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Como Pipa e outros paraísos caíram nas mãos de facções criminosas

"Sindicato" é dona do pedaço e tem normas próprias para deixar tudo em "ordem." (Foto: Getty Images)
“Sindicato” é dona do pedaço e tem normas próprias para deixar tudo em “ordem.” (Foto: Getty Images)

Por Vitor Tavares (BBC News Brasil)

Coqueiros, águas mornas, frutos do mar… Venda de drogas à luz do dia, “olheiros” monitorando as esquinas, assassinatos violentos e uma vida local dominada pelo poder paralelo das facções. Essa descrição hoje serve para três dos principais (e mais bonitos) destinos turísticos de praia do Nordeste brasileiro: Porto de Galinhas, em Pernambuco; Pipa, no Rio Grande do Norte; e Jericoacoara, no Ceará.

E as semelhanças não param por aí. Praias mais famosas de seus respectivos Estados, as três mantêm um certo clima de tranquilidade, com regras do crime organizado para coibir roubos contra aqueles que as visitam – uma forma de não afastar os turistas que movimentam a economia e o tráfico na região.

Para quem mora ali, porém, a presença e a crueldade das facções são bastante conhecidas, das ameaças a quem não cumprir ordens e decapitações, aos pontos de venda em espaços centrais das vilas, segundo moradores, autoridades e pesquisadores com quem a BBC News Brasil conversou nas últimas semanas.

Por trás do cenário de violência, está o processo de expansão das facções pelo Brasil, antes restritas às grandes cidades e fronteiras, e a alta circulação de dinheiro nessas vilas que concentram festas e turistas de alto poder aquisitivo.

Pipa

Na praia mais famosa do Rio Grande do Norte, Pipa, na cidade de Tibau do Sul, as tarefas do crime são cuidadosamente divididas.

“Só falta assinar a carteira, são organizados demais”, diz uma fonte da Polícia Civil do Estado à BBC News Brasil.

Entre os cargos, estão o “vapor”, que anda com bolsas carregadas de drogas para venda, e o “visão”, como são chamados os olheiros que ficam nas esquinas avaliando o movimento suspeito e identificando possíveis interessados.

Geralmente meninos muito jovens de regiões carentes, eles têm salário definido, trabalham em escalas de 12 horas por dia, sete dias corridos, com folgas nos dias seguintes. E também pagam uma mensalidade para serem membros do grupo criminoso.

“Você se sente observado por eles o tempo todo”, conta Cláudia, uma moradora local. Nos bares, o assunto costuma ser ignorado pelos moradores, e quem fala é aconselhado a silenciar.

Os jovens são membros do Sindicato do Crime, facção surgida no Rio Grande do Norte em 2013, dentro do Presídio de Alcaçuz, na Grande Natal – onde, cinco anos mais tarde, haveria um massacre com 27 mortos em um confronto do grupo com o PCC.

Após se expandir para fora da prisão, em Natal, o grupo seguiu o caminho da expansão pelo Estado, onde as forças de segurança são mais frágeis, explica a antropóloga Juliana Melo, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

“O Rio Grande do Norte é pequeno, mas estratégico porque tem fiscalização fraca nos portos e pouca inteligência policial, com foco de punir. O Estado é o ponto mais próximo da Europa e está do lado do Ceará, outro ponto importante”, ressalta Melo.

Há uma estimativa de que hoje haja 20 mil filiados ao Sindicato do Crime no Estado, segundo uma fonte policial com familiaridade com o assunto disse à BBC News Brasil.

Quando a facção nasceu, já havia um plano de chegar logo a Pipa. Isso porque, segundo relato dessa fonte, dois de seus fundadores eram da região.

“Então a dominância da praia tinha valor simbólico e político para a facção”, diz.

Mas a chegada à praia também era estratégica, por conta da alta circulação de turistas de alto poder aquisitivo.

Muito além de destino paradisíaco, nos últimos anos Pipa se consolidou como um dos grandes pontos de festas do litoral nordestino.

“Essa facção vive basicamente do tráfico, e aqui virou polo de gente em buscas de festas e com uma vibe liberal, de uso não só de maconha, mas de drogas sintéticas”, completa a fonte.

Em Pipa, o tráfico era tão escancarado que chegou a ter uma “lojinha” para venda de drogas em uma galeria no centro da vila – fechada recentemente numa operação da Polícia Civil. Alguns serviços da praia também seriam controlados pelo poder paralelo.

