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Júri de denunciados por execução de policial começa em novembro

O juiz federal Orlan Donato Rocha, titular da 8ª Vara Federal no Rio Grande do Norte, agendou para o dia 30 de novembro o início do júri popular relativo ao assassinato do policial penal federal Henry Charles Gama e Silva. O crime ocorreu por volta de 16h do dia 12 de abril de 2017, em Mossoró.

policial penal federal Henri Charles teria sido vítima de um complô do PCC (Foto: divulgação)
policial penal federal Henry Charles teria sido vítima de um complô do PCC (Foto: divulgação)

Serão julgados Eduardo Lapa dos Santos, Maria Cristina da Silva, Jailton Bastos de Souza, Gilvaneide Dias Mota Bastos e Edmar Fudimoto.

No termo de audiência, realizada para definição de datas e detalhes do júri popular, o magistrado destacou que defesa e acusação poderão usar recursos audiovisuais em plenário.

Até o dia 7 de outubro será fixada a lista geral definitiva de jurados no mural eletrônico da Justiça Federal. Já no dia 9 de novembro acontecerá a audiência de sorteio dos 25 jurados titulares e suplentes que atuarão na sessão do júri.

A sessão de instrução e julgamento começará às 8h do dia 30 de novembro, no plenário de Justiça Estadual, em Mossoró.

O crime

Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), a morte de Henry Charles foi sob encomenda e execução da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ocorreu num bar do bairro Boa Vista em Mossoró, quando a vítima estava despreocupadamente no local. Quatro homens armados pararam um carro e saíram atirando em sua direção, sem chances de defesa.

Em julho de 2017, a Polícia Federal desencadeou a Operação Força e União. Visava desarticular esquema para assassinato em série de policiais penais federais no país. A PF cumpriu mandados de prisão preventiva e coercitivas no RJ, São Paulo e RN (precisamente em Mossoró).

O agente Alex Belarmino Almeida Silva, em setembro de 2016, na cidade de Cascavel (PR), e Henry Charles Gama Filho, em abril de 2017, em Mossoró, chegaram a ser vítimas desse plano macabro de intimidação.

Após a morte de Henri Charle, o PCC matou outra funcionária do sistema penitenciário federal: a psicóloga Melissa de Almeida Filho, na cidade de Cascavel (PR).

Veja reportagem detalhando como planejamento e crime em Mossoró clicando AQUI.

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Polícia prende acusados de assassinato de pré-candidato a prefeito

Raimundo Gonçalves de Lima Neto, 35 anos, foi morto em circunstâncias muito misteriosas (Foto: Web)
Raimundo Gonçalves de Lima Neto, 35 anos, foi morto em circunstâncias muito misteriosas (Foto: Web)

Por Rafael Duarte (Saiba Mais)

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu terça-feira (20) dois homens acusados de executarem a tiros Raimundo Gonçalves de Lima Neto, 35 anos, ex-pré-candidato do PSOL à Prefeitura de Janduís e conhecido na região como “Netinho” ou “Neto de Nilton”. O crime aconteceu em 11 de abril de 2020 (veja AQUI), por volta das 9h30, quando a vítima chegava de moto na fazenda onde morava, na região rural de Campo Grande.

A operação que prendeu João Paulo Fernandes da Silva Brito e Antônio Alcivan Fernandes Júnior (“Juninho Mangueira” ou “Macaíba”, apelidos)foi batizada de “Flor de Mandacaru” e contou com o apoio de 100 policiais civis do Rio Grande do Norte e outros 20 da Paraíba. Foram cumpridos mais de 20 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de prisão, sendo que três envolvidos de forma indireta no crime já estavam presos.

Netinho havia anunciado a pré-candidatura às eleições daquele ano poucas semanas antes de ser assassinado.

A investigação foi coordenada pelo delegado Odilon Teodósio dos Santos Filho, que busca agora o mandante ou mandantes do crime. Ele não tem dúvidas de que o crime foi motivado pela disputa política eleitoral em 2020 na região:

– Não tenho dúvida de que terminou por beneficiar essa parte político partidário para alguém. A gente não pode amarrar ainda se foi esse ou aquele candidato que mandou, mas não vai fugir à regra porque o cara era candidato certo. O próprio prefeito atual tinha se excluído do pleito para apoiar ele, né ? Foi o cara que ganhou com folga, o Salomão. Então não tenho dúvida. Agora a gente dizer qual foi o candidato, esse ou aquele político partidário, a gente não tem ainda. Isso seria a última instância e a investigação tem muita coisa pela frente”.

Odilon Teodósio dos Santos Filho, delegado responsável pelo caso

Questionado como a polícia chegou aos acusados, a assessoria de comunicação da Polícia Civil informou que não fala sobre as investigações.

João Paulo e Antônio Alcivan também são envolvidos com crimes de roubo a banco e pertencem a uma organização criminosa autodenominada de “Bando do Cangaço”.

Salomão Gurgel havia desistido de concorrer à prefeitura para apoiar Netinho, mas após o crime assumiu a chapa e venceu a eleição (Reprodução)
Salomão Gurgel havia desistido de concorrer à prefeitura para apoiar Netinho, mas após o crime assumiu a chapa e venceu a eleição (Reprodução)

– Essa associação criminosa, através desses dois tentáculos João Paulo Fernandes da Silva Brito e Antônio Alcivan Fernandes Júnior, assassinaram o Neto de Nilton sem dar chance de defesa depois de emboscá-lo na chegada a uma porteira de acesso à propriedade rural da vítima”, afirmou o delegado.

Segundo ele, a polícia também identificou, na fase preliminar, outras pessoas que deram apoio indireto ao crime:

– Identificamos quem deu o local onde eles ficaram em coito, quem forneceu a munição… estamos já fazendo uma previsão de trabalho para seguir para a autoria intelectual, que será num segundo momento da investigação. Já temos a convicção investigativa que venha apresentar a sociedade esse crime bárbaro, que muitos acreditaram que seguiria em pune. A Polícia Civil está fazendo sua parte e a investigação será apresentada à Justiça logo que possível for”, disse.

Cabo Ildone: barbaridade (Foto: Web)
Cabo Ildone: barbaridade (Foto: Web)

Nota do Blog Carlos Santos – O Antônio Alcivan Fernandes Júnior (“Juninho Mangueira”) esteve envolvido em outro crime bastante rumoroso. Foi denunciado por latrocínio, formação de quadrilha e roubo em continuidade delitiva.

Ele participou da execução do Cabo PM mossoroense Ildônio José da Silva, 43, em Caraúbas, no dia 18 de agosto de 2018.

Mangueira e outros comparsas faziam arrastão em ônibus com estudantes e descobriram a presença do cabo da Polícia Militar, armado.

Mataram-no estourando sua cabeça com tiro de espingarda calibre 12 e com balas de outras armas, sem chances de defesa para a vítima.

A vítima era lotada na lotado na 3ª Companhia de Polícia Militar de Caraúbas. Estudava Administração na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) em Mossoró, para onde o ônibus era conduzido.

Saiba detalhes sobre esse crime bárbaro AQUI.

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