Além de empilhar denúncias no Ministério Público do RN (MPRN), inclusive anonimamente (não fique pasmo), pedir afastamento por 90 dias e cogitar cassação, o Consórcio da Oposição em Mossoró começa a falar também em “prisão” do prefeito Allyson Bezerra (UB).
É comovente o esforço feito por ‘lideranças’ que se esquivam da disputa e, encorajados prepostos, para não enfrentá-lo nas urnas.
Enquanto não o afastam, não o cassam e não o prendem, o jeito é lidar com a ideia de conviver com algo republicano e democrático, mas que assusta a todos os adversários: a disputa pelo voto.
Depois tentem afastá-lo, cassá-lo e prendê-lo, já que é tão imprescindível assim tirá-lo de cena.
Um ano e quatro meses após o prefeito Hélio Willamy de Miranda Fonseca (MDB), o “Hélio de Mundinho”, ser irregularmente reeleito em Guamaré, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) derrubou a liminar do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE), que o mantinha no cargo. A decisão teve publicação nessa quinta-feira (22) vai provocar novas eleições a prefeito e vice.
"Lula" (Foto: TSE)
O presidente da Câmara Municipal, vereador Emilson de Borba Cunha (PR), conhecido por Lula, deve assumir o cargo interinamente. A Justiça Eleitoral definirá ainda o calendário eleitoral.
A situação jurídica em Guamaré é muito complicada. A administração municipal desde 2003 que vem sendo alvo de investigações que apontam desvios de recursos públicos na casa das dezenas de milhões e seus gestores terminam afastados de seus cargos.
O primeiro a ser afastado foi João Pedro Filho e seus aliados. Terminaram condenados a penas brandas, entre eles o próprio filho Mozaniel Rodrigues. Após afastado do cargo em 2003, assumiu presidente da Câmara e depois o vice-prefeito, que também terminaram afastados.
Renúncia
Dedé Câmara, eleito, assumiu em 2005, também terminou afastado. Em 2008, o então prefeito eleito, Mozaniel Rodrigues, isto mesmo, aquele filho de João Pedro Filho condenado por desvios de dezenas de milhões, foi eleito, porém terminou cassado na Justiça Eleitoral.
O prefeito que assumiu foi Auricélio Teixeira (cunhado de Hélio Willamy, que na época presidente da Câmara), que não chegou ao final do mandato. Renunciou. O vice prefeito também.
Quem assumiu foi Hélio Willamy, de sua família. Hélio, com a caneta na mão, conseguiu se reeleger. Ficou no cargo até 2016. A Justiça em primeira instância negou registro para se candidatar a reeleição, justificando que Auricélio era de sua família.
Nota do Blog Carlos Santos – Um consórcio de vigaristas mantém há muitos anos o movimento dessa gangorra de poder em Guamaré. A riqueza do município, advinda em especial do petróleo, atrai a cobiça e o vale-tudo de nativos e aventureiros. E assim vai continuar. A população fica a mercê dos espertos locais e outros tantos no labirinto dos poderes.
Conheça os índices sociais e econômicos de Guamaré AQUI. É para ficar estarrecido. O município de 15.309 habitantes tem a 21ª posição entre os 5.570 municípios do país, no quesito salário médio mensal (4,8 salários mínimos) e 1º no estado. Seu PIB per capita (por pessoa) chega a R$ 85.163,34 (64º entre 5.570 municípios do país e o 1º do estado).
Seu adversário Mozaniel Rodrigues, também teve o registro negado em primeira e segunda instância. No caso de Hélio Willamy, o TRE, mesmo diante de uma quantidade enorme de provas, concedeu uma liminar para concorrer a eleição e terminou vencendo.
O processo terminou em Brasília, onde demorou mais de um ano para ser julgado, o que terminou acontecendo no dia 19, com o acordão sendo publicado no dia 23 de fevereiro no Diário Oficial, com os ministros decidindo por derrubar a liminar do TRE do RN e afastar Hélio Willamy da Prefeitura de Guamaré.
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Com a posse na Prefeitura do Apodi na última sexta-feira (26) do vice-prefeito José Maria da Silva (PSD), o PSOL questiona a manutenção do seu nome na chapa também à reeleição do prefeito afastado (veja AQUI) Flaviano Monteiro (PCdoB).
Como vice-presidente do PSOL no Apodi, o advogado e escritor Marcos Pinto adianta ao Blog que o partido vai impugnar seu nome.
“Ele teria que ter declinado, e aí o Presidente da Câmara também declinaria, posto que também é candidato à reeleição, e convocaria o primeiro na linha de sucessão na Mesa diretora, para tomar posse”, avisa.
O PSOL tem candidato próprio a prefeito do Apodi. Trata-se de Paulo Viana, tendo Geraldo Vicente como vice.
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