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Investigações do Master e INSS assustam poderes da República

Arte ilustrativa
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Integrantes dos Três Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) estariam se movimentando para uma espécie de “acordão”, que consiste em frear investigações como a CPMI do INSS e a possível instalação da CPI do Master.

Por ser um ano eleitoral, existe a preocupação de que desdobramentos desses casos atinjam políticos, interferindo nas candidaturas.

De acordo com a coluna da jornalista Andréia Sadi, a articulação tem sido feita por membros do Centrão e setores do PT. O filho do presidente Lula, inclusive, é investigado no caso do INSS.

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Centrão resiste ao nome de Flávio; Tarcísio é opção mais forte

Flávio foi ungido "em casa" e Tarcísio corre por fora, com maior preferência (Fotos: Saulo Cruz/Ag. Senado e Paulo Guereta/Gov. SP)
Flávio foi ungido “em casa” e Tarcísio corre por fora, com maior preferência (Fotos: Saulo Cruz/Ag. Senado e Paulo Guereta/Gov. SP)

Do Canal Meio e outras fontes

Decidida de forma isolada dentro da superintendência da Polícia Federal em Brasília, a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta isolamento fora das acomodações em que o pai está preso. O Centrão, que deu sustentação política ao governo de Jair Bolsonaro, resiste a apoiar a iniciativa do clã, avaliando que Flávio não seria capaz de unir a oposição contra a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de apresentar forte rejeição nas pesquisas de intenção de voto.

O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), que comandou a Casa Civil no governo Bolsonaro, afirmou que os nomes competitivos para a direita são os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do Paraná, Ratinho Júnior (PSD). Cria do bolsonarismo, Tarcísio saiu pela tangente, dizendo apoiar o senador fluminense, mas avaliando que “ainda é cedo” para a direita escolher seu candidato. (Globo)

Enquanto isso… O senador/candidato recuou do recuo. Nesta segunda-feira, menos de 24 horas depois de dizer que poderia desistir da disputa “por um preço” (a anistia e revogação da inelegibilidade de seu pai), mudou de ideia. “É irreversível. Minha candidatura não está à venda”, disse. Flávio também afirmou que seu sobrenome lhe dá vantagem em relação ao governador Tarcísio de Freitas. No meio político, o movimento reforçou a percepção de que Tarcísio segue sem autonomia e não controla o próprio destino, conta Mônica Bergamo. Para dirigentes de diferentes partidos, a movimentação expôs que ele continua submetido às decisões da família do ex-presidente. (Folha)

O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto de lei da Dosimetria, afirmou que seu parecer não incluirá qualquer forma de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro ou a investigados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro. Segundo Paulinho, a pressão por uma anistia ampla voltou a crescer dentro da oposição após o lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. “O pessoal do PL voltou a falar nessa história de anistia. Desde o início eu estou dizendo que não tem nenhuma possibilidade de ter anistia no meu relatório”, declarou o deputado em vídeo divulgado nas redes sociais. (Metrópoles)

Dora Kramer: “Se insensatez e afobação fossem fatores primordiais na escala do eleitorado para a escolha de governantes, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) poderia se considerar eleito presidente”. (Folha)

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Filho de Bolsonaro admite não ser candidato, mas diz ser “diferente”

Flávio garante que é mais leve e centrado do que o pai (Foto: Evaristo Sá/AFP)
Flávio garante que é mais leve e centrado do que o pai (Foto: Evaristo Sá/AFP)

Do Canal Meio e outras fontes

Durou até menos do que costumam durar os balões de ensaio políticos. Anunciado oficialmente por si mesmo na sexta-feira como o escolhido por Jair Bolsonaro para ser candidato ao Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez sua primeira aparição pública em pré-campanha neste domingo em Brasília.

Em entrevista depois de um culto evangélico, admitiu que pode não levar a empreitada a cabo. “Tem uma possibilidade de eu não ir até o fim.”

Flávio já insinuou quem deve ser o beneficiário de sua possível desistência. “Tarcísio [de Freitas] é o principal cara do nosso time hoje”, declarou o senador, contando que telefonou para o governador de São Paulo ainda na sexta-feira. Tarcísio, do Republicanos, teria, de acordo com Flávio, recebido a notícia do ungido por Jair de “peito aberto”. O governador, que vem hesitando entre a candidatura presidencial e à reeleição ao Bandeirantes, ainda não se manifestou publicamente. (UOL)

O recuo prematuro pode ter relação com a pesquisa Datafolha divulgada na noite de sábado. O levantamento aponta que Flávio ficaria 15 pontos atrás do presidente Lula se um eventual segundo turno fosse hoje. Outros nomes da direita, como os governadores Tarcísio e Ratinho Jr. (PSD-PR), marcam 5 e 6 pontos de desvantagem, respectivamente. Além disso, o senador só é visto como ideal para ser lançado por Jair Bolsonaro por 8% dos eleitores brasileiros; enquanto 22% preferem a ex-primeira-dama Michelle; e 20% escolheriam Tarcísio. A pesquisa foi a campo entre os dias 2 e 4 de dezembro, antes do anúncio de Flávio. (Folha)

Tarefa ainda mais difícil parece ser a de convencer o Centrão da viabilidade da candidatura do senador. Líderes dos partidos de direita e centro-direita manifestaram ceticismo, ainda que reservadamente. Para reverter a resistência, ou apenas negociar seus termos, Flávio inicia hoje uma série de reuniões com os presidentes do próprio PL, Valdemar Costa Neto; do União Brasil, Antonio Rueda; e do Progressistas, Ciro Nogueira.

