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Filhos de Bolsonaro e PL querem ‘enquadrar’ Michelle

Do Canal Meio e outras fontes

Flávio e Michelle, mesmo grupo e conflitos que não param (Fotos: Fotos Lula Marques/Agência Brasil e Paul Hennessy/Anadolu via AFP)
Flávio e Michelle, mesmo grupo e conflitos que não param (Fotos: Fotos Lula Marques/Agência Brasil e Paul Hennessy/Anadolu via AFP)

O ex-presidente Jair Bolsonaro mal se acostumou com a cela onde vai cumprir parte da pena de mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e já assiste a uma guerra familiar pela disputa de seu papel de liderança na direita brasileira. A tensão no núcleo mais íntimo dos Bolsonaro explodiu nesta segunda-feira após uma declaração de Michelle Bolsonaro em um comício em Fortaleza. A ex-primeira-dama criticou publicamente a aliança firmada pelo PL do Ceará com Ciro Gomes, afirmando que o acordo foi “precipitado” e insinuou deslealdade da legenda ao marido. A intervenção inesperada irritou os filhos do ex-presidente.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu primeiro e afirmou que Michelle “atropelou” Bolsonaro ao desautorizar um movimento que, segundo ele, havia sido previamente avalizado pelo ex-presidente. Carlos Bolsonaro endossou o irmão e afirmou que é preciso “respeitar a liderança” do pai. Jair Renan também compartilhou as críticas. Mais tarde, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos EUA, classificou a fala da madrasta como “injusta e desrespeitosa”. (g1)

Os ataques contra Michelle pelos irmãos Bolsonaro aconteceram no X, a plataforma usada por eles para criticar, defender, elogiar ou enviar recados a aliados ou inimigos. Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro fizeram posts atacando a madrasta. O caçula, Jair Renan, tratou de reproduzir as críticas. Veja aqui alguns dos posts que agitaram a família Bolsonaro nesta segunda. (Folha)

A atuação de Michelle tem incomodado não só a família. Lideranças do Centrão têm manifestado incômodo com a atuação dela na articulação de palanques estaduais para 2026. Com Bolsonaro impedido de atuar politicamente, dirigentes de partidos de direita avaliam que Michelle tenta assumir protagonismo nas negociações eleitorais. Ela comanda hoje o PL Mulher, estrutura que ampliou sua influência interna na sigla. Mesmo aliados do bolsonarismo admitem, nos bastidores, desconforto com a intervenção da ex-primeira-dama. Líderes do centro e da direita afirmam não querer que integrantes da família Bolsonaro ditem alianças locais, consideradas cruciais para a formação de palanques competitivos em 2026. (g1)

O conflito entre os filhos do ex-presidente e a madrasta é antigo, dos tempos em que a família estava no poder. Mas desta vez o estopim da crise familiar ocorreu na terça-feira passada, quando Michelle Bolsonaro fez uma piada durante reunião do PL que desagradou aos filhos do ex-presidente. Diante de dirigentes da sigla, a ex-primeira-dama contou que havia preparado milho cozido para o marido e revelou o apelido íntimo com que o chama: “meu galo”. Na sequência, fez uma brincadeira afirmando que Bolsonaro precisava mostrar que continuava “imbrochável”, referência às medalhas dos “3 is” distribuídas por ele a aliados. A fala foi interpretada por integrantes da família como exposição indevida do ex-presidente. (Globo)

Merval Pereira: “A família Bolsonaro vem se esmerando em destruir-se publicamente, com intrigas e acusações em tom elevado que transformam a privacidade em ação política, para o bem e para o mal”. (Globo)

Eliane Cantanhêde: “Michelle não tem autonomia nem mais a força do marido, preso e inelegível, para sair por aí desautorizando as articulações estaduais do PL”. (Estadão)

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Eduardo “reaparece” e diz que família defende presos bolsonaristas

Eduardo Bolsonaro está desde março nos EUA e falou por videoconferência como convidado (Foto: Henrique Branco)
Eduardo Bolsonaro está desde março nos EUA e falou por videoconferência como convidado (Foto: Henrique Branco)

Desde março sem aparecer na Câmara, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a dar as caras no Congresso nesta quarta-feira (27), ainda que de maneira virtual. Eduardo tem dedicado seu tempo a tentar influenciar o governo americano a adotar sanções contra o Brasil na esperança de salvar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), da prisão.

