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Descendentes de Dix-neuf Rosado e Dona Odete farão encontro familiar

Arte representativa do evento familiar (Reprodução)
Arte representativa do evento familiar (Reprodução)

Os descendentes do casal Jerônimo Dix-neuf Rosado Maia-Maria Odete de Góis Rosado vão realizar evento no dia 29 de março, a partir das 15h30, no Garbos Recepções e Eventos, em Mossoró.

“Um dia para abrirmos portas e janelas da nossa história,” definem.

Denominado “Encontro da Família Dix-neuf e Odete”, ele será fechado aos familiares, com direito ao lançamento da biografia do casal.

Farmacêutico prático e industrial, Dix-neuf nasceu em Mossoró em 1913 e faleceu nesta mesma cidade, em 1986, aos 72 anos. Era filho do casal Jerônimo Rosado Maia-Isaura Rosado, originários de Pombal-PB.

Dona Odete era areia-branquense nascida em 1917 e falecida em 2012 (veja AQUI), aos 95 anos.

Casados em 3 de fevereiro de 1937, eles geraram 12 filhos – oito estão vivos. Entre eles, a ex-prefeita Fafá Rosado e o empresário e ex-senador Tasso Rosado (in memoriam).

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A areia-branquense Odete e o mossoroense Dix-neuf em álbum de família
A areia-branquense Odete e o mossoroense Dix-neuf em álbum de família

Morre em Fortaleza o empresário Edmur Rosado

O empresário Jerônimo Edmur de Góis Rosado faria 79 anos dia 11 de novembro (Foto: Cedida)
O empresário Jerônimo Edmur de Góis Rosado faria 79 anos dia 17 de novembro (Foto: Cedida)

Faleceu agora no final da tarde (quarta-feira, 13), em Fortaleza-CE, o empresário Jerônimo Edmur de Góis Rosado, 78. Faria 79 anos dia 17 de novembro.

Dia 4 último, ele fez cirurgia cardíaca para implante de pontes de safena, no Hospital Antônio Prudente, na capital cearense. Mas, surgiram complicações no pós-operatório, com o desenlace hoje.

Ainda não existem maiores informações sobre o caso.

A informação foi-nos passada pelo economista Elviro Rebouças, amigo de Edmur Rosado.

O morto é irmão da ex-prefeita Fafá Rosado, entre outros, além de filho do casal Odete de Góis Rosado e Dix-neuf Rosado, ambos já falecidos.

Deixa quatro filhos do primeiro casamento com Kátia Monte (in memoriam) e uma com a atual esposa, Vera Cantídio Fernandes.

Seu corpo será transportado para Mossoró, onde ocorrerá velório às 8 horas e sepultamento às 16h, no Jardim das Palmeiras.

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Como a Aceu chegou ao abandono

*Por William Robson

O Clube Aceu, antes das ruínas em que se encontra atualmente, foi palco de muitas alegrias. Antes denominado Ipiranga, o clube abrigava os ricos da época em grandes festas.

Prédio está em ruínas, diferente do glamour de décadas anteriores (Reprodução)
Prédio está em ruínas, diferente do glamour de décadas anteriores (Reprodução)

O prédio foi construído nos anos 30 para auxiliar no trabalho amador do time de futebol. E foi crescendo até começar a derrocada nos anos 60/70.

Quando o Ipiranga perdeu o seu glamour de outrora, o prédio ficou praticamente abandonado. Até que dois convênios passaram o patrimônio do extinto clube de futebol para a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

A sociedade mossoroense acreditava que a entidade, passando para a Uern, seria soerguida e as atividades socioculturais retomadas.

No inicio, parecia que iria dar certo. Até meados dos anos 80, atividades culturais e recreativas aconteciam com frequência, mas os anos 90 marcaram um triste capitulo na história do clube.

O prédio for abandonado e hoje serve apenas de depósito de material, arquivo e como sede do Sindicato dos Funcionários da Uern (SINDIFURRN).

O abandono é tanto que no inicio deste ano parte do pavimento superior caiu e deixou os funcionários apreensivos.

Foi feita uma inspeção e constatou que o prédio não poderia ser utilizado por não oferecer segurança Mas o atual reitor da Uern, Walter Fonseca, parece não se importar.

O clube Ipiranga é um dos mais tradicionais de Mossoró. O historiador Ra imundo Soares de Brito relembra os momentos das grandes festas e bailes pro- movidos no local onde hoje funciona a Associação Cultural e Esportiva Universitária (ACEU).