Parte da estratégia de convencimento está em se vender como um “Bolsonaro diferente”. “Vocês terão a possibilidade de conhecer um Bolsonaro diferente. Um Bolsonaro muito mais centrado na política, que conhece Brasília”, declarou Flávio depois do culto. (Poder360)

Nota do BCS – Pré-candidato mais fraco que água de cuscuz. Desde o lançamento de seu nome pelo pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, há mistura de incredulidade e decepção por parte de boa parcela dos dos bolsonaristas e oposição mais à direita.

Passeei na sexta-feira (05) por vários grupos no WhatsApp lotados de bolsonaristas, logo após começar a se espalhar a notícia da pré-candidatura. Muitos até chegaram a comentar que não era verdade a informação. Só caiu a ficha quando o senador Rogério Marinho (PL) emitiu nota de apoio à postulação (veja AQUI).

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Filhos de Bolsonaro lideram pressão contra governo e parlamento

Parlamentares ocuparam mesa diretora e impediram sessão (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)
Parlamentares ocuparam mesa diretora e impediram sessão (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

Do Canal Meio e outras fontes

Os parlamentares da oposição amotinados e que exigem pauta no Congresso Nacional pela anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), impeachment do ministro Alexandre de Moraes e PEC do fim do foro privilegiado (veja AQUI) são liderados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nessa terça-feira (05) eles paralisaram Câmara dos Deputados e Senado e o tom foi de ameaça.

Flávio afirmou que os protestos só terminariam se as duas casas aceitarem pautar o que ele batizou de “pacote da paz”, com o objetivo de “abrandar” as relações entre os três Poderes da República. (Estadão)

Dos Estados Unidos, o filho 03, Eduardo Bolsonaro deputado federal pelo PL de São Paulo, disse à jornalista Bela Megale que segue trabalhando para que Donald Trump imponha mais sanções ao Brasil e afirmou que, ao não pautar o impeachment de Moraes e a anistia, Alcolumbre e Motta “estão no radar” do governo americano. “Ou tenho 100% de vitória, ou 100% de derrota. Ou saio vitorioso e volto a ter uma atividade política no Brasil, ou vou viver aqui décadas em exílio.” (Globo)

O Planalto recomendou cautela aos integrantes do governo nos comentários e publicações sobre a prisão de Bolsonaro. O esforço para baixar a temperatura tem sido capitaneado pelo secretário de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, que nesta terça-feira conversou com figuras-chave do governo. O objetivo é não reforçar a narrativa de que Bolsonaro é vítima de um processo de perseguição política — como acusa o governo americano. Lula seguiu o conselho de Sidônio e, em um evento em Brasília, se recusou a falar sobre Bolsonaro. (Folha)

STF em instabilidade interna

Malu Gaspar: “Integrantes do Centrão e do bolsonarismo acreditam que o relaxamento das medidas impostas a Marcos Do Val pode ser a senha de que os parlamentares precisam para distensionar o ambiente no Congresso e permitir a retomada dos trabalhos no Legislativo”. (Globo)

A colunista da Folha Mônica Bergamo, relata que a decisão de Moraes de prender Bolsonaro irritou alguns ministros do STF, que acreditam que a ação enfraquece o Supremo em um momento em que a Corte está sob ataque. Para eles, há a possibilidade de Moraes reverter a prisão domiciliar. (Folha)

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Tarifaço reaproxima governo do Centrão e embaralha o bolsonarismo

Arte ilustrativa gerada com recursos de Inteligência Artificial para o BCS
Arte ilustrativa gerada com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Do Canal Meio e outras fontes

A taxação de 50% sobre todos os produtos brasileiros anunciada por Donald Trump na última quarta-feira buscando, segundo o próprio Trump, encerrar os processos contra Jair Bolsonaro, está provocando um rearranjo nas forças políticas por aqui. O Palácio do Planalto e o Centrão, que vinham se estranhando havia meses e entrando em guerra aberta por conta do aumento do IOF, ensaiam uma reaproximação com base no discurso de defesa da soberania nacional — e dos interesses de setores empresariais prejudicados pelo tarifaço.

Alguns nomes do Centrão, porém, alegam que o alinhamento é pontual. Além disso, a Câmara tem nesta semana votações que podem reabrir o conflito com o Executivo: no plenário, a revisão do licenciamento ambiental; nas comissões, a PEC da segurança pública e a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil. (Globo)

Fora de Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca uma aproximação com outro setor que lhe é normalmente avesso: o empresariado. Ele se reuniu com ministros na noite deste domingo e anunciou a criação de um comitê para tratar da reação às tarifas, previstas para entrarem em vigor no próximo dia 1º. Além disso, pretende se reunir pessoalmente com líderes empresariais para discutir estratégias de defesa da produção brasileira e, de quebra, reforçar a imagem de que Bolsonaro é o responsável pelo tarifaço.

