No Rio Grande do Norte, 45.531 famílias estão na fila de espera para receber o Auxílio Brasil, todas já inscritas no Cadastro Único, pré-requisito para entrar no programa que substituiu o Bolsa Família.
Outras tantas tentam ser inseridas no cadastro.
Nota do Canal BCS – Há tempos que eu não via tanta gente pedinte nas ruas. São levas e levas, por onde ando e não apenas no RN.
Antes, eram legiões de zumbis do crack; hoje, da fome. Não é possível ficarmos indiferentes a isso.
Estiagem, efeitos daninhos da pandemia, inflação e outros males da economia, são apenas alguns dos causadores disso.
E pode piorar muito.
Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
“Essa aluna chegou bem atrasada. Ela bateu na porta da sala de aula, eu abri e notei que ela não estava bem, mas não consegui entender o porquê. Passei álcool na mão dela e senti a mão muito gelada, num dia em que não estava frio para justificar.”
“Ela sentou e abaixou a cabeça na mesa. Eu estranhei e chamei ela à minha mesa. Ela veio e eu perguntei se ela estava bem. Ela fez com a cabeça que estava, mas com aquele olhinho de que não estava. Perguntei se ela tinha comido naquele dia, ela disse que não.”
“Fui pegar algo para ela na minha mochila — porque eu sempre levo um biscoitinho ou uma fruta para mim mesma. Mas não deu tempo. Ela desmaiou em sala de aula.”
O relato é de uma professora da rede municipal do Rio de Janeiro. A aluna tem 8 anos, é negra e estuda em uma escola localizada em um complexo de favelas na Zona Norte carioca. O episódio aconteceu em setembro deste ano.
“Eu fiquei realmente sensibilizada por essa situação”, conta a professora. “Por que é isso: a fome. Uma fome que a criança não sabe expressar a urgência. E que envolve muitas vezes a vergonha. Para ela é algo humilhante, por isso ela não consegue expressar.”
O caso ocorrido na escola do Rio de Janeiro não é isolado. Professores da rede pública de todo o Brasil relatam episódios semelhantes, num momento em que o país soma 13,7 milhões de desempregados e a inflação de alimentos consumidos em domicílio acumula alta de mais de 13% em 12 meses, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo estudo da Universidade Livre de Berlim, a insegurança alimentar grave — como é chamada a fome na linguagem técnica — atingia 15% dos domicílios brasileiros em dezembro de 2020. Esse percentual chegava a 20,6% nos lares com crianças e jovens de 5 a 17 anos.
Agressividade
Os professores ouvidos pela BBC News Brasil relatam que os alunos com fome sofrem com perda de motivação e apresentam episódios de agressividade com colegas e educadores.
Na volta às aulas presenciais, após o período de ensino à distância forçado pela pandemia, os estudantes enfrentam os efeitos da perda de emprego e renda dos pais e do falecimento de avós que muitas vezes sustentavam a família com suas aposentadorias.
Conforme os professores, jovens estão abandonando os estudos para trabalhar e ajudar suas famílias na geração de renda e crianças moradoras de favelas estão, em alguns casos, mudando para regiões ainda mais precárias das comunidades, devido ao custo do aluguel.
Nesse cenário de crise social que bate à porta das escolas, os educadores fazem o que podem, organizando coletas de alimentos e direcionando as crianças e famílias que estão passando por necessidade à rede pública de assistência social.
Apoio
“Procuro manter meu coração sempre firme, não cair em desespero”, diz uma professora de língua portuguesa na rede estadual do Paraná, com quase 30 anos de profissão.
“A gente respira fundo e vai fazer campanha para cesta básica, para coleta de alimentos, para mantê-los em sala de aula. Eu me sinto às vezes cansada, mas me sinto na obrigação de me manter firme e fazer algo por essas crianças, para que eles sintam que podem contar conosco, que não seremos mais um a abandoná-los.”
A BBC News Brasil optou por manter todos os entrevistados anônimos, como uma forma de preservar a privacidade das crianças citadas em seus relatos.
Veja matéria completa clicando AQUI. Mas, antes, respire fundo. Não é fácil.
Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
Emergência é mais importante do que posto de trabalho (Foto ilustrativa)
Tem-se tornado comum na atividade produtiva de Mossoró, a dificuldade à contratação de pessoal para diversas áreas.
É um paradoxo.
Em plena crise, há oferta de emprego e não se encontra mão de obra suficiente.
Parte da explicação está na relutância de muita gente em querer registro de trabalho formal, em face do recebimento do Auxílio Emergencial do Governo Federal.
Essa terra ainda vai cumprir seu ideal.
* INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje os resultados estaduais da “Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19”. O levantamento desenha um quadro do trabalho e saúde do brasileiro e do potiguar. No Rio Grande do Norte, 29% das pessoas não ocupadas não procuraram trabalho por conta da pandemia ou por falta de trabalho na localidade onde moram. Esse percentual representa 420 mil norte-rio-grandenses.
Entre os estados do Nordeste, essa é a segunda menor proporção. Só a Paraíba (27%) tem um percentual menor.
No contexto de pandemia e isolamento social,o dado das pessoas impedidas de procurar trabalho por medo de contaminação ou por não encontrarem vagas na localidade onde moram é até mais importante que a taxa de desocupação. Isso porque essa taxa considera apenas aqueles que procuram efetivamente trabalho.
Informalidade
No Rio Grande do Norte, a taxa de desocupação foi de 12,3% em maio, a terceira maior do Nordeste e sexta maior do Brasil. São 173 mil potiguares em busca de trabalho formal ou informal.
O Rio Grande do Norte tem a menor taxa de informalidade do Norte e Nordeste: 39,2%. Em números absolutos, são 483 mil informais.
“O baixo índice de informalidade, nesse caso, não significa crescimento do mercado formal no período de pandemia, mas pode representar consequência da saída de muitas pessoas do trabalho informal da força de trabalho, ou seja, simplesmente pararam de trabalhar ou procurar trabalho no mês de maio”, ressalta Flávio Queiroz, Supervisor de Disseminação de Informações do IBGE no Rio Grande do Norte.
* INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
No Rio Grande do Norte, 46 mil pessoas tornaram-se desocupadas (sem emprego formal nem informal) no início de 2020. Esse é o maior crescimento no estado, para um primeiro trimestre, desde que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) foi criada em 2012. Os dados foram divulgados hoje (15) pelo IBGE.
Desemprego é crescente (Foto ilustrativa)
No total, o estado potiguar registrou 237 mil desocupados no primeiro trimestre de 2020, enquanto que no último trimestre de 2019 havia 191 mil. Em relação a todos os outros trimestres, o crescimento é o terceiro maior da série histórica do RN.
A alta de 24% de desocupados nesse período também é a quinta maior entre as unidades da federação. Apenas Mato Grosso (34,4%), Maranhão (32%), Alagoas (25%) e Tocantins (24,6%) superam o estado potiguar. No Brasil, 12 unidades da federação cresceram neste aspecto.
O número de desocupados no trimestre de janeiro a março de 2020 representa 15,4% das pessoas que estão na força de trabalho no RN. Também é a terceira vez que a desocupação ultrapassa o nível de 15% no estado.
Do total de 237 mil pessoas desocupadas, 110 mil moram na Região Metropolitana de Natal e 62 mil no município capital. A taxa de desocupação da Grande Natal foi de 14,4%, e da capital, 13,8%.
A taxa de desocupação dos jovens potiguares, de 18 a 24 anos, chegou a nível recorde: 36%, o maior desde 2012. Nesse grupo, a taxa era 30% no último trimestre de 2019. A quantidade de desocupados nessa faixa de idade variou de 61 mil, no final de 2019, para 81 mil nos primeiros três meses de 2020.
No RN, 45% dos trabalhadores estão na informalidade, a menor taxa do Nordeste. Esse percentual representa 586 mil pessoas. Pernambuco (48%) tem a segunda menor taxa da região. Na liderança da informalidade está o Maranhão (61,2%).
São considerados trabalhadores informais aqueles que atuam no setor privado e não possuem carteira assinada; empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; empregador sem CNPJ; trabalhador por conta própria sem CNPJ; e trabalhador familiar auxiliar.
Sem carteira
RN tem segunda maior queda de empregados sem carteira assinada do Brasil no primeiro trimestre de 2020.
Das oito unidades da federação com diminuição de empregados sem carteira assinada no setor privado, o Rio Grande do Norte apresentou uma queda de 14,2% no primeiro trimestre de 2020 se comparado com último de 2019.
No trimestre de outubro a dezembro de 2019, o número de empregados sem carteira assinada no mercado de trabalho potiguar era de 216 mil. Nos primeiros três meses de 2020, esse número chegou a 186 mil. Só o Amapá (- 14,2%) teve uma queda maior que o Rio Grande do Norte nesta análise.
Na comparação do primeiro trimestre de 2020 com o primeiro de 2019, essa categoria de emprego se manteve estável no Rio Grande do Norte. A redução dos empregos sem carteira assinada no primeiro trimestre é comum, em razão da dispensa de trabalhadores contratados temporariamente para atender à demanda do fim do ano anterior.
