O nome da ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) é novamente trabalhado pelo rosadismo, seu grupo, com vistas a uma campanha eleitoral. Dessa feita, o foco aparente é outra vez ser prefeita de Mossoró em 2020.
Mas também há o “Plano B”, que pode ser na verdade o “Plano A”: colocá-la como vice de Rosalba Ciarlini (PP), de quem são aliados recentes, há menos de quatro anos.
Importante lembrarmos: a última vez que Larissa venceu uma eleição faz quase nove anos.
Foi em 2010, quando se reelegeu à Assembleia Legislativa.
De lá para cá, acabou derrotada pela terceira vez na disputa municipal de 2012 e empilhou o quarto insucesso paroquial no pleito suplementar de 2014.
Rosalba, Sandra, Lahyrinho, Larissa em anúncio de apoio à chapa de Rosalba em 4 de agosto de 2016 (Foto: arquivo)
O agravante veio em duas outras campanhas. Ainda em 2014 e ano passado, não conseguiu novo mandato de deputado estadual.
Nesse espaço de tempo, a ex-deputada ainda se aliou à ferrenha adversária Rosalba Ciarlini (PP), numa ‘união’ que de verdade nunca se consagrou. Boa parte do seu eleitorado já deixou nítida a antipatia ao acerto de ocasião, achatando sua votação.
Em 2014, ela empalmou 24.585 votos (24,35%) à AL em Mossoró; em 2018, não passou de 17.753 votos (15,08%).
Ela, seu grupo, até hoje estão misturados com o rosalbismo. Juntos, não.
São penduricalhos, apêndice apenas. Não dividem espaço e comando com a prefeita Rosalba Ciarlini e seu marido Carlos Augusto Rosado.
Foram cooptados, não agregados.
OS ‘BEM NASCIDOS’
O rosalbismo, nascido da ‘costela’ do grupo Rosado, não é afeito à divisão de poder. Com o rosadismo, em essência, ocorre o mesmo. Uma suposta diarquia (governo exercido por dois soberanos) é algo impensável de um lado e do outro.
Os dois são uma oligarquia, produto da mesma célula-mãe. Fechados, herméticos, ortodoxos na crença da eugenia política, ou seja, plena superioridade em relação a tudo e a todos. São os “bem nascidos”, portanto merecedores do topo.
Nessa cissiparidade (fenômeno biológico da divisão de uma célula), em que ficam claros método e mentalidade, há temor, lado a lado, de cessão de espaços e partilha do despojo político.
Está aí parte da dificuldade em Larissa ser ungida como vice de Rosalba. Impossível, não, que se diga. Pouco provável.
Em 2016, a líder do rosadismo, então ex-deputada federal Sandra Rosado (hoje no PSDB), tentou aboletar o filho e vereador Lahyrinho Rosado (à época no PSB) como vice de Rosalba. Foi vetado. Carlos Augusto considerou ‘pesado demais’ dois Rosados na chapa. “O seu problema já está resolvido em Natal”, asseverou.
Um arranjo político arquitetado em Natal para o então deputado estadual Álvaro Dias (MDB) ser vice de Carlos Eduardo Alves (PDT) à reeleição (veja AQUI), permitiria a volta de Larissa Rosado à AL (veja AQUI), em face de ser a suplente imediata. A vitória da chapa Carlos-Álvaro era dada como certa. E assim aconteceu.
Para 2020, Rosado e Rosado numa mesma chapa? Pouco provável. Impossível, não, que se diga.
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A vereadora e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) vai colecionando e engolindo, a seco, dissabores na convivência como “liderada” do casal prefeita Rosalba Ciarlini (PP)-Carlos Augusto Rosado.
Depois de quase 30 anos como adversária de ambos, a “neorosalbista” não é a pessoa de confiança deles no Legislativo. Os ungidos são outros.
Pensou e trabalhou para ser eleita – com apoio do casal – à Presidência da Câmara Municipal de Mossoró.
O líder do rosalbismo, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, não quer a vereadora eleita Sandra Rosado (PSB) como presidente da Câmara Municipal de Mossoró.
Nunca quis nem estimulou sua candidatura.
Carlos e Sandra: próximos, mas nem tanto (Foto: arquivo)
O desembarque dela no rosalbismo não foi por afinidade. Interesses convergentes levaram os dois grupos à montagem de uma aliança tática, pontual, que pode perdurar ou não por outros pleitos.
Aos olhos de Carlos, sua prima é aliada e não co-líder.
Inexiste uma “diarquia” (comando de dois reis) no grupo.
Um é líder, Carlos, lógico; os demais, liderados.
Ponto final.
Entre os mais próximos, Carlos Augusto trata-a por “A poderosa” ou mesmo “Minha prima”. Estão próximos, mas nem tanto.
Meticuloso, o articulador do rosalbismo não quer um poder paralelo na Câmara Municipal, para emparedar sua mulher e prefeita eleita-diplomada Rosalba Ciarlini (PP).
Esse é o temor de uma suposta ascensão de Sandra, a prima poderosa.
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Em Mossoró, incompetência de políticos fecha aeroporto; irresponsabilidade deles o reabre e o delírio personalista alardeia tudo como “obra”, um feito de governo.
Pobre povo!
Pobre Mossoró!
Há décadas esse lugar adotou a “diarquia” (governo de dois reis, simultaneamente) como modelo de gestão. Um assina, outro manda.
Também passou a ser comum a edificação de mitos, espécie de “demiurgos” (semideuses, conforme a mitologia grega).
Eles não podem ser incomodados por críticas ou denúncias; só aceitam o som da harpa do elogio caudaloso e normalmente remunerado.