Nas redes, o governo e a esquerda intensificaram a campanha com foco na soberania, vendo a tensão com os EUA como uma oportunidade para acertar a comunicação e melhorar a imagem do presidente. (Folha)

Já na direita o cenário é de conflito e tentativa de reacomodação. Visto como potencial candidato conservador ao Planalto em 2026, já que Bolsonaro está inelegível, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), teve um fim de semana de idas e vindas. Inicialmente, ele culpou o governo federal pela elevação das tarifas e chegou a almoçar com Bolsonaro em Brasília, mas mudou o tom e, durante evento com empresários, disse que era necessário “unir esforços” e defendeu a atuação diplomática do Planalto. (g1)

A mudança de rumo tem explicação. Prejudicados pelas tarifas, empresários paulistas que vinham apoiando as pretensões presidenciais do governador começaram a questionar sua independência em relação ao bolsonarismo. (Folha)

A virada expôs ainda mais o racha com o clã Bolsonaro. Na sexta-feira, após Tarcísio se encontrar com o encarregado de negócios da embaixada dos EUA, Gabriel Escobar, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), condenou qualquer tentativa de negociação que não inclua a anistia aos golpistas de 8 de janeiro. O parlamentar, que está nos EUA desde fevereiro fazendo lobby contra o processo a que o pai responde no STF, classificou qualquer acordo nessa linha como “caracu”, uma expressão pouco educada para um resultado em que só uma parte sai ganhando.

Na mesma linha, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que as tarifas são “um empurrãozinho” para a anistia e que o Brasil não tem “poder de barganha” para enfrentar os EUA. (UOL)

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Lula e Centrão fecham acordo para sucessão na Câmara Federal

Hugo Motta é do Republicanos da PB e passa a ser nome forte (Foto: Douglas Gomes)
Hugo Motta é do Republicanos da PB e passa a ser nome forte (Foto: Douglas Gomes)

Do Canal Meio e outras fontes

A articulação pela indicação de um nome de consenso para suceder Arthur Lira (PP-AL) na presidência da Câmara parece ter chegado ao fim. O vice-presidente da Casa e presidente do Republicanos, Marcos Pereira (ES), anunciou que Lula deu aval para Hugo Motta (Republicanos-PB) disputar a eleição em fevereiro. De acordo com o deputado, o petista disse que “não iria interferir no processo e não apresentou resistência”.

Disse também que precisava conhecer Motta melhor e que o considerava muito jovem, por ter 34 anos. “Mas concordou com a minha escolha e disse que eu precisava apresentar este plano ao Lira também, mas que por ele não havia objeções. Sei que nem o Lira e nem o Lula querem uma disputa”, afirmou Pereira, acrescentando que Lira trabalharia para viabilizar essa solução.

O mais novo candidato à vaga passou ontem mesmo por sabatinas informais com Lula e Jair Bolsonaro (PL). Nos dois encontros, segundo interlocutores, foi questionado sobre suas relações com a direita e a esquerda. (Globo)

Motta é líder do Republicanos na Câmara e era visto como um dos nomes favoritos de Lira. Mas havia resistência no seu partido, pois Pereira planejava há alguns anos suceder o atual presidente e era um dos três principais nomes na disputa, junto com Elmar Nascimento (União Brasil-BA) e Antônio Brito (PSD-BA). Mas ele desistiu da candidatura na terça-feira. Com a reviravolta, caciques de MDB, União Brasil e PSD começaram a dialogar, conta Gerson Camarotti. As três legendas não descartam unir esforços em torno de um único nome. Isnaldo Bulhões (MDB-AL) também está no páreo. (g1)

Tales Faria: “Elmar era tido como o nome de Lira para sua sucessão, da mesma forma que também figurou como o candidato da preferência do ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia. Sentiu-se traído quando notou que Maia, na verdade, articulava para ele próprio ser reeleito.

Agora circula no partido a versão de que o líder da sigla foi vítima da mesma traição. Além de sofrer restrições do PT na Bahia, Elmar teria outra dificuldade: sua legenda já tem o candidato mais forte a presidente do Senado. Davi Alcolumbre (AP) é considerado praticamente eleito pelos colegas”. (UOL)

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Insatisfeito, Lula cogita substituir Jean-Paul Prates na Petrobras

Prates mostrou direção da Petrobras com energias renováveis e perspectivas para o RN (Foto: João Gilberto/Agência Petrobras)
Prates é ex-senador pelo PT do Rio Grande do Norte (Foto: João Gilberto/Agência Petrobras/Arquivo)

A informação é da revista Exame. E tem relação direta com o RN.

No Brasil, as discussões revelam uma possível saída do presidente da Petrobras, ex-senador Jean-Paul Prates (PT-RN. O assunto está no radar dos investidores.

Segundo a reportagem, o cargo da estatal estaria envolvido em mudanças ministeriais para contemplar um maior apoio político para o governo, favorecendo o “Centrão”, aquele contingente parlamentar multipartidário, que é sempre governo.