Tribunal próprio

Como em outras praias, o Sindicato do Crime tem seu próprio tribunal que “investiga, acusa, julga, pune e executa”, diz à BBC News Brasil um investigador.

Essa organização está prevista no próprio estatuto de criação do grupo, documento com 21 artigos ao qual a BBC News Brasil teve acesso.

O grupo estabelece um código de conduta rígido para manter “a ordem e o respeito dentro da comunidade” (ou “quebrada”). Entre as principais regras aos membros , estão proibições de agressões, traições afetivas (“talaricagem”), som alto à noite, vínculos com outros grupos e até uso de crack e do medicamento rivotril, “pelo efeito devastador que elas causam na vida de quem usa”. O remédio só é liberado por membros que demonstrem receita médica.

O documento estabelece que problemas devem ser resolvidos com os líderes locais e que os membros devem buscar sempre a “paz” na comunidade. Quem sai do grupo é proibido de seguir no crime.

“Às vezes, a gente é chamado para resolver algum problema como roubo, quando a gente chega no local, a facção já passou por lá e saiu”, conta a fonte policial.

Mas essa aparente tranquilidade é abalada quendo há rivalidade dentro da própria facção ou a chegada de um novo grupo.

“Antigamente, a gente sentia que a facção protegia a vida dos moradores aqui. Mas quando começa a disputa entre eles, tudo fica mais tenso”, diz Cláudia, moradora da região que acompanha de perto os casos.

O triplo homicídio de dezembro, em pleno centro da vila, ocorreu porque um novo grupo rival do Sindicato do Crime tentava se estabelecer na praia. Mas não conseguiu.

Recentes operações da Polícia prenderam líderes do grupo. Só em 2024, 97 pessoas foram presas. Segundo a Polícia, o prejuízo causado ao crime com apreensão de drogas foi de R$ 1,3 milhão – e o crime hoje estaria mais “desorganizado” na região.

Mas moradores e investigadores sabem que há uma facilidade de o grupo se reorganizar. “Quando a polícia desmantela, amanhã já tem outro líder”, diz Cláudia.

Em nota, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte disse que tem focado no combate a organizações criminosas, o que tem contribuído para a redução dos homicídios na região. No primeiro semestre, foram dois homicídios em Tibau do Sul.

“Generalizações que associem a localidade ao domínio de grupos criminosos devem ser rechaçadas”, diz a nota.

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Literalmente, não!

Por Marcelo AlvesSim, NÃO, talvez - ilustração

O combate às drogas ilícitas é atualmente um dos maiores desafios da humanidade. O problema do uso e do tráfico de drogas perpassa as fronteiras dos países. E atinge, sob os pontos de vista político, econômico, social, jurídico e sanitário, de modo gravíssimo, sociedades inteiras, famílias de todas as classes sociais e muitos milhões de indivíduos mundo afora.

Praticamente todos os países, o Brasil entre eles, possuem seus sistemas de combate às drogas. Nós temos o Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas (SISNAD), instituído pela Lei 11.343/2006, que “prescreve medidas de prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas e normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas”.

Mas esse combate tem funcionado? Acho que nem preciso dizer que não.

Programas, planos e ações direcionados à prevenção e à repressão ao tráfico/uso de drogas ilícitas, por mais bem-intencionados e elaborados que sejam, têm falhado. Mundialmente, as políticas não têm produzido bons resultados. Por mais que se tente reprimi-lo, o tráfico só aumenta, e se vai, da noite para o dia, do crack para a K9, viciando e matando nossa juventude, sobretudo a mais pobre. A política atual tem talvez até “incentivado” a formação de organizações criminosas, o recrutamento dos mais vulneráveis (e pobres) para o tráfico e o vício, a violência nas grandes e médias cidades e, sobretudo, uma sensação de frouxidão da lei (problema especialmente grave no Brasil).

Nesse cenário sombrio, muitos atores políticos e especialistas reavaliam antigas posturas. Até defendem uma diferente e mais suave abordagem, propondo a discussão de medidas que vão da descriminalização à liberação de condutas hoje consideradas como delito. É assunto do momento. Estes dias, por exemplo, o nosso Supremo Tribunal Federal andou julgando um recurso, com repercussão geral, em que se discute se o porte de maconha para consumo próprio pode ou não ser considerado crime e qual quantidade da droga diferenciará o usuário do traficante.

Interessante. Mas polêmico.