Ele discursou por 15 minutos na Subcomissão Especial dos Direitos dos Presos do 8 de janeiro de 2023, vinculada à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. O filho 03 do ex-presidente usou seu tempo para, mais uma vez, atacar o ministro do STF Alexandre de Moraes e destacar que ele e sua família se preocupam com essa pessoas: “Eu quero dizer pra vocês, nós nos importamos com vocês. Vocês são pessoas comuns, mas que pra nós vale a pena lutar,” disse. Falou na reunião por videoconferência na condição de convidado. (Veja e Band News)

Ao mesmo tempo, ele e outros filhos de Jair Bolsonaro adotaram um tom mais radical e intensificaram críticas a aliados, sem nomeá-los, depois que parte do Centrão fez gestos públicos pela candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à Presidência.

Carlos e Eduardo Bolsonaro atribuem a movimentação em prol de Tarcísio ao “sistema” e a chamam de oportunismo.

O vereador Jair Renan fez coro com ambos.

Somente Flávio Bolsonaro tem tido atitude mais discreta nas críticas. Parlamentares e dirigentes acreditam que a reação é uma tentativa de manter no clã o espólio eleitoral de Bolsonaro. (Folha)

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‘Abin paralela’ espionou autoridades e favoreceu clã Bolsonaro, diz PF

Abin é órgão para cumprir papel apenas institucional (Foto: Marcelo Ferreira/Estado de Minas)
Abin é órgão para cumprir papel apenas institucional (Foto: Marcelo Ferreira/Estado de Minas)

Do Canal Meio e outras fontes

O monitoramento ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL) incluiu políticos, magistrados e jornalistas, segundo as investigações da Polícia Federal. A chamada “Abin paralela” também produzia dossiês e disseminava notícias falsas contra adversários. Na decisão que autorizou a Operação Última Milha da PF, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes diz que as investigações mostraram que a “utilização dos recursos da Abin” teve o objetivo de “obter vantagens políticas”.

Entre as autoridades monitoradas estão o próprio Moraes, Arthur Lira (PP-AL), que preside a Câmara dos Deputados, e o senador Renan Calheiros (MDB-AL), assim como as jornalistas Mônica Bergamo e Vera Magalhães. A Abin utilizou um programa chamado FirstMile para monitorar a localização de alvos pré-determinados por meio dos aparelhos celulares. (Globo)

E a PF encontrou o áudio de uma reunião em que Bolsonaro, o general Augusto Heleno, então chefe do Gabinete de Segurança Institucional, ao qual a Abin é subordinada, e o ex-chefe da Abin Alexandre Ramagem discutem um plano para anular o inquérito das “rachadinhas” contra o senador Flávio Bolsonaro. Segundo aliados, o ex-presidente está furioso por Ramagem ter mantido no celular um áudio tão comprometedor. (Estadão e Globo)

A estrutura da “Abin paralela”, segundo a PF, mandava marcar o vereador Carlos Bolsonaro em postagens nas redes sociais com fake news que miravam adversários políticos. Também foi utilizada para produzir provas a favor de Jair Renan, que era alvo de um inquérito pela suspeita de tráfico de influência. (Globo)

Os detalhes do caso foram divulgados depois que Moraes levantou o sigilo da quarta fase da Operação Última Milha, realizada ontem. A PF cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em Brasília, Curitiba, Juiz de Fora, Salvador e São Paulo. (UOL)

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Investigação da ‘Abin paralela’ leva PF a Carlos Bolsonaro

Do Canal Meio e outras fontes

Vereador Carlos Bolsonaro é um dos principais investigados (Foto: Sérgio Lima/AFP)
Vereador Carlos Bolsonaro é um dos principais investigados (Foto: Sérgio Lima/AFP)

O vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos) foi o principal alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã de ontem. A ação, que incluiu busca e apreensão em endereços ligados ao filho Zero Dois de Jair Bolsonaro (PL) – incluindo a casa de praia da família em Angra dos Reis (RJ) –, faz parte da investigação sobre o uso ilegal de um software de monitoramento pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionar adversários do ex-presidente e de seus familiares.