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
A taxa de desempregados no Estado de São Paulo subiu de 12,4% no quarto trimestre de 2018 para 13,5% no primeiro trimestre deste ano, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira, 16, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As maiores taxas de desemprego foram registradas no Amapá (20,2%), na Bahia (18,3%) e no Acre (18,0%). No Rio, a taxa de desemprego ficou em 15,3% e, em Minas Gerais, em 11,2%.
O RN está em 12º lugar na taxa de desocupação, com 13,8%.
As menores taxas foram observadas em em Santa Catarina (7,2%), Rio Grande do Sul (8,0%) e Paraná e Rondônia (ambos com 8,9%).
A situação do mercado de trabalho, marcada por elevado desemprego e subutilização da mão de obra, assim como pelo crescimento de ocupações típicas da informalidade, está generalizada em todo o País, afirmou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.
O projeto de lei que dispõe sob a reforma trabalhista, recentemente aprovado na Câmara de Deputados, sinaliza um grande avanço no caminho do desenvolvimento e do crescimento econômico do país. É claro que isso não agrada aos sindicatos – que sempre foram corporativos grupos de pressão junto ao Estado, motivados pela generosa arrecadação da Contribuição Sindical “obrigatória”.
A nova proposta irá permitir acordos negociados, com benefícios positivos para os dois lados (patrões e empregados) de forma autônoma.
Veja pequeno resumo da enxurrada de dinheiro em 2016 que desembarcou em entidades sindicais
Trará mais flexibilidade às relações de trabalho e minimizará o cerco burocrático, que tanto degrada o ambiente de negócio. Retirará a trava que impede o progresso, trazendo para a realidade atual, as ultrapassadas normas da CLT, que estão em vigor há mais de 70 anos.
Com a terceirização e a reforma trabalhista, o setor produtivo terá a oportunidade de buscar novas alternativas e soluções que irão gerar enormes ganhos de competitividade, garantindo a empregabilidade de grande parte dos mais de 14 milhões de desempregados atualmente no Brasil.
É evidente que outros percalços ainda precisam ser retirados do caminho da prosperidade, como a urgente necessidade de uma reforma tributária, fiscal e ambiental, além de se rever a excessiva regulação dos direitos dos consumidores.
SECOS & MOLHADOS
Eike – O ministro do STF Gilmar Mendes manda tirar da cadeia Eike Batista, que agora vai ficar em prisão domiciliar. O que corre nos bastidores é que o falido empresário é cliente do escritório de advocacia em que a esposa (Guiomar) do ministro trabalha ou é sócia. Se essa acusação for procedente, o STF se iguala ao Congresso em termos de imoralidade. Como o jornalista Carlos Santos costuma asseverar, “o STH tem de tudo, menos o direito”.
Desemprego – Várias projeções de especialistas apontam que no ritmo de desemprego que se encontra o Brasil (atualmente com mais de 14 milhões de desempregados), ao final deste ano, poderá contabilizar cerca de 18 milhões. Muito preocupante mesmo.
Estrago – Nos últimos dois anos, o PIB brasileiro teve uma queda de 8%. Para recuperar esse estrago, o cenário mais otimista aponta que serão necessários de oito a dez anos. É o resultado da política econômica desastrada e irresponsável do PT de Dilma e Lula.
Homicídios – Dados atualizados do Observatório da Violência Letal Intencional do RN (OBVIO), ontem, sábado (28) apontam que em 118 dias, deste ano, o numero de homicídios no RN chegou a 801. A cada dia, 6,8 pessoas são assassinadas no estado, cuja bandeira principal de campanha do governador Robinson Faria era a Segurança Pública. O quantitativo é 30,67% maior do que igual período do ano passado e 51,14% maior do que igual período de 2015. Isso equivale a 22,84 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes. No mesmo período, Mossoró contabiliza 87 assassinatos (e um recorde neste mês – AQUI, apesar das “grandes virtudes” do programa “Ronda Cidadã”, enfatizado na propaganda do Governo do Estado.
Transposição – Em entrevista à Tribuna do Norte, o engenheiro Rômulo Macedo, que foi coordenador potiguar da transposição do rio São Francisco, faz uma revelação surpreendente. Diz que “a água que virá para os rios potiguares não terá utilidade para o RN. E o pior: todos os cidadãos irão pagar por ela, usando-a ou não”. Faltam obras complementares e não há investimentos em perímetros irrigados para produção agrícola. Pobre RN!
Protestos – Os sindicatos, partidos políticos e entidades que convocaram a manifestação da greve geral, na última sexta-feira (28), vão ser responsabilizados pelos atos de vandalismo ao patrimônio público, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Motoristas que interditaram o trânsito receberam multa de R$ 5.800,00 por infração, considerada gravíssima, além de sete pontos na carteira e da suspensão de poder dirigir. O ato de manifestação é um direito de todos, mas não com vandalismo. Mossoró deu um bom exemplo de civilidade com manifestações pacíficas.
