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Câmara aprova reforma administrativa em sessão tumultuada

Sessão aprovou reforma administrativa com votação esmagadora em prol do governo (Foto: Edilberto Barros)
Sessão aprovou reforma administrativa com votação esmagadora em prol do governo (Foto: Edilberto Barros)

O Plenário da Câmara Municipal de Mossoró aprovou, nesta sexta-feira (24), por 17 votos a favor e 3 contrários, o Projeto de Lei Complementar nº 42/2025, que reestrutura a organização administrativa da Prefeitura Municipal de Mossoró. O projeto, que agora segue para sanção do Executivo, visa a modernização da gestão pública no Município – justificou o governo.

A sessão extraordinária foi bastante tumultuada, devido mobilização da bancada do PT com manifestantes ligados ao setor cultural e também a partidos de esquerda, questionando o projeto. O argumento é de que a proposta tinha dizimaria o Conselho Municipal de Cultura, o que foi contestado pela bancada do governo.

Nas galerias, ainda houve bate-boca e incidente envolvendo um assessor da vereadora Marleide Cunha (veja detalhes AQUI), acusado de agressão a um interlocutor. O caso teve desdobramentos na 2ª Delegacia de Polícia Civil, com registro de Boletim de Ocorrência.

Votos

Votaram a favor do Projeto de Lei Complementar nº 42/2025 os vereadores Alex do Frango (União), Cabo Deyvison (MDB), Dr. Cubano (PSDB), João Marcelo (PSD), John Kenneth (Solidariedade), Kayo Freire (PSD), Lucas das Malhas (União), Mazinho do Sasi (PL), Ozaniel Mesquita (União), Petras (PSD), Raério Cabeção (União), Ricardo de Dodoca (União), Thiago Marques (Solidariedade), Tony Cabelos (União), Vavá (Rede), Vladimir (PSD) e Wiginis do Gás (União).

Votaram contra o projeto as vereadoras Marleide Cunha (PT) e Plúvia (PT), além do vereador Jailson Nogueira (PL).

As vereadoras Marleide Cunha (PT) e Plúvia (PT), da bancada de oposição, e o vereador Jailson Nogueira (PL), da bancada independente, protocolaram três emendas modificativas com o objetivo de ajustar a redação do projeto. As emendas foram analisadas pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e, em seguida, rejeitadas em votação pela maioria no plenário.

A Reforma Administrativa aprovada propõe uma nova configuração das secretarias municipais, incluindo o desmembramento e a criação de novas pastas. Segundo o projeto, a reforma visa agilizar as ações do Executivo, proporcionando a ampliação e melhorias dos serviços prestados à população.

De acordo com o vereador Alex do Frango (PSD), líder do Governo na Câmara, a aprovação do projeto representa um avanço para Mossoró. “Conseguimos aprovar projetos importantes, que valorizam nossos servidores, criando novas secretarias para dar continuidade ao crescimento e desenvolvimento da nossa cidade”, destacou.

Entre as principais mudanças estão o desmembramento da atual Secretaria de Meio Ambiente, Urbanismo e Serviços Urbanos (Semurb). Serão criadas duas novas pastas: Secretaria de Serviços Urbanos (Semsur) e a Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb). A última será voltada, segundo justifica o projeto, para facilitar a emissão de licenças e alvarás, além de trabalhar de forma estratégica no Plano Diretor de Mossoró. Outras duas secretarias foram criadas: Secretaria de Governança e Inovação (Semig) e Secretaria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (Segepe).

Em relação ao organograma das secretarias, o Projeto propõe a criação de novos cargos, defendendo ampliar os serviços públicos à população. Além disso, efetiva aumento salarial para servidores.

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O líder da oposição, vereador Dr. Cubano (PSDB), justificou a votação favorável ao projeto. “Conversamos primeiramente com a bancada que a gente iria votar no que é a favor do povo de Mossoró. Então, os projetos enviados: 42 e 43, vimos muitas justificativas. A gente viu exemplos de que Mossoró pode caminhar mais pra frente, como a criação de novas secretarias. Então é algo favorável, é algo que a gente faz para que chegue ao povo de Mossoró”, avaliou.

Audiência debate bases do Orçamento do Município para 2023

Audiência teve representatividade social muito relevante (Foto: Edilberto Barros)
Audiência teve representatividade social muito relevante (Foto: Edilberto Barros)

A Câmara Municipal de Mossoró cumpriu mais uma etapa do ciclo de análise da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2023, ao realizar audiência pública sobre a proposta, hoje (28). A reunião debateu o projeto, de autoria do Executivo (nº 29/2022) e em tramitação na Casa.

Coube ao secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão (SEPLAN), Frank Felisardo, introduzir a discussão. Ele apresentou síntese da proposta. Entre outros aspectos, explicou que a LDO lança as bases para o Orçamento da Prefeitura para 2023, a ser aprovado em dezembro.

O presidente da Câmara, Lawrence Amorim (Solidariedade), informou os próximos passos da tramitação da LDO: apresentação de emendas, até 6 de maio; votação no plenário em 1º e 2º turnos, dias 25 de maio e 7 de junho, respectivamente, e da redação final, em 14 de junho.

Críticas

Na sequência, vereadores opinaram sobre o projeto. Referiram-se, sobretudo, ao que consideram tentativa de restringir emendas impositivas para entidades sem fins lucrativos, como Apae. Também criticaram margem de remanejamento orçamentária sem autorização da Câmara.

Sobre isso, pronunciaram-se os vereadores Francisco Carlos (Progressistas), Carmem Júlia (MDB), Larissa Rosado (União Brasil), Marleide Cunha (PT), Paulo Igo (Solidariedade) e Tony Fernandes (Solidariedade). Por outro lado, discordaram das colocações deles (a) os vereadores Lucas das Malhas (MDB) e Raério Araújo (PSD), que asseguraram não haver prejuízo às entidades.

Representatividade

Em seguida, a audiência pública deu voz a representantes de entidades sem fins lucrativos. Usaram a palavra a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dávida Oliveira; representante da Associação dos Deficientes Visuais de Mossoró, João Ferreira; presidente da Associação dos Surdos de Mossoró, Adriana Angélica.

Também falaram a presidente do Instituto Renata Praxedes (causa animal), Renata Praxedes; presidente da Adefim e do Fórum de Mulheres, Lúcia Aquino; presidente da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), Abraão Dutra; presidente do Conselho Municipal de Cultura, Américo Oliveira; representante do Centro Social Heróis da Fé, Gemima Miranda, e o vereador de Natal Tércio Tinoco (Progressistas), primeiro cadeirante do Legislativo da capital.

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