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Liège

Por Bruno Ernesto

Cartas de Valèrie, Liège/Bélgica (Foto de autoria de Bruno Ernesto)
Cartas de Valèrie, Liège/Bélgica (Foto de autoria de Bruno Ernesto)

Em outras oportunidades registrei um costume que tenho: enviar cartões postais.

Quem ainda, de fato, os envia?

Embora nossa Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos  – segundo noticiam – ande moribunda, do ponto de vista empresarial, a crise é do próprio mercado postal, somada a outros fatores que você pode se inteirar com mais propriedade em outras fontes de mercados de capitais e de política. Quanto a esta última, muito cuidado com a fonte.

Sim, por ser uma empresa estatal, além dos serviços padrões, mantém serviços que a iniciativa privada despreza solenemente, como por exemplo, transcrição em Braille e o chamado registro módico, que custa a metade do valor convencional de uma encomenda e é muito utilizado para envio de livros e material didático.

Os próprios Correios divulgaram que foi graças a essa modalidade de envio que muitos livreiros conseguiram manter seus negócios durante a pandemia da COVID-19. Os sebos e leitores agradecem penhoradamente.

Eis um dos papéis distintos que uma empresa estatal, numa área tão particular, preserva sem se ater tanto resultado comercial.

Por ser millennial, ainda alcancei as cartas de papel.

Era todo um processo: envelopes, papel pautado, caneta esferográfica de ponta fina, selos, cola e muita inspiração.

Numa carta manuscrita, não há curtidas ou seguidores, como nas redes sociais digitais. Leva e traz notícias boas, ruins ou indiferentes. É uma relação sinalagmática entre remetente e destinatário.

De tão sagrada, seu sigilo é um direito fundamental protegido constitucionalmente no artigo 5º, inciso XII, da nossa Constituição Federal de 1988.

De fato, há muito tempo não escrevo nem envio uma carta pessoal pelos correios. Me falta destinatário.

Recentemente, pus minhas mãos em mais de duas dezenas de cartas que troquei nos anos noventa e início dos anos dois mil, com uma querida amiga de Liège, na Bélgica, que conheci no colégio e criamos um grande laço de amizade durante o seu intercâmbio aqui no Brasil, há quase três décadas: Valèrie Warnier.

Embora tenhamos trocado correspondências por anos a fio, as cartas cessaram. Há anos não mantemos mais contato.

Das últimas notícias que recebi dela, soube que havia concluído a graduação como restauradora de obras de artes e ia se casar. Estava radiante.

A última carta que escrevi para ela – quase vinte anos após as últimas que trocamos -, escrevi poucos meses após o falecimento do meu pai, em 2019 – ela sempre perguntava pelos meus pais -, e dava conta de muitos anos sem notícia alguma minha. Entretanto, nunca postei. Ainda não.

Antes disso, estive próximo de sua casa em Liège, apenas com o seu endereço de memória. Porém, não lembrava o número de sua casa e não pude procurá-la.

Nos últimos anos, por quatro vezes, estive a pouquíssimos quilômetros da sua cidade, que fica nos arredores de Bruxelas e Antuérpia. Novamente não foi possível procurá-la.

Até procurei nas redes sociais, e não a encontrei.

Quem sabe numa próxima oportunidade, muito em breve, possa reencontrá-la e, pessoalmente, entregar a próxima carta.

Espero que só tenha notícias boas.

Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor

Correios continuam desabando ladeira abaixo

Edifício sede dos Correios em Brasília | Sérgio Lima/Poder360 - 16.dez.2024
Edifício sede dos Correios em Brasília (Foto: Sérgio Lima/Poder360 – 16.dez.2024)

O portal Poder360 traz reportagem nesta terça-feira (11), com números que mostram a queda livre dos Correios. A autarquia brasileira segue com rombo crescente.

Em janeiro, o prejuízo foi de R$ 424 milhões. É o maior prejuízo para o mês em toda a história. Até setembro de 2024, o déficit da empresa era de R$ 2 bilhões. 

Um relatório interno dos Correios com resultados preliminares de janeiro de 2025 apresenta quadro delicado.

Nesse mês, houve R$ 1,4 bilhão de receita e R$ 1,9 bilhão de despesas. Portanto, um deficit de R$ 424 milhões.