Palocci – O ex-ministro Antônio Palocci contratou uma banca de advogados especialistas em delação. Já sinalizou que o alvo vai ser Lula e ainda com grandes respingos em Dilma, mega empresários, ministros, deputados, governadores, marqueteiros, fundações… . Não quer mofar sozinho na cadeia. Mas, autoconfiante, Lula acha que Palocci vai entregar todo mundo, menos ele.
Contrária – A vereadora e presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Izabel Montenegro (PMDB) se posiciona contrária às reformas trabalhista e previdenciária, da forma como estão propostas. Segundo ela, a classe empresarial tem que abrir mão de parte do percentual de seus lucros. “Essas reformas não podem ser feitas sem passarem por uma grande e ampla discussão com a sociedade”, diz através de seu perfil no Facebook.
Belchior – Faleceu na manhã deste domingo (30), na cidade de Santa Cruz (RS), aos 70 anos, o cantor e compositor Belchior. A notícia saiu no Jornal do Povo, de Fortaleza. Mais uma noticia triste para o cenário artístico musical brasileiro. Belchior era natural de Sobral (CE), onde será sepultado.
Nessa última semana, vendo uma matéria na mídia televisiva falando sobre o desemprego no Brasil, me deu um estalo e resolvi pesquisar sobre os dados de Mossoró diretamente no CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e, na sequência, escrever esse artigo.
A procura na rede é muito simples, o que demora é juntar as informações nas diversas planilhas que o site nos oferece e, consequentemente, montar a sua planilha de trabalho com as informações que você pretende gerar. Num escala de dificuldade (0-10) posso afirmar que não passa de quatro.
Mas, vamos ao que interessa.
Inicialmente foi levantada a série histórica do saldo de emprego dos últimos 10 (dez) anos, ou seja, de 2007 a 2016. O número absoluto é positivo, Mossoró nesses dez anos teve um saldo de 12.127 postos de trabalho. Infelizmente quando se compara os números ano a ano, observa-se que a curva estatística é decrescente e com padrão acentuado, conforme se observa no gráfico 1.
A grosso modo, analisando o gráfico, vê-se que de 2007 a 2016 a tendência sempre foi de declínio, com exceção do ano 2010, quando a cidade teve resultado bastante positivo, corroborado com um saldo de 5.104 postos de trabalho. Podemos dizer que 2010 foi o ponto fora da curva.
Os anos seguintes se mostraram com uma relação de declínio, tendo uma ou outra variação pequena para cima.
Ainda, trabalhando os números, fiz um levantamento específico do cenário de empregos em Mossoró no ano 2016. O resultado apresentado pelo Caged para esse ano correspondeu a uma perda de 3.070 postos de trabalho.
Se comparado ao ano anterior (2015) houve um aumento de 59,55% na perda de postos de trabalho (gráfico 2).
Mirando a lupa, especificamente, para o que aconteceu durante o ano de 2016, observa-se que janeiro já começou com saldo negativo (-80 postos), tendo o maior pico negativo em fevereiro (-1.122 postos), daí mostrando uma redução na relação.
O fato interessante é que entre os meses de julho e setembro o saldo foi positivo. O mês de agosto apresentou um saldo de 1135 postos, ou seja, podemos dizer que agosto anulou o mês de fevereiro. Porém, a partir de outubro o saldo passou a ser negativo.
Com os dados apresentados se observa uma nítida tendência de aumento de perda de postos de trabalho para o ano de 2017, bem como, devido a intensidade da curva, infere-se que a retomada para saldo positivos não ocorrerá a curto prazo, principalmente, quando se analisa em conjunto com o cenário nacional.
É importante destacar que comparado o resultado dos entes federativos no ano de 2016, Mossoró ficou com percentual de retração maior que a media estadual (-4,36) e nacional (-3,33%), espalmando o percentual de -5,31%. Esses números mostram que o ano de 2016 não foi para emprego na capital do Oeste Potiguar.
A partir da análise desses números se faz necessário pensar em algumas alternativas com foco na geração de emprego, principalmente, no que tange aos empregos de maior perenidade, haja vista, que os empregos temporários não contribuem para reversão do quadro. Vale destacar que nos dois últimos anos os meses que empregam o maior número de temporários não teve resultado positivo.
Um caminho que vislumbro a curto e médio prazo, para reversão do atual cenário de perda de postos de trabalho, passa pela união de todos os segmentos produtivos e o setor público, na perspectiva de lutar pela revitalização da cadeia de petróleo e gás. Precisamos focar em oportunidades no segmento de energias renováveis, criar efetivamente as condições ideais para a efetivação do distrito industrial e, sobremaneira, reativar o setor da construção civil que historicamente é responsável pelas maiores perdas na variação relativa.
