Robson de Araújo (PSDB), o “Batata”, prefeito caicoense, pela primeira vez estará na Câmara Municipal do município após seu retorno à municipalidade.
Ele vai fazer mensagem da leitura anual do governo nesse poder, às 17h30 desta segunda-feira (18).
É uma mensagem bastante aguardada, pois em boa parte do período anterior (2018), ele esteve fora da prefeitura.
Foi preso dia 14 de agosto do ano passado e mesmo após obter habeas corpus em 10 de outubro, ainda ficou afastado do poder por determinação judicial, só retornando há poucos dias.
Batata é denunciado na “Operação Tubérculo” (veja AQUI).
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Apesar de ter retornado à Prefeitura de Caicó no dia passado (veja AQUI), o prefeito Robson Araújo (PSDB), “Batata”, não tem motivos para esticar as pernas e abrir os braços em acomodação.
O Ministério Público do RN (MPRN), que desencadeou a “Operação Tubérculo” no dia 14 de agosto do ano passado (veja AQUI), o levando à prisão, anda carregado de denso material a lhe causar mais desassossego.
Em relação ao vereador Raimundo Inácio Filho (MDB), o “Lobão”, que também foi preso, a retomada do mandato nessa segunda-feira (11) pode ser apenas um refrigério.
Aguardemos, pois.
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Caicó vive hoje (segunda-feira, 11) um momento inusitado em sua vida pública. Pela primeira vez em sua história um prefeito e vereador afastados e presos retornam aos seus respectivos mandatos.
Na Prefeitura, Robson Araújo (PSDB), o “Batata”, reassumirá a municipalidade em lugar do vice e prefeito provisório Marcos Jose de Araújo (PP), o “Marcos do Manhoso”.
Na Câmara Municipal, quem retoma mandato é o vereador Raimundo Inácio Filho (MDB), o “Lobão”, que vinha sendo substituído por Edna Santiago (Avante).
Ambos foram afastados e presos no dia 14 de agosto do ano passado, na “Operação Tubérculo” (veja AQUI), deflagrada pelo Ministério Público do RN (MPRN), para apuração de corrupção na municipalidade, com envolvimento também de lobista, empresários e servidores públicos.
Denúncia
Há poucos dias, eles tiveram processos de cassação suspensos na Câmara Municipal. Batata obteve decisão judicial (veja AQUI) que freou uma Comissão Especial de Inquérito (CEI). Já Lobão foi beneficiado (veja AQUI) indiretamente pelo pronunciamento do desembargador Cláudio Santos na liminar concedida ao prefeito afastado.
Paralelamente, os dois seguem respondendo à denúncia na justiça (veja AQUI). Eles cumpriam medida cautelar concedida pelo Tribunal de Justiça do RN (TJRN), com afastamento dos cargos por 180 dias (veja AQUI).
Nota do Blog – O desterro de 180 dias não afastou o prefeito e vereador da realidade: Caicó já os julgou, mesmo antes da Justiça e da Câmara Municipal.
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A Câmara Municipal de Caicó suspendeu a sessão extraordinária que realizaria às 17 horas desta segunda-feira (28), no Fórum Municipal Amaro Cavalcante, para analisar e votar parecer da Comissão Processante que apurou denúncias contra o vereador afastado Raimundo Inácio Filho (MDB), o “Lobão”.
Já tinha cancelado outra sessão para este mesmo dia, que julgaria igual apuração contra o prefeito afastado Robson Araújo (PSDB), o “Robson Batata” – veja AQUI.
Em “Nota Explicativa” à opinião pública, a CMC apresenta alguns argumentos para a suspensão (ou cancelamento) da sessão. Os principais estão vinculados à decisão tomada à semana passada pelo desembargador Cláudio Santos, que concedeu liminar ao prefeito afastado Robson Batata (veja AQUI), freando seu julgamento.
Vícios
Uma série de irregularidades marcariam o julgamento, assinalou Cláudio Santos em seu despacho. Seriam vícios que tornariam sem efeito qualquer decisão da Câmara Municipal.
Temendo situação similar em relação ao julgamento de Lobão, a CMC considerou mais prudente esperar decisão do mérito da questão na Câmara Cível do Tribunal de Justiça do RN (TJRN).