Acho que devemos ter uma “open mind” para as mais diversas sugestões/contribuições. E, para além dos esforços dos órgãos do Estado, qualquer solução para a conscientização e tratamento dos gravíssimos problemas trazidos pelo tráfico/consumo de drogas ilícitas passa por uma responsabilidade compartilhada com os outros atores da sociedade. A impressa tradicional, as redes sociais, as organizações não governamentais, as escolas, a família e por aí vai.

Por estes dias, caiu em minhas mãos, para fazer o seu prefácio, o livro “Não, e pronto! No mundo das drogas, só uma resposta te leva ao final feliz”, de Kalline Pondofe Santana, uma maravilhosa contribuição da literatura nessa guerra contra as drogas. Esse romance realista, que também pode ser lido como ficção policial, é um alerta/libelo nesse grave contexto.

É direcionado à juventude, às famílias, é verdade. Mas, deveras bem escrito, encantará a todos. É forte. É sobretudo tocante, já que, no decorrer das páginas, cada leitor encontrará um personagem para chamar de seu. O meu é Davi.

Sem querer fazer spoiler das histórias/estórias de Luizinho, Raquel, Danilo, Pedro, Davi, Letícia, Mãe Maria, João, sargento Antunes e delegado Rubens, o fato é que “Não, e pronto!”, entre muitas sacadas, filosoficamente nos alerta para uma coisa que nos parece simples, mas que é às vezes dificílimo: dizer “não”! Para quem a gente gosta. Para as tentações da vida. Entretanto, é desse “não” que dependerá um pouco – ou muito – a felicidade das nossas vidas.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

PF e PRF combatem tráfico internacional de drogas e chegam a Mossoró

Investigação até chegar ao dia de hoje começou em 2021 (Foto: PF)
Investigação até chegar ao dia de hoje começou em 2021 (Foto: PF)

A Polícia Federal, em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e com apoio da Polícia Militar de Santa Catarina, deflagrou nesta terça-feira (21/11) a Operação Cartage, contra o tráfico transnacional de drogas. Estão sendo cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 29 mandados de prisão nos estados do Rio Grande do Norte (Mossoró), Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou outras 15 medidas cautelares, como o monitoramento eletrônico dos investigados; o sequestro de 21 imóveis e 39 veículos; e o bloqueio de contas bancárias de 51 pessoas físicas e jurídicas.

As investigações foram iniciadas no ano de 2021, a partir de uma apreensão de cerca de 24 toneladas de maconha. A partir daí, foram dois anos de trabalho integrado entre as forças de segurança que resultaram na prisão de oito pessoas e a apreensão de cerca de 100 toneladas de maconha.

Foi apurado que a droga ingressava no país pela fronteira entre as cidades de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.  Após essa internalização, toda a carga era levada a Santa Catarina, na região da grande Florianópolis, onde era armazenada.

Os investigados responderão pelos crimes de tráfico transnacional de drogas; organização criminosa; tráfico de armas; e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem chegar a 30 anos de prisão.

Localidades dos mandados:

Santa Catarina: Palhoça, São José, Imbituba e Xanxerê

Rio Grande do Sul: Porto Alegre

Mato Grosso do Sul: Ponta Porã

Rio Grande do Norte: Mossoró

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Codern solicita scanner para o Porto de Natal

O diretor-presidente da Companhia Docas do RN (CODERN), Nino Ubarana, foi recebido nesta quarta-feira (17), em Brasília, pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Tadeu Alencar. O ex-deputado federal Rafael Motta (PSB) marcou a audiência e participou do encontro.

Motta, Alencar e Ubarana em Brasília (Foto: divulgação)
Motta, Alencar e Ubarana em Brasília (Foto: divulgação)

Foi solicitado ao secretário recursos para a compra de scanner a ser instalado no Porto de Natal. O custo estimado para a compra do equipamento é alto e a Codern não dispõe dos recursos.

“O Porto de Natal tem tido recorrentes apreensões de drogas nos últimos anos e o scanner é um equipamento fundamental para reforçar a Segurança Portuária”, afirmou Ubarana.

O secretário Tadeu Alencar reconheceu a importância do equipamento e prometeu empenho para o atendimento do pleito, ao afirmar que o Governo Federal quer aumentar a segurança nos portos do Brasil.

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Diversão e morte

Segundo notícia da cobertura policial, jovem de 23 anos morreu, provavelmente por overdose de cocaína, à madrugada desta terça-feira (11) em Mossoró.

Essa droga e outra sintéticas ficaram tão comuns quanto uma long neck nas diversões da classe média/alta local.