É bom lembrar que grande parte das obras de infraestrutura do município e, também, do estado e união, encontra-se em letargia ou paralisadas. Com isso quero dizer, que os entes federativos têm um papel importante nessa perspectiva de retomada do emprego aqui em Mossoró e no resto do Brasil.
Gutemberg Dias é geógrafo, ex-candidato a prefeito de Mossoró (2016) e presidente da Redepetro RN
A desativação de sondas de perfuração terrestres da Petrobras, no RN, a partir de setembro deste ano, deverá acarretar desemprego em massa no setor. Estimativa é de que pelo menos cinco mil empregos devem ser eliminados na indústria do petróleo.
O estado é o maior produtor de petróleo em terra no Brasil.
Até setembro serão perfurados 154 poços, uma redução de 60% frente aos 350 poços em 2015.
A situação é reflexo no corte 98,4 bilhões de dólares no plano de negócios da empresa, no período 2015-2019.
As empresas terceirizadas são atingidas diretamente.
Em 2010, somente na região de Mossoró existiam cerca de 12 mil postos de trabalho no setor, na esfera terceirizada. Desde então, cinco mil postos de trabalho foram fechados e outros cinco mil devem ser amputados.
Toda uma cadeia do petróleo é atingida, com o recuo nos postos de trabalho, além de investimento da exploração e produção. Os royalties do petróleo tendem também a cair para estados, municípios etc.
Na última semana, o IBGE divulgou a taxa de desemprego no Brasil, por região, e o resultado apontou o aumento de desempregados em todo o país. Isso já era esperado pelos economistas. A ‘novidade’ se deu por conta que o Rio Grande do Norte assumiu a lanterna do ranking com uma taxa de desemprego de 11,5% – bem acima da média da região Nordeste, que obteve a maior taxa regional (9,6%), e da média da região Sul, que ficou com o menor índice (5,1%).
Para quem acompanha a evolução desse estudo, não ver com surpresa o pífio desempenho do RN, que, há anos, vem perseguindo o último lugar do ranking, alternando-se sempre entre a segunda e terceira piores posições.
Esse resultado do estado potiguar não é um fato isolado e, também, não deve ser simplesmente atribuído ao atual e péssimo cenário da economia nacional.
Trata-se de uma corrosão contínua patrocinada por sucessivas gestões incompetentes, irresponsáveis, corruptas e impregnadas de vícios políticos que travam o progresso, o desenvolvimento e o crescimento de qualquer economia.
O Rio Grande do Norte, por suas potencialidades (petróleo, gás, calcário, minérios, fruticultura, agricultura, sal marinho, turismo, pescado, entre outras) não merece ser governado por essa casta de maus políticos e gestores públicos que, há décadas, se alternam nos poderes constituídos com o objetivo explícito e prioritário de retroalimentarem o círculo vicioso que os perpetuam.
O passado não recomenda e o Estado é sem futuro, se considerarmos que não existe um planejamento plurianual para o desenvolvimento integrado da economia, que possa dar uma dinâmica própria para reversão do atual status no ranking dos indicadores socioeconômicos. Não se deve apenas esperar pela possível melhora da conjuntura nacional, pois os fundamentos micro e macroeconômicos indicam que o atual cenário da crise prevê grandes dificuldades por longo tempo.
Enquanto isso, a situação do RN tende a piorar se não houver urgentemente uma ação efetiva por parte do Governo do Estado no sentido de minimizar seus efeitos.
O que se ver é exatamente o contrário: o governo Robinson Faria, apesar da boa vontade, continua com o pires na mão, sacando dinheiro do fundo previdenciário para completar a folha de pagamento; e as soluções para os problemas que se apresentam são paliativas, pontuais, e sem sustentabilidade em qualquer área de atuação (saúde, educação, segurança, mobilidade…).
Não se enxerga luz ao fim do túnel. Aliás, esse túnel sequer tem luz, pois, há muito tempo, seu caminho é obscuro e sem destino. Pelo que se percebe, até agora, o novo condutor dos norte- rio-grandenses também está levando o seu povo a outro voo cego.
Chega de aventuras. A sociedade anseia por ver o seu caminho iluminado pelo brilhantismo empreendedor de seus governantes.
Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa
A queda no nível de emprego na cidade de Mossoró tem gerado preocupação e o tema foi, mais uma vez, levantado pela vereadora Izabel Montenegro (PMDB). Ela fez pronunciamento na sessão ordinária de hoje da Câmara Municipal.
