As eleições na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional do RN e Subseção de Mossoró prometem fortes emoções até o dia do voto – na segunda-feira (25).
O que roda na esgotosfera é impublicável. De nossa parte, pelo menos. Espiamos e deletamos.
A discussão relevante, currículos e propostas têm dado lugar a um enredo muito semelhante às disputas partidárias. Coisa de submundo, que se diga.
Peço-lhe que ordene os editores e responsáveis por blog apócrifo que atende aos legítimos interesses políticos da senhora e do seu grupo, mesmo sob anonimato (ou máscaras), a retirada do ar de matéria chula, de duplo sentido, que ridiculariza em tom misógino e objetificação sexual a governadora Fátima Bezerra (PT).
Esse, com certeza, não deve ser um prazer pessoal à senhora, mesmo que anime e galvanize centenas ou milhares de internautas e eleitores, às gargalhadas, com essa desprezível postagem.
Lembro bem à época em que a senhora foi atacada de forma vil nos anos 90 num jornal impresso de Mossoró, sem que o algoz a poupasse como mulher e mãe, a mãe de jovens/crianças como Kadu (está ouvindo?), Marlus, Karla e Lorena.
Com certeza, isso não é jornalismo, não é política nem deve ser tratado como marketing político-eleitoral. É vômito, esgoto. Insalubridade moral.
Por respeito não apenas à Fátima, mas principalmente a todas as mulheres, às mães, filhas, irmãs, avós, bisavós, não publicamos aqui o link e o print da postagem em relevo – que está sendo disparada há horas em grupos de WhatsApp, como estratégia de divulgação em massa.
Não concorreremos para emporcalhar mais ainda a Internet nem nodoar esta página que é sempre crítica, mas nunca baixa e imunda.
É só.
Carlos Santos – Editor do Blog Carlos Santos.
P.S – 14h20 – Ao Sr. Carlos Santos
A respeito da postagem intitulada ” Um pedido à prefeita Rosalba Ciarlini” veiculada no blog do Carlos Santos, de hoje, que atribui à Prefeita Rosalba Ciarlini conteúdo de ofensas à Governadora Fátima Bezerra, requeremos que seja informado:
a) o conteúdo das ofensas referidas;
b) qual o blog apócrifo que postou/veiculou tais ofensas; e
c) qual a prova de ligação que se faz entre a Prefeita e o suposto blog.
Essas informações e esclarecimentos são importantes para que se possa, dada sua gravidade, tomarem as medidas cabíveis, inclusive judiciais.
Secretaria Municipal de Comunicação
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O nível do debate no Senado da República parece que não vai melhorar na legislatura iniciada nessa sexta-feira (1º).
Na sessão que foi encerrada sem que fosse eleita a nova mesa diretora da Casa, dia passado, um dos momentos mais extremados foi protagonizado por dos experientes congressistas.
Renan Calheiros (MDB-AL) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) disseram o que pensam um do outro.
Vamos resumir:
Renan Calheiros – Toda essa confusão está acontecendo por sua causa, seu merda!
Tasso Jereissati – Você é um ladrão!
Renan Calheiros – Vou te pegar!
Tasso Jereissati – Quem vai de pegar é a polícia. Você vai ser preso!
Renan Calheiros – Seu merda, venha para a porrada.
“As informações inverídicas, difamatórias e injuriosas divulgadas pelo candidato do acordão, Henrique Alves (PMDB) foram criticadas pela Justiça Eleitoral em decisão que concede direito de resposta na propaganda eleitoral em mais de 3 minutos a favor de Robinson Faria (PSD)”. A notícia é passada pela Coligação Liderados pelo Povo.
Henrique e Robinson: choque e jogo pesado no final (Foto: montagem)
Na decisão, o juiz Cícero Martins de Macedo Filho critica a postura do candidato Henrique Alves da Coligação União pela Mudança.
“Não descarto, também, que haja responsabilidade dos candidatos na divulgação de certas propagandas, pois é difícil acreditar que não possam, também, administrar o próprio marketing de suas campanhas. Não custa lembrar que pode passar também na cabeça dos eleitores a ideia de que quem não consegue administrar o próprio nível de suas campanhas talvez não tenha condições de administrar o Estado”.
Cícero também classifica a inserção de Henrique como “a inverdade contida na propaganda, que busca passar, com informações distorcidas, uma imagem negativa e maculadora da honra e imagem do candidato Robinson Faria”.
A decisão da Justiça Eleitoral determina o direito de resposta baseado no artigo 58 da Lei nº 9.504/97 e punição com multa de R$ 50 mil caso a coligação União Pela Mudança insista em divulgar novamente a propaganda mentirosa.
