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Uern obtém recursos à preservação da Coleção Mossoroense e jornais

Trabalho a ser desenvolvido preservará acervos importantes (Foto: Uern)
Trabalho a ser desenvolvido preservará acervos importantes (Foto: Uern)

A Universidade do Estado do RN (UERN) teve dois projetos aprovados na Chamada Pública Finep/MCTI Recuperação e Preservação de Acervos-2024. Preveem o apoio a projetos de infraestrutura e serviços de preservação e restauração de acervos científicos e histórico-culturais.

O resultado da seleção foi divulgado nesta semana pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

Dentre os acervos que serão catalogados, armazenados e digitalizados, está a Coleção Mossoroense, que corresponde à maior coleção temática do Brasil, com cerca de 4.500 títulos, cujos assuntos tratam de várias áreas do conhecimento, desde paleontologia e geografia à poesia potiguar.

Jornais

Também será feita a digitalização da Hemeroteca composta pelos jornais O Mossoroense (1872-1990), O Bando (1949-1959), Gazeta do Oeste (1977-2016) e O Comércio de Mossoró.

Coordenado pelos professores Lindercy Lins e Fabiano Mendes, do Departamento de História, o projeto foi contemplado com R$ 1,6 milhão. Permitirá, a partir da instalação de equipamentos multiusuários no Núcleo de Documentação e Pesquisa Histórica da Uern (NUDOPH), avanço para assegurar a digitalização e preservação de documentos e fontes orais fundamentais para a produção acadêmica e a memória histórica regional.

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Obras de Eider Furtado serão digitalizadas e disponibilizadas ao público

Entrega do termo de autorização assinado pela família de Eider Furtado (Foto Maria Simões)
Entrega do termo de autorização assinado pela família de Eider Furtado (Foto Maria Simões)

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande (IHGRN) está autorizado a digitalizar e disponibilizar as obras que o professor, jornalista, advogado e escritor Eider Furtado publicou. O documento de autorização foi entregue por André Felipe Pignataro Furtado, neto do jurista e diretor de Biblioteca, Arquivo e Museu (BAM), à vice-presidente da instituição, Joventina Simões.

Cinco obras memorialistas serão digitalizadas: Audiência de um tempo vivido (2004); No fórum da memória (2008); Nas veredas do tempo (2010); Meio século de memória (2011); e Retalhos da vida (2019). A autorização foi entregue na última quinta-feira (20).

Perfil

Natalense, nascido em 23 de abril de 1924, Eider Furtado de Mendonça e Menezes foi advogado, professor e jornalista. Formou-se em direito pela Universidade Federal do RN (UFRN) na primeira turma do curso, em 1959.

Em 1968, passou a lecionar direito como professor universitário, até sua aposentadoria em 1991. Em 1997, recebeu da UFRN a láurea de Professor Emérito.

O advogado também foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB-RN) de 1969 a 1977. Foi durante sua gestão que, em 1970, pela primeira vez uma mulher conquistou um assento no conselho da OAB. Fundou e compartilhou com seus filhos e netos o tradicional escritório Eider Furtado Advocacia, hoje com mais de 60 anos de atuação.

Profissional multifacetado, atuou, antes de ingressar no direito, na radiofonia potiguar desde a década de 1940, tendo sido diretor da Rádio Poti e Rádio Nordeste. No jornalismo, foi secretário no Diário de Natal.

Em 2010, tomou posse na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras (ANL). Faleceu em 2019, aos 95 anos, deixando um respeitável legado pelo serviço notório nas diversas áreas em que atuou.

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