O que motivou o retorno da discussão foram os números negativos apresentados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Mossoró apareceu com números preocupantes, perdendo em torno de 600 empregos.
Hoje, de acordo com levantamento feito pela vereadora, a situação não é mais complicada em Mossoró graças à presença do Call Center que hoje gera aproximadamente 7 mil empregos.
Audiência
“Diante dos números negativos nós estamos propondo uma audiência pública para discutirmos a economia de Mossoró com todos os segmentos que podem modificar esse quadro atual”, explicou Izabel.
A vereadora chama a discussão, por exemplo, para avaliar a estrutura da cidade para receber os investidores.
Izabel já ocupou pasta do Desenvolvimento Econômico da Prefeitura Municipal. Também passou pela então Fundação de Geração de Emprego e Renda (FUNGER). Tem elementos para tratar tecnicamente do tema.
Lembrou ela, por exemplo, as condições precárias do aeroporto que não reúne sequer meios de receber voos noturnos. Comentou, que os fios da iluminação foram roubados e não aconteceu a sua reposição.
Com o objetivo de dar celeridade à decisão acerca do pagamento dos salários e benefícios atrasados dos trabalhadores da Empercom, em Mossoró, o Ministério Público do Trabalho (MPT) convocou audiência para a próxima quarta-feira (21 de maio), em sua sede, às 9h. A sessão é parte da Ação Civil Pública impetrada pelo Órgão.
Além das partes, devem participar o procurador do Trabalho, Antônio Gleydson Gadelha, e a juíza titular da ação, Anne Carvalho. Em caso de parecer positivo à categoria, a Justiça também determinará a forma de pagamento.
Já, com relação a uma segunda ação, em que a Empercom pede a abusividade da greve realizada pelos trabalhadores, a juíza declarou-se incompetente para julgá-la. Segundo ela, cabe aos Tribunais do Trabalho decidir sobre o abuso do direito de greve. Dessa forma, a juíza remeteu o processo ao TRT, em Natal.
Comunicação
Ainda na sentença, a juíza Anne Carvalho determina que a Petrobrás seja comunicada para que os próximos depósitos, oriundos dos bloqueios das faturas da Empercom, sejam direcionados à Ação Civil Pública, de nº 0000426-81.2014.5.21.0011, de autoria do MPT.
Em relação aos valores já existentes na conta judicial, foi determinado um prazo de cinco dias para que o banco depositário (Banco do Brasil) transfira os valores de uma ação para a outra.
Com esta decisão, todas as próximas deliberações deverão ser tomadas no âmbito da ação civil pública e não mais na ação da Empercom, como estava acontecendo.
Com informações de representantes dos trabalhadores.
O vereador Tomaz Neto usou o pequeno expediente da Câmara Municipal de Mossoró, em sessão ordinária à manhã de hoje, para falar do desmanche da Petrobras. O assunto foi novamente abordado pelo Blog Carlos Santos. Matérias foram postadas nessa segunda-feira (12) – Veja AQUI e AQUI.
Tomaz vê audiência como palanque sem resultado (Foto: Câmara de Mossoró)
Ele disse que desde do ano passado vem lutando com relação aos desmanche. Lamentou que a audiência pública realizada no Legislativo Municipal, em 2013, “tenha sido usada para fazer nome e propaganda de alguns políticos do Rio Grande do Norte”.
O vereador comentou que a questão do desemprego e o recuo em investimentos da Petrobras parecem irreversíveis, não cabendo apenas o discurso político para o caso, mas a ação articulada e conjunta de todas as forças organizadas da sociedade.
Acessibilidade
Em sua ótica, é preciso se estudar o assunto com maior afinco, pois o declínio da indústria do petróleo tem consequências devastadoras á economia local e regional.
À semana passada, Tomaz pediu audiência pública para tratar sobre a acessibilidade em calçadas de Mossoró. O Ministério Público do RN (MPRN) promove essa iniciativa às 14h de hoje, em sua sede.
O vereador convocou outros parlamentares à presença nessa discussão.
A vereadora Izabel Montenegro (PMDB) abordou, nesta terça (06), o crescimento do desemprego em Mossoró. A vereador destacou diversos setores econômicos da cidade que apresentam queda, como a fruticultura de melão e área de petróleo e gás. “Mossoró precisa discutir alternativas para esse desemprego”, afirmou a vereadora.
Izabel: Apoio a empresários locais
Defendeu à ida dos vereadores à Brasília a fim de buscar apoio para que a cidade possa desenvolver ações que fomentem o crescimento dos mercados e empresas locais, afinal, “não se pode ter simplesmente o município e o estado sendo os maiores empregadores”, declarou a edil.