Quem estaria cotado para assumir o posto seria o ex-governador da Bahia Rui Costa (PT), atual titular da Casa Civil.

Insatisfação

“Lula não cogitava substituir Costa, mas a insatisfação com o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, mudou o jogo. Agora, ele considera nomear o ex-governador da Bahia ao comando da petroleira.”

Prates teria entrado em desentendimento com o governo, por supostamente descumprir acordos e faz anúncios sem alinhar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como a instalação de uma planta na Arábia Saudita.

Em Dubai, domingo (3), Lula descredenciou disse que “a cabeça de Prates é muito fértil,” ao ser perguntado sobre o assunto. E acrescentou que não sabia qual o interesse da estatal petrolífera em ter uma filial no Golfo Arábico (veja AQUI).

Nota do BCS – Presidência da Petrobras foi um naco de espaço que o RN ganhou no governo do presidente Lula. E, agora, está na iminência de perdê-lo.

Pobre RN Sem Sorte.

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Presidente da Câmara garante ampla maioria, mas quer mais recursos

Do Canal Meio e Folha

Arthur Lira é presidente da Câmara dos Deputados (Foto: Hugo Barreto/Metrópoles/Arquivo)
Arthur Lira é principal ‘apoio’ de Lula com deputados (Foto: Hugo Barreto/Metrópoles/Arquivo)

O Progressistas (PP) faz parte da base de apoio ao governo. A afirmação é do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), mas vai na contramão do que tem dito o presidente da legenda, Ciro Nogueira. “Quando um partido indica um ministro que era líder de um partido na Câmara [como André Fufuca, do PP, que assumiu o Esporte], a tendência natural é que esse partido passe a ser base de apoio ao governo na Câmara dos Deputados, como Republicanos, como outros partidos”, diz em entrevista à Folha.

Lira, que comanda também o chamado Centrão, aglomerado de parlamentares dessa e de outras legendas, que se move sempre para ser base do governo, mas com devida contrapartida, reconhece que isso não significa que os 49 deputados do PP votarão com o governo. “Não [é possível], porque nenhum partido dá todos os votos. Mas eu acredito em uma base tranquila.”

O pede-pede para garantir essa base ainda não terminaram: a Caixa Econômica Federal faz parte das negociações e Lira admite que vai avaliar todas as indicações políticas para suas 12 vice-presidências.

Com a chegada de PP e Republicanos na Esplanada dos Ministérios, ele calcula que a base de apoio fique em entre 340 e 350 votos, permitindo a aprovação de propostas de emenda à Constituição (PEC). E apresenta mais uma exigência: em 2024, seu último ano à frente da Câmara, o modelo de distribuição de emendas parlamentares terá de mudar para devolver ao Congresso maior poder na gestão desses recursos.

“Sempre defendi emenda parlamentar e continuarei defendendo, porque ninguém conhece mais o Brasil do que o parlamentar.”

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Reforma ministerial pode contemplar Beto Rosado

João Maia, ministro Padilha e Beto Rosado já conversaram em Brasília (Foto: Arquivo)
João Maia, Padilha e Beto conversaram em Brasília dia 10 de agosto: Governo Lula (Foto: Arquivo)

A reforma ministerial tocada pelo presidente Lula (PT) essa semana, abrindo espaços na Esplanada dos Ministérios para integrantes do Centrão, com certeza terá desdobramentos no RN. O Progressistas (PP), por exemplo, dirigido pelo ex-deputado federal Beto Rosado, é quem mais ocupará fatias do poder com as mudanças.

No movimento de peças, o PP no RN passará a ser comandado pelo deputado federal João Maia (PL) – veja AQUI e AQUI, numa costura que já foi conversada com o presidente da Câmara dos Deputados e líder do Centrão, Arthur Lira (PP-AL).

Dia 10 de agosto, João e Beto tiveram dia de reuniões em Brasília com Lira, além do líder do Progressistas na Câmara dos Deputados, André Fufuca (PP-MA), que ontem foi apresentado como ministro do Esporte. Por fim, foram recebidos pelo ministro das Relações Institucionais de Lula, Alexandre Padilha. Essa agenda foi precedida por conversa com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do partido.

O governo chegará ao total – por enquanto – de 38 ministérios, além de autarquias, empresas públicas e outros órgãos estatais para fatiar com novos aliados, em troca de apoio congressual.

Daí, a hipótese de Beto Rosado ser aproveitado cresce sobremodo.

Em 2022, ele tentou a reeleição apoiando no RN Rogério Marinho (PL) ao Senado e Jair Bolsonaro (PL) à presidência da República. Contudo, essas escolhas do ‘passado’ não são impedimentos à ocupação de cargos no governo. O Centrão em boa parcela era adversário de Lula na campanha do ano passado.

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Lula tenta reforma, mas PP faz mais exigência, travando acordo

Ilustração: Getty Images
Ilustração: Getty Images

Após mais um dia de muitas reuniões e negociações, a ampliação dos espaços do Centrão no governo federal segue em aberto. Aí, a reforma ministerial emperra.