Prefeito e vereador afastados estão envolvidos no escândalo de corrupção denominado de “Operação Tubérculo”, que eclodiu em 14 de agosto do ano passado (veja AQUI).
Preso e afastado da Prefeitura de Caicó no dia 14 de agosto do ano passado (veja AQUI) na Operação Tubérculo do Ministério Público do RN (MPRN), o prefeito Robson Araújo (PSDB), o “Batata”, trabalha no campo judicial para retornar ao cargo.
Duas etapas foram vencidas.
No dia 10 de outubro de 2018, ele obteve liberdade (veja AQUI) em decisão no âmbito do Tribunal de Justiça do RN (TJRN). Já nessa última quarta-feira (23), alcançou outra conquista ao conseguir liminar na mesma corte, barrando processo da Comissão Processante da Câmara Municipal de Caicó, que poderia lhe cassar (veja AQUI).
Batata foi denunciado duas vezes pelos crimes de corrupção passiva, dispensa indevida de licitação, corrupção ativa (também duas vezes) e associação criminosa (veja AQUI).
Afastamento
Sua prisão e do vereador Raimundo Inácio Filho (MDB), o “Lobão”, também envolvido na Operação Tubérculo, foi substituída por mediadas cautelares.
Entre as medidas, está a determinação de ambos permanecerem afastados de suas funções por 180 dias. Esse prazo vai até 14 de abril próximo.
Se não for cassado pela Câmara Municipal até lá, Batata tem tudo para retomar o cargo e enfrentar as adversidades políticas e judiciais como prefeito. A peleja continua.
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A Câmara Municipal de Caicó realizará apenas uma sessão extraordinária na próxima segunda-feira (28). Ela acontecerá no Fórum Amaro Cavalcante, a partir das 17h. A princípio, seriam duas na mesma data.
O plenário apreciará o parecer final da Comissão Processante sobre as acusações contra o vereador Raimundo Inácio Filho (MDB), “Lobão”. Ele poderá ser cassado.
Ele foi afastado do cargo por corrupção na Operação Tubérculo, deflagrada pelo Ministério Público no ano passado, que o levou à prisão, da mesma forma que aconteceu com o prefeito Robson Araújo (PSDB), o “Batata”.
A sessão que estava marcada para as 10h, foi cancelada devido à suspensão dos efeitos da Comissão 001/2018, dada pelo Tribunal de Justiça, através do desembargador Cláudio Santos (veja AQUI).
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Comissão é presidida por Ana Edna da Silva (Foto: CMC)
A Comissão Processante nº 001/2018, presidida pela vereadora Ana Edna da Silva (Avante), que trata de pedido de cassação do prefeito caicoense afastado, Robson Araújo (PSDB), o “Batata’, vai iniciar fases de produção de provas, depoimentos, diligências e audiências necessárias à instrução do processo até julgamento.
A denúncia foi protocolada pelo senhor Francisco da Silva Filho.
Mas o sobrepeso está em denso material produzido pelo Ministério Público do RN (MPRN), em duas investigações denominadas de Operação Blackout (veja AQUI) e Operação Tubérculo (veja AQUI), que aponta o prefeito como envolvido em crimes contra a administração pública.
Nessa quinta-feira (29), a comissão esteve reunida na Câmara Municipal e decidiu pelo prosseguimento da denúncia.
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O prefeito afastado de Caicó, Robson Araújo (PSDB), o “Batata”, não trabalho com outra possibilidade que não seja seu retorno à prefeitura. E em conversa com o blog, já arriscou uma data prevista para voltar a administrar Caicó.
É o dia 18 de fevereiro de 2019, quando já terá cumprido todas as medidas cautelares impostas pelo Tribunal de Justiça do RN (TJRN).
Durante seu afastamento, Caicó vem sendo administrada pelo vice-prefeito Marcos José de Araújo (PP), “Marcos do Manhoso”.
Nota do Blog Carlos Santos – Ele foi preso no dia 14 de agosto, na “Operação Tubérculo”, desencadeada pelo Ministério Público do RN (MPRN).
Na Câmara Municipal de Caicó, processo em andamento pode provocar o impeachment de Batata.
Veja AQUI série de matérias sobre a Operação Tubérculo.