O lugar abrigava festas grandiosas e chegou a ser reduto da aristocracia mossoroense. Mas o que levou ao surgimento da Aceu foi mesmo o futebol. “Existia uma rivalidade entre dois clubes importantes na época: o Ipiranga e o Humaitá”, disse o historiador. Ambos não existem mais.

Do Ipiranga, restam apenas escombros da sede social, que estão à disposição da Uern.

Um dos sócios-fundadores, Enéas Negreiros, em entrevista à GAZETA, disse desconhecer as fórmulas de como todo o patrimônio passou para o nome da Uern, sem que os mais de 200 associados tomassem conhecimento.

Com a rivalidade no futebol, os diretores do clube resolveram, então, montar a sua sede. A principio, o futebol praticado pelo Ipiranga era considerado amador. O time não fazia parte do esquema profissional, nem seus jogadores tinham remuneração, mas o sonho de levantar uma sede social era grande, principalmente pelos dirigentes.

Houve uma certa facilidade de levantar o empreendimento. Os diretores do Ipiranga eram empresários respeitados e detentores de influência na sociedade.

Antes, o clube funcionava num prédio alugado na Praça da Redenção, mas o sonho de ver o Ipiranga um time profissional era grande. A Prefeitura apoiou a iniciativa, doando o terreno. “O padre Mota foi um dos grandes responsáveis pela construção do clube”, disse Raimundo Soares.

Enéas Negreiros explicou que a empreitada para levantar o Clube Ipiranga recebeu o apoio de pessoas como Dix-neuf Rosado, Pedro Fernandes Ribeiro e Manoel Fernandes Negreiros. “Eles se mostraram muito solícitos para apoiar a iniciativa”, comentou.

Prédio foi construído por forte patrocinador

O padre Mota doou o terreno para a construção do clube Ipiranga. Este clube, antes funcionando num prédio alugado, estava com mais de duzentos sócios cadastrados, e isso mostrava a importância que era não apenas para o futebol amador, mas para o entretenimento mossoroense.

Com a doação, seriam necessárias as campanhas para arrecadação de mate- rial de construção para levantar o prédio. Alguns abnegados começaram, então, a pedir apoio. Até mesmo os alto-falantes, muito utilizados no início do século.

Mas os apoios não eram suficientes para tocar a obra adiante. Até que o empresário Badeu Fernandes de Negreiros foi contatado.

Badeu era representante das Tintas Ipiranga em Mossoró. Ele e um grupo de abnegados do Ipiranga.

Usaram um argumento que pesou muito na hora de fechar o negócio: o clube existia em função da marca da tinta. O patrocínio foi fechado e doado uma grande quantidade.

A doação foi tão grande que apenas 20% das tintas davam para pintar todo o prédio. Os 80%, segundo Enéas Negreiros. foram vendidos e transformados em material de construção. O clube ficou pronto em meados dos anos 30.

Cessão à universidade é questionada

Um dos fundadores do Clube Ipiranga, Enéas Negreiros, em reportagem publicada na GAZETA no final do mês passado, questiona a forma como o antigo clube Ipiranga passou a ser propriedade da Uern. “Não recebi qualquer comunicação como sendo um dos sócios. Nem eu, nem ninguém”, disse.

Enéas Negreiros foi um dos fundadores (Foto: Familiar)
Enéas Negreiros foi um dos fundadores (Foto: Familiar)

Na época da transição, nos final dos anos 70, o Ipiranga contabilizava mais de 200 sócios, mas o clube vivia momentos difíceis por causa da fracassada administração.

Assim, os projetos culturais do Clube Ipiranga foram se enfraquecendo até chegar ao abandono do prédio.

Não parecia mais o Ipiranga dos anos 50 com as grandes festas e carnavais e a forte concorrência com a ACDP e AABB.

O presidente da Associação dos Docentes da Uern (ADFURRN), Carlos Filgueira, disse que a entidade vai se mobilizar para que o prédio – agora abandonado pela atual gestão da Uern – possa ser reformado. “E lamentável o estado em que se encontra o clube Aceu atualmente”, desabafou Carlos Filgueira

Segundo ele, que acompanhou o processo de cessão da estrutura do Aceu para a Uern, a sociedade local acreditava que a universidade pudesse zelar pelo patrimônio e reativar as atividades cultural e esportiva do clube. “Infelizmente isso terminou não acontecendo”, relatou.