De festinhas privês a bares/restaurantes.

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Megatraficante brasileiro que usa Porto de Natal é preso na Hungria

Sérgio Roberto de Carvalho, o ex-major da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul (Reprodução)
Sérgio Roberto de Carvalho, o ex-major da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul (Reprodução)

Do G1

Sérgio Roberto de Carvalho, o ex-major da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, foi preso na Hungria nesta terça-feira (21) sob acusação de tráfico de drogas. Ele já tem condenações na Justiça brasileira.

Major Carvalho também é conhecido como o “Pablo Escobar brasileiro”.

Ele foi para a reserva da PM em 1997. Um ano depois, foi condenado a mais de 15 anos de prisão pelo tráfico de cerca de 230 quilos de cocaína. O ex-PM sofreu também um processo para a perda do posto e da patente.

Ele foi demitido da PM do Mato Grosso do Sul apenas em 2018.

O Major Carvalho comanda uma organização criminosa internacional, segundo a Polícia Federal: o grupo dele envia drogas de portos brasileiros (principalmente o de Paranaguá e o de Natal) para Europa, África e Ásia.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Contingente de moradores de rua só faz crescer

Setor público, entidades sociais e a própria sociedade mossoroense precisam se preocupar com o crescimento continuado, nos últimos anos, de moradores de rua na cidade.

Estima-se que exista um contingente da ordem de 400 pessoas ou mais que vivem nas ruas, praças e outros logradouros urbanos.

Em boa parcela, é uma gente sem nenhuma perspectiva de futuro, consumida principalmente pela droga – o crack, diga-se.

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Drogas, mitos e ciência na era dos absurdos

Por Roncalli Guimarães

Proponho-me a prestar alguns esclarecimentos à população em geral sobre a dependência química, assunto esse muito propagado nos últimos dias em nossa cidade pela mídia e redes sociais, de forma distorcida. Infelizmente, essa polêmica acabou sendo produzida por um colega psiquiatra.

Antes de tudo há uma diferença entre usuário de droga e dependente químico. Droga não é prática ou problema da sociedade atual. Praticamente todas as civilizações tiveram uso de alguma droga, seja ópio ou maconha – desde a antiguidade.

No início, o uso de drogas tinha um motivo místico, religioso e servia inclusive como um dos motivos de organização social. As pessoas acreditam que a alteração da consciência era um presente dos deuses.Com o final da Idade Média e o início da Idade Moderna, as sociedades foram se organizando e começaram a migrar do campo à formação de cidades; surgiram as grandes navegações e com ela a destilação de álcool em alta escala. Ou alguém poderia imaginar que aventureiros desbravassem os oceanos, enfrentando medos e tempestades de cara limpa?

Com a Revolução Industrial, a divisão de classes ficou mais nítida, com os trabalhadores imprensados em guetos sub-humanos. Daí, passaram a enfrentar esse enorme nível de estresse e sofrimento com o uso de drogas de forma recreativa e também pelos motivos sociais e psicológicos.

Evoluindo mais adiante veio a contracultura na década de 60 e com ela a explosão do uso de drogas em todas as camadas sociais, sem citar os períodos de guerra, como a do Vietnã, onde houve uma disseminação do uso de heroína.

Relatei esses fatos para neutralizar a hipocrisia quando se fala de drogas.

Cientificamente o uso, abuso e males provocados por substância foram investigados e hoje à luz dos conhecimentos atuais foram descobertos fatores genéticos e psicossociais. No caso da diferença química, critérios clínicos bem fundamentados definem a doença que acomete um percentual  dos usuários das mais diversas substâncias. Portanto há uma tendência atual de descriminalização, de políticas de redução de danos e prevenção do uso em algumas populações como adolescentes portadores de deficiência mental e grávidas.

Quero enfatizar com isso a minha preocupação com possível retrocesso quanto a políticas sobre drogas, já que um médico psiquiatra e presidente de partido divulga informações delicadas, culpando drogas como pano de fundo para a desestruturação do ensino público, que para mim caminha paralelamente com a absurda tentativa desde governo de acabar o ensino de filosofia e sociologia.

Não podemos formar advogados, juristas, sem que eles saibam filosofia clássica. Não podemos formar engenheiros sem que conheçam a geometria analítica descoberta por René Descartes, que era um filósofo. Não podemos formar psiquiatras que desconheçam as ciências sociais ou os conceitos filosóficos de fenomenologia que até hoje pautam os critérios diagnósticos de psiquiatria.