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Conversa com amigos/correligionários em casa e caminhadas regulares na Ilha de Santana, complexo turístico no centro da cidade de Caicó.
Robson Batata: caminhadas na Ilha de Santana (Foto: Web)
Essa tem sido a rotina do prefeito afastado do município caicoense, Robson Araújo (PSDB), o Robson Batata, que desde o último dia 10 de outubro está em liberdade.
Paralelamente, na Câmara Municipal corre em alta combustão um processo para cassá-lo em definitivo.
O Ministério Público do RN (MPRN) já enviou para o legislativo local denso material relativo à “Operação Tubérculo”, que resultou em sua prisão no dia 14 de agosto deste ano (veja AQUI).
Robson Batata ganhou liberdade, mas por pelo menos 180 continuará longe do poder, segundo decisão no âmbito do Tribunal de Justiça do RN (TJRN).
É bem provável que o impeachment seja apreciado antes desse prazo que vai se encerrar em 10 de abril.
Veja AQUI série de matérias sobre a Operação Turbérculo.
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O Tribunal de Justiça do RN (TJRN) concedeu, nesta quarta-feira (10), liberdade ao prefeito de Caicó Robson Araújo (PSDB), mais conhecido como Batata, e também ao vereador Raimundo Inácio Filho (MDB), o Lobão.
Segundo a assessoria de comunicação do TJ, as prisões preventivas dos dois foram substituídas por mediadas cautelares.
Entre as medidas, está a determinação de ambos permanecerem afastados de suas funções por 180 dias.
Ambos e o lobista Edvaldo Pessoa de Farias, o Bola, foram presos no dia 14 de agosto deste ano (veja AQUI), na Operação Tubérculo do Ministério Público do RN (MPRN). Bola cumpriu apenas prisão provisória (cinco dias).
Batata foi denunciado duas vezes pelos crimes de corrupção passiva, dispensa indevida de licitação, corrupção ativa (também duas vezes) e associação criminosa. O vereador responde por corrupção ativa (duas vezes).
Já o lobista, por corrupção passiva, tráfico de influência e associação criminosa. Todos alegam inocência.
Eles estariam envolvido com contratos viciados relacionados à iluminação pública.
Pesquisa realizada pelo Instituto Agorasei, em Caicó, aponta que 40% dos entrevistados aprovam a administração de Marcos José de Araújo (PP), “Marcos do Manhoso”, novo prefeito do município. Pela metodologia aplicada, a aprovação é medida pela soma do ótimo (11,5%) com o bom (28,5%).
As pessoas que avaliam a gestão como regular totalizam 19%. Já os entrevistados que reprovam a nova administração são apenas 10%, somando o ruim (3,8%) com o péssimo (6,2%). As pessoas que não souberam responder perfazem 31%.
A maioria dos que não responderam alega que ainda é cedo para avaliar a nova gestão.
Afastamento e prisão
A sondagem revela que 65,5% dos entrevistados afirmam preferir que o atual prefeito em exercício permaneça no cargo, enquanto 10,8% desejam a volta de Robson Araújo (PSDB), o “Batata”. As pessoas que não souberam responder totalizam 23,7%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 26 de agosto e ouviu 400 pessoas a partir dos 16 anos de idade, em todos os bairros e principais comunidades rurais de Caicó. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 4.8 pontos percentuais, para mais ou para menos sobre os resultados totais da amostra.
Manhoso assumiu a prefeitura no dia 14 último (veja AQUI), com o afastamento e prisão do prefeito, na “Operação Tubérculo” (veja AQUI).
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O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ofereceu denúncia à Justiça potiguar contra dez investigados na sexta-feira (17), após deflagrar no dia 14 último (terça-feira), a “Operação Tubérculo” (veja AQUI). Além do prefeito de Caicó Robson Araújo (PSDB), o “Batata”, do vereador Raimundo Inácio Filho (MDB), o “Lobão”, e do lobista Edvaldo Pessoa de Farias, o “Bola”, foram denunciadas mais sete pessoas.
O documento é assinado pelo procurador-geral de Justiça, Eudo Rodrigues Leite.