Izabel Montenegro apontou diversas alternativas para diminuir o desemprego na cidade, como o desenvolvimento de empresas para a exploração das ricas reservas de calcário do estado, bem como o aproveitamento da mão de obra qualificada da Petrobrás para produzir energia eólica. A vereadora entende que todas as alternativas precisam ser apoiadas pela prefeitura, a qual pode atuar como avalista das empresas.
“Falta em Mossoró quem capitaneie esses projetos”, afirmou a vereadora. Ela também alertou que o desemprego atual pode influir na área da construção civil, como um “efeito domino”.
Crescimento
Nessa circunstância, a edil declarou ser costumeiro que profissionais se formem nas várias universidades da cidade sem, posteriormente, conseguir emprego. Por essa razão, Izabel destacou a importância da construção de um novo distrito industrial em Mossoró e da concessão de incentivos fiscais às empresas na cidade, de forma a combater um fenômeno de diminuição de crescimento que ocorre em todo o Brasil, o qual teve diminuídas suas projeções de crescimento para este ano.
A luta contra o desemprego é fundamental e deve ser apoiada pelo pode público porque “temos acima de tudo defender a dignidade do cidadão mossoroense que se dá, principalmente, pela geração de emprego e renda”, disse a edil, enfatizando a necessidade de buscar as bancadas ligadas à cidade e ao estado em Brasília, pois “Mossoró precisa de socorro”, conforme afirmou a vereadora.
Identificar causas, dimensionar efeitos e propor alternativas de enfrentamento para o problema do desemprego no setor petrolífero do Rio Grande do Norte. Estes são os principais objetivos da Audiência Pública que a Câmara Municipal de Mossoró promoverá, na próxima sexta-feira (12/04), a partir das 15 horas.
A iniciativa, que teve o Sindicato dos Petroleiros (SINDIPETRO-RN) como um dos principais articuladores, conta com o apoio de várias entidades sindicais e populares, e vem despertando crescente interesse de empresários e lideranças políticas, preocupados com os desdobramentos da crise na economia local.
Na região, o crescimento do desemprego vem sendo percebido desde 2012. No Sindicato dos Petroleiros, entre janeiro/12 e março/13, foram homologadas 1.123 demissões de trabalhadores e trabalhadoras de empresas contratadas da Petrobrás.
Na construção civil, entre outubro/12 e fevereiro/13, o sindicato da categoria estima terem sido 1.500 desempregos.
Já no setor de transporte rodoviário, segundo informa o Sintrom, foram 256 demissões de trabalhadores terceirizados nos últimos 13 meses, sendo que, em 12 empresas abrangidas pela entidade há trabalhadores sob Aviso-Prévio.
Os efeitos da retração de investimentos e da diminuição da atividade produtiva da Petrobrás no RN levaram à criação do Fórum da Cadeia Produtiva do Petróleo. A articulação reúne empresários e representantes de entidades e instituições como o Banco do Nordeste, Sebrae, Redepetro, Senai e Sindicatos, mas o tema já não tem interesse restrito. A “crise”, como o fenômeno já vem sendo descrito pela mídia local, afeta diversos segmentos econômicos e preocupa toda a região oeste do Estado, que aguarda ansiosamente por um pronunciamento da Petrobras.
O Sindicato dos Petroleiros do RN (SINDIPETRO/RN), em parceria com outras entidades sindicais, vai promover atos públicos em defesa do emprego e maiores investimentos da Petrobras no Rio Grande do Norte.
Também pretende solicitar à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do RN (SRTE/RN), maiores esclarecimentos sobre a questão do desempregto no estado, no setor petrolífero.
Representantes dos sindicatos da construção civil, metalúrgicos, motoristas e da limpeza mostraram nessa terça, em Mossoró, na sede do Sindipetro, o descaso no aumento frequente no número de demissões nas empresas terceirizadas que resistem à falta de investimentos promovidos pela contratante de mão de obra, bens e serviços.
Para os Sindicatos, a Petrobras insiste em manter a política de redução nos campos de petróleo terrestres, causando impactos diretos e indiretos na classe social, econômica e política da região.
Haverá ato público nas cidades de Mossoró e Angicos em datas a serem definidas.
Ao mesmo tempo os sindicatos avançam em contatos com a base parlamentar do RN em Brasília, deputados estaduais e políticos dos municípios afetados por esse quadro de crescente desemprego.
Há poucos dias, o secretário-adjunto do Desenvolvimento Econômico do RN, Sílvio Torquato, deu entrevista ao Bom Dia RN, da InterTV Cabugi, em que falou de medidas do Governo do Estado para atenuar efeitos de recuo de investimentos da Petrobras no estado.
Seus argumentos foram tão patéticos, que o entrevistador antecipou o fim do bate-papo.
