Murilo Santos segura troféus, símbolos de conquista (Foto: divulgação)
O curta-metragem “Lúcia”, da Promissum Pictures, produtora sediada em Mossoró (RN), conquistou dois importantes prêmios no 2º Festival de Cinema de Xerém, realizado no último sábado (7), no estado do Rio de Janeiro.
Com um total de 698 filmes inscritos de todas as regiões do país, o festival selecionou apenas cinco finalistas por categoria. “Lúcia” foi a única obra representante das regiões Norte e Nordeste a alcançar a final, concorrendo com produções do Sul e Sudeste.
O filme levou os troféus de Melhor Roteiro, assinado por Murilo Santos, e Melhor Atriz, com a performance de Gilvânia Araújo. A trama gira em torno de uma professora que, durante a pandemia de Covid-19, deixa a zona urbana para dar aulas a um aluno com autismo na zona rural, destacando temas como inclusão, educação e superação em tempos de crise sanitária.
“Lúcia” teve sua estreia no dia 29 de janeiro, com sessões lotadas no Multicine Mossoró, e segue agora com exibições gratuitas em escolas da região, fortalecendo o acesso ao cinema local e fomentando o debate sobre temas sociais urgentes.
A conquista representa um marco para o audiovisual potiguar e reforça o potencial artístico do interior do Rio Grande do Norte no cenário nacional do cinema independente.
Nota do BCS – Notícia que a gente adora espalhar para todos os cantos e recantos. Parabéns, pessoal.
O curta-metragem mossoroense “O Cangaceiro Compositor” está no ar. O filme do jornalista e cineasta Alexandre Fonseca tem como temática o cangaço, abordando um aspecto curioso de Virgulino Ferreira (Lampião) e uma suposta música escrita pelo cangaceiro.
O enredo é sustentado no livro “O Menino que Enfrentou Lampião”, da escritora e jornalista mossoroense Lúcia Rocha. Traz uma readaptação de “Mulher Rendeira”, clássico do cancioneiro popular.
“A ideia do produto audiovisual nasceu após a leitura do livro. Foi uma descoberta interessante saber do gosto de Lampião pela música e calhou exatamente com a proposta de um festival de cinema, então, não podia perder a oportunidade de realizar a obra”, conta o diretor Alexandre Fonseca.
“O Cangaceiro Compositor” está disponível na íntegra no canal do YouTube: AF Produções Potiguares, constante nesta postagem.
Sobre “Mulher rendeira” – Tem suas origens nas tradições populares do nordeste brasileiro, e ela está fortemente associada à cultura do cangaço, embora suas origens sejam anteriores a esse movimento. A canção se tornou ainda mais famosa ao longo do tempo, sendo adaptada e gravada por diversos artistas brasileiros e internacionais. Em 1953, ela ganhou projeção mundial ao fazer parte da trilha sonora do filme “O Cangaceiro”, dirigido por Lima Barreto, o que ajudou a espalhar a música além do Brasil e a fixar essa versão do cangaço.
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Em 1927, um bando de cangaceiros liderados por Lampião acampava nas cercanias de Mossoró na iminência de uma invasão à capital do oeste potiguar. No calor dos acontecimentos, o jornal O Mossoroense estampava a seguinte manchete: “Os Hunos da nova espécie”, atribuindo ao Rei do Sertão e seu bando a mesma sede de conquista do povo nômade que ficou famoso por conquistar a Europa sob a liderança do Rei Átila.
Cartaz do filme de Augusto Lula, que tem estreia definida para 1º de novembro (Reprodução do Canal BCS)
A invasão de Lampião fracassou, mas deixou para trás uma lenda em torno do mais controverso ‘cabra’ do bando’: o cangaceiro Jararaca. É ele quem personifica o “O Huno da Nova Espécie”, título do novo curta-metragem do diretor natalense Augusto Lula.
O filme será lançado no dia 1º de novembro às 19h30 e 20h, no cemitério de São Sebastião, em Mossoró, e foi finalizado depois de 20 anos do início das filmagens.
José Leite Santana
Quinto projeto autoral do diretor, “Huno da Nova Espécie” traça a transformação do bandoleiro José Leite Santana, o Jararaca, no imaginário popular. Do fim trágico, quando estava sob custódia da polícia e foi praticamente enterrado vivo em uma cova no cemitério, depois de ter levado um tiro no peito e passar a noite na cadeia. Até os dias de hoje, uma figura cultuada pelo povo, a quem lhe atribui milagres.
Jararaca foi soldado raso do Exército, mas largou a instituição em busca de melhoria financeira no banditismo. Com seu conhecimento de artilharia, foi aceito no grupo. Apesar da curta trajetória no bando de Lampião, as circunstâncias de sua morte o tornaram uma figura mística décadas depois.
O túmulo no cemitério de Mossoró é um local de romaria e acredita-se que ele obra milagres, pois se arrependeu de seus pecados no momento antes de sua morte. “Jararaca passou de cangaceiro tido como sanguinário a santo popular. Seus milagres e má fama se confrontam até hoje no imaginário popular”, comenta o diretor Augusto Lula.
