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Delegados entram em estado de greve

Os delegados da Polícia Civil do Rio Grande do Norte entraram em estado de greve nesta sexta-feira (16). Depois de três paralisações de advertência, continuam cobrando do governo melhores condições de trabalho e pedem a nomeação dos delegados aprovados no último concurso.

Além disso, pressionam pela retirada de presos nas delegacias do interior e a desobrigação dos delegados em  fazer a custódia.

Até a próxima quinta-feira (22)  haverá uma nova assembleia para avaliar o resultado da reunião.

Possibilidade de tornar o que está ruim, algo ainda pior.

Delegados podem fazer paralisação de advertência

A Associação dos Delegados da Policia Civil (ADEPOL) realiza agora em Natal, uma assembleia que avalia possibilidade de paralisação de advertência.

As queixas são muitas e a mais nova é o decreto da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) – publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) de sábado (13) – que dispõe sobre a cessão da sede da Delegacia Geral de Policia Civil (DEGEPOL) para instalação do arquivo morto do Estado.

Delegados querem melhores condições de trabalho, convocação de concursados e a recriação da Delegacia de Defesa do Patrimônio Público e Combate a Corrupção.

 

Sinpol emite Nota de Esclarecimento

O SINPOL/RN, sindicato legitimamente constituído para representar todos os policiais civis do Rio Grande do Norte, e com atuação séria e ilibada, vem a público prestar esclarecimentos necessários acerca de “denúncias”  que circulam na imprensa neste início de semana a respeito de texto apócrifo, que está sendo atribuído equivocada e maldosamente a esta entidade, contra delegados, agentes e  servidores da Segurança Pública de outras instituições.

O Sindicato nega veementemente  que é o  autor e apresenta documentos expedidos e recebidos, os quais esclarecem NÃO ter sido o SINPOL/RN o autor das denúncias anônimas. Naquela oportunidade foi dado conhecimento da negativa das denúncias ao MP, ao Ouvidor, à SESED e à Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SNDH) que respondeu em dois Ofícios nos quais pede DESCULPAS ao SINPOL/RN.

No caso em questão utilizaram-se de maneira criminosa  do nome do SINPOL/RN, certamente perante os órgãos públicos. Neste sentido, cumpre-nos a obrigação de afirmar que, pelos motivos já elencados, não procedemos a tais  denúncias, nem franqueamos a quem quer que seja a autorização para falar em nosso nome, sendo esta iniciativa leviana e passível de responsabilidade em todas as esferas.  Até porque jamais esta entidade de classe atuou na linha do “denuncismo ou anonimato infundados”. Atua, sim, publicamente para garantir os direitos de seus representados, não havendo necessidade de agir de maneira oculta.

Esclarecido que o SINPOL não fez tais denúncias, a entidade ressalta, sim, que cobrará a apuração séria destes possíveis crimes de alta gravidade, bem como cobra das autoridades uma profunda investigação para a autoria das graves denúncias atribuídas de forma criminosa a este Sindicato,  ressaltando que luta pelo respeito e dignidade de todos os policiais civis do Rio Grande do Norte. Portanto frisamos: os únicos documentos que continuarão chegando aos órgãos públicos, provenientes deste sindicato, serão devidamente registrados através de Ofícios, em papel timbrado da Entidade e devidamente assinado.

Nota do  Blog – A questão a que se refere a nota diz respeito à reportagem da Tribunal do Norte, edição de domingo (8), assinalando que investigação apontava o envolvimento de vários figurões da Segurança Pública do RN em crimes diversos, de pistolagem a roubos. Veja AQUI.

Estado cede 9 policiais a deputados; segurança leva a pior

O Governo além de não convocar os concursados da polícia civil, e de não aumentar o efetivo da polícia militar, ainda diminui o efetivo destas duas instituições cedendo policiais à Assembléia legislativa. Você duvida?

Somente na edição do Diário Oficial do Estado, dia 17/09/2011 (este sábado), na página “Atos da Governadoria”, constatam-se 09 (nove) cessões de policiais para Assembléia legislativa.

E o pior  é que os deputados concordam com esta imoral cessão, diante do atual quadro deficitário de  efetivo da segurança pública, e prejudica diretamente o povo do Rio Grande do Norte.

Na verdade, a Assembleia Legislativa não apenas assina embaixo, como estimula essa evasão, que tira o policial de seu papel precípuo de servir à sociedade, para ser útil aos deputados. Sabe-se lá como.

Onde está o Ministério Público que não fiscaliza estas  e outras cessões, que na minha parca noção legal é no mínimo irregular e incoerente administrativamente. Pelo menos, termina colidindo com o próprio discurso do Governo do Estado, que alega não ter como convocar quem passou em concursos, mas cede policiais à AL.

A propósito, quantos policiais estão hoje lotados na AL? Quem sabe? Nem é possível identificar quantos médicos, outro quantitativo que faz parte de uma espécie de “caixa preta”.

O funcionário que prestou concurso público para determinada função ou cargo, dentro de uma determinada Secretaria do Estado, por ato do Governo, claro que a pedido de “alguém” é retirado de seu local de trabalho e deslocado de suas funções. Certamente essas 9 cessões estão enquadrados nessa “arrumação”.

Ficar calado, diante dessa iniquidade, falta de respeito com concursados e com o cidadão, é ser cúmplice de mais um crime praticado contra o cidadão comum, enganado em sua boa-fé. Ouve um discurso, mas na prática às vezes descobre que tudo não passa de retórica e faz-de-conta.

Lugar de policial é na rua, combatendo a criminalidade, agindo em papel profilático, exercitando a tarefa da investigação, de modo a intimidar e punir deliquentes. Socado na Assembleia Legislativa, essas pessoas desfalcam mais ainda as ruas.

Impossível querer tapar o sol com a peneira, continuar transferindo responsabilidades para governos anteriores. E é bom frisarmos, que essa “camaradagem” de cessão de policiais é antiga. Muitos deles terminam se transformando em motorista, segurança particular ou outra função menor a serviço de deputados.

Já o zé-ninguém, o pobre povão, fica implorando o direito à segurança, ao simple ir e vir.

Enquanto isso, tem delegado “cuidando” de mais de 20 cidades simultaneamente, policial sobrecarregado em rondas, outros tantos estressados ou em licenças de saúde.

Deputados e governantes, no fundo, estão fazendo acontecer: contra o Rio Grande do Norte.