Torquato garantiu que o Rio Grande do Norte está vivendo um “ciclo de otimismo”.
Também disse que a energia eólica aproveitaria muito da mão-de-obra que fosse descartada do setor petrolífero, além de garantir que cadastamento de desempregados era outro encaminhamento, para agilizar novos empregos.
Três bobagens que só uma pessoa medianamente idiota ou completamente estúpida pode levar a sério.
A Petrobras ensejou a demissão de centenas e centenas de pessoas nos últimos meses, vários contratos com terceirizadas foram encerrados, levando-as para longe da região de Mossoró.
O que a estatal vende como “investimento”, não passa de potoca.
São projetos em andamento há cerca de cinco anos.
Governo do Estado, setor empresarial e sindicatos engolem moscas e funcionam como carro velho: de segunda.
É fácil ouvirmos relatos sobre dezenas de jovens e gente mais experiente no setor, que após demissão bota uns trapos na mochila e corre para Macaé-RJ (preferencialmente), tentando a sorte em projetos ligados ao Pré-sal.
Mossoró sente claramente esse “desmanche” em sua economia.
Amadorismo, desleixo e despreparo de pessoas que deveriam enxergar bem antes esse problema iminente agravam mais ainda o problema.
Na próxima terça-feira(26) às 10h, na sede do Sindicato dos Petroleiros (SINDIPETRO/RN) em Mossoró, será realizada uma reunião com os sindicatos da Construção Civil, Metalúrgicos, Rodoviários e o Sindicato da Limpeza (SINDILIMP).
O objetivo é debater o desemprego na área do petroleo na cidade.
O assunto ganha dimensão considerável.
O desemprego causa estrago crescente na economia local e regional.
Tenho conversado com lojistas, empresários e pequenos empreendedores dos mais diversos segmentos produtivos de Mossoró. A opinião é comum; mudam relatos em face do perfil de cada negócio.
Há nítida retração no consumo. Temos óbvia desaceleração econômica.
Porém tudo é objeto de experiência, do levantamento empírico, pois nossas entidades de classe (empresarial) e poder público não tomam essa questão como prioridade. Coqueteis, cafés, almoços, entrega de comendas e outros rapapés são mais importantes do que o trabalho técnico em favor da economia do município.
O consumidor sumiu; os que circulam estão mais seguros na hora da compra. Do setor de alimentos a butiques, a queixa é uma só.
Seca, desemprego e recuo em investimentos da Petrobras, instabilidade da indústria salineira, freio em contratações de terceirizados e comissionados de prefeituras, inflação (dando o ar de sua graça) etc. podem estar determinando esse cenário.
O quadro pode perdurar por meses ou se agravar em anos. Mas não tenho bola de cristal para antecipar nada.
Mexam-se, façam alguma coisa senhores e senhoras do poder público, entidades de classe, universidades e faculdades.
Permita-me discordar do amigo sobre o silêncio coletivo na postagem sob o título “Desemprego e silêncio na terra do petróleo“, pois fiz uma audiência pública em 2011, ao perceber este movimento da Petrobras rumo ao Pré sal.
Infelizmente, poucos tiveram coragem de falar com medo de represálias. Recentemente postei em meu Twitter material do articulista Stephen Kanitz onde este relata editorial da Folha de São Paulo sobre o desmonte da Petrobras na gestão Graça Foster.
Esta semana convidei a Secretário do Desenvolvimento Izabel Montenegro para ajudar-me em nova Audiência Pública onde tentaremos, mais uma vez, encontrarmos soluções para tão importante segmento econômico de nossa cidade.
Nosso mandato tem sempre preocupação com o seguimento produtivo mossoroense, porém reconheço que tenho sido um grão de areia nesta luta desigual.
Podemos mais, bastaria termos ao nosso lado nossos clubes de serviços, universidades, CDL, ACIM, etc e etc, porém sinto uma letargia da nossa sociedade e mais grave ainda, uma certa pusilanimidade de alguns, com o famoso: ‘deixe-me fora disso’.
Lamentável.
Estamos sempre a disposição. Grande abraço.
Vereador Genivan Vale (PR)
Nota do Blog – Vereador, a indiferença, a distância e a letargia da sociedade mossoroense não ocorrem apenas em relação ao esvaziamento da indústria do petróleo.
Esse é um comportamento que atesta nosso atraso como sociedade.
Nesta página estou acostumado a receber apelos para encabeçar lutas e movimentos, mas muitos não querem aparecer ou participar. Esperam que a imprensa e o Ministério Público resolvam tudo, de questões particulares a problemas coletivos.
E ainda tem quem acredite no epíteto de “terra da liberdade”.