Se a forma de pensar dos representantes desse governo continuar com esse posicionamento, iremos regredir. Excluir a ciência é voltarmos a acreditar nos mitos, se é que me entendem.

Roncalli Guimarães é médico Psiquiatra do Centro de Atenção Psicossocial em Álcool e Drogas CAPS AD II – Mossoró

“Estações” discute temas atuais na fictícia Santa Luzia

A websérie “Estações”, estreia neste sábado (16), às 19h, no Teatro Dix-Huit Rosado, localizado no centro de Mossoró. A obra é uma realização da cineasta mossoroense Wigna Ribeiro e do Coletivo Audiovisual Buraco Filmes, com produção totalmente independente.

Coletivo Buraco Filmes tem nova produção com estreia para sábado (16) em Mossoró (Foto: divulgação)

“Estações” é a segunda websérie do Buraco Filmes. A obra foi produzida em parceria com atores e atrizes, cantores/as e bailarinos/as de Mossoró. Estações mostra o câmbio acelerado da vida de jovens universitários em uma Faculdade de Artes, situada na cidade fictícia de Santa Luzia.

Em 10 episódios, divididos por estações do ano, serão tratados temas como: sexualidade, drogas, relacionamentos abusivos e conflitos familiares.

Os ingressos possuem valor de 10 reais inteira e 5 reais estudante, e a venda antecipada é na CG Turismo, na Av. João da Escóssia, 128, sala 03 – Doze Anos.  Além da estreia, a websérie será exibida, semanalmente, no Youtube, no Canal Buraco Filmes.

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Temas polêmicos serão focalizados em Ciclo de Estudos

No dia 31 de agosto de 2017, às 19h30, no Anfiteatro das Aves, Centro de Biociências – da Universidade Federal do RN (UFRN), o Instituto Felipe Camarão, em parceria com essa instituição de ensino, dará início ao 1º Ciclo de Estudos sobre Corpo Humano, Filosofia e Sociedade.

A partir de palestras de diversos profissionais da saúde, juristas e filósofos, haverá desenvolvimento de questões como drogas, aborto, pedofilia e gênero.

O objetivo é fomentar o debate sobre a normatização de substâncias, ideias e comportamentos, e seus efeitos no corpo humano e na sociedade moderna. A primeira de quatro conferências se dará no próprio dia 31 de agosto de 2017 (quinta-feira), às 19h30, no Anfiteatro das Aves, CB – UFRN, com o tema: “Os efeitos da maconha no corpo humano e na sociedade moderna.”

Quatro datas

O referido ciclo de estudos visa reunir, em dias específicos, reconhecidos palestrantes, que abordarão de forma técnica e científica e dentro de uma perspectiva multidisciplinar, temas considerados polêmicos, porém atuais e relevantes para toda a sociedade.

O público alvo são alunos dos mais diversos cursos de graduação e membros da comunidade em geral.

O evento acontecerá em quatro datas distintas, sempre às 19h30, no Anfiteatro das Aves, no CB – UFRN, e proverá emissão de certificado de 20 horas complementares.

Inscrições: www.filipecamarao.org/ciclodeestudos

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Revista encontra quase 100 celulares, droga e centenas de armas

Do portal G1 RN

A revista feita pela força tarefa de intervenção penitenciária em Alcaçuz, após a retirada de presos dos pavilhões 1, 2 e 3, nesta segunda-feira (20), resultou na apreensão de duas armas de fogo, munições, aproximadamente 100 celulares e cerca de 700 armas brancas artesanais e facas, bem como drogas. Tudo isso apenas no pavilhão 1, de acordo com agentes federais.

Material apreendido parece surreal diante do suposto "pente fino" que se faz na penitenciária (Foto: divulgação)

O balanço foi divulgado ainda nessa segunda-feira (20).

O balanço foi divulgado no final da tarde desta segunda-feira. A força tarefa entrou em Alcaçuz no início da manhã, por volta das 5h. Os agentes retiraram cerca de 800 presos dos pavilhões 1, 2 e 3 os levaram para o presídio Rogério Coutinho Madruga, chamado de pavilhão 5.

Nota do Blog – E até hoje o governo estadual não consegue anunciar, com firmeza, quantos mortos, quantos presos fugiram e quantos existiam em Alcaçuz na rebelião ocorrida em recentemente.

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Continuaremos acuados

Mesmo com seus presídios superlotados e estudos que mostram a diminuição do cinturão da pobreza nos últimos anos, no Brasil, continuamos acuado pela violência.