O PP fez novas exigências. Para aceitar o Ministério do Esporte, de Ana Moser (sem partido), é preciso turbiná-lo com quatro novas secretarias para destinação de emendas parlamentares. A pasta ficaria com André Fufuca (PP-MA).

O presidente Lula (PT) se reuniu com a ministra para comunicá-la da necessidade de substitui-la, mas, segundo assessores, disse que ainda não tomou uma decisão. Ele sinalizou que quer se reunir com ela novamente hoje.

O PP também quer a troca imediata na Caixa Econômica Federal, substituindo a atual presidente, Rita Serrano, pela ex-deputada federal Margarete Coelho (PP-PI).

Republicanos

Para a sacramentar a entrada do Republicanos, Lula precisa alinhar as mudanças com o PSB. Por isso, reuniu-se com o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e com Márcio França para que ele abra mão do Ministério de Portos e Aeroportos para Silvio Costa Filho (Republicanos-PE).

O destino de França é um dos problemas. Suas opções são a nova pasta da Micro e Pequena Empresa, ainda não criada, ou o Ministério de Ciência e Tecnologia, tirando Luciana Santos (PCdoB), que sairia do governo ou seria remanejada para outro ministério.

Esporte insatisfeito

O mundo do esporte não está nada satisfeito com a provável demissão de Ana Moser. “O esporte não é moeda de troca. Nos sentimos envergonhados e desprestigiados, vendo que o esporte no Brasil continua sendo encarado como algo menor”, afirma em nota a Comissão de Atletas, do Comitê Olímpico do Brasil (COB), que reitera apoio à atual ministra.

A declaração também é assinada por Atletas pelo Brasil e Movimento Esporte Pela Democracia.

Do Canal Meio, UOL, G1 e outras fontes

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Lula libera R$ 24,5 bilhões em emendas; Centrão acha pouco

Do Canal Meio, Folha e BCSFundo Partidário, dinheiro politico, dinheiro em campanha, Fundo Eleitoral

Desde o início do ano o governo já liberou R$ 24,5 bilhões em emendas parlamentares, mais da metade dos R$ 46,2 bilhões previstos. Mas o Congresso acha pouco.

Congressistas cobram especialmente as chamadas “emendas extras”, de análise mais complexa e que exigem aval dos ministros.

O Centrão, que negocia a entrada no governo, quer mais celeridade nessa verba, vista como uma compensação pelo fim determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) das emendas do relator, o chamado “orçamento secreto”.

A insatisfação com o ritmo de liberação das emendas extras se soma à demora do presidente Lula em concluir a reforma ministerial.

Mas, há expectativa de que esta semana o presidente avance nas negociações para novas acomodações ministeriais.

Nota do BCS – O orçamento secreto foi foco de combate de Lula e seus aliados na campanha do ano passado, vendo ilegalidade e desequilíbrio nas disputas majoritárias e proporcionais, com a abundância de dinheiro que o erário jorrou em pleno ano de corrida ao voto. Mas, no governo, a visão passou a ser outra.

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Centrão apresenta ‘fatura’ por aprovação de projetos do governo

Congresso Nacional foi decisivo para governo federal (Foto: reprodução)
Congresso Nacional foi decisivo para governo federal (Foto: reprodução)

Do Canal Meio e outras fontes

O Congresso já está em ritmo de recesso. Mas as negociações pós-aprovação da reforma tributária e do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) seguem firmes em Brasília.

A Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), ligada ao Ministério da Saúde, deve ser a porta de entrada do Centrão para o segundo escalão do governo. Esse é o pedido mais simples. Os aliados do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também querem os ministérios do Desenvolvimento Social, que está sob a batuta de Wellington Dias; do Esporte, liderado pela ex-jogadora de vôlei Ana Moser; e a Caixa, de Rita Serrano.

As negociações devem ocorrer nas próximas semanas.

A minirreforma ministerial abre caminho também para a definição do próximo presidente da Câmara. Ter um ministro para liberar verbas e nomear aliados em órgãos federais é uma importante ferramenta eleitoral. Elmar Nascimento (UB-BA) e Marcos Pereira (Republicanos-SP) aparecem como os nomes mais fortes.

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Eleições presidenciais em casas parlamentares estão decididas

Na bolsa de apostas, os atuais presidentes da Câmara Federal e Senado, respectivamente Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), estão com novos mandatos presidenciais assegurados.

Acomodação de interesses do chamado “Centrão” e o novo governo que vai começar, com Lula (PT), não colocam em risco as pretensões de ambos.

Quem quiser que vá espernear.

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O caminho de sempre do “Centrão”

O Centrão muda de mão.

Antes de chegarmos à madrugada de segunda-feira (31), já teremos sinalizadores dessa alteração.

Ninguém larga a mão de ninguém (no novo governo, claro).

Correto. Rei morto, rei posto.

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Orçamento federal é sancionado com fartura para políticos aliados

Do Canal Meiodinheiro-1024x682

O presidente Jair Bolsonaro sancionou na noite de ontem, com vetos, o Orçamento da União, aprovado pelo Congresso. Os cortes, detalhados somente hoje no Diário Oficial da União, atingem principalmente as áreas de pesquisa, educação, saúde, sustentabilidade e proteção a povos indígenas e quilombolas.

