Arquivo da tag: aplausos

Fátima Bezerra chora e emociona em Assembleia Universitária

A Assembleia Universitária da Universidade do Estado do RN (UERN) ocorrida nesta tarde de sábado (28), em Mossoró, foi uma das mais concorridas dos últimos anos. Ponto marcante foi o discurso da governadora Fátima Bezerra (PT).

Fátima: "autonomia financeira da Uern" (Foto: reprodução BCS)

Ela chegou chegou a chorar ao final, em agradecimento pela titulação recebida. Emocionou-se e emocionou muitos presentes:

– Eu vou guardar como uma das melhores lembranças de minha trajetória política, esse título de Doutora Honoris Causa – disse.

Seu pronunciamento arrancou aplausos e outras manifestações da plateia que lotou o Teatro Municipal Dix-huit Rosado.

Em vários momentos, a governadora se desvencilhou do texto formal escrito à sua fala, para apostar no improviso. E talvez tenha sido o que mais acrescentou em empatia e emoção.

Recapitulou sua relação com a Uern, trajetória como sindicalista, professora e política em defesa da educação.

– Temos prioridade absoluta com o fortalecimento dessa universidade – deixou claro.

Salientou que a escolha da Reitoria da instituição para sediar o Governo do Estado em sua estada provisória, em Mossoró, desde a última quinta-feira (26), não era por acaso. Tinha o “simbolismo” dessa identificação.

Reconhecimento

Voltando-se para a prefeita e ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP), sua adversária política, declarou: “Reconhecemos sua luta junto ao Banco Mundial, para conseguir o empréstimo (referência ao Programa Governo Cidadão que tem várias obras no estado).” Aditou, que seu governo trabalha mais um empréstimo com a mesma instituição internacional.

Não esqueceu de exaltar “Luís Inácio Lula da Silva como o melhor presidente do Brasil, inclusive para a educação”. Pregações de “Lula livre” e vozes em contrários ecoaram no teatro.

Advogou pacificação política em defesa dos mais legítimos interesses do estado e reforçou empenho para mobilizar e estar ao lado da bancada federal, para diligenciar questões em favor do RN.

– Sou a governadora dos que votaram em mim e a governadora dos que não votaram em mim – cientificou.

Uma promessa específica à comunidade universitária, que mexeu positivamente com os ânimos da plateia, foi quando assegurou que estava entre seus sonhos a viabilização “da autonomia financeira da Uern”.

– Viva a Uern, viva Mossoró, viva o RN, viva a democracia – encerrou a governadora.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

A vaia, o aplauso e o grande incêndio

Vaia é uma manifestação legítima. É o “aplauso” dos insatisfeitos.

Kubitschek: a vaia emudecida

Inaceitável é a agressão.

Espontânea ou não, a vaia é legítima. Faz parte.

O maior ícone da vida pública nacional nas últimas décadas, Lula, teve um Maracanã o vaiando em coro. Getúlio Vargas ouviu vaias. Normal.

Rosalba colhe o que tem plantado. Não está acostumada, sente mais.

Como prefeita, nunca enfrentou greve, não teve oposição ou crise alguma. Voou sempre em céu de brigadeiro.

Na gestão estadual, é diferente. Atores e situações são diferentes.

Infelizmente, ela não se preparou para essa relação e convivência diferentes.

O que a governadora encarou ontem em Ceará-mirim, era previsível. Tem convivido com isso até em sua terra, Mossoró.

Em qualquer parte do RN onde bota os pés, tem sido assim.

A vaia é a antítese da claque (com seus aplausos remunerados).

Mesmo assim, tem muitas semelhanças com ela, a claque.

Pode ser espontânea e fabricada ou misto de ambas.

Não deve ser ignorada, que se diga.

Juscelino Kubitschek, certa vez, coberto por vaias em um evento, revidou de modo genial:

– “Feliz do país que pode vaiar seu presidente”.

Emudeceu os manifestantes. Arrancou alguns aplausos, em seguida.

Existe um ditado entre bombeiros, que precisa ser adaptado à política também:

– “Nenhum incêndio começa grande”.

Há tempos que Rosalba arde.

Da mesma forma que a governadora não deve se iludir com suas claques, não pode se enganar com as vaias.

A primeira costuma ser falsa. A segunda, pode ser. As duas sempre dizem alguma coisa.

Nada é por acaso. Vale perceber que tudo faz sentido. É uma relação de causa e efeito.