O anúncio foi feito pelo prefeito mossoroense Allyson Bezerra (Solidariedade) nesta quarta-feira (15), em suas redes sociais. “Com muito trabalho e dedicação, zeramos a fila de centenas de mulheres que aguardavam por uma cirurgia ginecológica. Acabamos com o sofrimento e humilhação de anos da fila do sangramento e da morte”.
Ao todo, 408 mulheres foram beneficiadas. Os números poderiam ser bem maiores, mas diversas pacientes passaram por cirurgia em outros municípios ou mesmo faleceram no período.
E acrescentou: “Realizamos cirurgias de mulheres que desde o ano de 2015 buscavam serem ouvidas e atendidas. Não se tinha respeito, empatia, consideração e humanidade por essas mulheres. Foram covardemente esquecidas pela oligarquia e poderosos que dominavam a cidade. A humilhação acabou!”
Por fim, ele exaltou sua equipe: “Agradeço o trabalho incansável da nossa secretária Morgana e equipe da saúde que abraçou a missão de trabalhar para dar dignidade e respeito ao nosso povo. Esse dia 15/jun de 2022 é um dia histórico para as mulheres de Mossoró que agora são vistas e ouvidas pela prefeitura.”
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As cirurgias eletivas em Mossoró seguem emperradas. Aguardam cobertura de recursos do Governo do Estado. O alerta e apelo para superação desse impasse foram feitos pelo vereador Genilson Alves (Pros) nessa terça-feira (14) no plenário da Câmara Municipal.
Genilson Alves mostrou drama que se multiplica diariamente sem contrapartida do Estado (Foto: Edilberto Barros)
Ele acrescentou que cerca de 400 cirurgias ginecológicas, por exemplo, já poderiam estar atendidas. Lembrou que a Prefeitura e a antiga Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), hoje apenas Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), pactuaram realização desse serviço. Falta a parte do Estado.
Tarcísio Maia, Wilson Rosado, Liga…
As cirurgias ortopédicas pendentes – com muitas pessoas sob ameaça de sequelas irreversíveis – não avançam no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). “Eu não sei por que não se prioriza a Saúde no Governo do Estado”, criticou o vereador.
Lembrou também que Hospital Wilson Rosado (HWR) e a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) clamam por pagamentos atrasados.
Houve até paralisação de serviços de quimioterapia e diagnóstico por imagem na LMECC, que devem voltar à próxima semana (veja AQUI), após negociação. No HWR pode acontecer paralisação de atendimento pelo mesmo motivo a partir dessa quarta-feira (15). Governo Fátima Bezerra (PT) não repassa valores referentes às complementações dos serviços de oncologia, cardiologia, neurocirurgia, cirurgias em geral e leitos de UTI – queixas a direção do hospital.
Genison Alves foi aparteado por Naldo Feitosa (PSC). Esse vereador reforçou drama de muitas pessoas que acabam sendo deslocadas do HMAC para Natal em ambulâncias, “em busca de cirurgia”. Raério Araújo (PSD) emendou intervenção, estimando que “umas 5 mil pessoas esperam cirurgias eletivas em Mossoró”.
Eletivas ocorrem noutros municípios
Já Isaac da Casca (DC) relatou que chega a amanhecer com “quatro a cinco pessoas” na porta, pedindo apoio para cirurgias. Porém, afirmou estranhar que em alguns municípios de menor porte, também no interior, esses procedimentos estejam ocorrendo normalmente, com apoio do governo estadual. Dois pesos e duas medidas?
“Por que Mossoró não tem essas cirurgias, mesmo com a prefeitura dando sua contrapartida?” – deixou no ar.
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