É assim que está sendo conduzida a maior virada institucional da história do Colégio Mater Christi, de Mossoró.
Nos corredores e além de suas calçadas, o burburinho é inevitável:
– “Foi vendido?”;
– “Mudou de dono?”;
-“Vai virar uma extensão do Colégio Marista (Natal)?”
Enquanto muitos especulam, a nova gestão escolheu manter o suspense e zelo à sua própria história de 36 anos ensinando e educando.
O que vai ser revelado promete virar página. Até lá, o que se sabe é que uma nova marca está sendo costurada com base em escuta ativa, planejamento institucional e uma narrativa de transformação.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) iniciou, nesta semana, a aplicação das provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) 2025.
No Rio Grande do Norte, a avaliação mobiliza 115 mil estudantes de 1.679 escolas, abrangendo 5.325 turmas das redes estadual, municipal, federal e privada. Ao todo, são 545 escolas estaduais, 893 municipais, 23 federais e 221 privadas, distribuídas em 45 polos de aplicação em todas as regiões do estado.
Aplicado em todo o país, o Saeb é o principal instrumento de diagnóstico da educação básica brasileira. Desde 1990, o sistema coleta dados sobre o desempenho dos estudantes e o contexto das escolas por meio de testes cognitivos e questionários respondidos por alunos, professores, diretores e gestores públicos.
Os resultados subsidiam o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e orientam políticas voltadas à melhoria da qualidade do ensino.
No Rio Grande do Norte, 33,5% dos estudantes, de 13 a 17 anos de idade, não tinham pia ou sabão para lavar as mãos em 2019. Isso corresponde a 63 mil estudantes de um total de 188 mil nesta faixa de idade. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O básico da higiene falta à boa parcela de estudantes, diz pesquisa (Foto ilustrativa)
Ao considerar apenas as escolas públicas potiguares, o percentual é maior: 39,7% dos escolares não tinham como lavar as mãos na instituição adequadamente. Em números absolutos, são 62 mil adolescentes. A pesquisa estima que o estado tinha um total de 156 mil estudantes, de 13 a 17 anos, na rede pública de ensino.
Escolas particulares
Nas escolas particulares, 2,8% dos escolares não tinham pia ou sabão para higienizar as mãos, o que representa cerca de 900 pessoas num total de 31 mil. A média do Brasil (38,5%) e Nordeste (39,6%) estão estatisticamente no mesmo nível do Rio Grande do Norte quando se trata do total de estudantes que frequentam escolas sem condições de oferecer essa medida básica de higiene pessoal.
Na capital norte-rio-grandense, 32,6% dos estudantes de 13 a 17 anos não tinham pia ou sabão para lavar as mãos. A cidade também apresenta ampla diferença entre escolas públicas (49%) e privadas (2,9%) sem esses itens básicos.
Na comparação com as demais capitais no acesso geral a esses itens de higiene, Natal está estatisticamente no mesmo nível das demais, menos Porto Velho (4,1%).
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Estudantes posam em frente à entrada do colégio (Foto: divulgação)
O Colégio Diocesano Santa Luzia comemora nesta quarta-feira (9) os 65 anos da inauguração da atual sede da instituição.
Pela manhã, às 8h, foi realizado um Momento Cívico interno e simbólico com hasteamento das bandeiras da Instituição, de Mossoró e do Brasil, marcando um momento de grandes alegrias e conquistas.
Além disso, em 2021, o Diocesano celebra 120 anos de existência, como referência da Igreja Católica do Rio Grande do Norte na área da educação.
História
A sede do Colégio Diocesano Santa Luzia, situada na Praça Dom João Costa, foi um desafio lançado pelo Padre Francisco Sales Cavalcanti, quando nomeado diretor, em janeiro de 1946.
A pedra fundamental foi chamada a 30 de setembro de 1947 e em junho seguinte se iniciaram as obras, como presente de aniversário ao Bispo Dom João Costa.
Houve muitas campanhas e ajudas para as obras.
Nos anos de 1953 a 1955, os trabalhos aumentaram e os novos pavilhões foram surgindo.
Padre Sátiro, ao lado de Padre Demétrio, discursa em evento (Foto: divulgação)
A festa inaugural aconteceu a 09 de junho de 1956, presidida pelo Cardeal Dom Jaime Câmara e com a presença dos bispos Dom João Costa e Dom Eliseu Simões Mendes, além do Governador do Estado, Dinarte Mariz, e de vários deputados e personalidades, alguns deles ex-alunos do Diocesano Santa Luzia.
O primeiro diretor do Diocesano Santa Luzia foi o Cônego Estevam José Dantas e sua primeira sede localizava-se à Praça Vigário Antônio Joaquim, onde está atualmente o Banco do Brasil.
Atualmente, a equipe Diretiva é formada pelo diretor emérito Padre Sátiro Cavalcanti Dantas, que foi nomeado por Dom Gentil Diniz Barreto, em 1961, pelo Diretor Padre Charles Lamartine, nomeado por Dom Mariano Manzana em 2012, e pelo Vice-Diretor Padre Demétrio de Freitas Júnior, nomeado por Dom Mariano em 2020.
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Estudantes da rede privada que completam o ensino médio têm o dobro das chances de ingressar numa faculdade do que alunos da rede pública, mostram dados da Síntese de Indicadores Sociais, divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com a pesquisa, que faz um cruzamento de diversos indicadores divulgados pelo órgão ao longo do ano, 79,2% dos estudantes que completam o ensino médio na rede privada ingressam no ensino superior. Na rede pública, esse percentual cai drasticamente — para 35,9%.
Essa diferença não é explicada apenas pela qualidade de ensino das redes pública e privada. Segundo o IBGE, o perfil socioeconômico também exerce influência, uma vez que o rendimento das famílias limita ainda mais o acesso de quem estudou na escola pública.
Nota do Blog – É um profundo equívoco o que os últimos governos promoveram como prioridade em termos de ensino no país. Investiram bilhões na construção de uma casa a partir do “teto” (terceiro grau), privilegiando sobretudo universidades e faculdades privadas.
A prioridade deveria e deve ser o ensino básico, público e federalizado. Não por acaso, temos números tão expressivos de evasão escolar e multidões de semianalfabetos perdidos nas academias.
Sabe quando vamos sair desse buraco, com esse modelo? Nunca. Nunca.