Nos intramuros do Sítio Cantópolis, onde a prefeita mossoroense eleita-diplomada Rosalba Ciarlini (PP) está acantonada para conversas políticas, o zunzunzum aponta para corte da ordem de 25% no número de cargos comissionados no início de seu Governo.
Particularmente, não acredito.
É possível que seja mais. A conjuntura deve exigir maior rigor na oferta de ‘mamilos’ públicos, que aliados históricos e rosalbistas de ocasião sonham em se deleitar.
A Prefeitura de Mossoró tem cerca de 735 cargos comissionados legalmente à disposição para nomeações.
Boa parte é dispensável, pois não passa de cabide de emprego.
Com 50% disso ou menos ainda, funcionaria a contento, sobretudo se adotar critério meritocrático e não compadrio e toma-lá-dá-cá.
Estudo nesse sentido (veja AQUI) chegou a ser entregue ao prefeito Francisco José Júnior (PSD), que preferiu teimar contra números e apostar na velha fórmula do empreguismo para se dar bem nas urnas.
Desastre homérico
Errou na dosagem, mas não significa que não tenha se dado bem. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Se a prefeita eleita quiser repetir seu desastre homérico na gestão do Governo do Estado, basta repetir a fórmula de sempre na Prefeitura de Mossoró, em suas três gestões anteriores.
Os tempos são outros.
Antes de ela assumir o Governo do Estado em 1º de janeiro de 2011, este Blog criou uma frase que virou mantra em tom de alerta. Revelou-se verdadeira e premonitória da hecatombe:
– O Governo do Estado não é a Prefeitura e Natal não é Mossoró.
Rosalba e seu mentor, Carlos Augusto Rosado, devem seguir a receita basilar de Maquiavel para o príncipe: o “mal” (medidas antipáticas) de uma vez, cortando gorduras contundentemente. O bem, em conta-gotas.
Leia também: A ‘Rosa’ tem que escolher entre o choque e a água-com-açúcar (AQUI).
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