Lobão e Batata seguem presos (Foto: Web)
O prefeito de Caicó foi denunciado pelos crimes de corrupção passiva (duas vezes), dispensa indevida de licitação, corrupção ativa (duas vezes) e associação criminosa. Já o vereador Raimundo Inácio Filho, por corrupção ativa (duas vezes), e o lobista Edvaldo Pessoa de Farias por corrupção passiva, tráfico de influência e associação criminosa.
Além dos três, foram denunciados Allan Emannuel Ferreira da Rocha (corrupção ativa, dispensa indevida de licitação e associação criminosa), Felipe Gonçalves de Castro, Maurício Ricardo de Moraes Guerra, Alberto Cardoso Correia do Rêgo Filho (corrupção ativa, lavagem de dinheiro, dispensa indevida de licitação e associação criminosa), João Paulo Melo Alves da Silva (corrupção ativa), Antônio Felipe Pinheiro de Oliveira (lavagem de dinheiro) e Abdon Augusto Maynard Júnior (corrupção passiva, lavagem de dinheiro, dispensa indevida de licitação e associação criminosa).
Em diligência
O MPRN ainda tem diligências em andamento, o que pode inclusive resultar em novas ações penais no futuro.
A operação Tubérculo foi deflagrada na terça-feira (14) e cumpriu três mandados de prisão e outros seis mandados de busca e apreensão em Caicó e Natal. Além de presos preventivamente, o prefeito e o vereador Raimundo Inácio Filho foram afastados dos cargos.
A Operação Tubérculo é um desdobramento das operações Cidade Luz, deflagrada em julho de 2017 e que desvendou um esquema criminoso instalado na Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de Natal através da constituição de cartel entre empresas pernambucanas. Elas prestavam serviços de iluminação pública na cidade.
A Operação Blackout foi realizada em agosto do mesmo ano e apurou superfaturamento e pagamento de propina para manutenção do contrato de iluminação pública em Caicó.
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Em prisão preventiva (veja AQUI) desde o último dia 14 (terça-feira), o prefeito de Caicó – Robson de Araújo (PSDB), o “Batata” – pode ganhar liberdade e voltar ao exercício do mandato. Ele foi preso a partir da “Operação Tubérculo”, do Ministério Público do RN (MPRN).
Batata: volta possível (Foto: Blog do Luciano Vale)
Essa possibilidade legal é factível.
Em seu lugar foi empossado provisoriamente (veja AQUI) o vice-prefeito dissidente Marcos José de Araújo (PP), o “Marcos do Manhoso”.
Em poucas horas de gestão, Manhoso usou intensamente a caneta esferográfica. Produziu uma série de portarias com exonerações e nomeações de auxiliares.
Luta política
Paralelamente, na Câmara Municipal de Caicó há burburinho político com inclinação para cassação do mandato do prefeito afastado-preso. Ele já é alvo de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), que fomentou sua prisão e do vereador Raimundo Inácio Filho (MDB), o “Lobão”, além do lobista Edvaldo Pessoa de Farias (veja AQUI e AQUI).
O duelo é judicial, mas também político, em face de vários interesses em jogo. Eles estão relacionados ao poder paroquial e também às eleições estaduais deste ano.
Depois traremos mais informações de bastidores.
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O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) liberou um áudio que mostra diálogo entre os vereadores caicoenses Zaqueu Fernandes (PHS) e Raimundo Inácio Filho (MDB), o “Lobão”. A conversa entre ambos mostra tentativa de corrupção com uso de dinheiro e cargos públicos.
O pedido de prisão preventiva ajuizado pelo MPRN, que resultou na “Operação Tubérculo, deflagrada na terça-feira (14), mostra que Zaqueu tinha sido procurado por Lobão para que votasse a favor do prefeito Robson Araújo (PSDB), o “Batata”, na Comissão Especial de Inquérito (CEI) instalada para apurar supostas irregularidades no uso da Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública (Cosip).
Zaqueu gravou a conversa e entregou ao Ministério Público.
Propina e cargos
No diálogo, Lobão oferece a Zaqueu o valor de R$ 30 mil e até cinco cargos na administração municipal. A oferta é realizada em nome do prefeito. Confira aqui.
A operação do MPRN prendeu nesta terça-feira (14) o prefeito de Caicó, Lobão e ainda um lobista suspeitos. Todos são investigados por corrupção ativa e passiva, associação criminosa, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e dispensa indevida de licitação.