Adfurrn protestará contra o abandono da Uern

A Adfurrn vai mobilizar a categoria para pressionar o reitor Walter Fonseca a iniciar os trabalhos de restauração do prédio da Aceu.

A última recuperação no edifício foi em 85, quando o processo de revitalização estava em andamento e o Diretório Acadêmico e outras entidades trabalhavam com atividades socio-recreativas no clube. Mas na década de 90 a Aceu não recebeu mais incentivo algum. Pelo contrário. Tornou-se um prédio abandonado, que mais serve de dispensa que para a sociedade mossoroense.

No inicio, as pessoas achavam que a Aceu serviria como antigamente, para festas e atividades culturais, mas não for isso que aconteceu. Agora, a Aceu é  tratada com desdém”, disse o presidente da entidade Carlos Filgueira.

A Adfurm prepara um documento protestando contra o abandono. “Não se pode deixar um prédio daquele cair. Deveria ser tombado como patrimônio histórico. Ele existe há mais de 60 anos e conta uma história bonita de Mossoró, relata Filgueira. “Estamos prontos para encampar a luta. Não entendo por que os dirigentes da Uem não se importam com as tradições da Aceu, se é deles a responsabilidade”.

Sociedade confiou que Uern zelaria Aceu

O Clube Ipiranga estava mal das pernas nos anos 70, e a administração do clube era considerada desastrosa. Não havia mais atividades culturais no local e, aos poucos, tudo foi ficando abandonado.

Até que um convênio entre o clube e a então FURRN for assinado pelo reitor da época, João Batista Cascudo Rodrigues, para administrar a quadra de esportes, no fundo do clube.

Alguns anos depois, o convenio se estendeu a todo o prédio. Os sócios não foram comunicados do convênio, nem houve uma assembleia para definir o destino do Ipiranga, mas mesmo assim o acordo for fechado. Segundo um dos sócios na época, o professor Carlos Filgueira, a sociedade mossoroense acreditava que o Ipiranga pudesse ser revitalizado e voltar as movimentações de outrora.

“O convenio com a universidade era considerado como algo bom para quem não queria ver as tradições do clube morrerem”. disse ele. No inicio, o Aceu foi revitalizado, mas aos poucos foi esfriando, até ser definitivamente abandonado.

Prédio está em ruínas

O prédio da Associação Cultural e Esportiva Universitária (ACEU) está em ruinas. O edifício, que não recebe manutenção desde 85, pode a qualquer momento vir abaixo.

E, com ela, toda a história da cultura local, do esporte e de atividades, como os da Luízas de Marilac – que promoviam eventos para angariar fundos para os pobres e idosos

Em maio, a parte superior caiu e o laudo constatou que o prédio não tem condições de uso. Mas isso parece não intimidar o reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), Walter Fonseca.

Mesmo sabendo da ameaça da parte superior cair novamente, os funcionários do Sindicato dos Funcionários da Uern (SINDIFURRN) continuam trabalhando normalmente, e claro, apreensivos.

Vice-reitor diz que instituição espera Governo

O vice-reitor da Uern, Lúcio Ney, disse que o “abandono” do clube Aceu não é mais problema da instituição. Segundo ele, foi enviado um documento à Secretaria Estadual de Infra-estrutura relatando todos os problemas na estrutura do prédio.

Em maio, parte do andar superior do Aceu veio abaixo. Daí, o reitor da Uern, Walter Fonseca, determinou a inspeção do prédio. Foi constatado que caiu por falta de manutenção. “Pessoalmente fui a Natal entregar os laudos sobre o Aceu”, disse o vice-reitor. No laudo, ficou constatado que a parte superior não tinha as mínimas condições e que precisa de reforma urgente.

“Até o momento não há uma sinalização de quando será”, disse Lúcio Ney, acrescentando que um engenheiro fez todo levantamento dos curso da reforma, mas o valor não foi fornecido. “O prédio está sem condições”, garante. Mesmo com o perigo iminente, não houve qualquer interdição, e os funcionários da Uern continuam trabalhando normalmente.

Na Aceu, funciona o Sindicato dos Funcionários da Uern, o arquivo e o almoxarifado. “A situação é pior porque não temos recursos”, disse Lúcio Ney.

O clube Ipiranga, nas primeiras décadas do século passado (Acervo do IBGE)
O clube Ipiranga, nas primeiras décadas do século passado (Acervo do IBGE)

*Reportagem especial publicada no jornal Gazeta do Oeste em 19 de dezembro de 1999, assinada pelo jornalista William Robson, que agora em blog com seu nome reproduz matérias diferenciadas que fez ao longo de décadas de profissão. Essa série tem o nome de “Acervo” (veja AQUI).