A Fiocruz, por exemplo, perdeu R$ 11 milhões que iriam para pesquisa e desenvolvimento tecnológico em saúde. Já o programa de saneamento básico rural teve corte de R$ 40 milhões.

O controle de desmatamento perdeu R$ 8,5 milhões. Não houve veto à verba de R$ 1,7 bilhão para reajuste da área de segurança nem ao Fundo Eleitoral de R$ 4,9 bilhões.

O poder exercido pelo Centrão dentro do governo pode ser medido em números. Ao longo de 2021, o Executivo liberou R$ 25,1 bilhões em emendas de parlamentares no Orçamento da União, o maior volume já liberado, com uma alta de R$ 1,4 bilhão em relação ao ano anterior, descontada a inflação. Desses, R$ 10,43 bilhões saíram via “orçamento secreto”, principal ferramenta do governo Bolsonaro para fidelizar sua base no Congresso. Partidos como PL, PP e Republicanos receberam cerca de 70% da verba prevista no Orçamento, enquanto legendas de oposição, como o PSOL (31%) ficaram à míngua.

Para se ter uma ideia da disparidade, o valor total de emendas liberadas em 2019, antes de o presidente voltar para o Centrão, ficou em R$ 9,98 bilhões.

Para 2022 estão previstos R$ 37 bilhões em emendas, e Bolsonaro entregou ao ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, principal nome do Centrão no Governo, o poder de vetar cortes no Orçamento feitos pela área econômica. (Estadão)

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Senador do Centrão é o novo homem forte do Governo Bolsonaro

Ciro: força do Centrão (Foto: Reuters)
Ciro: força do Centrão (Foto: Reuters)

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) é o novo ministro da Casa Civil. A nomeação assinada pelo presidente Jair Bolsonaro foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (28).

Com ele, o “Centrão” chega a um dos cargos mais importantes do Governo Jair Bolsonaro (sem partido). Nogueira é um influente congressista e chega como novo homem forte do governo.

É um tentativa do governismo de aplacar insatisfações congressuais, numa relação política que ainda será testada adiante em pautas importantes e na própria CPI da Covid-19.

Nota do Blog – Do ponto de vista político, o presidente está certo em puxar para mais perto um contingente parlamentar importante e decisivo.

Quanto ao seu discurso, pregado em campanha e até início de governo, é uma negação. Faz o que condenava e se junta com o que abominava.

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Centrão pode juntar três siglas com 121 deputados e 15 senadores

Do Poder 360

PSL, DEM e PP, do chamado Centrão, negociam se fundir, segundo apurou o Poder360. O novo partido seria o maior do Congresso, com 121 deputados e 15 senadores do chamado Centrão. A negociação está em seus últimos estágios, e o novo partido deve ser anunciado em breve.

Domínio político poderá controlar forças institucionais de uma forma sem controle (Foto ilustrativa)
Domínio político poderá controlar forças institucionais de uma forma sem controle (Foto: Cleia Viana)

A nova sigla terá um comando dividido entre os 3 partidos atuais. A presidência ficará com Luciano Bivar, atualmente no comando do PSL. A vice-presidência, com ACM Neto, atual presidente do DEM. Já o PP ficará com a secretaria-geral, representado por Ciro Nogueira, que é o atual presidente do partido.

Ao Poder360, integrantes do PSL dizem que a fusão ainda é vista como rumor e a movimentação é totalmente encabeçada por Bivar. No DEM, ACM Neto ainda tem resistência à união dos partidos.

Bolsonaro acena

A criação do novo partido é esperada pelo presidente Jair Bolsonaro. A expectativa é que ele filie-se à nova sigla e a utilize como plataforma para a sua campanha à reeleição no pleito presidencial de 2022.

Nesta 5ª feira (22.jul.2021), Bolsonaro já indicou uma aproximação com o Centrão. O presidente afirmou que faz parte do bloco e que pretende buscar apoio no Congresso.

“O Centrão é um nome pejorativo. Sou do Centrão. Fui do PP metade do meu tempo. Fui do PTB, fui do então PFL. No passado, integrei siglas que foram extintas”, disse o chefe do Executivo ao rebater as críticas de que tenha entregado o governo ao Centrão com a nomeação de Ciro Nogueira como ministro da Casa Civil.

Nota do Blog – Firmando-se essa fusão para nascimento da nova legenda, o próximo presidente será antecipadamente refém do bloco ou dono ‘do pedaço’, conforme o toma-lá-dá-cá.

Não é caso de denominarmos de semipresidencialismo ou parlamentarismo, que de fato não se firmaria com esboço de um partido com esse gigantismo. Em suma, algo péssimo para o país e à própria democracia.

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Rogério Marinho balança no governo Bolsonaro

Bolsonaro: cargo de Marinho é visado (Foto: Web)
Bolsonaro: cargo de Marinho é visado (Foto: Web)

Por Lauro Jardim (O Globo)

O ministro Rogério Marinho está balançando e já foi informado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O presidente quer (ou precisa) trocar o ministro do Desenvolvimento Regional por um legítimo quadro do Centrão —. Marinho só integrou dois partidos na vida, PSB e PSDB, legendas que passam longe do Centrão.