A Operação Tubérculo cumpriu três mandados de prisão, e outros seis mandados de busca e apreensão na cidade seridoense e em Natal.
Além de presos preventivamente, o prefeito Robson de Araújo e o vereador Raimundo Inácio Filho foram afastados dos cargos.
O lobista Edvaldo Pessoa de Farias teve prisão temporária decretada. Servidor fantasma na Assembleia Legislativa (veja AQUI), ele foi exonerado após divulgação do Blog Carlos Santos (veja AQUI).
O Ministério Público do RN (MPRN), que desencadeou a “Operação Tubérculo” no dia passado (veja AQUI), deverá provocar mais estragos no meio político caicoense.
O que vem à tona sobre os bastidores da compra de apoios para frear uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), na Câmara Municipal do Caicó, certamente vai causar muitos abalos e novas baixas.
Ontem, quem saiu preso foi o vereador Raimundo Inácio Filho (MDB), o “Lobão”, e o prefeito Robson Araújo (PSDB), o “Batata”, além do lobista Edvaldo Pessoa de Farias.
Ouvido ao chão como bom índio Sioux, Cheyenne, Cherokee, Comanche, Navajo ou Apache.
Nota do Blog – Ainda bem que esse tipo de situação só acontece em Caicó. Em Mossoró, por exemplo, claro que não há ambiente para ocorrer nada parecido ou similar.
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A “Operação Tubérculo” (veja AQUI), que resultou na prisão nesta terça-feira (14) do prefeito Robson Araújo (PSDB), o “Batata”, e o vereador Raimundo Inácio Filho (MDB), o “Lobão”, provoca mudanças administrativas em Caicó.
Às 20 horas de hoje, o presidente da Câmara Municipal caicoense, Odair Diniz (DC), empossará como prefeito o vice-prefeito Marcos José de Araújo (PP), o “Marcos do Manhoso”.
Suplente
Também será empossada no legislativo, a servidora pública e suplente de vereador Ana Edna da Silva (Avante). Ela obteve 759 votos em 2016.
“Os dois já foram notificados”, adiantou ao Blog Carlos Santos uma porta-voz da Câmara Municipal.
Marcos e o prefeito preso e afastado Robson Batata estavam distanciados politicamente antes desse episódio de hoje.
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A Operação Tubérculo (veja AQUI) deflagrada nesta terça-feira (14) pelo Ministério Público do RN (MPRN), com prisão de dois políticos caicoenses e um lobista, também investiga o cometimento de crimes de corrupção ativa e passiva na Câmara Municipal de Caicó. Novamente aparecem em cena o prefeito caicoense Robson Araújo (PSDB), o “Batata”, e o vereador Raimundo Inácio Filho (MDB), o “Lobão”.
Vereadores produziram relatório da CEI que investiga prefeito caicoense "Batata" (Foto: 19 de janeiro deste ano, CMC)
Após a deflagração da Operação Blackout pelo MPRN, a Câmara Municipal instaurou uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar a responsabilidade de todas as gestões públicas municipais desde a criação da Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública (COSIP).
Em depoimento, alguns vereadores caicoenses afirmaram ao MPRN que Robson Batata ofereceu o pagamento de R$ 3 mil mensais e ainda cinco cargos na gestão municipal para que votassem a favor dele na CEI.
Propina
Em fevereiro deste ano, a Câmara Municipal recebeu uma denúncia popular que pede a cassação de Robson Batata da Prefeitura.
Agindo a mando de Robson Batata, o vereador Lobão Filho procurou colegas na Câmara e ofereceu R$ 30 mil e cargos na gestão para que votassem contra a cassação do prefeito. Alguns vereadores, em depoimento ao MPRN, confirmam que foram contatados por Lobão Filho e que ele propôs as vantagens indevidas em troca do voto.
Um dos vereadores procurados chegou a gravar conversa em que Lobão lhe faz a proposta de compra de voto por R$ 30 mil e cargos na Prefeitura.
O processo de cassação de Robson Batata na Câmara está suspenso por decisão liminar, mas já se encontra instaurado a partir dos votos de 10 dos 15 membros da Casa Legislativa.
Uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) prendeu nesta terça-feira (14) o prefeito de Caicó, um vereador da cidade e ainda um lobista suspeitos de corrupção ativa e passiva, associação criminosa, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e dispensa indevida de licitação.