Desde que o atual presidente, Fabiano Silva dos Santos, assumiu, há um aumento constante das despesas. As receitas tiveram aumento em janeiro de 2024, mas caíram vertiginosamente este ano. Os dados foram levantados pelo Departamento de Inteligência de Mercado (DEINM) na plataforma Deinm Explorer, usada para fazer o controle das contas da estatal.

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Bolsonaro vai privatizar 17 estatais, como Correios e Eletrobras

Do Poder 360

O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) anuncia nesta 4ª feira (21.ago.2019) uma lista de 17 empresas estatais que serão privatizadas.

Eis a lista das 17 empresas:

  1. Emgea (Empresa Gestora de Ativos);
  2. ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias);
  3. Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados);
  4. Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social);
  5. Casa da Moeda;
  6. Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo);
  7. Ceasaminas (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais);
  8. CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos);
  9. Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.);
  10. Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo);
  11. EBC (Empresa Brasil de Comunicação);
  12. Ceitec (Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada);
  13. Telebras
  14. Correios
  15. Eletrobras
  16. Lotex (Loteria Instantânea Exclusiva);
  17. Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo).

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Operação policial surpreende quadrilha e mata 5 integrantes

Operação conjunta que envolveu Polícia Militar, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Civil no Ceará surpreendeu numerosa e bem-armada quadrilha que “invadiu” literalmente a cidade de Jaguaruana-CE (região do Vale do Jaguaribe, a 180 quilômetros de Fortaleza-CE, conheça AQUI). O incidente aconteceu à madrugada de hoje (sábado, 1º).

Um dos cinco bandidos inicialmente mortos ficou com corpo estirado no leito de uma rua (Foto: redes sociais)

Pelo menos cinco bandidos foram mortos. Cerca de três deles seriam originários de Mossoró. Notícia ainda sendo apurada, checada, para divulgação segura.

A perseguição ao restante do bando continua com uso até de helicóptero e reforço policial em Jaguaruana e municípios vizinhos.

Segundo informações preliminares, por volta de 2h40 cerca de 20 homens com uso de oito veículos de pequeno e grande porte ocuparam pontos estratégicos do centro comercial de Jaguaruana. Visavam agências bancárias e dos Correios.

Os alvos dos criminosos eram prioritariamente as agências do Bradesco e do Banco do Brasil. Mas também cercaram delegacia policial, objetivando frear qualquer reação das forças de segurança. Apostavam que a cidade estaria desprotegida diante do seu poderio bélico e “surpresa”.

Tiroteio

O modus operandi já é muito comum nessa modalidade de crime na região. Tem dado certo em incontáveis roubos a Correios e bancos.

Agência do BB foi pelos ares (Foto: redes sociais)

A agência do Banco do Brasil chegou a ser dinamitada e os bandidos se espalharam por pontos estratégicos.

Cerrado tiroteio foi travado entre eles e os policiais, que não tiveram qualquer baixa (feridos ou mortos). O bando não esperava tamanho cerco. A quadrilha perdeu inicialmente cinco homens e há suspeita de que outros estejam feridos e em fuga.

Parte da quadrilha seria originária do Rio Grande do Norte. A própria polícia potiguar estaria ajudando à cearense na operação, com homens e informações privilegiadas. Esse colaboração foi decisiva para se impor o elemento surpresa nesse caso.

Até o início da manhã foram apreendidos um fuzil AK-47 (conheça AQUI), um AR-15 (conheça AQUI), pistolas Ponto 40 (conheça AQUI), uma espingarda calibre 12 (conheça AQUI), farta munição, muito explosivo e dois carros.

Carros-fortes

Conforme foi apurado até aqui, os quadrilheiros teriam feito assaltos recentes no Rio Grande do Norte. Carros-fortes da empresa de transporte de valores Prossegur foram atacado em Apodi (BR-405) e Mossoró (BR-304), respectivamente nos dias 17 de fevereiro e 14 de março.

Mas há outro caso que pode ter relação direta com o mesmo bando: ataque a carro-forte na divisa entre Ceará e Rio Grande do Norte, na BR-304, no dia 20 de fevereiro.

A atuação deles não se limitaria ao Rio Grande do Norte. O registro em Jaguaruana atesta essa visão da polícia dos dois estados, de que o raio de ação dos marginais é bem mais ampliado, atacando agências bancárias, carros-fortes e unidades dos Correios.

