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Adversários de prefeito falam que chegou a “hora da virada”

Arte ilustrativa
Arte ilustrativa

Nesse último fim de semana, as campanhas de Lawrence Amorim (PSDB) e Genivan Vale (PL) engataram o modo “virada”. Tentam motivar militância e eleitorado em geral.

Em suas programações, a essência do discurso foi de que chegou a “hora da virada,” mesmo com os dois candidatos tendo intenções de votos bem acanhadas até o momento, num comparativo com o prefeito Allyson Bezerra (UB).

Ambos disputantes à Prefeitura de Mossoró realizaram carreatas e outras programações de rua. Em redes sociais, a ordem foi aumentar sensivelmente a pressão contra o prefeito, com discursos provocativos e denuncismo. Mais e mais.

Eles tentam polarizar com o prefeito, mas até aqui sem muito êxito. Não prosperaram em nada.

Allyson Bezerra, por sua vez, intensificou campanha com caminhadas em bairros populosos e zona rural. Em redes sociais e programas de rádio/TV, a prioridade é mostrar obras e serviços da sua gestão. A oposição é ignorada.

Bom lembrar que faltam 13 dias para as eleições de 6 de outubro.

Leia tambémUma campanha sem disputa que se desgarra do passado

Leia também: Veja resultado de todas as 13 pesquisas publicadas este ano em Mossoró.

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TRE/RN tem cinco decisões mantendo condenações contra Genivan Vale

Pleno julgou à unanimidade os cinco recursos, mantendo decisão contra Genivan Vale (Foto: reprodução do BCS)
Pleno julgou à unanimidade os cinco recursos, mantendo decisão contra Genivan Vale (Foto: reprodução do BCS)

O plenário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN) rejeitou cinco recursos eleitorais interpostos pelo candidato a prefeito de Mossoró, Genivan Vale (PL). Em todos foram mantidas decisões de primeiro grau, que foram desfavoráveis a ele.

A posição do plenário foi por unanimidade, em consonância com o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE/RN).

A sessão dessa quinta-feira (15) julgou 17 matérias e, entre elas, esse conjunto de recursos do candidato oposicionista.

Todos os processos se referem a vídeos veiculados por Genivan Vale, ainda em período de pré-campanha, com ataques ao prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) e à sua gestão. Os cincos tinham impulsionamentos pagos em redes sociais.

A defesa do candidato – em sustentação oral do advogado Marcos Lanuce – arguiu que todas as denúncias trataram de questões “sabidamente verídicas” e do interesse público. O acórdão (decisão de colegiado) obriga retirada do material do ar, além de sanção pecuniária contra o candidato.

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Lawrence sofre ataque antecipado em disputa que só ocorrerá em 2022

O presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Lawrence Amorim (Solidariedade), consegue um feito incomum nesses tempos de mudança no protagonismo da política de Mossoró.

Em menos de 72 horas, ele foi alvo de sete postagens em sequência, o atacando, em uma única página virtual controlada pelo rosalbismo.

Nome que se encaminha à ocupação de espaço, Lawrence começa a ser atacado cedo e freneticamente (Foto: Marcos Garcia/De Fato/Arquivo
Nome que avança à ocupação de espaço, Lawrence é atacado freneticamente (Foto: Marcos Garcia/De Fato/Arquivo

Superou até mesmo o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade), vítima diária e obrigatória de notas/matérias/comentários depreciativos em endereços anônimos (fakes), onde não se poupa sequer sua família e honra pessoal. Coisa da esgotofera.

A blitz contra Amorim tem uma explicação ou, justificativa, para quem a promove: o vereador é pré-candidato à Câmara Federal e deverá polarizar com o rosalbista e atual federal Beto Rosado (PP) em Mossoró. Prioridade é desmanchá-lo antecipadamente.

Na campanha de 2018, Beto não teve adversário direto equivalente em Mossoró e empalmou 16.241 (14,79%) votos. Tinha atrás de si a superestrutura da municipalidade, onde sua tia-afim Rosalba Ciarlini (PP) estava aboletada. Foi o mais votado. O segundo colocado foi Natália Bonavides (PT) com 11.558 (10,53%) votos.

Lawrence Amorim ficou em terceiro com 10.153 (9,25%) votos, ou seja, apenas 6.088 votos a menos do que Beto.

O embate caseiro entre os dois mossoroenses à Câmara dos Deputados promete esquentar em 2022. Entretanto, será diferente do que ocorreu durante várias eleições.

Rosado x Rosado

A partir de 1994, quando o antagonismo no mesmo campo político local já era estritamente familiar – entre Rosado x Rosado -, as duas bandas da família que se dividiu a partir dos anos 80 tiveram frente a frente os primos Laíre Rosado (PMDB) e Betinho Rosado (PFL). Ambos saíram vitoriosos na luta federal.

A fórmula deu certo para os dois lados ainda em várias eleições: em 1998 (Laíre e Betinho), 2002 (Sandra Rosado e Betinho), 2006 (*Sandra e Betinho*) e 2010 (Sandra e Betinho). Começou a ruir em 2014, quando  Sandra não se reelegeu após três mandatos consecutivos e Betinho não pode concorrer devido impedimento legal, colocando o filho Betinho Segundo, o “Beto” Rosado, em seu lugar.

A anemia eleitoral acabou se agravando em 2018. Sandra sequer tentou retornar à contenda (já cooptada pelo grupo familiar adversário) e Beto conseguiu novo mandato em meio a ruidosa celeuma judicial, conhecida como “Caso Kerinho” (veja AQUI).

Que venha agora 2022.

  • Em 2006, Betinho não se reelegeu, mas foi beneficiado com o falecimento do reeleito Nélio Dias (PP) em 20 de julho de 2007, assumindo a titularidade.

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