
Por Caio César Muniz
Que será do amanhecer
Sem Neto da Panelada?
Do rádio sem Emery?
Ramiro sem a risada
De Gizele, a sua filha?
E de nós, perdendo a trilha
Pra esta “sódade marvada”?
.
Margareth sem Luiz,
Sem poesia pra rimar.
Luiz Alves, enfermeiro
Com tanto pra ofertar.
César Marson, Anaísa,
Indo embora, feito brisa,
Nos tirando, chão e ar.
.
São tantos nomes perdidos
Que nem conto mais de dor,
Todo dia novos sonhos
Perdidos num corredor
Sem direito à despedida
Vai de novo, outra vida
Encontrar Nosso Senhor.
Caio César Muniz é jornalista, poeta e escritor