Na madrugada de sexta-feira (31), a agência do Banco do Brasil de Cedro-CE (conheça AQUI) foi atacada pela madrugada (veja AQUI), provavelmente por esse mesmo bando, com ocupação semelhante à ocorrida em Jaguaruana nesta madrugada. A quadrilha fugiu com produto do roubo, sem ser molestada pela polícia.

Depois traremos detalhes.

Veja AQUI como foi o ataque ao carro-forte na BR-405, no dia 17 de fevereiro.

Veja AQUI como foi ataque a carro-forte na BR-304, divisa entre Ceará e Rio Grande do Norte, no dia 20 de fevereiro.

Veja AQUI como foi o ataque ao carro-forte na BR-304, no dia 14 de março.

P.S – Notícia atualizada às 12h19 – Fonte da Polícia Militar do Ceará informa que mais dois bandidos estão mortos. Um deles foi deixado em Aracati pelos comparsas, ferido, mas morreu quando recebia atendimento hospitalar. Outro já fora abatido no confronto no centro de Jaguaruana. Portanto, por enquanto, sete mortos.

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Assaltantes invadem cidade e levam cofre do Correios

Blog do FM

A Polícia Militar realiza diligências na tentativa de prender cerca de oito homens que invadiram na madrugada desta terça-feira (31), a cidade de Lajes Pintadas, distante 138 Km de Natal.

Os criminosos usaram instrumentos para arrombar os Correios da cidade e em seguida fugiram em uma caminhonete levando o cofre.

De acordo com informações da Polícia, o bando agiu com violência atirando para o alto e ameaçando qualquer força de segurança que tentasse reagir. Testemunhas relataram que foram aproximadamente 25 minutos de tensão na cidade.

O prédio onde funciona os Correios ficou parcialmente destruído com a ação dos criminosos. Até o inicio da manhã nenhum suspeito tinha sido preso.

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Correios são alvo de bandidos em cidades sem segurança

Agora à tarde, terça-feira (29), a agência dos Correios de Governador Dix-sept Rosado na região Oeste do Rio Grande do Norte, foi mais uma vítima de assalto.

Dois elementos empunhando armas de fogo praticaram o crime. Talvez, com cobertura externa, que não chegou a ser vista.

Sumiram com o “apurado”.

Já à madrugada, em Senador Georgino Avelino (região Leste), levaram o cofre dos Correios da cidade e outros objetos (veja AQUI).

Um vigilante no local escapou da morte, mas perdeu para os bandidos (em número ainda incerto) a arma que possuía.

Terra sem lei é assim.

Centro de distribuição dos Correios deve ficar em São Gonçalo

A decisão sobre a instalação da unidade de distribuição internacional dos Correios no Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves (São Gonçalo-RN) está praticamente tomada. Segundo o ministro do turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB), a avaliação técnica, econômica e financeira para a criação da central recomenda sua instalação no Rio Grande do Norte.

O posicionamento da Inframérica (concessionária do aeroporto) na disponibilidade do aeroporto foi decisivo para o estado receber o investimento.

O Brasil tem um problema crônico na rede de transporte da malha postal, uma vez que há uma grande concentração das operações na região sudeste. A instalação de uma central no Rio Grande do Norte, na avaliação dos técnicos, será benéfica pela proximidade da Europa e Estados Unidos, importantes emissores de correspondências e encomendas para o Brasil.

Centro de Excelência

A central no RN deve gerar redução dos custos envolvidos no transporte da carga postal e diminuição no prazo de entrega. A concentração operacional na região sudeste onera o processo de transporte e armazenamento de cargas, além de aumentar o prazo de entrega das encomendas e correspondências.

A expectativa da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos é que a unidade do Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves seja um centro de excelência dos Correios. A empresa estima que a unidade seja inaugurada no 2º semestre de 2016, com uma operação que gire em torno de 10 mil encomendas por dia, podendo chegar a 40 mil a partir do 4º ano.

Pela proposta da Inframérica, concessionária do Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, o aluguel do espaço que pode chegar a 30 mil metros quadrados será de dez anos.

Com informações da Assessoria de Henrique Alves.

