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Saio da luta, mas acredito no Brasil

Por Ney Lopes

Resolvi não disputar a vaga de senador nesta eleição.

Sinto-me abalado emocionalmente, pelas perdas do meu filho e de minha mãe.urna eletrônica, eleições 2022

Além dessas circunstâncias, influíram os “acordos mudos” da mídia em geral, com o objetivo de exaltar uns candidatos e de outro lado desconhecer, omitir e isolar, quem não lhes convém.

Tal estratégia silente é montada às escondidas, por interessados dissimulados e ocultos.

Fui vítima desse isolamento.

Acreditei em vão, que como pré-candidato ao senado seria possível mostrar a experiência legislativa e serviços prestados, que acumulei durante 24 anos como deputado federal.

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), durante 13 anos (até a minha saída em 2006) escolheu os 100 parlamentares mais influentes do país e apenas oito estiveram sempre na lista, entre eles o meu nome.

Vi que não teria como fazer uma prestação de contas e alcançar a credibilidade necessária para buscar o voto.

O meu nome era absolutamente inconveniente ao “establishment”, comprometido com o status quo, cujo único objetivo é a radicalização, em busca do poder e interesses pessoais

No processo eleitoral, quando se tem propostas em benefício coletivo e não é possível passá-las à opinião pública, elas não chegam a lugar nenhum.

As pressões e o controle do poder político e econômico anulam quem tenha estilo inovador e independente de campanha.

Realmente, causa perplexidade a atual cooptação no quadro eleitoral do estado.

Exemplo emblemático foi de uma velha amiga do oeste potiguar, que me ligou e disse ter sido procurada por uma pesquisa, quando estava na feira.

Preferiu não citar a preferência pelo meu nome, com medo de ser denunciada e o prefeito demitir a sua filha.

Outro fato: propus um debate aberto, no qual se radicalizaria com propostas concretas em benefício do estado e do país, além de mostrar que o papel do senador é “legislar” matérias relevantes, como foram a reforma trabalhista, reforma previdenciária e outras.

Entidade de classe expressiva considerou “inconveniente” a proposta, certamente para proteger do confronto o seu candidato preferencial.

Guimarães Rosa teve razão ao afirmar: “Inútil fugir, inútil resistir, inútil tudo”.

O RN se transformou num “clube privado”, com acesso restrito aos apoiados pelos governos federal, estadual, municipal, grupos econômicos e partidos, que disponham de milhões do Fundo Eleitoral. Na Constituição Federal é previsto o direito a reivindicações, manifestações e protestos, em defesa de direitos ou contra o abuso de poder.

Se por acaso existir uma “maioria silenciosa”, que reaja e leve o eleitor ao voto livre em 2 de outubro, esses “acordos mudos” serão derrotados.

Do contrário, nada mudará.

Mais uma vez, agradeço aos que acreditarem na minha mensagem.

Mesmo diante de tantos obstáculos, acredito no Brasil.

Sócrates, o filósofo grego, repetia: “O segredo da mudança é não focar toda sua energia em lutar com o passado, mas em construir o novo

Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal

Prova de resistência da pré-candidatura de Benes Leocádio

desistência, luz, mala, esperançaA pré-candidatura ao Governo do RN do deputado federal Benes Leocádio (Republicanos) sustenta-se até quando?

Fim desse mês – opção 1;

Fim de dezembro – opção 2;

Vai até o fim – opção 3;

Já morreu e não sabe – opção 4.

Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três.

Dê sua resposta.

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Flávio Rocha desiste de postulação presidencial

Flávio Rocha dificilmente chegará às convenções. Esse foi o título de uma nota publicada por este Blog, no dia 7 de maio ultimo. Antecipamos em pouco mais  de dois meses, o que se consuma nesta sexta-feira, 13 de julho.

O presidenciável Flávio Rocha (PRB) anunciou em redes sociais que desiste de sua postulação. Veja no print (cópia) abaixo:

No dia 7 de maio postamos o seguinte:

O presidenciável Flávio Rocha (PRB) desembarcou final de semana em Natal fazendo barulho do aeroporto às ruas. Mas quase ninguém notou ou percebeu. Sua candidatura segue nanica, por mais que se esforce Brasil afora para ganhar musculatura, inclusive com uma bonita presença em páginas virtuais. Difícil que a sustente até o final do ciclo de convenções partidárias, em 5 de agosto, falando para guetos empresariais – sem chegar nos degraus mais abaixo da pirâmide social.

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Dificuldades podem levar vereadores à desistência

Dos 21 vereadores que compõem a Câmara Municipal de Mossoró, a grande maioria tem o temor de não-reeleição.

Daí,não deve causar estranheza que tenhamos desistências.

Anote.

O perigo não decorre do desgaste da atividade política e da legislatura em si. Vai mais além.

O fechamento das nominatas (listas de candidatos) à Câmara Municipal deixa a maioria em grande dificuldade à reeleição.

Muitos partidos não aceitaram entrada de vereadores e rejeitam também coligação com seus partidos (veja AQUI).

A montagem de chapas proporcionais com um “cordão” de candidatos apenas para fazer “esteira” (somar para eleger o mais forte), não é mais uma regra comum como no passado.

Aguardemos, pois.

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