Assessores de Carlos, que também estão sendo investigados, pediam informações ao ex-diretor da Abin e hoje deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). Na quinta-feira passada, a PF fez uma operação em endereços ligados ao parlamentar, apreendendo um celular e um computador da agência que ainda estavam em poder dele. Três notebooks, 11 computadores e quatro celulares foram apreendidos nas ações de ontem da PF. (g1)

Uma conversa entre assessoras de Carlos e Ramagem é citada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes para justificar a ação da PF, demonstrando que o vereador integraria o “núcleo político” da chamada “Abin paralela”. Pelo WhatsApp, Luciana Almeida, assessora de Carlos, pede “ajuda” a Priscilla Ferreira e Silva, a serviço do então diretor-geral da Abin. Ela envia o nome da delegada Isabela Muniz Ferreira, do núcleo da PF responsável por investigações sensíveis, e cita dois inquéritos, afirmando que envolvem “PR e 3 filhos”, em possível menção ao ex-presidente e seus filhos.

“Como ressaltado pela autoridade policial, as ‘demandas’ eram tratadas por meio de assessoras, e não diretamente entre os investigados, ‘corroborando ainda mais o zelo em relação aos vestígios das condutas delituosas’”, afirma Moraes. Além de endereços ligados a Carlos, a PF realizou buscas nas casas de Luciana, Priscilla e de Giancarlo Gomes Rodrigues, militar cedido para a Abin na gestão Ramagem. (UOL)

Por pouco, os policiais não encontraram Carlos, o pai e os irmãos na casa de praia em Angra dos Reis. O ex-presidente e os filhos haviam saído de barco para pescar às 5h, conta Mônica Bergamo. Os Bolsonaro estavam em uma praia quando receberam a notícia da operação. “Querem me esculachar, me fazer passar por constrangimento”, disse o ex-presidente à jornalista. “Estão jogando rede, pescando em piscina. Não tem peixe.” Além de Carlos, a PF vê indícios de uso indevido da Abin para beneficiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o irmão mais novo, Jair Renan. (Folha)

Carlos prestará depoimento à PF hoje. A afirmação foi feita por seu pai, que explicou à CNN Brasil que o depoimento já estava marcado há alguns dias como parte de um processo que corre em segredo de Justiça. Sobre as suspeitas envolvendo o vereador, o ex-presidente disse que é normal pedir informações, o que não pode é haver interferência, e que jamais pediria algo que não fosse legal.

Também disse desconhecer qualquer pedido dos filhos a Ramagem sobre assunto confidencial. Bolsonaro afirmou ainda que a apreensão de objetos de pessoas não investigadas, como o computador de um de seus assessores, é um abuso. (CNN Brasil)

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Família com 20 mandatos eletivos descobre que urnas são fraudadas

Carlos, Bolsonaro, Flávio e Eduardo detectaram graves falhas nas maquininhas (mesmo sem apontar nada concretamente) eleitorais (Foto: Veja)
Carlos, Bolsonaro, Flávio e Eduardo detectaram graves falhas nas maquininhas (mesmo sem apontar nada concretamente) eleitorais (Foto: Veja)

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus três filhos políticos somam 20 mandatos eletivos.

Ele, 7 vezes federal e no primeiro como presidente da República;

Carlos Bolsonaro está no quinto mandato consecutivo como vereador;

Eduardo Bolsonaro exercita o segundo mandato de deputado federal, conquistado em 2018;

Flávio Bolsonaro após quatro legislaturas como deputado estadual é senador desde a eleição passada.

Agora, a família ‘descobre’ que as urnas para 2022 são fraudulentas.

Entendeu?

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Fábio Faria exalta Filho de Bolsonaro, de olho no lugar de vice

Do Poder 360

O ministro Fábio Faria (Comunicações) fez um “desabafo a favor do vereador e filho do presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). Deu a declaração em evento de liberação da liberação da ponte estaiada sobre o Rio Parnaíba, em Santa Filomena (PI), e chamou o “02” para o palco.

Apareça, Carluxo, não fique no Rio, não. Fique ao lado do seu pai em Brasília”, disse o ministro.

A fala de Fábio foi feita quando criticava a condução da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado.

Sabe o que a gente está vendo na CPI? Que o filho não pode ficar perto do pai. Se tiver alguma reunião ou almoço do Bolsonaro, e algum filho tiver perto, é crime, general Heleno. Quero ver se o senador Renan [Calheiros] não conversa com o filho dele em Alagoas. Quero saber se os senadores que estão na CPI não conversam com seus filhos”, declarou.

O ex-presidente da Pfizer no Brasil Carlos Murillo disse aos senadores em 13 de maio que a reunião para debater entraves de acordo da farmacêutica com o governo contou com a presença de Carlos Bolsonaro.