Leia tambémA morte de Elizeu Ventania;

Leia também: A chegada da Internet a Mossoró.

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“Ditadura, nunca mais!”

Do arquivo pessoal do padre Sátiro Cavalcanti Dantas, uma foto com ele numa pequena moto no Colégio Diocesano
Do arquivo pessoal do padre Sátiro Cavalcanti Dantas, uma foto com ele numa pequena moto no Colégio Diocesano

Depoimento do padre Sátiro Cavalcanti Dantas:

Apenas quero relembrar fatos presenciados por mim como protagonista.

Padre Alcir, alguns internos do Colégio Diocesano e eu passamos a noite quase toda ao pé do rádio ouvindo notícias sobre o acontecimento nacional, movimentação de tropas militares.

No dia seguinte prisões e boatos.

Na mesma semana fui, como diretor de escola, convocado para uma reunião no Tiro de Guerra, estando presentes os importantes da cidade, presidida pelo capitão D’Oh (não sei se escrevi certo) representante do Exército.

Lideranças estudantis e rurais eram acusadas de comunistas. Defendi os que conhecia, entre os quais o presidente do Centro Estudantil Mossoroense (CEM) e o líder ruralista ligado à Diocese. Progressistas sim, comunistas não, pois era o clima do País.

Depois de muita discussão, o Sr.Dix-Neuf Rosado, defendendo a minha posição diz:

– “Pe. Sátiro tem razão, ele assume a responsabilidade.”

Infelizmente em outra reunião para a qual não fui convocado, substituíram o presidente do Centro Estudantil. Houve a comemoração da “Revolução”, organizada por um grupo de senhoras da sociedade.

As escolas se fizeram presentes, entretanto, o Colégio Diocesano não participou. Surgiram as censuras, reclamaram ao Sr. Bispo.

Graças a Deus, o Sr. Bispo respeitou a nossa atitude.

São Fatos!

Tem razão o Sr. Cardeal Dom Evaristo Arns ao proclamar: “Ditadura, Nunca Mais!”

Nota do Blog – Admirável Sátiro. Nunca mais, nunca mais!

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Antigo “Catetinho” será galeria comercial até junho

Até junho próximo, o imóvel onde durante décadas viveu a numerosa família do casal empresário Dix-neuf Rosado-Odete, Praça Bento Praxedes, número 98, centro de Mossoró, será inaugurado como uma galeria comercial.

As obras estão em sua fase final.

Imóvel era assim, antes de começar a ser desfigurado por herdeiros (Foto: Blog Carlos Santos)

O casarão era conhecido historicamente como “Catetinho”, alusão ao Palácio do Catete no Rio de Janeiro, sede do governo federal durante muitos anos.

Abrigou visitante ilustre, o então presidente Getúlio Vargas, em visita que fez a Mossoró em 13 de setembro de 1933.

Foi construído pelo banqueiro Sebastião Gurgel em 1918 e vendido em 1929 ao industrial Miguel Faustino do Monte. Em 1945, o industrial Dix-neuf Rosado comprou-o.

Corredor Cultural

O Catetinho original, no Rio de Janeiro, sediou o governo federal de 1897 a 1960.

O Catetinho mossoroense, apesar de listado como histórico e componente do “Corredor Cultural” do município, foi vendido em abril de 2014 pela família da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB), filha de  Dix-neuf e Odete. Não foi ao chão por inteiro, devido intervenção judicial (veja AQUI), que ensejou pelo menos a preservação de parte de sua estrutura física original.

Uma ironia triste desse enredo, é que durante sua gestão, Fafá pleiteou que Mossoró tivesse reconhecimento como “Capital da Cultura”, em concurso nacional.

Pronto, agora pode rir, webleitor.

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Herdeiros do “Catetinho” dizem que preservaram imóvel

Caro jornalista, em nome dos herdeiros de Dix-neuf e Odete Rosado, solicito a publicação, com o mesmo espaço e destaque, do direito de resposta que segue:

DIREITO DE RESPOSTA

Sobre a publicação realizada com o título “Catetinho tem nova decisão para sua preservação” (//blogcarlossantos.com.br/93745/), os herdeiros do bem em questão esclarecem que o imóvel não mais lhes pertencem desde abril de 2014, bem como que, enquanto o prédio esteve sob responsabilidade destes, mantiveram intactos o projeto arquitetônico e a estrutura.