Correios podem instalar CTI em Aeroporto Aluízio Alves

Henrique e Pinheiro: Correios (Foto Paulino Menezes: )

A confirmação da instalação do Centro de Tratamento Internacional (CTI) dos Correios no Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves está cada vez mais próxima. Em reunião com o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, nesta quinta-feira (16), o presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Wagner Pinheiro de Oliveira, reforçou a importância desse centro para distribuição de encomendas e correspondências vindas da América do Norte e da Europa.

Atualmente, os Correios contam com apenas três CTIs no Brasil: em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. O CTI do Aeroporto Governador Aluízio Alves terá capacidade para atender a demanda das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste.

Esperança

“A conversa com o presidente Wagner Pinheiro me trouxe muita esperança. Tenho cada vez mais certeza da importância de nosso aeroporto para o desenvolvimento da economia do Rio Grande do Norte”, afirmou Henrique Alves.

“A criação de um centro de tratamento dos Correios e a disputa pelo HUB da TAM são demonstrações de que o aeroporto aumentou a competitividade do nosso estado”, concluiu o ministro.

Os Correios da linha da região Oeste no ano de 1900

Por Marcos Pinto

Os  sertões  da  região  Oeste  potiguar  apresentavam, no  longínquo  ano  de   1900, um cenário   desolador  que  inseria  os  seus  desamparados  e  esquálidos  habitantes  numa completa  desdita.  As  autoridades  federais e  estaduais  pouco  ou  nada  faziam  para  o  amenizar o flagelo  das  secas  que  assolavam  aquelas  plagas, a  maior  algoz  das  almas  sertanejas.

Imagine-se a  verdadeira  via-crucis  enfrentada  pelos  estafetas  daqueles  remotos  tempos, enfrentando  sede e  fome, para  desempenharem  mais  ou  menos  a  contento  o  trabalho  de  entregas  de encomendas  e  correspondências. Configurava-se  o  dolente  perfil  de  uma  população   desamparada, alheia  ao surto  do  progresso  dos  grandes  centros.

Vivia-se  à  míngua  dos  recursos  científicos  necessários à  cura  das  infectas  doenças,  que  proliferavam  aliadas  à  condição  miserável  em  que estavam condenados  em  suas  passagens  por  esse  longo  roçado  meio  espinhoso  da  vida.  Abordemos  o tema  que  encima  estas  despretensiosas  análises.

A  Agência  dos  Correios  e  Telégrafos  do Apodi foi  inaugurada  em  30  de  Janeiro   de  1907.  Quanto  às  entregas  de  correspondências  e encomendas,  a  linha  do  Apodi  era  servida  por  cinco  estafetas (Carteiros). Atendiam  pelos nomes de  Luiz  Carcará, João  Viado, Manoel  Umbelino, João  Carneiro e  Manoel  Ricardo, este  o mais  antigo, posto  que iniciara  este  ofício  desde  o  ano  de  1888.

Percorriam  o  trajeto  à  pé, com  a  mala  às  costas. Exerciam  seus  ofícios  imbuídos de  um  indiferentismo  pernicioso, sendo, por  isso, objetos  de  reclamações  gerais, restando  observados  pelos  que  habitavam  as cidades,Vilas  e  paragens  do  roteiro da  linha  do  Apodi, um  completo  relaxamento, dado  a demora  da  entrega  das  correspondências  e  encomendas.

João  Viado  e  Manuel  Umbelino  eram  os  dois  estafetas  validos, gozando  das  mesmas  regalias  dos colegas, posto que não  esforçavam-se  para  o  bom  desempenho  de  seus  cargos. O  governo  também  era  culpado  do  desprezo  em  que  se  achava  este  tão  importante  ramo  do  serviço  público, remunerando  pessimamente  os  estafetas.

Nenhum   homem  ganhava,  àquela  época, menos  de  sessenta  mil  réis  mensais  para  desempenhar  aquela  função, isto  de  forma  particular.  Os  estafetas, funcionários  públicos  que  eram, percebiam  apenas  quarenta  mil  réis  como  remuneração  mensal, recebidas  estas  remunerações  no  ano  de  1913.

Como  forma de  potencializarem  a  concretização de  um  eventual  pleito  de  aumento  salarial, os  estafetas  pediam, cinicamente, aos  Agentes  dos  Correios  localizados  que  enchessem  as  guias  de  lama, catarro  e  quejandos, contanto  que  justificassem  a  sua  marcha  de  cagados.

