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Feriadão poderá causar debandada expressiva de eleitores

Os candidatos a prefeito/vice e vereador em Mossoró devem se preparar para uma iminente debandada de eleitores no dia 2 de outubro, data do pleito municipal. Há boa possibilidade de termos grande percentual de abstenção de votos.

Por que essa previsão?

Mossoró vivenciará o maior feriadão do ano, com quatro dias corridos, a partir da sexta-feira (30) de setembro, completado com o dia 3 de outubro (segunda-feira após as eleições do dia 2).

O feriado do dia 30 é a data magna da cidade, Libertação dos Escravos. Já o dia 2, é data de feriado estadual, dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu. Portanto – sexta, sábado, domingo e segunda-feira livres para o ócio.

Quatro dias corridos que devem instigar principalmente as classe média e alta a se distanciarem das urnas, justificando o voto longe da cidade.

Isso poderá concorrer muito para queda do quociente eleitoral, por exemplo, que em 2012 foi de 6.545 votos e este ano tende a recuar. Um decréscimo de até mil votos não seria de estranharmos ou até mais

EM 2012 Mossoró teve 137.463 votos válidos à Câmara Municipal, entre votos diretos aos candidatos (283 ao todo) e os votos de legenda.

Mossoró tinha 164.975 eleitores aptos ao voto, mas ocorreu abstenção de 12,80% do eleitorado – 21.122. Foram computados 134.973 (93,70%) votos válidos a prefeito, mas 6.737 (4,68%) nulos e 2.323 (1,61%) em branco.

Em resumo, na soma de abstenções, branco e nulo os candidatos a prefeito nas eleições de 2012 perderam 30.182 votos.

Em relação aos 283 concorrentes a 21 vagas na Câmara Municipal, o estrago foi um pouquinho menor: 27.512 votos.

O que pode concorrer para redução dessa hipótese de debandada em massa de eleitores, é um eventual acirramento entre disputantes à Prefeitura. Mas é bom lembrarmos que mesmo num cenário desses, em 2012 houve esse quadro de dispersão alta do eleitor, como os números mostram acima.

Recorde em 1982

A luta renhida entre as candidaturas de Cláudia Regina (DEM) e Larissa Rosado (PSB) mexeu com o eleitorado até o dia do pleito, mesmo assim houve essa alta abstenção.

Em 2008, os números dessa evasão não foram muito menores. A abstenção fechou na casa dos 12%, com 18.701 eleitores deixando de votar, uma multidão capaz de decidir uma eleição.

Existiam 153.027 eleitores em condições de voto.

Mas o recorde de abstenções levantado pelo Blog está mesmo no distante ano de 1982, com 15.435 (23,02%). O pleito marcou a retomada nas urnas do processo de redemocratização do país, com eleições diretas e conjuntas de governador a vereador. Veja em boxe abaixo, quadro eleitoral para prefeito àquele ano:

Eleições de 1982 (Fonte: Blog CS):

– Dix-huit Rosado (PDS) – 21.510 (41,68%);
– João Batista Xavier (PMDB) – 15.466 (29,97%);
– Canindé Queiroz (PDS) – 4.388 (8,50%);
– Mário Fernandes (PT) – 428 (0,83%);
– Paulo R. Oliveira (PTB) – 48 (0,09%);
– Brancos – 8.145 (15,79%);
– Nulos – 1.621 (3,14%);
– Abstenção – 15.435 (23,02%);
– Maioria Pró-Dix-huit – 6.044 (11,71%).

O eleitorado habilitado ao voto em 1982 era de 67.041, em 275 secções. Compareceram 51.606 (76,98%) eleitores.

Recentemente, na eleição suplementar de 2014, a abstenção teve seu segundo maior percentual em 42 anos (desde 1968), com 30.429 (18,45%) votos. Foram apurados 134.511 votos.

A Justiça Eleitoral tinha o registro de 514 urnas eletrônicas distribuídas pelos 72 locais de votação durante o pleito, com um total de 164.940 eleitores aptos a votar, utilizando pela primeira vez o sistema biométrico de identificação. Foi eleito o então prefeito interino Francisco José Júnior (PSD) e o vice Luiz Carlos Martins (PT).

Em 2016, Mossoró terá eleições com 167.120 eleitores. Em relação ao pleito de 2012, o aumento foi de 2.145.

As duas zonas eleitorais do município, 33a e 34a, têm como titulares os juízes Cláudio Mendes e Breno Valério, respectivamente.

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Câmara de Mossoró passou por muitas mudanças

A atual legislatura da Câmara Municipal de Mossoró, eleita em 7 de outubro de 2012, era composta por nove partidos: PMDB, a maior bancada, com três parlamentares, ao lado do PV, com igual número.

A apuração dos votos apontou a seguinte configuração com eleitos, partidos e votações individuais:

Jadson estreante na atual legislatura (Foto:Câmara de Mossoró)

Alex Moacir (PMDB) – 4.701 votos
Francisco Carlos (PV) – 4.452
Ricardo de Dodoca (PTB) – 2.928
Lahyrinho Rosado (PSB) 2.662
Manoel Bezerra (DEM) – 2.658
Francisco José Júnior (PSD) – 2.586
Genivan Vale (PR) – 2.568
Izabel Montenegro (PMDB) – 2.484
Flávio Tácito (DEM) – 2.391
Claudionor dos Santos (PMDB) – 2.315
Heró (PT do B) – 2.243
Luiz Carlos Martins (PT) – 2.186
Vingt-un Neto (PTB) 2.139
Tomaz Neto (PDT) – 2.074
Tassyo Mardonny (PSDB) – 1.940
Jório Nogueira (PSD) – 1.923
Alex do Frango (PV) – 1.880
Soldado Jadson (PT do B) – 1.732
Celso Lanches (PV) – 1.717
Narcízio (PTN) – 1.655
Genilson Alves (PTN) – 1.344

* Dos vereadores da legislatura anterior, eleita em 2008, vereadores Maria das Malhas (DEM) e Daniel Gomes (PMDB) não se reelegeram. Veja AQUI os eleitos àquele ano, quando pela segunda vez consecutiva a Casa só teve 13 vagas em vez de 21.

Cláudia Regina (DEM) foi eleita à prefeitura e Chico da Prefeitura (DEM) não concorreu. Seu irmão, Dão Rocha (DEM), não se elegeu.

Quem também sobrou foi Zé Peixeiro (PMDB).

A então prefeita eleita (depois cassada e afastada) Cláudia Regina começou gestão com bancada de 15 vereadores.

Três vereadores novos – Tomaz Neto, Izabel Montenegro e Luiz Carlos Martins -, na verdade estavam de volta à casa parlamentar. Eles já tinham obtido mandato antes.

Com a eleição suplementar de maio de 2014, Luiz Carlos e Francisco José Júnior transformaram-se em vice e prefeito efetivos, respectivamente. Assumiram suas vagas Lucélio Guilherme (PTB) e Cícera Nogueira (PSD).

* Veja AQUI a nova configuração partidária da Câmara Municipal de Mossoró, ou em postagem mais abaixo, decorrente da “janela” partidária.

* Veja AQUI matéria analítica que aponta possibilidade de grande alteração na Câmara Municipal, com as eleições de 2016.

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