Mossoró, 1 de julho de 2015.

Olavo Hamilton Ayres Freire de Andrade – Advogado

“Catetinho”, patrimônio cultural, poderá ser demolido

Por Caio César Muniz (O Mossoroense)

Pertencente ao espólio do industrial Jerônimo Dix-neuf Rosado Maia, pai da ex-prefeita Maria de Fátima Rosado Nogueira (Fafá) e do ex-secretário de Cultura de Mossoró, Gustavo Rosado, o casarão mais conhecido como “Catetinho”, localizado defronte à praça Bento Praxedes, foi vendido nos últimos dias e, assim como outros prédios históricos da cidade, corre o risco de ser demolido.

Casarão pertence ao espólio do industrial Jerônimo Dix-neuf Rosado Maia) Foto: O Mossoroense)

Construído pelo banqueiro Sebastião Gurgel, o casarão foi vendido em 1928 a Miguel Faustino do Monte, industrial cearense radicado em Mossoró e ex-funcionário de Delmiro Gouveia, um dos pioneiros da industrialização do Brasil.

Em setembro de 1933, o presidente Getúlio Vargas em visita a Mossoró hospedou-se ali e instalou a sede do Governo Provisório do Brasil, ficando, por este motivo, o casarão conhecido como “O Catetinho”, uma alusão ao Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, sede executivo do governo brasileiro de 1897 a 1960.

Área comercial

A equipe de reportagem do O Mossoroense tentou contatar o empresário, novo proprietário do imóvel, mas não obteve êxito. Segundo informações extraoficiais, o empresário que já possui um empreendimento sendo construído próximo ao casarão e pode agora usar a área do “Catetinho” para ampliar o seu projeto comercial.

Caso venha realmente a se concretizar a demolição, Mossoró, que tanto exalta o seu passado e a sua história, testemunhará mais uma vez, a perda de parte do seu patrimônio histórico, sendo que nos últimos anos muitos prédios antigos da cidade foram ao chão. Como exemplo, a casa do jornalista Dorian Jorge Freire, hoje transformada em estacionamento; o Cine Caiçara; O Castelinho.

Informações chegaram na última semana à redação do O Mossoroense de que outro casarão, este localizado ao lado da igreja de São Vicente, vizinho ao Palácio da Resistência, também foi vendido e está na iminência de ser demolido.

Lei sem efeito

Mesmo sancionada em junho de 2011, justamente pela então prefeita Fafá Rosado, herdeira de Dix-neuf Rosado, a Lei de Tombamento Municipal não tem se mostrado eficiente quanto a preservação dos prédios antigos de Mossoró.
Nos últimos anos não foram poucos os imóveis que retratavam a história da cidade que vieram abaixo, dando espaço a novos empreendimentos e ficando apenas na memória de quem os conheceu.

Do chamado “Corredor Cultural”, criado na década de 1980, por Dix-huit Rosado, prefeito à época, para preservar as residências dos abolicionistas mossoroenses, hoje restam apenas algumas placas, que eram afixadas nas paredes, guardadas no Museu Histórico Lauro da Escóssia.

Em 2013, o vereador Genivan Vale propôs uma emenda aditiva (nº 52/2013) ao Projeto de Lei nº 1125/2013, que pedia ações de preservação ao patrimônio histórico e cultural da cidade, inclusive com a implementação de uma política de tombamento e preservação dos prédios históricos da cidade.

Mesmo aprovada em junho do ano passado pela Câmara Municipal, a emenda ainda não foi sancionada pelo Poder Executivo. “Quando você tomba um prédio histórico, acarreta custos para o município e parece que o município não quer arcar com estes custos. Falta vontade política para resolvermos este problema”, afirma o vereador.

Fafá desmente Rosalba e põe ambas sob suspeição

Em entrevista ao Jornal 96 (FM 96, de Natal), a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) negou no último dia 12 de janeiro, que existisse articulação para renúncia da atual prefeita de Mossoró, Fafá Rosado (DEM), em favor de candidatura da sua irmã, a vice-prefeita Ruth Ciarlini, também do DEM.Veja AQUI.

Segundo ela, as especulações surgiram em razão da condição natural a que se chegou o quadro mossoroense. Para ir à disputa de outubro, Ruth Cialini (DEM) precisaria, por exemplo, ser prefeita. Nesse caso, ela entraria no pleito disputando reeleição.