Segundo o ministro afirmou nesta 5ª feira, os opositores “fazem isso porque sabem que Carlos Bolsonaro foi responsável pela eleição de Jair Bolsonaro”.

Depois de elogiar o vereador, Fábio Faria o convidou para subir ao palco. Carlos cumprimentou o ministro e se sentou em uma cadeira.

Nota do Blog – Fábio Faria aposta todas as suas fichas e joga-se em incensos, ao clã Bolsonaro, para se viabilizar como nome a vice do presidente em 2022.

E ele sabe que “Carluxo” é o mais influentes dos nomes próximos a Bolsonaro.

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Bolsonaro bota vídeo que mexe com STF, mas depois o apaga

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) publicou, em seu Twitter, um vídeo no qual um leão é cercado por várias hienas — que o atacam. Legendas indicam que ele é o leão e, as hienas, são respectivamente veículos de imprensa, o STF, a OAB, partidos de esquerda e, até, seu PSL. Ao final, outro leão — identificado como ‘conservador patriota’ chega ao seu resgate.

O tuíte foi apagado logo depois. (Poder 360)

De acordo com Bela Megale, aliados atribuem a Carlos, o filho Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), vereador carioca, a responsabilidade de publicação. (Globo)

O decano do Supremo, Celso de Mello, se manifestou.

“Esse comportamento revelado no vídeo, além de caracterizar falta de apropriada estatura presidencial, também constitui expressão odiosa de quem desconhece o dogma da separação de poderes e, o que é mais grave, de quem teme um Poder Judiciário independente e consciente de que ninguém, nem mesmo o presidente da República, está acima da autoridade da Constituição e das leis da República.” (Folha)

Nota do Blog Carlos Santos – Há poucos dias, o Twitter de Bolsonaro publicou mensagem a favor do entendimento de prisão em segunda instância. Depois, a postagem foi apagada e o filho Carlos admitiu que editava/mexia no endereço próprio do pai.

Até quando esse capiroto vai continuar brincando com o Twitter, a República e o país? Francamente.

P.S – Nesta terça-feira (29), o presidente emitiu um pedido de “desculpas” ao STF pelo vídeo. Outro embaraço que poderia ser evitado.

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Bolsonaro apaga nota de apoio à prisão em segunda instância

Do Blog O Antagonista

Jair Bolsonaro apagou de seu Twitter a postagem em que apoiava a manutenção da prisão em segunda instância.

Postagem do presidente foi assumida, depois, como sendo do filho Carlos, 'sem autorização' (Reprodução BCS)

Atualização: horas depois, como noticiamos, o vereador Carlos Bolsonaro admitiu que foi ele quem postou o tuíte no perfil do pai, sem autorização do titular da conta.

Mas o print é eterno.

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Senador aliado e filho de Bolsonaro trocam ofensas

Do UOL

O senador Major Olímpio (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) trocam insultos pelas redes sociais. Bom esclarecer: os dois são aliados.

Carlos Bolsonaro não alivia na linguagem para tratar Olímpio ou qualquer aliado ou adversário (Reprodução)

O bate-boca está se alargando neste domingo (13). Olímpio citou uma cena do filme de “Tropa de Elite” ao afirmar que Carlos Bolsonaro é “moleque”.

O bate-boca virtual havia começado com Olímpio rebatendo uma insinuação do filho do presidente Jair Bolsonaro sobre seu choro pela recuperação do então candidato, que sofreu um atentado a faca durante a campanha presidencial. O vereador o chamou de bobo da corte e acrescentou que Olímpio diz absurdos sobre seu trabalho. Olímpio respondeu que o “povo não elegeu príncipes”.

A discussão prosseguiu e Carlos Bolsonaro tratou o senador por “canalha”.

Olímpio está com prestígio em baixa na família, porque defende teses internas no partido e no Congresso Nacional, que contrariam interesses político-familiares dos Bolsonaros. Por exemplo: é a favor da CPI da Lava Toga; o senado Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), não.

Saiba mais detalhes AQUI.

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Palanque de barro

Por François Silvestre

Os inimigos da Direita eram os comunistas, socialistas, anarquistas. Cuba, China, Castro, Guevara. Agora é vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB).

Até o guru anda chamando o Exército de “milicos covardes”. Nem nisso a Direita consegue avançar. Falta de inimigos ou de competência para realizar o “sonho” da fartura e da ordem?

A Direita ainda não descobriu que ganhou a eleição? Continua a fazer oposição aos derrotados? Cômodo, não?