Para Augusto Lula, que não aguentava mais “carregar uma corcunda na cabeça “, mostrar a construção dessa devoção popular, da vida e morte, do deus e do diabo, purgatório, inferno e céu e da santificação pelo povo, muitas vezes não se consegue explicar.
Jararaca (centro), capturado e ferido, mas que depois foi executado (Reprodução/arquivo)
“O Huno de uma Nova Espécie” conta com participações especiais da voz de Pedro Mendes e também de Cyro Papinha, ex-apresentador do programa policial Patrulha da Cidade. As imagens e entrevistas foram captadas no Dia de Finados de 2004 2005, 2007 e 2019 no cemitério de São Sebastião.
A produção é de Danielle Brito, e dos assistentes de produção Raquel Lucena, Paulinha Maux e Gustavo Luz. Imagens de Juliano (Steadicam), Augusto Lula e Danielle Brito. A arte em xilogravura é de Erick Lima.
Mixagem e masterização de Jota Marciano. Os textos narrados por Papinha são de Fenelon Almeida e Luís da Câmara Cascudo. A música cantada por Pedro Mendes é a introdução de ‘Sentinela’, de Milton Nascimento e Fernando Brant.
“Foram muitos anos tentando organizar as ideias e o filme não ficou como eu sonhava, mas a vida é muito curta e precisava colocar um ponto final no curta, pois o meu possível encontro com Jararaca no juízo final fica cada vez mais próximo no Dia de lágrimas (Lacrimosa), aquele que ressurgirá das cinzas um homem para ser julgado”, reflete o diretor.
“Portanto, poupe-o, ó Deus misericordioso Senhor Jesus e conceda-lhe a paz eterna, Amém,” finaliza.
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Considerado um dos mais importantes eventos do gênero do Nordeste, o Festival Internacional de Cinema de Baia Formosa (FINC) volta a ser realizado de forma presencial em 2021. Está programado para ocorrer nos dias 3 e 4 de dezembro de 2021, no mirante da cidade de Baia Formosa/RN.
Com o tema “Na onda do ouro”, os realizadores vão poder mostrar ao mundo suas ideias no tradicional Festival de Curtas de 1 minuto, onde o vencedor ganhará uma viagem de dez dias para a Cracóvia (Polônia) e terá seu filme exibido no Festival Off Plus Camera 2022.
Esse ano, a 12ª edição do FINC retorna a sua forma original, obedecendo todos os protocolos sanitários para evitar a proliferação da COVID-19. Em 2020, o festival ocorreu na modalidade virtual, sem mostra competitiva.
Com programação gratuita, o público vai poder conferir a exibição de curtas metragens produzidos no RN e também de outros países. Para participar da mostra competitiva, os interessados devem se inscrever no site do evento (fincbf.com), entre os dias 15 de outubro a 15 de novembro de 2021.
Cinema e esporte
Para esse ano, o Finc retoma as inscrições de curtas-metragens em três categorias (Curtas de 1 minuto, Mostra Potiguar e Pérolas do RN).
O festival também conta com programação desportiva. Além da exibição de filmes e curtas metragens será realizado a 3ª Edição da Corrida Eco Estrela Finc. O evento que faz parte programação oficial vai contar com a presença de corredores amadores e profissionais na corrida de rua mais bonita do litoral potiguar.
A Corrida Eco Estrela será realizada no dia 4 de dezembro, no turno da tarde. As inscrições e informações do percurso serão divulgadas em breve.
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Wigna Ribeiro e equipe traçam perfil de uma relação de fé do povo com a padroeira católica (Foto: divulgação)
O documentário ‘’Santa Luzia, Retratos de Fé’’ vai ao ar. O curta terá seu lançamento virtual gratuito ao vivo em youtube.com/wignaribeiro, a partir das 19h do dia 3 (sábado próximo).
Reúne fragmentos captados nos anos de 2018, 2019 e 2020 pela jovem cineasta mossoroense Wigna Ribeiro e equipe. Montado como curta-metragem, o filme faz um paralelo sobre os mais variados perfis de devotos da padroeira da cidade de Mossoró, interior do Rio Grande do Norte.
Com destaque especial para histórias de fé emocionantes como a de Bia Beatriz, travesti que se tornou personagem folclórico mossoroense, o filme será lançado sábado de Aleluia, data simbólica para o calendário católico.
O projeto foi captado com recursos financeiros da Lei Aldir Blanc através da Prefeitura Municipal de Mossoró e finalizado com patrocínio também da Lei Aldir Blanc pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte através da Fundação José Augusto.
FICHA TÉCNICA
Patrocínio: Prefeitura de Mossoró e Governo do Estado do RN
Realização: Ribeiro Produções
Direção/Fotografia/Montagem: Wigna Ribeiro
Produção Executiva/Imagens Aéreas: Samya Alves
Produção: Vitor Barros
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