Como explicar isso?

Não precisaremos de estudos mais amiúdes para identificar que o Estado ataca, e mal, os efeitos.

Somos vítimas da impunidade e do império das drogas.

Como erramos feio, em ambas, continuaremos acuados.

Comunidade Shalom fará campanha de combate às drogas

Comunidade Católica Shalom realiza em todo o Brasil a campanha “Vida quero mais”, uma série de atividades que objetiva dar visibilidade ao Dia Internacional de Combate às Drogas, que transcorre em 26 de junho. Em Mossoró a mobilização se estenderá até julho, com programação diversificada.

Neste ano a ideia dos organizadores é alcançar jovens, pais e formadores de opinião com atividades de formação, de cunho artístico e oficinas sobre o tema, verdadeiro caso de saúde pública em todo o país. A iniciativa busca despertar consciência preventiva quanto ao uso de abuso de álcool e drogas.

A abertura da campanha em Mossoró está confirmada para o dia 23 de junho, às 18h30, no Centro de Evangelização Shalom do bairro Doze Anos, na Rua Lopes Trovão, 805. Presença de Solange Praxedes, membro da Comunidade Shalom e Coordenadora Especial de Políticas Públicas do Estado do Ceará.

Dia 28 de junho, às 9h, haverá blitz de divulgação no Centro da cidade. Acontecerá, ainda, oficina temática para jovens, no dia 5 de julho, a partir das 19h. No dia 9 de julho as famílias também participarão de oficina. Do programa ainda consta missa de cura e libertação para o dia 15 de julho, no Centro de Evangelização João Paulo II, conjunto Santa Delmira. Na segunda quinzena de julho seis colégios de Mossoró serão visitadas por integrantes da Comunidade, que conversarão com os segmentos escolares sobre a questão das drogas. No dia 19 de julho a campanha será encerrada com carreata e show artístico, às 14h30.

A ação da Comunidade Shalom na prevenção, combate e recuperação de dependentes é contínua e acontece durante todo o ano através do Projeto Volta Israel, que possui casas de recuperação e centros de atendimento psicossocial e de triagem em várias cidades do Brasil.

Shalom lançará campanha contra drogas

A Comunidade Católica Shalom, através do Projeto “Volta Israel”, lança no próximo dia 10 de junho (segunda-feira) a campanha “Vida quero mais”. Uma série de atividades buscará dar visibilidade ao Dia Internacional de Combate às Drogas, que transcorre em 26 de junho.

Ao mesmo tempo, tentará despertar consciência preventiva quanto ao uso e abuso de álcool e drogas.

A mobilização, que acontece em todo o Brasil, será realizada também em Mossoró. No dia 10 de junho, quando da abertura da campanha, haverá encontro com participação de autoridades, psicólogos, educadores e outros profissionais na sede da Comunidade Shalom, em Mossoró, na rua Lopes Trovão, 805, Doze Anos, a partir das 18h30.

Mais informações sobre a campanha “Vida quero mais” e sobre o Projeto “Volta Israel” com missionária Angélica Maria, através dos telefones (84) 9820-2833(84) 3314-1453.

Deputado Romário participa de debate em Mossoró

O deputado federal Romário (PSB-RJ) confirmou participação na audiência pública da Comissão Especial de Políticas Públicas de Combate às Drogas da Câmara dos Deputados (CEDROGAS) em Mossoró, sexta-feira (19), na Câmara Municipal, coordenada pela deputada Sandra Rosado (PSB).

A chegada de Romário ao Aeroporto Dix-sept Rosado está prevista para as 7h30, procedente de Natal, onde ele participa, quinta-feira (18), de programação da Cedrogas. Do aeroporto, o deputado seguirá para a Câmara de Mossoró, onde a audiência pública começará às 8h.

Da Câmara, Romário visitará a sede da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), no conjunto Abolição I, e a Casa de Apoio Betel, que ajuda na recuperação de dependentes químicos.

O deputado Romário vem a Mossoró a convite da deputada Sandra Rosado. Também vêm a Mossoró os deputados Givaldo Carimbão (PSB-AL), relator-geral da Cedrogas, e Pastor Eurico (PSB-PE), além de deputados componentes da bancada do Rio Grande do Norte na Câmara.

A audiência pública reunirá especialistas no debate para reforço contra as drogas.

Com informações da Assessoria de Imprensa de Sandra Rosado.