É o disfarce para esconder que não sabe o que fazer.

Quanto ao espectro do comunismo, a direita bolsonariana ampliou o leque dos suspeitos. Reinaldo Azevedo, guru sagrado até bem pouco tempo, virou agente duplo. Era um comunista infiltrado na Veja. E Diogo Mainardi? Suspeitíssimo. Deve ser o Reinaldo d’O Antagonista.

Enquanto o “mártir” Bolsonaro, segundo o guru sagrado Olavo, precisa trabalhar em paz. E já começou a trabalhar.

Agora mesmo decretou o fim do horário de verão. Jânio só acabou briga de galo.

O “mártir” reduziu o limite da Lei Rouanet.

Jânio só proibiu biquinis na praia.

Isso faz lembrar uma musiquinha dos tempos do governo Dix-Sept Rosado: “Cala a boca língua ferina,/ apaga a lamparina,/ e deixa Dix-Sept trabalhar”.

O passado era mais inteligente, o que significa menos idiota.

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Os atropelos da família Buscapé

Por Paulo Linhares

O celibato é algo que está na contracorrente da natureza, qualquer que seja a sua motivação, vez que impede a reprodução da espécie. Ora, ao menos no âmbito da raça humana, a preservação da espécie se dá fundamentalmente a partir do encontro do material genético da mulher e do homem, fêmea e macho, numa linguagem mais simples. E que pode ser estendida para todas as espécies de mamíferos, répteis, aves e peixes. Mesmos no mundo vegetal, muitas espécies dependem, também, dessa  interação biológica de gêneros.

Enquanto manifestação cultural, o celibato visa impedir que homens e mulheres procriem e, sobretudo, formem famílias, pelas mais diversas razões. E pode ser objeto de convencimento racional a partir de normas de proibição ou, em casos mais graves, mediante sérias mutilações de homens ainda na fase infantil, transformados em eunucos, eis que eram castrados.Hoje, entende-se o  celibato, em seu sentido genérico, como  a condição de quem, por opção, não contrai matrimônio, sendo igualmente norma regulamentar em determinadas instituições, como é o caso da Igreja Católica cujos clérigos são obrigados a fazer voto de celibato.

Até o século 10, os padres católicos podiam casar. Além de São Pedro, outros seis papas viveram em matrimônio. Até o Concilio de Elvira, que o proibiu no ano 306, um sacerdote podia inclusive dormir com sua esposa na noite anterior a celebrar a missa. Isso começou a mudar dezenove anos mais tarde, quando o Concilio de Nicea estabeleceu que, uma vez ordenados, os sacerdotes não podiam mais casar-se.

O papa Gregorio VII impôs o celibato, em 1073, definindo  o matrimônio dos sacerdotes como heresia, por desviar os sacerdotes  do serviço religioso  e contrariar o exemplo de Cristo. A verdade é que  nessa decisão de impor o celibato havia a intenção de evitar que os bens dos bispos e sacerdotes casados fossem herdados por seus filhos e viúvas em vez de beneficiar à Igreja.

Aliás, nada indica que a Igreja Católica vá rever essa norma a curto prazo, mas o próprio papa Francisco já afirmou: o celibato clerical, ou seja, o voto que obriga os padres a permanecerem castos, não é um dogma de fé – e, sim, um regulamento da Igreja: “O celibato não é um dogma de fé; é uma regra de vida que eu aprecio muito e acredito que seja um dom para a Igreja. Não sendo um dogma de fé, sempre temos a porta aberta. Neste momento, contudo, não temos em programa falar disso”, afirmou recentemente o papa, em conversa com jornalistas.

Certo é que a existência dessa regra de celibato sacerdotal, nos últimos dez séculos, tem sido positiva para a Igreja Católica, embora apresente, também, alguns efeitos colaterais indesejáveis,  como o dos escândalos sexuais que envolvem religiosos católicos em vários países, inclusive, muitos casos de pedofilia e têm merecido veemente condenação e medidas enérgicas da parte do papa Francisco.

E não é apenas na Igreja Católica que esposa, filhos e outros parentes podem atrapalham. Na política os estragos são maiores. As ingerências de esposas, maridos, filhos, irmãos, pais e outros parentes nos negócios de governo e das atividades políticas têm sido fatores de muitas confusões, nas mais diversas latitudes e épocas históricas.