A justiça eleitoral esclarece os fatos sobre os apartamentos adquiridos através de transação comercial que obedece a regras do mercado imobiliário. “Portanto, o Sr. Robinson Faria recebeu os apartamentos no referido Condomínio Residencial Jangadas, em Parnamirim, através de um negócio jurídico legítimo, legal e público, sem ter obtido tais unidades por meio de influência no Programa Minha Casa Minha Vida, como procurar fazer crer a propaganda impugnada”, destaca o juiz em sua sentença.
Na decisão, o juiz afirma a verdade dos fatos sobre a responsabilidade no pagamento das taxas de condomínio. “Quanto ao valor das taxas de condomínio em atraso, o representante fez juntar o termo de acordo extrajudicial celebrado entre o Condomínio Residencial Jangadas e Caravelas, o Sr. Robinson Faria, e como interveniente a MRV Engenharia e Participações S/A, no qual está ultima de declara como responsável pelo pagamento dos débitos condominiais em aberto, reconhecendo a dívida, que na verdade, segundo referido documento, é de R$ 141.638,65, em valores de 20 de agosto de 2014, data em que o acordo extrajudicial foi celebrado. Os documentos acostados desmentem claramente o que foi afirmado na propaganda veiculada”.
Depois, o juiz Cícero Martins conclui a decisão afirmando “O Tribunal Superior Eleitoral, em decisões da semana passada e desta semana, decidiu abolir a baixaria, as mentiras, as inverdades, nas propagandas eleitorais no rádio e na televisão, prestigiando o debate de idéias e propostas, que é o mínimo que os eleitores esperam dos seus candidatos, varrendo para o esgoto o lixo derramado através da propaganda e que só serve para desabonar e desconstruir a democracia, a cidadania e a honra das pessoas. Realmente, esta parece ser a melhor hora para abolir para sempre tais práticas. Pois o povo brasileiro e, particularmente, o honrado povo potiguar, não merecem tal desrespeito.
O outro lado
A Coligação União pela Mudança insiste na tese de que o candidato Robinson Faria mentiu em sua declaração de bens. Veja abaixo, versão que bate de frente com à apresentada pela Liderados pelo Povo.
O candidato do PSD ao Governo do Estado, Robinson Faria, omitiu da declaração de bens enviada à Justiça Eleitoral a existência de 69 apartamentos no seu patrimônio. Os apartamentos, construídos para serem comercializados dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida, fazem parte do Residencial Jangadas, no qual o vice-governador tem 98 apartamentos. No entanto, declarou apenas 29 imóveis.>
As informações foram veiculadas no programa eleitoral da noite desta terça-feira (21). A declaração de bens é uma exigência da Lei Eleitoral no momento do registro da candidatura, segundo o artigo 11 da Lei 9.504 de 1997. Fornecer dados inverídicos à Justiça Eleitoral pode ocasionar sanções nas áreas penal e fiscal.
Os entrevistados pelo programa eleitoral demonstraram estar indignados com a omissão. “Estarrecedor, indignante, revoltante. É algo que realmente nos indigna”, disse o escritor João Batista de Farias. Já Aldemira Teixeira apontou que é inaceitável um candidato ao Governo do Estado omitir dados. “Ele deveria realmente ter declarado os bens que possui, sem omissão”, reclamou.
O estudante Pedro Rubens lamentou a falta de transparência do candidato do PSD ao Governo do Estado. “É triste, né? Um candidato ao Governo não mostrar os próprios bens ao povo. Isso mostra que não é um candidato transparente”, afirmou. João Maria Lopes questionou a postura de Robinson Faria. “Se ele está fazendo isso enquanto candidato sem ser governador, imagine se for governador”, comparou.
O xingamento com expressão de baixo calão, direcionado ontem a presidente Dilma Rousseff (PT), é algo a ser reprovado por qualquer pessoa de bom senso neste país.
Expressão chula que não cabe para uma autoridade presidencial e uma mulher.
A vaia, não.
Ela é uma prerrogativa de quem se sente insatisfeito.
Contudo a baixaria de milhares de pessoas no estádio Itaquerão, na abertura da Copa do Mundo (Brasil 3 x 1 Croácia), é injustificável.
A diversão sádica e, coletiva, garantiu o anonimato dos seus autores, mas expôs o que somos como sociedade.
É a cara de um povo que se sente o máximo com o privilégio de estar ali, mas se apequenou no gesto.
Se a baixaria foi espontânea ou articulada, não interessa.