Esta era pelo menos a situação até o momento desta nota ir ao ar.Como se sabe que Bolsonaro detesta que suas trocas de ministros sejam antecipadas pela imprensa, talvez Marinho ganhe uma sobrevida.

Mas não será longa.

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DEM e MDB deixam ‘blocão’ para nova formação em Câmara

Do Canal Meio

DEM e MDB deixaram o blocão liderado pelo deputado Arthur Lira, na Câmara dos Deputados. Pretendem, junto ao PSDB, formar um grupo de centro, independente do governo, que promova para a presidência da Casa um nome respaldado pelo atual presidente, Rodrigo Maia.

A eleição é no fim do ano. Lira, que negociou cargos no segundo e terceiro escalão do governo para seu PP, PSD, PL e Republicanos, promovendo a aliança entre o presidente Jair Bolsonaro e o Centrão, vem atuando como articulador informal do Planalto entre os parlamentares. Ele próprio pretendia suceder a Maia.

Ao perder as duas siglas por ser visto como homem do governo, torna mais difícil sua candidatura. (Globo)

O resultado concreto é que Bolsonaro terá muita dificuldade de emplacar o novo presidente da Câmara. Oposição e independentes somam dois terços dos deputados, informa o Painel.

E dependendo de quantos partidos o PSL conseguir carregar para um novo bloco que tenta formar, o Centrão poderá ficar ainda mais enfraquecido. (Folha)

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Bolsonaro se afasta do olavismo para evitar novas derrotas

Olavo, o 'guru' escanteado (Foto: arquivo)

Do Canal Meio

Preocupado com as eleições que se aproximam, o presidente Jair Bolsonaro está ampliando sua relação com o Centrão e, no mesmo movimento, se afastando também no Congresso Nacional dos aliados de primeira ordem.

Os radicais se mostraram ineficazes para conter a aprovação do Fundeb, esta semana, como era desejo do Planalto. E duas votações consideradas estratégicas se aproximam. Uma, a de renovação do fundo emergencial, que vem segurando a popularidade do presidente na casa dos 30%. Outra, a reforma tributária, cujos termos o governo deseja ditar.

A primeira afastada foi a vice-líder Bia Kicis, ligada ao movimento Escola sem Partido. No Palácio, são três os nomes que Bolsonaro vem ouvindo mais: os ministros Paulo Guedes, da Economia, Fernando Azevedo, da Defesa, e Fábio Faria das Comunicações. (Folha)

Outro nome

Outro nome que deve ser trocado é o Major Vitor Hugo, substituído por Ricardo Barros, ex-ministro de Michel Temer, que pertence ao PP. Bolsonaro, porém, procura para seu atual líder na Câmara um cargo que lhe conceda algum prestígio. Vitor Hugo não se entende com o secretário de Governo Eduardo Ramos.

A substituição de Bia Kicis foi mais fácil. Quando percebeu que perderia a briga, o Planalto havia tentado vender a derrota no Fundeb como vitória. Ao manter o posicionamento dos sete deputados mais ligados ao governo pelo não, ela deixou clara a goleada que o Palácio tomou. (Estadão)

Aliás… Um dos que trabalha para evitar a substituição de Vitor Hugo é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O atual líder é inepto, Barros é excelente articulador. A troca, calcula Maia, fortaleceria o Planalto. (Antagonista)

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A educação que se distancia da eficiência e produtividade

Por Josivan Barbosa

Está aberta a temporada de caça aos presidenciáveis. Vários setores da sociedade se mobilizam para apresentar suas ideias, obter ou negociar compromissos com os presidenciáveis. Na conjuntura atual, há pouca chance de a educação se tornar um tema central na pauta dos candidatos e, menos ainda, do futuro presidente.

Os programas de educação dos partidos políticos nunca tiveram qualquer relevância, quer para o país quer para guiar as ações dos governantes eleitos pelas várias siglas. Os partidos estão em baixa, todos os candidatos precisarão fazer compromissos para se eleger e governar.

Primeiro, seria interessante saber o que os candidatos pensam a respeito da relação entre educação e desenvolvimento, ou seja, se eles enxergam a educação como investimento na formação do capital humano e, por consequência, em produtividade.

Tipicamente, os políticos tratam a educação como uma política social, mas legislam em função de pressões corporativas. Já os cidadãos e educadores se preocupam com os benefícios da educação para os indivíduos, mas não com a eficiência e a produtividade.

Educação e as eleições para presidente 2

As baixas taxas de retorno começam a desencorajar os jovens a concluir o ensino médio. As decisões sobre política educacional têm sido divorciadas das grandes decisões econômicas e das decisões sobre desenvolvimento econômico, produtividade, ciência, tecnologia e inovação. Quais são os planos dos candidatos para colocar a educação no centro da agenda do desenvolvimento do país? Que políticas, instituições e instrumentos pretendem mobilizar?