Os  Agentes,  em  regra  bonachões, satisfaziam  o  pedido. Postura  que  configurava  o famoso  pacto  da  mediocridade, que  consistia  em  dispensar  alguém  de  cumprir  suas  obrigações.

Um  salário  condizente  com  a  árdua  missão  que  estavam  na  obrigação  de  cumprir  estimularia-os  a  viajarem  mais  apressados.  Nenhum  estafeta  valido, naquele  tempo,que  fosse  bem  remunerado,  recebendo  a  mala  em  Natal, oito  dias  depois  a  entregaria  em  Natal.

A  estafante  e  crucial  caminhado  do  estafeta   seguia  o  roteiro  oficial, percorrendo  as  distâncias  e  gastando  o  tempo  necessário  assim  especificados:  – De  Natal  à  Jardim  de  Angicos  –  22  léguas  em  um  dia. –  De  Jardim  de  Angicos  a  Angicos –  15  léguas  em  dois  dias.  – De  Angicos à   Assu  –  08  léguas  em  um  dia. – De   Assu   à  Mossoró  –  18  léguas  em  dois  dias.  –  De   Mossoró  a  Apodi  –  14   léguas  em  dois  dias.

Estes  traçados  representativos  das  distâncias  e  do  tempo  necessário  para  percorrê-  las, eram  cumpridas  por  dois  estafetas, um  saindo  de  Natal  tendo  como  parada  final, ou  seja,  percorria  45   léguas  em  quatro  dias, e o outro  pegando  do  Assu   à  Pau  dos  Ferros, ponto  terminal.

No  entanto,  a  correspondência  no  remoto  ano   de  1913  chegou  a  demorar  trinta  dias, depois  da  saída  de  Natal,  para  chegar  ao  Apodi.  Para  respaldarem  a  demora, alegavam  ter  que  cruzarem  rios  cheios, motivo  improcedente, uma  vez  que  todos  os  rios  ofereciam  rápido  transporte.

Em  1913  o  Major  Manoel  Moreira  Dias  exercia  o  cargo  de  Diretor  Geral  dos  Correios  no  Rio  Grande  do  Norte.  Era  um  cidadão de  integridade  moral  e  social  à  toda  prova.  Com  certeza,  a  demora  dos  estafetas  devia-se  atribuir  aos  percalços  voluntários  tais  como  bebedeiras  e  forrós, nas  festas  paroquiais  das  cidades  e,  vilarejos  percorridos.

Os  estafetas  eram  muito  considerados  em  suas  funções, posto que as  notícias  dos  jornais  que  trazia  de  Natal, ligava  o  interior  rude  e  desprovido  dos  sinais  do  progresso, à  agitação  reinante  na  capital  do  estado.  Tempos  árduos  e  difíceis.

Marcos Pinto é advogado e escritor

Selos serão lançados valorizando abelhas

Desde a década de 70, graças ao estudo, pesquisa, dedicação e preservação das abelhas jandaíras na região de Mossoró pelo saudoso Monsenhor Huberto Bruening, a cidade passou a ser referência nacional quando se fala no assunto.

Questões como meio ambiente, preservação, ecologia e principalmente abelha jandaíra têm Mossoró no “mapa”.

Por isso que na sexta-feira (22), às 10h, a Empresa Brasileira dos Correios e Telégrafos estará lançando na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) seis selos comemorativos relacionados com as abelhas brasileiras sem ferrão, dentre as quais a querida abelha jandaíra.

A informação é repassada por Paulo Menezes, estudioso e produtor com respeitabilidade em todo o país.

Correios dizem que greve não afeta serviços

Os Correios estão operando com normalidade em todo o Brasil. Na noite de quarta-feira (11), 6 dos 35 sindicatos do Brasil realizaram assembleias e decidiram deflagrar paralisação.

Porém, 100% do efetivo dos Correios no Rio Grande do Norte está trabalhando e em todo o país esse índice é de 93,3%, o que corresponde a 116.165 empregados, número apurado por meio de sistema eletrônico de presença.

Em todo o RN, a rede de atendimento dos Correios está aberta e os serviços, inclusive o SEDEX e o Banco Postal, estão disponíveis. De forma a garantir a contínua prestação de serviços à população, os Correios estão aplicando o Plano de Continuidade de Negócios.

Ações como deslocamento de empregados entre as unidades, contratações temporárias, realização de horas extras e mutirões para entrega nos fins de semana estão sendo tomadas onde necessário.
Negociação — Em busca de acordo, os Correios convidaram as entidades sindicais para reuniões na tarde desta quinta-feira.

