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Fecomércio e Sebrae ofertam apoio a projetos da Prefeitura de Mossoró

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE/RN) apresentaram ao prefeito mossoroense Allyson Bezerra (Solidariedade), interesse em apoiar a gestão em programas e ações estratégicas. Em almoço de trabalho na cidade na quinta-feira (15), dirigentes das entidades explicaram ao prefeito onde podem colaborar.

Jair Queiroz, Marcelo Queiroz, Allyson, Itamar Manso e Michelson Frota: Apoio técnico estratégico (Foto: Fecomércio/RN)
Jair Queiroz, Marcelo Queiroz, Allyson, Itamar Manso e Michelson Frota: Apoio técnico estratégico (Foto: Fecomércio/RN)

Segundo o presidente da Fecomércio, Marcelo Queiroz, é possível disponibilizar sua equipe técnica à formatação de projeto-base do Plano Diretor de Mossoró, que está bastante defasado e deveria ter sido feito em administração passada. “Demos essa colaboração em Natal e queremos também contribuir em Mossoró”, disse Queiroz.

Já o Sebrae, através do presidente do seu Conselho Deliberativo, empresário Itamar Manso Maciel Junior, garantiu capacitação e outras iniciativas à profissionalização dos comerciantes informais que vão ocupar o Camelódromo a ser construído pela municipalidade. Para Manso, essa qualificação tornará essas dezenas de pessoas mais preparadas ao crescimento num espaço de alto nível, como ocorre em outras cidades no país.

Recursos

O Camelódromo será um calçadão em espaço onde hoje é a Rua Bezerra Mendes, Centro. Propósito da administração municipal é que seja uma das prioridades do programa multissetorial “Mossoró Realiza,” que tem em seu bojo o Plano de Metas e Investimentos para Mossoró, a ser operacionalizado com recursos advindos de empréstimos em instituições financeiras do país e até internacionais.

Participaram dessa reunião, além de Marcelo Queiroz e Itamar Manso, os empresários locais Michelson Frota e Jair Queiroz, diretores da Fecomércio e presidente e vice, respectivamente, do Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (SINDILOJAS).

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Mossoró é um camelódromo sem solução à céu aberto

A ocupação de áreas estratégicas do Centro de Mossoró por vendedores ambulantes é sinal dos tempos no mercado de trabalho brasileiro. É reflexo do que ocorre em várias partes do país, sobretudo em cidades grandes e médias.

Mas no caso de Mossoró, o quadro parece ser muito pior. Conta com a vista grossa do poder público e sua falta de iniciativa para ordenar a atividade mercantil alternativa, que faz valer suas próprias normas de ocupação de espaços públicos.

Centro de Mossoró revela um quadro de desorganização e omissão com informais no comando (Foto: BCS)

Na gestão Francisco José Júnior (sem partido) houve tentativa atabalhoada, mesmo que bem-intencionada, de se remover essa multidão de camelôs. No dia 5 de de 2015 começou a retirada de informais e início de grande polêmica (veja AQUIAQUIAQUI) sem solução.

Houve até promessa de edificação de um camelódromo para abrigar todos os comerciantes informais. Nada disso aconteceu.

Acessibilidade

Vale ser lembrado que o Ministério Público há anos desencadeou trabalho para assegurar acessibilidade em calçadas do centro comercial, mas também baixou a guarda. Não se fala mais no assunto. O órgão deve conhecer pouco o centro urbano de Mossoró.

Com a proximidade de outro ano eleitoral, é provável que a questão siga “imexível”. Ninguém quer se desgastar politicamente.

Em 2018, o trabalho informal chegou a 37,3 milhões de pessoas, o mesmo que 40,8% da população ocupada, ou dois em cada cinco trabalhadores, segundo Síntese dos Indicadores Sociais 2018, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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