A discrição dos familiares de um governante ou de líder político evita muitas atribulações. Ademais, não é razoável alguém que não esteja investido legalmente no exercício de cargo público eletivo possa tomar decisões ou ter benefícios apenas em função de seu parentesco. Não sem propósito, na família real inglesa os seus membros são proibidos de opinar publicamente sobre temas políticos.

No Brasil, o país do nepotismo, a mistura de parentesco com política ainda é uma prática corrente e aceita. Não é de estranhar que com a eleição de tantos parentes, nas eleições de 2018,  as dinastias políticas se fortaleceram no Congresso Nacional, nas assembleias legislativas e na ocupação dos governos estaduais. Só na família Bolsonaro foram eleitos, além do presidente da República, dois filhos, um para o Senado e outro para a Câmara dos Deputados. Além disso, lembre-se que Carlos (Pitbull) Bolsonaro é vereador pelo Rio de Janeiro.

Em menos de dois meses de governo, a prole do presidente Bolsonaro tem causado enormes contratempos, bem mais do que toda a oposição tem feito ao novo inquilino do Palácio da Alvorada.

O problema começa com o completo desconhecimento do clã Bolsonaro acerca da liturgia que cerca o exercício da presidência da República, a exemplo da atitude infantil do vereador Carlos Bolsonaro que, no desfile presidencial pela Esplanada dos Ministérios, quando da posse em 1º de janeiro de 2019, subiu na traseira do Rolls Royce que conduzia o pai e a atual esposa deste, Michelle, para uma ridícula e indevida ‘carona’.

Os Bolsonaro, pai e filhos, falam pelos cotovelos e o que lhes vem à cabeça, com intenso uso das redes sociais. E provocam crises diárias no governo. A última envolveu o presidente, seu filho Carlos, a quem ‘carinhosamente’  chama de “meu Pitbull” e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, ex-presidente do PSL e um dos principais articuladores  da candidatura de Bolsonaro à presidência. Ele foi gratuita e grosseiramente exposto – chamado de “mentiroso” – nas redes sociais, pelo filho do presidente, Carlos Bolsonaro, com publicações que acabaram sendo compartilhadas pelo presidente, que as corroborou, para jogar  o governo numa baita e desnecessária crise. Mesmo que Bebianno tenha unido em seu favor os segmentos político e militar do governo, não tem condições de permanecer no cargo. Claro, Jair prefere o seu pitbul.

Os meninos de Bolsonaro têm atacado em especial os membros do PSL, o partido ‘alugado’ por Jair para levá-lo ao Palácio do Planalto e fazer do filho Eduardo o deputado federal eleito com a maior votação  do país, em  2019, além da eleição de Flavio a senador pelo Rio de Janeiro. Inúmeras desavenças vêm ocorrendo, pelas redes sociais e fora delas. Parece claro que o clã Bolsonaro  está disposto a ter um partido “para chamar de seu”: vai exumar a velha União Democrática Nacional (UDN), a sigla fundadora em 1945  e  que se tornou o grande estuário da direita brasileira. A proposta atual segue no mesmo rumo, agora com os Bolsonaro. O pedido de registro da UDN já tramita no TSE.  Seguindo uma tradição tupiniquim – “se há governo, sou a favor” -, logo a UDN será um dos grandes partidos da cena política brasileira.

É a nova família Buscapé, em sua versão brasileira, que está em ação. E vai aprontar muitas nos próximos quatro anos. No mínimo, os humoristas terão um riquíssimo filão a explorar. No geral, os meninos de Bolsonaro tendem a comprovar o triste vaticínio do poeta latino Horácio, no verso das Odes (III, 6, 46-8) sobre pais e filhos:

“Nossos pais, piores do que os seus, geraram-nos / ainda mais celerados do que eles; nós, por nossa vez, geraremos  / filhos mais perversos do que nós” (Aetas parentum peior avis tulit / nos nequiores, mos daturos / progeniem vitiosiorem).

Paulo Linhares é professor e advogado

Filho boquirroto, presidência sob ameaça

Meu xará Carlos Bolsonaro (PSL) ainda não entendeu que seu pai – Jair Bolsonaro (PSL) – é presidente da República.

Boquirroto, na ânsia de defender o pai de tudo, sempre atacando a todos, é hoje o maior problema da presidência.

Aliados de primeira hora e de ocasião não o suportam.

Adversários em boa parte o levam na galhofa e o provocam às asneiras.

Tome o smartphone desse rapaz, presidente.

Que coisa!

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