Existem três grandes grupos da população sistematicamente ignorados ou marginalmente atingidos por políticas setoriais isoladas ou emergenciais. O país – especialmente sua população mais pobre – carece de políticas integradas focadas na Primeira Infância, Terceira Idade e Juventude. Na Primeira Infância, trata-se sobretudo de prevenir danos e assegurar condições adequadas ao desenvolvimento das crianças – comprovadamente, o investimento mais essencial e potencialmente rentável que um país pode fazer. Creches e programas como o Criança Feliz são apenas fragmentos de uma necessária Política de Primeira Infância.

Turismo

A entrada de turistas estrangeiros no Brasil aumentou 8% no primeiro semestre em comparação com igual período de 2017, segundo números preliminares compilados pelo Ministério do Turismo. Se esse ritmo de crescimento continuar nos próximos meses, a marca de 7 milhões de visitantes do exterior chegando ao país poderá ser atingida pela primeira vez na história, superando o fluxo registrado em anos de megaeventos esportivos no país – a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas do Rio em 2016.

No ano passado, o número de visitantes estrangeiros no Brasil ficou em 6,6 milhões. O Plano Nacional de Turismo tem como meta um volume de 12 milhões de turistas em 2022, gerando US$ 19 bilhões em divisas – pouco mais de três vezes o valor atual.

Vamos analisar as propostas dos candidatos no sentido do Estado melhorar a sua infraestrutura e captar parte desse incremento que está acontecendo no país e não deixar que apenas o vizinho Ceará se beneficie.

Censo agropecuário

A crescente tecnificação do campo anda em velocidade bem maior do que a educação dos produtores rurais, um reflexo do Brasil atrasado. Cerca de 16,5% deles afirmaram nunca ter frequentado uma escola, enquanto que 79% não foram além do ensino fundamental e 23,1% não sabem ler e escrever.

O abandono do campo pelos mais jovens reforça o peso do Brasil arcaico nas propriedades rurais. Despencou o número de pessoas com até 35 anos, enquanto que o contingente de pessoas acima dos 45 anos compõe hoje dois terços dos produtores.

Aldo Rebelo

Aldo Rebelo, pré-candidato a Presidente da República pelo Solidariedade, com uma campanha estruturada no contato com sindicatos e outras representações de trabalhadores e empresários, está hoje no que seria o primeiro lugar entre as opções de candidato a vice-presidente na chapa do candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB). Não foi a primeira vez que o ex-presidente da Câmara e ex-ministro de Lula e de Dilma, em quatro pastas diferentes, liderou esse ranking, com apoio de todos os partidos do Centrão. Mas agora deve ser o momento em que a opção por ele ficou mais perto de definir-se.

Pois o empresário mineiro Josué Alencar não será candidato a vice-presidente na chapa de Alckmin, como pareceu uma realidade concreta na movimentação recente de ambos os personagens.

Há dois dias, antes mesmo do encontro do empresário mineiro com o ex-governador, em São Paulo, para o que seria a negociação da vice, Aldo já devia estar vivendo um alerta de sobreaviso. Os escolados políticos do Centrão já sabiam, desde o fim de semana, o que o PT inteiro estava também cansado de saber: Josué não teria a menor condição de abandonar suas ligações com Lula, Fernando Pimentel e o PT para ficar ao lado dos principais adversários históricos de todos eles. E Alckmin não teria condições de abandonar o PSDB mineiro para ficar com Josué.

Álvaro Dias

A pretensão eleitoral de Álvaro Dias (Podemos) é vista no meio político como um entrave para o crescimento de Geraldo Alckmin (PSDB) na região sul do país. O senador costuma marcar algo entre 3% e 5% das intenções de voto em todo o país. Mas com preferência altamente concentrada no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Conforme o cenário testado, ele chega a cerca de 15% das intenções de voto nos três Estados.

Dessa forma, sem capilaridade no resto do país, a possibilidade dele não ser candidato é real. Vamos aguardar o desenrolar do jogo político na próxima semana.

Imposto sindical

O imposto sindical, que rendia R$ 3,5 bilhões por ano para 16 mil entidades de empregados e de empregadores, caiu a 10% desse valor em 2018, quando o pagamento se tornou opcional por dispositivo apresentado pelo deputado do PSDB, Rogério Marinho (RN), e aprovado com amplo apoio do partido na reforma trabalhista.

Integrante do Centrão, formado por DEM, PP, PRB e PR, o deputado Paulinho da Força (SP), presidente do Solidariedade e da Força Sindical (do qual está licenciado), só aceitou apoiar Alckmin após o tucano prometer defender uma nova forma de contribuição dos trabalhadores para manutenção dos sindicatos.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Centrão explode mobilizando país

O que me anima nesses protestos, é a ausência de sindicalistas pelegos e militantes profissionais de partidos.

Protesto com cara de povo. A classe média está nas ruas.

Os extremos da pirâmide social, não.

Eles estão relativamente satisfeitos e contemplados pelo “bolo”.

O topo da pirâmide continua empalmando muito e acha pouco; a base famélica se sente o máximo com bolsa família e empréstimo consignado, fica quieta.

O centrão explode.