Agora, em entrevista à Tribuna do Norte (veja postagem mais abaixo ou AQUI), a própria prefeita Fafá Rosado pondera que não consegue camuflar a verdade e desmente a governadora.

– Sou uma pessoa muito correta e lhe digo que temos conversado muito sobre o lado administrativo, mas também em relação a política temos conversado. A colocação do Tribunal de Contas do Estado foi conversada – esclareceu Fafá.

Mas patético ainda é que no dia 1° de janeiro deste ano, Fafá gravou em sua casa de praia (Tibau, a 42km de Mossoró), entrevista – ao lado do marido e deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM) -, ‘descartando em 100%’ a hipótese de sair antecipadamente da prefeitura. Falou ao jornalista Julierme Torres (veja AQUI) da TV Cabo Mossoró (TCM), em programa exibido no dia 5 do mesmo mês.

– Nossa decisão está tomada. Vamos concluir o mandato – afirmou textualmente Fafá.

Ainda mais marcante do que as afirmações de Fafá, diante das câmeras, foi um “off” de sua mãe (Odete de Góis Rosado), que acompanhava ao vivo sua sabatina. Em conversa informal com Julierme, ela foi translúcida no conceito de honra familiar, emblematizada pelo marido, o patriarca Dix-neuf Rosado (já falecido):

– O pai dela nunca foi de começar um trabalho e não terminar – lembrou a matriarca.

Nota do Blog – Depois dessa burlesca situação envolvendo Rosalba, Fafá e seus familiares, todo e qualquer entrevistador precisará tomar sérios cuidados quando colher depoimento da governadora e prefeita. Nomínimo, podem ser obrigados a submetê-las à acareação.

Chegaram à miríade da inconsistência das próprias palavras. Ou seja, nem sempre o que dizem e escrevem, possuem valor de fé pública. Não merecem crédito. Estarão sempre sob suspeição.

Mãe não aceita que Fafá envergonhe a memória do pai

Fafá, com a mãe, sorrir com a lembrança do pai, diante de Julierme

Do Blog de Julierme Torres

Durante a gravação do “Conversa de Alpendre” (da TV Cabo Mossoró-TCM), na casa da prefeita Fátima Rosado (DEM), “Fafá”, em Tibau, uma figura em particular se destacou. Falo de dona Odete Rosado, a matriarca dos “Dix-Neuf”. No auge de seus 94 anos de vida, ela esbanjou uma simpatia contagiante, lucidez e disposição invejável.

Foi possível perceber que dona Odete é a base familiar. Ela reina absoluta no “Catetinho”, como era chamado o casarão da família Dix-Neuf Rosado, bem na Praça do Codó (Praça Bento Praxedes, Mossoró). Disse que assiste ao Cenário Político, na TCM, todos os dias.

O blogueiro não esconde que se sentiu todo envaidecido quando ela disse isso.

Ninguém imagine dona Odete acomodada. Ela está atenta a tudo. Acompanha o noticiário. Quer sentir o termômetro do governo da filha prefeita. Se tem uma notícia negativa, nem adianta tentar evitar que ela tome conhecimento. Se for preciso manda comprar o jornal às escondidas.

Em mais de duas horas que passamos na casa de praia da prefeita, entre gravações e intervalos, conversamos muito. Nessas conversas Odete Rosado mostrou que tem uma posição quando o assunto é uma eventual renúncia da filha Fafá. Essa posição foi mostrada, quando o blogueiro perguntou à prefeita, durante a gravação, se ela  iria renunciar. Antes mesmo da resposta, dona Odete, que acompanhava tudo em uma cadeira ao lado, mostrou o dedo indicador balançando em sinal de negativo. Arrancou risos.

Depois da gravação, a matriarca justificou seu gesto: “O pai dela (empresário Dix-Neuf Rosado) nunca foi de começar um trabalho e não terminar”.

Nota do Blog – Dona Odete de Góis Rosado nasceu em Areia Branca. É uma matriarca que enobrece a genealogia potiguar e melhorou – em muito – o DNA dos Rosado com sua decência, equilíbrio e lucidez.

Quanto ao “seu” Dix-neuf, lembro muito de seu estilo sóbrio, comportamento social honrado e atuação empresarial notável.

Em se tratando de política, mesmo oriundo de um clã voltado para o exercício da atividade pública, nunca permitiu que sua família fosse contaminada por arengas e radicalismos tão próprios a seu tempo.

Ouvi muito minha santa mãezinha dizer: “Dix-neuf é o melhor dos Rosado”. E, dona Odete, completava-o nessa qualificação.