"Lobão" e "Batata": problemas (Foto: Web)
A Operação Tubérculo cumpriu três mandados de prisão, e outros seis mandados de busca e apreensão na cidade seridoense e em Natal.
Além de presos preventivamente, o prefeito Robson de Araújo (PSDB), o “Batata”, e o vereador Raimundo Inácio Filho (MDB), o “Lobão”, foram afastados dos cargos.
O lobista Edvaldo Pessoa de Farias teve prisão temporária decretada.
A Operação Tubérculo (referência à batata) é desdobramento das operações Cidade Luz, deflagrada em julho de 2017 e que desvendou um esquema criminoso instalado na Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de Natal através da constituição de cartel, entre empresas pernambucanas que prestavam serviços de iluminação pública na cidade; e Blackout, realizada em agosto do mesmo ano e que apurou superfaturamento e pagamento de propina para manutenção do contrato de iluminação pública em Caicó.
Ao todo, 12 promotores de Justiça, 22 servidores do MPRN e 28 policiais militares participaram da operação Tubérculo.
Os gabinetes do prefeito e do vereador foram alvos dos mandados de busca e apreensão. Pelo que foi apurado pelo MPRN, o envolvimento de Robson de Araújo com o esquema fraudulento começou antes mesmo de ser empossado prefeito de Caicó, ainda em novembro de 2016.
Operação Cidade Luz
A investigação sobre a participação do prefeito foi iniciada após os empresários Allan Emannuel Ferreira da Rocha e Felipe Gonçalves de Castro, presos na Operação Cidade Luz, firmarem termo de colaboração premiada com o MPRN. Allan Emannuel e Felipe Gonçalves admitiram e apresentaram provas que negociaram com Robson Batata a continuidade da prestação dos serviços de manutenção da iluminação pública mediante pagamento de propina.
Eles batizaram de “lâmpada” cada pagamento de R$ 1 mil que era efetuado.
Segundo decodifica o MP do RN, o padrão monetário de Batata não é o Real, mas a "Lâmpada" (Reprodução)
Os empresários apresentaram provas que mostram que foi estabelecido até mesmo um cronograma para o repasse da propina. Os empresários, a mando de Robson Batata, também negociaram com o lobista Edvaldo Pessoa de Farias.
Pelo “serviço”, Edvaldo recebia uma “mesada” de R$ 3 mil dos empresários. Para o MPRN, há indícios de que o prefeito Robson Batata recebeu aproximadamente 70 “lâmpadas” pela manutenção de contratos para execução de serviços de iluminação pública com as empresas Real Energy Ltda e Enertec Construções e Serviços Ltda.
Prisões “necessárias
Na decisão pelas prisões preventivas de Robson Batata e Lobão Filho, o desembargador Gilson Barbosa frisa que elas são necessárias por causa do “risco considerável de reiteração de ações delituosas por parte dos investigados”.
Operação Tubérculo começou cedo e cumpriu determinações judiciais até na Prefeitura de Caicó (foto) e outras cidades
Ele entendeu ainda que “caso permaneçam em liberdade, Robson de Araújo e Raimundo Inácio Filho, por se encontrarem nos cargos eletivos, tendo acesso às repartições públicas e em contato com outras pessoas envolvidas, continuarão a delinquir, no intuito de permanecer com os favorecimentos pessoais e na tentativa de obstar a cassação do prefeito”.
Por fim, o desembargador destacou que é “importante não olvidar que podem os detentores dos cargos tentar escamotear as provas dos possíveis ilícitos, com a destruição de documentos, apagando conversas em aparelhos celulares e e-mails, cooptando outras pessoas etc”.
Para decretar a prisão temporária de Edvaldo Farias, o desembargador ressalta que ele agia com o objetivo de cumprir as ordens do prefeito de Caicó, “bem como se locupletar do dinheiro público”.
Com dez votos a favor, a Câmara de Vereadores de Caicó aprovou, na noite desta quarta-feira (21), o recebimento de denúncia do caicoense Wagner Felipe Costa, que pede a possível cassação do prefeito Robson Araújo (PSDB), o “Batata”.
