade, ainda na noite de ontem. A reunião para tratar do caso estava marcada para amanhã, mas a cúpula do partido a antecipou. O presidente da legenda, Antonio Rueda, afirmou que Brazão já não tinha relação com o partido e havia pedido ao TSE autorização para se desfiliar. (Metrópoles)

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco (PT), usou as redes sociais para comentar a prisão dos suspeitos de mandar matar sua irmã Marielle. “Só deus sabe o quanto sonhamos com esse dia! (…) Estamos mais perto da Justiça!”, escreveu no X. Já a mãe delas, Marinete Franco, reagiu com surpresa ao envolvimento de Rivaldo Barbosa no caso. “A minha filha confiava nele e no trabalho dele. E ele falou que era questão de honra elucidar [o crime]”, disse.

Monica Benicio, viúva de Marielle e também vereadora pelo PSOL carioca, lembrou que o ex-chefe da Polícia Civil foi a primeira autoridade a receber a família após o assassinato. “Hoje saber que o homem que nos abraçou e prestou solidariedade tem envolvimento nesse mando é para nós entender que a Polícia Civil não foi só negligente, mas foi também cúmplice desse processo”, afirmou. (CNN Brasil e g1)

Marielle e Anderson foram executados no interior de um carro (Reprodução/Arquivo)
Marielle e Anderson foram executados no interior de um carro (Reprodução/Arquivo)

Em entrevista coletiva no início da tarde, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, disse que as investigações da Polícia Federal sobre a morte da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, estão encerradas “por ora”, embora fatos novos possam ser apresentados futuramente. “A polícia em suas investigações identificou os mandantes e demais envolvidos nesta questão, é claro que podem surgir novos elementos, mas neste momento os trabalhos foram dados como encerrados”, declarou. O ministro exaltou ainda o trabalho da PF e do STF na solução do caso, que classificou como “uma vitória do Estado brasileiro e das forças de segurança do país”. (Poder360)

Governo e oposição buscam minimizar o custo político da prisão dos irmãos Brazão. Os presos fizeram campanha para Jair Bolsonaro (PL) em 2018 e 2022 e foram influentes na gestão do governador Cláudio Castro (PL), mas mantêm ligações com alguns aliados do presidente Lula, como a ex-ministra Daniela Carneiro. (Folha)

Submundo

Mais do que detalhar a morte de Marielle e Anderson, a delação de Ronnie Lessa esmiúça o submundo da Polícia Civil fluminense, conta Vera Araújo. Segundo o ex-PM, Rivaldo Barbosa e outros policiais recebiam propina para não solucionar o caso — os pagamentos a Barbosa foram confirmados pelas investigações. O ex-chefe de polícia também estava por trás de uma tentativa de jogar a culpa do crime sobre milicianos e políticos rivais dos acusados presos ontem. (Globo)

Francisco Leali: “A ordem para trancafiar os Brazão, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, abre uma nova questão: como reagirá a Câmara dos Deputados com um dos seus acusado de assassinato? Por determinação legal, uma ordem de prisão de deputado precisa ser apreciada no plenário. O vento que sopra na política, empurra a Câmara na direção de confirmar a decisão do ministro.” (Estadão)

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