Correios entram em greve

Empregados dos Correios entraram em greve. A partir de hoje, mais problema no fluxo de correspondências.

A paralisação atinge os estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Rondônia, São Paulo, Tocantis e Pernambuco.

Segundo a categoria, isso representa 80% do fluxo postal de todo o país.

O secretário geral do Sindicato dos Correios no Rio de Janeiro, Ronaldo Martins, explicou que a categoria quer garantir um aumento maior que a inflação, enquanto a empresa ofereceu reajuste de 5,27% aplicado sobre os salários e benefícios.

A categoria reivindica reajuste do piso salarial em cerca de 10%, reposição da inflação, aumento real de 6% , vale alimentação no valor de R$ 35 e vale cesta de R$ 342,05, aumento do reembolso creche/ babá para R$ 500 para homens, mulheres e homo afetivos; e auxílio para dependentes de cuidados especiais de, no mínimo, R$ 850.

Caixa e Correios não se entendem

Duas instituições públicas federais, com papeis distintos, mas estratégicos, estão em choque silencioso em Mossoró.

Pior para quem?

Para usuários de seus serviços.

Os Correios e a Caixa Econômica Federal (CEF) vivem relação conflituosa. A empresa postal sobrecarrega a instituição financeira sem entregar centenas e milhares de correspondências emitidas por ela.

Um exemplo grotesco é o conjunto Monsenhor Américo Simonetti, com mais de 800 unidades do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Os Correios não entregam uma única cobrança aos mutuários.

Com a falha em massa, CEF precisa se virar para cobrir esse vácuo. O assunto promete ser tratado administrativamente, num nível superior.

Correios sucateados causam transtornos

Carlos Santos,

Tem dois messes que não chega correspondência pelos Correios em minha casa. Com qualquer pessoa que você fale em Mossoró, há reclamação dessa situação. Os carteiros falam de situação de calamidade com pilhas a classificar que parecem prédios, e nenhum órgão de imprensa faz nada, investiga nada, faz pressão.

É calamidade pública por todo lado.

Tony Evora – Webleitor

Nota do Blog – Terrível essa situação. Os Correios foram durante muitos anos empresa de excelência, mas o governo petista conseguiu esvaziá-la e afundá-la. Lamentável.

Eu tenho que viajar muito e quando chego é difícil ordenar pagamentos. Licenciamento de veículos, cartão,  serviços de telefonia etc. com 15 a 20 dias de atraso.

Falta de aeroporto limita serviço de Sedex

Por Nathan Figueiredo (Jornal de Fato)

Mossoró e todo o Rio Grande do Norte ficaram de fora do serviço de distribuição de entrega rápida, batizado de Sedex 12, e implantado ontem, 14, em nada menos que mil cidades de porte médio de 17 Estados de todas as regiões do País. A novidade prevê a entrega da encomenda até as 12h do primeiro dia útil seguinte à postagem.

Assim como na Paraíba, no Piauí e em Alagoas, haverá apenas a captação do novo Sedex.

Segundo a assessoria local da Empresa Brasileiro de Correios e Telégrafos (ECT), o RN não possui infraestrutura aeroportuária suficiente que permita a implantação do serviço. Como é preciso velocidade na entrega, não há como garantir sua efetivação apenas por via terrestre.

Por esse mesmo motivo, os potiguares não dispõem da distribuição do Sedex 10, que garante a entrega até as 10h do dia útil seguinte. “Falta essa rede aérea”, disse ao Jornal de Fato a assessoria.

A empresa disse que investe forte para levar o maior número de produtos e serviços a todas as cidades do RN e do Brasil. “Então, é uma questão de tempo [para que o Sedex 12 seja totalmente implantado aqui], mas o Estado precisa contar com essa infraestrutura”.

Especificamente, Mossoró, cujas características são semelhantes às cidades incluídas no Sedex 12, ficará atrás nesse quesito para o Crato (CE) e Petrolina (PE), onde os Correios passaram a disponibilizar os serviços.

RN convive com roubos a bancos e Correios

O Rio Grande do Norte contabiliza 18 roubos a bancos/caixas-eletrônicos este ano. A grande maioria, bem-sucedida.