O pedido do popular foi protocolado na manhã de hoje na presidência da Casa Legislativa. A Comissão especial constituída hoje, tem o prazo de cinco dias para se instalar e proceder a notificação do denunciado. Depois disso, o prefeito terá cinco dias para responder a denúncia por escrito.
Votaram a favor pelo recebimento da denúncia os vereadores Alisson Jackson (PROS), Andinho Duarte (PRP), Diogo Silva (PP), Erinaldo Lino (PP),José Alexandre (PRP), Ivonete Dantas (MDB), Mara Costa (PROS), Rosângela Maria (PR), Zaqueu Fernandes (PHS) e o presidente Odair Diniz (PSDC).
Contra
Com justificativa de que o pedido deveria vir do Ministério Público (MPRN) ou Tribunal de Contas do Estado (TCE), votaram contra o recebimento: José Rangel (PDT), Ivanildo do Hospital (PROS), Júlio Gregório (MDB), Lobão Filho (MDB) e Maria Cleide (PP).
O pedido de cassação foi feito com base em recente relatório aprovado na Casa, quanto à aplicação dos recursos de Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública (COSIP) de Caicó.
O prefeito de Caicó, Robson Araújo (PSDB), o “Batata”, fez hoje (segunda-feira, 19) na Câmara Municipal, a leitura da mensagem anual do seu governo para o segundo ano da gestão.
Mas em vez de chamar a atenção por alguma informação quanto a obras, gestão financeira ou balanço do primeiro ano, viu-se num vexame com o próprio discurso em si. Envolveu-se em episódio picaresco.
Prefeito Robson Araújo descuidou-se e juntou caicoenses aos soteropolitanos (Foto: divulgação)
O pronunciamento foi um plágio escancarado da mensagem anual do prefeito Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM), o “ACM Neto”, de Salvador-BA, apresentado no legislativo municipal baiano em fevereiro de 2015.
O caso não é apenas de cópia de uma frase, de uma oração, frase de efeito ou trecho de um parágrafo. É reprodução continuada do texto original, com adaptação ao contexto caicoense e enxerto de dados da sua gestão.
O prefeito denunciou-se de vez ao tratar seus munícipes por “soteropolitanos” (gentílico referente a quem nasce em Salvador-BA) e não por caicoenses. Mais um pouco e poderia ter usado até gírias desse mesmo universo, “meu rei!”
O plágio do prefeito Batata remete-nos ao episódio de repercussão mundial em 18 de julho de 2016, quando Melania Trump, mulher do então candidato à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou em convenção partidária e utilizou frases de Michelle Obama. No jargão jornalístico, ela teria “cozinhado” (refeito, adaptado) frases que foram expressadas por Michelle.
Melania Trump e Michelle Obama: cópias (Fotos: Paul J. e Alex Wong)
O discurso de Melania (veja AQUI) teve semelhanças com a fala de Michelle Obama de 8 anos emitida 8 anos antes, na Convenção Nacional Democrata, quando Barack Obama consolidou sua candidatura à presidência.
A oratória de Melania foi logo desmascarada pela mídia dos EUA, por suas “surpreendentes similitudes” com o que Michelle tinha expressado.
No episódio de hoje em Caicó, a imprensa local foi igualmente ágil e mordaz.
Logo apontou o mico.
Resta saber se o prefeito foi traído por seu “ghost-writer” (escritor fantasma, pessoa responsável pelo texto a ser lido por outrem) ou ele próprio manufaturou a gafe.
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Em entrevista nesta quarta-feira (25) ao programa “Hora do Povo da 106 FM”, ao falar sobre o decreto de corte nos gastos da Prefeitura de Caicó, o prefeito Robson Araújo (PSDB), o “Batata”, não mediu palavras e disse que se não tivesse tomado essa decisão no sentido de conter a crise financeira na municipalidade, a prefeitura quebrava.
Segundo Batata, “durante a campanha eu prometi três coisas: cortar na carne para diminuir os gastos, fazer uma auditoria nas contas e na folha de pagamento, que começou no dia de hoje, além de transferir meu gabinete para a prefeitura antiga e estou providenciando”.
E acrescentou: “Sobre o corte na carne, eu não cortei apenas na carne, estou cortando no osso, pois ou faço isso (corte na carne) ou a prefeitura de Caicó quebra”.
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