Os mais recentes ocorreram à madrugada de ontem em nossa vizinha Grossos (32 quilômetros de Mossoró), quando dois bandos tiveram seus caixas explodidos.

A polícia vira-se como pode. Tem deficiência de equipamentos, viaturas, homens e parco ou nenhum serviço de inteligência.

Em relação a agência dos Correios, os números são ainda mais alarmantes neste 2012. São mais de 100 roubos em mais de 20 municípios, com prejuízos que não são revelados à sociedade.

Ano passado, essa empresa estatal foi vítima de 44 roubos.

Mas a propaganda do governo estadual vende outra imagem quanto à segurança pública. Coisa para suíço ver.

Correios são mais um retrato da insegurança

TV ligada no programa InterTV 1ª edição da InterTV Cabugi e reportagem relata que ano passado ocorreram 44 roubos a agências dos Correios no Rio Grande do Norte.

Este ano passamos de 80 ocorrências.

Esta semana foram cinco registros.

Um representante dos Correios ponderou que a empresa amplia a segurança armada, faz licitação de portas giratórias e toma outras providências, “mas o Estado não cumpre seu papel”.

Nota do Blog – A ladainha é a mesma: os representantes do Estado espalham material de propaganda surreal em rádio, TV e Internet sobre um Rio Grande do Norte que não existe, além de culpar permanente os antecessores por tudo de ruim que está ocorrendo.

Cada um que cuide da sua própria segurança. Os de fé,

Se o patrimônio é público, é nosso!

Temos bolsões de excelência no serviço público e crescente melhoria em outros tantos. Mas em alguns outros, quase nada funciona. Por quê?

Entendo que a intervenção estatal pode dar respostas satisfatórias às demandas sociais. Basta ser cobrado, punir com rigor os maus servidores e incentivar quem queira ascender numa carreira baseada na qualificação, no interesse e em méritos, nunca no compadrio ou arranjo politiqueiro.

Na coisa pública, parece que a Saúde é ‘casa de mãe-joana’. Se não está satisfeito, peça para sair. Vaza! Inaceitável é maltratar o cidadão comum, que na prática lhe paga o salário.

No Hospital Materno-Infantil Maria Correia (Hospital da Mulher), em Mossoró, recentemente inaugurado, controlado por uma Oscip (organização civil que faz serviço público de forma terceirizada), tem médico e enfermeiro reclamando. Estão irascíveis porque são obrigados a trabalhar certinho. Não querem ser punidos por atrasos e outros desleixos.

Devem estranhar, porque no público muitos trabalham como bem entendem. Acham que não são empregados e que não possuem patrão. Se recebem uma punição, queixam-se ao chefe político e tudo é sanado em prejuízo à coisa pública.

Existe excelência no serviço público também sem Oscip, fundações, ONG´s etc. Polícia Federal, Advocacia Geral da União (AGU), Receita Federal, Previdência, Caixa Econômica (CEF), setor portuário e Correios (no passado) são exemplos de eficiência pública. A Petrobras é essa gigante transnacional que orgulha o Brasil, uma das maiores empresas do mundo, símbolo de eficiência.

O Banco Central virou paradigma, em meio à crise mundial no setor financeiro norte-americano e bancarrota europeia.

Onde há prioridade ao funcionamento técnico, os resultados têm aparecido. Onde a prioridade é politica, os resultados nós conhecemos.

As melhores universidades do país são públicas, vocês sabem? Vocês conhecem a excelência do Hospital Sara Kubistchek?

O público é viável.

O caminho do serviço público é a ‘meritocracia’, o planejamento estratégico, prêmio aos melhores e punição à escória. São alguns princípios da iniciativa privada que se fundem aos propósitos inequívocos do Estado do Bem-Estar Social, ou seja, o bem comum.

É-nos vendida a ideia de que tudo que é público é ruim, para que aceitemos a terceirização, ONGs, Oscips, fundações etc. como panaceias. Erro crasso que a propaganda dirigida espalha, tentando nos iludir com tal inverdade.

Há um monte de gente criticando o serviço público e uma multidão ainda maior querendo desembarcar nele. Que paradoxo, não? Risível.

Se o patrimônio é público, é nosso. Portanto, não permitamos que saqueadores, espertalhões e maus servidores destruam o que nos pertencem, facilitando a prosperidade de uns poucos.

O patrimônio público é nosso!